No primeiro resultado concreto desde sua associação, em 2006, o fórum de grandes países emergentes chamado de BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) decidiu em reunião de cúpula realizada em Duban, na África do Sul, criar um fundo de emergência de US$ 100 bilhões para situações de crise alternativo ao Fundo Monetário Internacional (FMI), dominado pelos Estados Unidos e a Europa.
A China, o mais rico dos BRICS, contribuirá com US$ 41 bilhões, o Brasil, a Índia e a Rússia com US$ 18 bilhões cada, e a África do Sul, prima pobre que entrou pela janela num agrado à África, com apenas US$ 5 bilhões.
Outra proposta, de criação de um banco de desenvolvimento, foi acertada, mas não há prazo para sua criação. A questão será examinada em detalhes pelos países.
O grupo surgiu de um relatório interno do banco de investimentos Goldman Sachs, um dos vilões da crise financeira internacional de 2008. Em 2001, o economista britânico Jim O'Neill previu que quatro grandes países emergentes, Brasil, Rússia, Índia e China (BRIC) seriam os maiores responsáveis pelo crescimento da economia mundial até 2050, quando seriam grandes potências ao lado dos EUA, da Europa e do Japão.
Em inglês, brick quer dizer tijolo. Os BRICs seriam os tijolos da construção da economia mundial do século 21. A África do Sul entrou para dar uma satisfação à África, que se considera vítima do neocolonialismo chinês. Pelo critério de potencial de crescimento, o quinto bric deveria ser a Indonésia.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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quarta-feira, 27 de março de 2013
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
Indonésia cresceu 6,5% em 2011
A Indonésia, país que muitos economistas acreditam que deveria ser o quinto BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China - os grandes emergentes responsáveis pela maior parte do crescimento mundial), cresceu 6,5% no ano passado, confirmando o dinamismo da maior economia do Sudeste Asiático.
Quarto país mais populoso do mundo, depois de China, Índia e Estados Unidos, a Indonésia tinha crescido 6,1% em 2010 e avançou em ritmo um pouco mais forte em 2011, dentro das previsões do governo.
O crescimento foi atribuído à força de um mercado interno de 240 milhões de pessoas, responsável por mais da metade do produto interno bruto, tornando a economia menos vulnerável às crises na Europa e nos EUA.
Para o economista Jim O'Neill, do banco Goldman Sachs, que criou o termo BRIC em artigo escrito em 2001, a Indonésia deveria ser o quinto país do grupo dos grandes emergentes. A China, hoje a segunda maior economia do mundo, preferiu convidar a África do Sul para dar uma compensação à África, continente que explora tanto quanto as potências coloniais do passado.
Quarto país mais populoso do mundo, depois de China, Índia e Estados Unidos, a Indonésia tinha crescido 6,1% em 2010 e avançou em ritmo um pouco mais forte em 2011, dentro das previsões do governo.
O crescimento foi atribuído à força de um mercado interno de 240 milhões de pessoas, responsável por mais da metade do produto interno bruto, tornando a economia menos vulnerável às crises na Europa e nos EUA.
Para o economista Jim O'Neill, do banco Goldman Sachs, que criou o termo BRIC em artigo escrito em 2001, a Indonésia deveria ser o quinto país do grupo dos grandes emergentes. A China, hoje a segunda maior economia do mundo, preferiu convidar a África do Sul para dar uma compensação à África, continente que explora tanto quanto as potências coloniais do passado.
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
Crescimento mundial em 2012 depende da China
Com a Europa em plena crise das dívidas públicas e a recuperação débil nos Estados Unidos, a economia mundial vai depender da China para crescer em 2012, afirma o economista britânico Jim O'Neill, o mesmo que previu há 10 anos que Brasil, China, Índia e Rússia seriam os principais motores do crescimento nas próximas décadas.
Para crescer acima de 8%, argumenta O'Neill em artigo publicado ontem no Financial Times, apesar da queda nas exportações e nos investimentos públicos, a China vai depender do fortalecimento do mercado interno.
Para crescer acima de 8%, argumenta O'Neill em artigo publicado ontem no Financial Times, apesar da queda nas exportações e nos investimentos públicos, a China vai depender do fortalecimento do mercado interno.
