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terça-feira, 14 de abril de 2026

Hoje na História do Mundo: 14 de Abril

EDUARDO IV RECONQUISTA TRONO DA INGLATERRA

    Em 1471, durante a Guerra das Duas Rosas (1455-87), o rei deposto Eduardo IV, da Dinastia de York, vence o rei Henrique VI, da Dinastia de Lancaster, na Batalha de Barnet, perto de Londres, e retoma a coroa da Inglaterra.

Eduardo IV é rei da Inglaterra em dois períodos, De 4 de março de 1461 a 3 de outubro de 1470 e de 1471 até a morte, em 8 de abril de 1483.

A Batalha de Barnet é travada em Hadley Green, no Leste de Barnet, ao norte de Londres. Eduardo IV e seu irmão Ricardo, Duque de Gloucester, futuro rei Ricardo III, chegam tarde e atacam de madrugada.

Um mês depois, a derrota de um exército liderado pela mulher de Henrique VI, a rainha Margaret de Anjou, e a morte de Henrique VI na prisão deixam Eduardo seguro no trono até a morte.

LINCOLN BALEADO

    Em 1865, cinco dias depois do fim da Guerra da Secessão (1861-65), o ator John Wilkes Booth dá um tiro na cabeça do presidente Abraham Lincoln no Teatro Ford, em Washington, por volta das 22h, o chama de tirano e grita que "o Sul está vingado". Lincoln morre no dia seguinte às 7h22.

Booth apoia os Estados Confederados da América (Sul), mas fica no Norte durante a guerra civil. Planeja capturar o presidente e levá-lo para Richmond, na Virgínia, a capital da Confederação. Mas, em 20 de março de 1865, a data do sequestro, Lincoln não vai ao local onde Booth e outros seis conspiradores o aguardam.

Dois dias depois, Richmond cai ante as forças da União (Norte). Booth não aceita a derrota. Conspira para matar Lincoln, o vice-presidente Andrew Johnson e o secretário de Estado, William Seward. Ao matar o presidente e dois possíveis sucessores, queria provocar o caos no governo dos Estados Unidos.

Sabendo que Lincoln ia ao Teatro Ford ver Nosso Primo Americano, Booth prepara a ação. Na mesma noite, Lewis Powell invade a casa do secretário, ferindo-o gravemente. George Atzerodt, que atacaria o vice-presidente, entra em pânico e foge.

Booth foge. É cercado no celeiro de uma fazenda. Não se rende. O celeiro pega fogo. Ao tentar escapar, é baleado mortalmente pelo cabo Boston Corbett.

BOMBARDEIO AÉREO A KADAFI

    Em 1986, um esquadrão aérea dos Estados Unidos com base no Reino Unido bombardeia vários palácios na Líbia e mata uma filha adotiva do coronel Muamar Kadafi, que escapa por pouco.

O objetivo da Operação El Dorado Canyon, ordenada pelo presidente Ronald Reagan, é desestabilizar o governo de Kadafi em resposta a um ataque terrorista a uma discoteca em Berlim frequentada por soldados dos EUA estacionados na Europa.

Sob o governo da primeira-ministra Margaret Thatcher, o Reino Unido apoia e cede suas bases para uso pelos EUA, enquanto a França, a Itália e a Espanha não apoiam. Os EUA apresentam o bombardeio como um sucesso ao atingir postos de comando e controle, centros de treinamento naval e uma base aérea.

O atentado que derruba um Jumbo da companhia norte-americana PanAm em 21 de dezembro de 1988, matando as 259 pessoas a bordo e 11 no solo, pode ter sido uma resposta líbia ao bombardeio de 1986.

VULCÃO PARA AVIAÇÃO NA EUROPA

    Em 2010, o vulcão Eyjafjallajökull entra em erupção no Sul da Islândia e joga no ar nuvens de cinzas que param o tráfego aéreo em 19 países da Europa.

A erupção começa com uma série de pequenos terremotos em janeiro e vai até maio. Os gases e cinzas podem turvar a visão dos pilotos e paralisar os motores. A Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) estima o prejuízo do setor em 148 milhões de euros por dia.

BOKO HARAM SEQUESTRA CENTENAS DE MENINAS

    Em 2014, o grupo terrorista muçulmano Boko Haram sequestra 276 estudantes de um internato em Chibok, no Nordeste da Nigéria.