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
Inflação na China cai para 5,5% ao ano
O índice de crescimento de preços no varejo da China caiu de 6,1% em setembro para 5,5% em outubro, depois de chegar a um pico de 6,5% em julho. Essa trajetória permite que o governo volte a reduzir as taxas de juros e tome outras medidas para manter taxas de crescimento elevadas.
Foi o terceiro mês seguido de queda, observa o jornal inglês Financial Times, principal diário econômico financeiro da Europa.
Em entrevista à TV americana CNN, o economista Jim O'Neill considerou a queda da inflação na China a melhor notícia para a economia mundial das últimas semanas: "Isto permite não só uma redução de juros como a adoção de novas medidas para estimular o crescimento".
O'Neill criou a sigla BRIC ao afirmar, em 2001, que o Brasil, a Rússia, a Índia e a China seriam responsáveis pela maior parte do crescimento econômico internacional nas próximas décadas.
Na sua opinião, a inflação nas economias emergentes era uma grande ameaça à recuperação mundial, já que "15 países emergentes estão aumentando o consumo". Sua conclusão: a economia mundial não está tão frca quanto diz quem só olha para os países ricos.
Foi o terceiro mês seguido de queda, observa o jornal inglês Financial Times, principal diário econômico financeiro da Europa.
Em entrevista à TV americana CNN, o economista Jim O'Neill considerou a queda da inflação na China a melhor notícia para a economia mundial das últimas semanas: "Isto permite não só uma redução de juros como a adoção de novas medidas para estimular o crescimento".
O'Neill criou a sigla BRIC ao afirmar, em 2001, que o Brasil, a Rússia, a Índia e a China seriam responsáveis pela maior parte do crescimento econômico internacional nas próximas décadas.
Na sua opinião, a inflação nas economias emergentes era uma grande ameaça à recuperação mundial, já que "15 países emergentes estão aumentando o consumo". Sua conclusão: a economia mundial não está tão frca quanto diz quem só olha para os países ricos.
quarta-feira, 20 de abril de 2011
Corrupção é um dos maiores problemas dos BRICS
A corrupção é um dos maiores obstáculo ao desenvolvimento das grandes economias emergentes, como Brasil, Rússia, Índia e China, adverte uma reportagem publicada pela revista americana Fortune.
“Estamos pensando em sair do Brasil”, declara o diretor-administrativo de uma grande empresa dos Estados Unidos.
A companhia opera há anos no país. Está insatisfeita com uma série de decisões judiciais que considera ilógicas, inexplicáveis e extremamente dispendiosas.
Na reportagem, há citações do então presidente Lula chamando a Justiça brasileira de “caixa preta” e “intocável”.
O primeiro-ministro Wen Jiabao advertiu o Congresso Nacional do Povo que “a corrupção é a maior ameaça à China”. E o vice-presidente dos EUA, Joe Biden, citou a corrupção como o maior obstáculo ao progresso da Rússia.
Na Índia, o Ministério das Telecomunicações desviou US$ 30 bilhões nos últimos anos. Na Rússia, um ativista colocou na Internet documentos que comprovariam uma fraude de US$ 5 bilhões num projeto estatal de um oleoduto transiberiano.
Outros países emergentes importantes, como Argentina, México, Nigéria e África do Sul, também enfrentam sérios problemas de corrupção e desvio de dinheiro público para benefício de agentes privados.
A corrupção é, ao lado da falta de liberdade e de empregos, uma das principais causas das revoluções democráticas que sacodem os países árabes no momento.
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Quinto BRIC cresceu 6,1% no ano passado
A Indonésia, que muitos consideram o quinto BRIC, cresceu 6,1% em 2010.
A sigla BRIC, do inglês brick, que significa tijolo, foi usada pelo economista britânico Jim O'Neill, do banco americano Goldman Sachs, num relatório onde previa que o Brasil, a Rússia, a Índia e a China seriam os líderes do crescimento da economia mundial até 2050.
Quando o Brasil e a China convidaram a África do Sul para integrar o grupo, O'Neill observou que a maior economia da África não reúne as mesmas qualidades das quatro grandes economias emergentes.
O padrinho do grupo comentou que o quinto grande emergente é a Indonésia, um país de 260 milhões de habitantes. Duramente abalada pela crise asiática de 1997-98, a Indonésia virou uma democracia e voltou a crescer vigorosamente nos últimos anos.
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Economista que inventou BRIC prevê recuperação dos EUA
O economista britânico Jim O’Neill, que inventou a sigla BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China), por esperar que essas grandes economias emergentes liderem o crescimento mundial nas próximas décadas, prevê a recuperação dos EUA em 2011.
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
Pai do BRIC critica inclusão da África do Sul
O economista do banco Goldman Sachs Jim O’Neill, que criou o termo BRIC ao prever, em 2002, que Brasil, China, Índia e Rússia iriam liderar o crescimento econômico mundial nas próximas décadas, criticou a inclusão da África do Sul, alegando que sua economia está muito aquém dos quatro grandes emergentes.
A Indonésia tem sido citada como o quinto país que mereceria fazer parte do grupo. Para O'Neill, que nunca imaginou que seu relatório levaria à criação de uma organização intergovernamental, a entrada da África do Sul é uma jogada política.
sábado, 23 de outubro de 2010
G-20 aprova reforma do FMI
A União Europeia concordou hoje em ceder 6% dos votos no Fundo Monetário Internacional para países emergentes, dentro de uma reforma histórica acertada durante a reunião dos ministros das Finanças e presidente de bancos centrais do Grupo dos Vinte (19 países mais ricos do mundo e a UE).
Ganharam os grandes emergentes conhecidos como BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China). Os quatro estão entre os dez países com mais votos no FMI.
O comunicado final do encontro apenas recomendou aos países que "evitem desvalorizar suas moedas com objetivos competitivos", adotem políticas para promover o crescimento global, reduzam os desequilíbrios e submetam os resultados à revisão de outros países.
Ficou longe da proposta do secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Timothy Geithner, limitar o saldo comercial de cada país a 4% do produto interno bruto (toda a riqueza produzida no país menos as importações).
A medida foi considerada "irrealista" pelo Japão e antimercado pela Alemanha, dois países ricos com expressivos saldos comerciais.
Ganharam os grandes emergentes conhecidos como BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China). Os quatro estão entre os dez países com mais votos no FMI.
O comunicado final do encontro apenas recomendou aos países que "evitem desvalorizar suas moedas com objetivos competitivos", adotem políticas para promover o crescimento global, reduzam os desequilíbrios e submetam os resultados à revisão de outros países.
Ficou longe da proposta do secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Timothy Geithner, limitar o saldo comercial de cada país a 4% do produto interno bruto (toda a riqueza produzida no país menos as importações).
A medida foi considerada "irrealista" pelo Japão e antimercado pela Alemanha, dois países ricos com expressivos saldos comerciais.
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
BRICs são melhor opção para 2010
Os mercados emergentes, especialmente os BRICs, são a melhor opção de investimento para 2010, diz hoje o FT, lembrando que o índice das ações desses mercados ainda estão 28% abaixo dos recordes de outubro de 2007.
• A inflação na Eurozona volta a subir. Em dezembro, a taxa anual ficou em 0,9%. Depois de 0,5% em novembro, a série indica uma tendência de aumento. Como a taxa básica de juros está em 1% ao ano, a expectativa é que o Banco Central da Europa volte a aumentar os juros em breve.
• Os países da Eurozona enfrentam o desafio de encontrar compradores para US$ 1,435 tri em bônus de dívidas públicas em 2010.
• O desemprego na Espanha cresceu 25,4% no ano passado, atingindo 3,9 milhões de trabalhadores.
• As vendas de carros na Alemanha cresceram 23%, mas começaram a cair em dezembro, com a desativação do subsídio para trocar de carro.
• As vendas pendentes de casas nos EUA caíram 16% em novembro mas as encomendas à indústria subiram, confirmando a recuperação da indústria.
• A venda de automóveis no Japão cresceu 36,5% em dezembro para 250 mil veículos, na comparação com o mesmo mês no ano passado, mas caiu 9,2% no ano de 2009 como um todo para 2,92 milhões.