Boko Haram, que significa "educação ocidental é pecaminosa", é fundado em 2002 por Mohammed Yussuf em Maiduguri, no estado de Borno, para erradicar a corrupção e a injustiça na Nigéria, que atribui ao imperialismo ocidental, e impor a charia, a lei islâmica.

Desde 2009, o grupo adere à luta armada. Em 2015, declara aliança ao Estado Islâmico e adota o nome de Província do Estado Islâmico na África Ocidental. No ano seguinte, o grupo se divide. Uma parte mantém o nome de Província do Estado Islâmico, enquanto a outra volta a usar o nome antigo.

Das meninas sequestradas, 57 fogem imediatamente saltando dos caminhões que as levam. Muitas outras são resgatadas em ações do Exército, negociações e troca de prisioneiros. Ao todo, 180 a 190 são libertadas, enquanto 80 a 100 estão desaparecidas, ainda estão cativas ou morrem.

terça-feira, 5 de abril de 2016

Primeiro-ministro da Islândia cai por causa dos Papéis do Panamá

Sob intensa pressão das ruas, o primeiro-ministro da Islândia, Sigmundur Davío Gunnlaugsson, pediu demissão hoje depois que o vazamento dos Papéis do Panamá revelou que ele e a mulher tinham ume empresa de fachada criada pelo escritório de advocacia panamenho Mossack Fonseca.

No maior vazamento de dados da história do jornalismo, o Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos e 109 meios de comunicação de vários países tiveram acesso a 11,5 milhões de documentos comprovando que desde 1977, a Mossack Fonseca criou 214 mil empresas offshore para clientes de 200 países e territórios, inclusive 12 ex-chefes de Estado ou de governo e outros 128 políticos e altos funcionários públicos.

O primeiro-ministro da Islândia é o primeiro a cair no escândalo financeiro. A Islândia e os três maiores bancos do país foram à falência na Grande Recessão.

Gunnlaugsson é acusado de omitir que ele e a mulher tinham uma empresa offshore quando foi eleito em 2009, pouco depois da Islândia quebrar em consequência da crise financeira internacional deflagrada pela falência do banco Lehman Brothers, em setembro de 2008.

Enquanto ele negociava as dívidas dos credores dos bancos falidos, sua companhia tinha direito a somas vultosas dessas dívidas, caracterizando um conflito de interesses.

Na segunda-feira, milhares de pessoas se concentraram diante do Parlamento da Islândia, em Reikjavik, para exigir sua queda. A oposição apresentou uma moção de desconfiança que seria votada na quinta-feira.

Em reunião com o presidente, o primeiro-ministro propôs a convocação de eleições antecipadas, mas foi pressionado a renunciar à chefia do governo.

A criação de empresas offshores é normalmente usada para lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio adquirido com dinheiro de negócios ilícitos, mas não é ilegal, desde que declarada às autoridades do imposto de renda.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Crise derruba mais um governo na Europa

A rainha Beatrix deve convocar eleições antecipadas na Holanda depois do colapso da coalizão de centro-direita por causa da recusa do Partido da Liberdade, de extrema direita, de aceitar novos cortes orçamentários para reduzir o déficit público do país, hoje em 4,6% do produto interno bruto. O pacto fiscal que sustenta o euro prevê um limite de 3% do PIB para o déficit.

Com o impasse orçamentário, a Holanda pode perder a nota máxima da agências de classificação de risco. O país tinha um governo de direita, que perdeu o apoio da ultradireita, e ficou sem maioria no Parlamento, levando o primeiro-ministro Mark Rutte a pedir demissão hoje..

O Partido da Liberdade, anti-imigrantes e antimuçulmanos, liderado por Geert Wilders, é contra a União Europeia. Por oportunismo, resolveu se opor aos cortes orçamentários no momento em que a quinta maior economia da Zona do Euro luta para crescer e aumentar a arrecadação de impostos.

"Não vou submeter os holandeses aposentados à ditadura de Bruxelas", alegou o líder neonazista.

A crise econômica já derrubou governos na Islândia, Irlanda, Portugal, Espanha, Reino Unido, Itália, duas vezes na Grécia e agora na Holanda. Na França, o presidente Nicolas Sarkozy perdeu no primeiro turno e tem agora duas semanas para se recuperar até o segundo turno, em 6 de maio de 2012.

Há uma fadiga no continente com os programas de austeridade impostos pela Alemanha. O candidato socialista à Presidência da França, François Hollande, explora esse descontentamento popular para cobrar mecanismos de crescimento da UE.