• A Islândia, primeiro país a quebrar com a crise vive uma crise política. O presidente rejeitou uma decisão do governo de pagar os depósitos de estrangeiros no banco Icesave, rejeitada pela população. A UE só aceitará o pedido de associação do país se os poupadores forem compensados.
• De olho no mercado indiano, a indústria automobilística alemã lança novos modelos no Salão do Automóvel de Nova Déli (2136). A japonesa Honda lança um novo carro compacto.
• As vendas da Chrysler caíram 4% em dezembro na comparação anual, uma indicação de que a empresa não se recuperou depois da concordata. As vendas da Ford avançaram 33% em dezembro.
• A Nestlé compra por US$ 3,7 bi o setor de pizzas congeladas da Kraft Foods, que junta dinheiro para comprar a fábrica de chocolate britânica Cadbury.
• Os americanos gastaram quase US$ 10 bi para ir ao cinema em 2009, mais do que com DVDs.
• As bolsas da Ásia subiram, depois das altas de ontem na Europa, nos EUA e nos preços dos produtos primários.
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Medvedev quer uma Rússia de alta tecnologia
O presidente Dimitri Medvedev anuncia planos para transformar a Rússia num país de alta tecnologia, admitindo que a dependência de produtos primários, especialmente petróleo, foi responsável pelo forte impacto da crise internacional sobre o país, que está muito atrás dos outros BRICs na recuperação pós-crise, depois de sofrer uma queda no PIB de 9% (a conferir).
Medvedev disse que é hora de superar o modelo soviético. Ele citou áreas que tinham grande desenvolvimento científico na era soviética, como medicina, tecnologias nuclear e espacial, como base das novas reformas econômicas.
Para os analistas, é também uma jogada para se firmar no poder e sair da sombra do primeiro-ministro e ex-presidente Vladimir Putin, que ainda é considerado o homem-forte da Rússia.
Assim, China, Índia e Rússia planejam um futuro de alta tecnologia, enquanto o quarto BRIC (grupo criado por um economista do banco Goldman Sachs para reunir as grandes potências emergente), o Brasil ainda não definiu qual será sua especialização tecnológica.
Vem aí a revolução da biotecnologia. Vai transformar o mundo ainda mais do que a revolução tecnológica em andamento, da informática, à qual está acoplada.
O Brasil é o país com maior diversidade biológica do mundo e oficialmente ainda despreza esse patrimônio genético incalculável.
Outros destaques econômicos do dia:
• A produção industrial da zona do euro cresceu 0,3% em setembro, mas ainda registra queda de 12,9% na comparação anual.
• Os ministros das Finanças do fórum de Cooperação da Ásia e do Pacífico (APEC) defendem a flutuação do câmbio de acodo com os fundamentos econômicos, como defendeu o secretário do Tesouro dos EUA. O principal alvo é a moeda chinesa, o iuã, que está praticamente colada ao dólar para garantir a competitividade das exportações da China.
• O presidente Barack Obama convocou para o próximo mês, na Casa Branca, um fórum de discussões sobre desemprego.
• Os EUA querem reduzir o déficit público federal com o dinheiro que sobrou do Programa de Alívio de Ativos Tóxicos, o primeiro programa lançado por Bush para salvar o sistema financeiro depois que a crise se agravou.
• O número de novos pedidos de seguro-desemprego nos EUA voltou a cair a semana passada.
• A deflação no atacado no Japão chegou a 6,7%.
• Na França, pelo segundo ano seguido deve haver uma queda nas vendas de Natal, agora da ordem de 3,5%.
• O PIB da Espanha continua em queda, com perda de 0,3% no terceiro trimestre.
• A rede de supermercados americana WalMart teve ganhos 3,2% superiores no terceiro trimestre, mas admite que “o clima de vendas continua difícil”. As ações da maior cadeia varejista do mundo caem porque ela tem sido forçada a baixar preços para enfrentar a concorrência.
• As vendas da Ford na Europa subiram 12% em outubro.
• A British Airways e a Iberia anunciaram uma fusão para criar a terceira maior companhia aérea do mundo.
• A Intel, maior fabricante de chips de computador do mundo, vai pagar multa de US$ 1,25 bi num processo antimonopólio.
• As bolsas da Ásia e dos EUA caíram.
• Na Europa, a possível fusão da BA com a Iberia provocou uma pequena alta.
Medvedev disse que é hora de superar o modelo soviético. Ele citou áreas que tinham grande desenvolvimento científico na era soviética, como medicina, tecnologias nuclear e espacial, como base das novas reformas econômicas.
Para os analistas, é também uma jogada para se firmar no poder e sair da sombra do primeiro-ministro e ex-presidente Vladimir Putin, que ainda é considerado o homem-forte da Rússia.
Assim, China, Índia e Rússia planejam um futuro de alta tecnologia, enquanto o quarto BRIC (grupo criado por um economista do banco Goldman Sachs para reunir as grandes potências emergente), o Brasil ainda não definiu qual será sua especialização tecnológica.
Vem aí a revolução da biotecnologia. Vai transformar o mundo ainda mais do que a revolução tecnológica em andamento, da informática, à qual está acoplada.
O Brasil é o país com maior diversidade biológica do mundo e oficialmente ainda despreza esse patrimônio genético incalculável.
Outros destaques econômicos do dia:
• A produção industrial da zona do euro cresceu 0,3% em setembro, mas ainda registra queda de 12,9% na comparação anual.
• Os ministros das Finanças do fórum de Cooperação da Ásia e do Pacífico (APEC) defendem a flutuação do câmbio de acodo com os fundamentos econômicos, como defendeu o secretário do Tesouro dos EUA. O principal alvo é a moeda chinesa, o iuã, que está praticamente colada ao dólar para garantir a competitividade das exportações da China.
• O presidente Barack Obama convocou para o próximo mês, na Casa Branca, um fórum de discussões sobre desemprego.
• Os EUA querem reduzir o déficit público federal com o dinheiro que sobrou do Programa de Alívio de Ativos Tóxicos, o primeiro programa lançado por Bush para salvar o sistema financeiro depois que a crise se agravou.
• O número de novos pedidos de seguro-desemprego nos EUA voltou a cair a semana passada.
• A deflação no atacado no Japão chegou a 6,7%.
• Na França, pelo segundo ano seguido deve haver uma queda nas vendas de Natal, agora da ordem de 3,5%.
• O PIB da Espanha continua em queda, com perda de 0,3% no terceiro trimestre.
• A rede de supermercados americana WalMart teve ganhos 3,2% superiores no terceiro trimestre, mas admite que “o clima de vendas continua difícil”. As ações da maior cadeia varejista do mundo caem porque ela tem sido forçada a baixar preços para enfrentar a concorrência.
• As vendas da Ford na Europa subiram 12% em outubro.
• A British Airways e a Iberia anunciaram uma fusão para criar a terceira maior companhia aérea do mundo.
• A Intel, maior fabricante de chips de computador do mundo, vai pagar multa de US$ 1,25 bi num processo antimonopólio.
• As bolsas da Ásia e dos EUA caíram.
• Na Europa, a possível fusão da BA com a Iberia provocou uma pequena alta.
quarta-feira, 17 de junho de 2009
BRIC devem procurar múltiplas alianças
Não quero dizer que essa euforia em torno da primeira reunião de cúpula dos BRICs (Brasil, Rússia, Índia e China) não faz sentido, mas é a primeira organização internacional criada por um analista de banco de investimentos, como ironizou o Financial Times. São grandes potências em ascensão e serão os tijolos da construção da economia globalizada.
O presidente Lula continua atacando os brancos de olhos azuis que tinham solução para tudo mas na opinião dele não sabiam nada e foram responsáveis pela crise. Poucas instituições são tão representativas do ambiente de negócios que gerou a crise econômico-financeiro global do que o banco Goldman Sachs.
O que Jim O'Neill, analista do Goldman Sachs, tentou identificar é quem serão as grandes potências do mundo multipolar que deve emergir até 2050. Antes de saber do relatório, ensinava a meus alunos da UniverCidade que o mundo do futuro será multipolar, com as seguintes potências mundiais: EUA, China, Índia, Europa, Japão, Rússia e Brasil, se fizermos a nossa lição de casa e crescermos economicamente.