O primeiro chefe de governo da Europa a cair, o ex-primeiro-ministro islandês Geir Haarde, foi condenado hoje por uma das cinco acusações de que foi alvo por causa do colapso do sistema financeiro do país.

A Islândia não faz parte da UE, mas foi obrigada a honrar todos os compromissos financeiros de seus bancos. Isso levou o país à falência. Foi o primeiro país a quebrar com a crise iniciada em 2008.

domingo, 22 de maio de 2011

Vulcão da Islândia volta a preocupar aviação

A Islândia fechou hoje seu espaço aéreo por causa da erupção do vulcão Grimsvoetn. O resto da Europa, onde a nuvem de cinza vulcânica deve chegar nos próximos dias, teme a repetição do que aconteceu no passado por causa de outro vulcão islandês, adverte a agência France Presse.

Na terça-feira, a cinza chega à Escócia. Dois dias depois, na França e na Espanha.

Menos de 24 horas depois do início da erupção, na noite de sábado, as autoridades islandesas anunciaram o declínio da atividade vulcânica.

domingo, 28 de novembro de 2010

Presidente da Islândia: deixem bancos falirem

O presidente da Islândia, Olafur Grimsson, declarou hoje que seu país está em melhor situação econômica do que a Irlanda por causa da decisão do governo de deixar os bancos falirem.

"A diferença é que na Islândia deixamos os bancos quebrarem", declarou Grimsson em entrevista. "São bancos privados. Não botamos dinheiro para mantê-los funcionando. O Estado não assumiu nenhuma responsabilidade dos bancos privados falidos."

Na Irlanda, o governo decidiu garantir não só os depósitos  como os investimentos dos donos de bônus dos bancos privados irlandeses. Isso inchou o déficit público de 2010 para 32% do produto interno bruto, deflagrando a atual.

Já a Islândia foi o primeiro país a quebrar com a crise e o primeiro onde o governo caiu.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Aviação europeia volta ao normal

centro de controle aéreo europeu espera que 100% dos 29 mil voos programados para hoje sejam realizados; ontem, houve 27.284. 


Mas o vento mudou de direção. Agora são os aeroportos do norte da Islândia que enfrentam problemas com a nuvem de cinza do vulcão Eyjafjalla, na Islândia.
 

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Nova erupção ameaça reabertura de aeroportos

Depois do anúncio de que os aeroportos da Europa seriam reabertos a partir desta terça-feira, uma nova erupção do vulcão Eyfjalla lançou uma espessa nuvem de fumaça que subiu até uma altitude de 4,5 mil metros e se dirige em direção ao Reino Unido.

Nos últimos dias, os meteorologistas disseram que a nuvem de cinza vulcânica foi tão longe porque chegou a mais de 10 mil metros de altitude. Uma nuvem baixa não vai tão longe, mas pode perturbar as Ilhas Britânicas, que são os países mais próximos na rota da fumaça do vulcão.

Os aeroportos da Escócia deveriam ser reabertos às 6h de terça-feira pela hora local, 2h da madrugada em Brasília. Uma nova avaliação estaria sendo feita agora. Os aeroportos de Londres devem continuar fechados.

Hoje à tarde, o aeroporto de Amsterdã, na Holanda, foi reaberto. A Alemanha autorizou 50 voos da Lufthansa para levar de volta para casa 15 mil alemães.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Vulcão faz Europa cancelar 17 mil voos

A nuvem de cinza vulcânica  lançada na atmosfera pelo vulcão Eyjafjalla, na Islândia, avançou hoje até a  Rússia, no Norte da Europa, e a Turquia, no Sul. A maioria dos aeroportos do continente está fechada até a manhã deste sábado.

É o caos aéreo, com o cancelamento de 17 mil voos, mais da metade dos 29,5 mil voos programados para hoje na Europa. Cerca de 1,5 milhão de passageiros foram afetados. 

sábado, 6 de março de 2010

Islândia rejeita indenização a estrangeiros

Mais de 90% dos islandeses votaram em plebiscito realizado hoje contra um acordo feito pelo governo do país com a Holanda e o Reino Unido para indenizar investidores que aplicaram seu dinheiro em bancos da Islândia via Internet.

Eram operações muito alavancadas. Os bancos islandeses faziam operações muito acima de seu capital.
Quando a crise financeira internacional se agravou, em 15 de setembro de 2008, com o colapso do banco Lehman Brothers, esses bancos ficaram insolventes. A Islândia foi o primeiro país a falir com a crise.

No mundo globalizado, 37 departamentos de polícia do Reino Unido tinham aplicado seus fundos de pensão na Islândia. O governo britânico recorreu à legislação antiterrorismo para confiscar propriedades e congelar depósitos islandeses na Grã-Bretanha, pressionando o governo de Reikjavik a indenizar depositantes e poupadores.

A Islândia também pediu associação à União Europeia. Não será aceita se não honrar os depósitos. Mas como a conta está estimada em US$ 5 bilhões, o presidente da Islândia decidiu convocar um plebiscito.

Com a rejeição maciça de passar a conta para a população inteira, o governo da Islândia tem um poderoso argumento para tentar renegociar a questão em bases mais favoráveis.

A população cassou o direito do governo de usar o dinheiro público para indenizar investidores estrangeiros.

domingo, 19 de julho de 2009

Islândia pede associação à UE

LONDRES - Depois de ser o primeiro país a quebrar com a crise financeira mundial, no ano passado, a Islândia pediu oficialmente na sexta-feira para se associar à União Europeia. O pedido foi encaminhado à Suécia, que ocupa a presidência rotativa da UE no segundo semestre de 2009.

A Islândia foi arrasada pelo colapso de seu sistema bancário, o que provocou a queda do governo. Em abril, a líder social-democrata Johanna Sigurdardottir foi eleita primeira-ministra com a promessa de levar o país ao bloco europeu.

O presidente da Comissão Europeia, o ex-primeiro-ministro português José Manuel Durão Barroso, saudou a medida como prova da vitalidade do projeto europeu.

No momento, a UE negocia a adesão de três países do Sudeste Europeu: Croácia, Macedônia e Turquia.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Crise atinge emergentes

Depois da Islândia, que negociou um empréstimo de emergência de US$ 6 bilhões junto ao Fundo Monetário Internacional para evitar o colapso do sistema bancária, que teve de ser totalmente estatizado pelo governo, a Hungria, a Ucrânia, a Bielorrússia e o Paquistão pediram ajuda ao FMI. O Brasil e o México estão usando suas reservas cambiais para defender suas moedas.

Ontem a revista inglesa The Economist advertia que a Índia tem um déficit público elevado, de cerca de 10% do produto interno bruto, de cerca de US$ 1 trilhão, e as empresas brasileiras têm dívidas em dólares. Mas os dois países acumularam reservas cambiais que os deixaram mais bem-preparados do que nunca para uma crise econômica internacional.

Hoje, diante do colapso das bolsas de Moscou e do rublo, alguns analistas previram que a Rússia poderia entrar em recessão. Seria o primeiro dos BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) a entrar em recessão.

A expectativa para os outros três grandes emergentes é que sofram com a crise, reduzam suas taxas de crescimento, a China e a Índia para cerca de 6% e o Brasil de 2% a 3%.

Com o pânico e a fuga de capitais, as moedas do Brasil, México, Turquia, Hungria, Polônia e Coréia do Sul se desvalorizaram.

Leia mais no jornal espanhol El País.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Islândia afunda em meio a crise

Uma pequena ilha perdida no topo da Cordilheira Interoceânica ameaça afundar na crise financeira global que engolfa o planeta.

A Islândia foi obrigada a nacionalizar o maior banco do país, depois de ter estatizado o segundo e o terceiro. Assumiu assim amplo controle do sistema financeiro para evitar um colapso da economia desta ilha que não faz parte da União Européia e assim está perdida ao jogo de forças maiores que sacodem grandes economias atlânticas na Europa e nos Estados Unidos.

O colapso do banco Laupthing foi causado pela abertura de um processo pelo governo britânico para recuperar US$ 35 bilhões que cidadãos do Reino Unido teriam depositado via internet em agências de bancos islandeses no país.

A pedido do primeiro-ministro Gordon Brown, o governo congelou bens de empresas finlandesas no Reino Unido para devolver o dinheiro de cidadãos, governos municipais, departamentos de polícia e até da Autoridade de Transportes da Grande Londres, que tinha US$ 69 milhões.

Só que a diminuta Islândia, uma ilha de 300 mil habitantes, não tem como pagar a dívida de um sistema bancário inflacionado, com atividades muito além das suas fronteiras e possibilidades.

Nos últimos anos, o país teve grande prosperidade. Agora, está falido. Já pediu ajuda à Rússia e à Suécia. Mas o credor Gordon Brown bate na porta nesta sexta-feira.