Outros países citados hoje pela Miriam Leitão n'O Globo, com África do Sul, Coreia do Sul e México não tem peso para se tornarem potênciais mundiais.
Mas a História ensina que as alianças são forjadas em torno de interesses comuns. É difícil imaginar que os BRIC queiram se encerrar num grupo fechado. A tendência é que tentem fortalecer uma teia de relações com todas as grandes potências. Caso contrário, perderiam oportunidades, e ninguém vira grande potência desperdiçando oportunidades.
O presidente Lula continua atacando os brancos de olhos azuis que tinham solução para tudo mas na opinião dele não sabiam nada e foram responsáveis pela crise. Poucas instituições são tão representativas do ambiente de negócios que gerou a crise econômico-financeiro global do que o banco Goldman Sachs.
O que Jim O'Neill, analista do Goldman Sachs, tentou identificar é quem serão as grandes potências do mundo multipolar que deve emergir até 2050. Antes de saber do relatório, ensinava a meus alunos da UniverCidade que o mundo do futuro será multipolar, com as seguintes potências mundiais: EUA, China, Índia, Europa, Japão, Rússia e Brasil, se fizermos a nossa lição de casa e crescermos economicamente.
Outros países citados hoje pela Miriam Leitão n'O Globo, com África do Sul, Coreia do Sul e México não tem peso para se tornarem potênciais mundiais.
Mas a História ensina que as alianças são forjadas em torno de interesses comuns. É difícil imaginar que os BRIC queiram se encerrar num grupo fechado. A tendência é que tentem fortalecer uma teia de relações com todas as grandes potências. Caso contrário, perderiam oportunidades, e ninguém vira grande potência desperdiçando oportunidades.
quarta-feira, 6 de maio de 2009
Emergentes lideram a recuperação dos mercados
As grandes potências econômicas emergentes, os chamados BRICs (Brasil, Rússia, Índia e China) lideram a recuperação da economia mundial, constata o Financial Times, principal jornal econômico financeiro da Europa.
Desde o pior momento da crise financeira mundial, em outubro de 2008, o índice RTS, da Bolsa de Moscou, subiu 80%. O índice Bovespa, da Bolsa de Valores de São Paulo, vem logo atrás, com 75%.
Na China, a Bolsa de Xangai avançou 52%, enquanto a Bolsa de Mumbai, na Índia, teve uma valorização de 46%.
Para o FT, a recuperação dos emergentes começou em novembro de 2008, quando a China anunciou um programa de estímulo ao crescimento econômico de US$ 585 bilhões.
Desde o pior momento da crise financeira mundial, em outubro de 2008, o índice RTS, da Bolsa de Moscou, subiu 80%. O índice Bovespa, da Bolsa de Valores de São Paulo, vem logo atrás, com 75%.
Na China, a Bolsa de Xangai avançou 52%, enquanto a Bolsa de Mumbai, na Índia, teve uma valorização de 46%.
Para o FT, a recuperação dos emergentes começou em novembro de 2008, quando a China anunciou um programa de estímulo ao crescimento econômico de US$ 585 bilhões.
sexta-feira, 24 de outubro de 2008
Crise atinge emergentes
Depois da Islândia, que negociou um empréstimo de emergência de US$ 6 bilhões junto ao Fundo Monetário Internacional para evitar o colapso do sistema bancária, que teve de ser totalmente estatizado pelo governo, a Hungria, a Ucrânia, a Bielorrússia e o Paquistão pediram ajuda ao FMI. O Brasil e o México estão usando suas reservas cambiais para defender suas moedas.
Ontem a revista inglesa The Economist advertia que a Índia tem um déficit público elevado, de cerca de 10% do produto interno bruto, de cerca de US$ 1 trilhão, e as empresas brasileiras têm dívidas em dólares. Mas os dois países acumularam reservas cambiais que os deixaram mais bem-preparados do que nunca para uma crise econômica internacional.
Hoje, diante do colapso das bolsas de Moscou e do rublo, alguns analistas previram que a Rússia poderia entrar em recessão. Seria o primeiro dos BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) a entrar em recessão.
A expectativa para os outros três grandes emergentes é que sofram com a crise, reduzam suas taxas de crescimento, a China e a Índia para cerca de 6% e o Brasil de 2% a 3%.
Com o pânico e a fuga de capitais, as moedas do Brasil, México, Turquia, Hungria, Polônia e Coréia do Sul se desvalorizaram.
Leia mais no jornal espanhol El País.
Ontem a revista inglesa The Economist advertia que a Índia tem um déficit público elevado, de cerca de 10% do produto interno bruto, de cerca de US$ 1 trilhão, e as empresas brasileiras têm dívidas em dólares. Mas os dois países acumularam reservas cambiais que os deixaram mais bem-preparados do que nunca para uma crise econômica internacional.
Hoje, diante do colapso das bolsas de Moscou e do rublo, alguns analistas previram que a Rússia poderia entrar em recessão. Seria o primeiro dos BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) a entrar em recessão.
A expectativa para os outros três grandes emergentes é que sofram com a crise, reduzam suas taxas de crescimento, a China e a Índia para cerca de 6% e o Brasil de 2% a 3%.
Com o pânico e a fuga de capitais, as moedas do Brasil, México, Turquia, Hungria, Polônia e Coréia do Sul se desvalorizaram.
Leia mais no jornal espanhol El País.
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
UE pede que China lidere combate à crise
Na véspera de uma conferência de cúpula dos 27 países da União Européia com 16 da Ásia, incluindo a China, a Índia e o Japão, que começa hoje em Beijim, a UE pediu à China que assuma um papel de liderança internacional no combate à crise financeira global. É a 7ª reunião de cúpula do Encontro Ásia-Europa (ASEM).
Os líderes europeus já estão na capital chinesa, onde foram recebidos pelo presidente Hu Jintao e o primeiro-ministro Wen Jiabao.
Coube ao presidente da Comissão Européia, o ex-primeiro-ministro português José Manuel Durão Barroso, fazer o apelos aos dirigentes chineses para que tomem uma posição à altura de sua crescente importância econômica.
A China teve nos últimos 30 anos o mais extraordinário crescimento industrial da História. Acumulou reservas de US$ 1,4 trilhão, as maiores do mundo. Deve continuar crescendo, apesar da crise. Tornou-se o último sinal de alerta da crise.
Sem o mesmo grau de consumo americano, todo o resto do mundo vai sofrer. No ano passado, os 300 milhões de americanos gastaram US$ 9,7 trilhões, enquanto 1,3 trilhão de chineses consumiram US$ 1,2 trilhão. O consumo americano vai fazer falta para quem exporta para os EUA.
Na sua edição desta semana, a revista inglesa The Economist observa que a crise será mais ou menos longa e profunda de acordo com a reação das grandes economias emergentes.
Os BRICs (Brasil, Rússia, Índia e China), expressão criada pelo banco de investimentos Goldman Sachs, os tijolos que estão construindo a economia do século 21, são a última esperança de manter algum crescimento econômico, evitando uma recessão mundial.
Os líderes europeus já estão na capital chinesa, onde foram recebidos pelo presidente Hu Jintao e o primeiro-ministro Wen Jiabao.
Coube ao presidente da Comissão Européia, o ex-primeiro-ministro português José Manuel Durão Barroso, fazer o apelos aos dirigentes chineses para que tomem uma posição à altura de sua crescente importância econômica.
A China teve nos últimos 30 anos o mais extraordinário crescimento industrial da História. Acumulou reservas de US$ 1,4 trilhão, as maiores do mundo. Deve continuar crescendo, apesar da crise. Tornou-se o último sinal de alerta da crise.
Sem o mesmo grau de consumo americano, todo o resto do mundo vai sofrer. No ano passado, os 300 milhões de americanos gastaram US$ 9,7 trilhões, enquanto 1,3 trilhão de chineses consumiram US$ 1,2 trilhão. O consumo americano vai fazer falta para quem exporta para os EUA.
Na sua edição desta semana, a revista inglesa The Economist observa que a crise será mais ou menos longa e profunda de acordo com a reação das grandes economias emergentes.
Os BRICs (Brasil, Rússia, Índia e China), expressão criada pelo banco de investimentos Goldman Sachs, os tijolos que estão construindo a economia do século 21, são a última esperança de manter algum crescimento econômico, evitando uma recessão mundial.
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