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quinta-feira, 14 de novembro de 2019

BRICS é instrumento de política externa da China

O Brasil assinou nove acordos sobre investimentos, transportes, comunicações, saúde, segurança, agricultura e serviços com a China durante a reunião de cúpula do grupo BRICS, do qual também fazem parte a Índia, a Rússia e a África do Sul. Mas o BRICS é cada vez mais um instrumento de política externa da China.

O governo Jair Bolsonaro aproveitou a reunião para consolidar a aproximação, depois da visita do presidente à China no mês passado, quando descobriu que a superpotência ascendente é um país capitalista.

O Brasil se afasta assim do alinhamento automático com os Estados Unidos, que até agora não rendeu frutos para a economia. O ministro da Economia, Paulo Guedes, anunciou a intenção de iniciar negociações de livre comércio com a China. Sem as devidas salvaguardas, o livre comércio com os chineses pode arruinar a indústria nacional.

O BRICS é a primeira organização internacional criada por inspiração de um analista de investimentos do mercado financeiro. Em 2001, o economista britânico Jim O’Neill escreveu um texto afirmando que o Brasil, a Rússia, a Índia e a China, as grandes economias emergentes, seriam os grandes motores do crescimento da economia mundial no início do século 21. 

BRIC, a sigla criada pelas iniciais desses países, significa tijolo em inglês. Seriam os tijolos que construiriam a economia globalizada.Meu comentário:

quarta-feira, 27 de março de 2013

BRICS criam fundo de emergência contra crises

No primeiro resultado concreto desde sua associação, em 2006, o fórum de grandes países emergentes chamado de BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) decidiu em reunião de cúpula realizada em Duban, na África do Sul, criar um fundo de emergência de US$ 100 bilhões para situações de crise alternativo ao Fundo Monetário Internacional (FMI), dominado pelos Estados Unidos e a Europa.

A China, o mais rico dos BRICS, contribuirá com US$ 41 bilhões, o Brasil, a Índia e a Rússia com US$ 18 bilhões cada, e a África do Sul, prima pobre que entrou pela janela num agrado à África, com apenas US$ 5 bilhões.

Outra proposta, de criação de um banco de desenvolvimento, foi acertada, mas não há prazo para sua criação. A questão será examinada em detalhes pelos países.

O grupo surgiu de um relatório interno do banco de investimentos Goldman Sachs, um dos vilões da crise financeira internacional de 2008. Em 2001, o economista britânico Jim O'Neill previu que quatro grandes países emergentes, Brasil, Rússia, Índia e China (BRIC) seriam os maiores responsáveis pelo crescimento da economia mundial até 2050, quando seriam grandes potências ao lado dos EUA, da Europa e do Japão.

Em inglês, brick quer dizer tijolo. Os BRICs seriam os tijolos da construção da economia mundial do século 21. A África do Sul entrou para dar uma satisfação à África, que se considera vítima do neocolonialismo chinês. Pelo critério de potencial de crescimento, o quinto bric deveria ser a Indonésia.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Otimismo sobre crescimento do Brasil diminui, diz FT

Com o agravamento da crise econômica internacional e a falta de competitividade da indústria manufatureira, os analistas reduzem suas expectativas sobre a economia brasileira, observa o jornal inglês Financial Times na edição desta terça-feira.

Uma série de políticas intervencionistas - para enfraquecer o real, baixar as taxas de juros e aumentar o protecionismo - desagradou o mercado, decepcionado com o crescimento de apenas 0,2% do produto interno bruto no primeiro trimestre de 2012.

Há uma década, quando o economista do banco Goldman Sachs Jim O'Neill criou a sigla BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) para reunir as grandes economistas emergentes que seriam responsáveis pela maior parte do crescimento mundial nas próximas décadas, foi criticado por incluir o Brasil. Na época, as taxas de crescimento do Brasil eram medíocres, muito abaixo da China, Índia e Rússia.

O'Neill alegou na época que o Brasil tinha controlado a inflação e criado as condições para um novo período de crescimento. Agora, a taxa de crescimento voltou a cair a um nível inferior às dos Estados Unidos e até mesmo de alguns países europeus, em meio à pior crise do euro.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Crescimento mundial em 2012 depende da China

Com a Europa em plena crise das dívidas públicas e a recuperação débil nos Estados Unidos, a economia mundial vai depender da China para crescer em 2012, afirma o economista britânico Jim O'Neill, o mesmo que previu há 10 anos que Brasil, China, Índia e Rússia seriam os principais motores do crescimento nas próximas décadas.

Para crescer acima de 8%, argumenta O'Neill em artigo publicado ontem no Financial Times, apesar da queda nas exportações e nos investimentos públicos, a China vai depender do fortalecimento do mercado interno.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Inflação na China cai para 5,5% ao ano

O índice de crescimento de preços no varejo da China caiu de 6,1% em setembro para 5,5% em outubro, depois de chegar a um pico de 6,5% em julho. Essa trajetória permite que o governo volte a reduzir as taxas de juros e tome outras medidas para manter taxas de crescimento elevadas.

Foi o terceiro mês seguido de queda, observa o jornal inglês Financial Times, principal diário econômico financeiro da Europa.

Em entrevista à TV americana CNN, o economista Jim O'Neill considerou a queda da inflação na China a melhor notícia para a economia mundial das últimas semanas: "Isto permite não só uma redução de juros como a adoção de novas medidas para estimular o crescimento".

O'Neill criou a sigla BRIC ao afirmar, em 2001, que o Brasil, a Rússia, a Índia e a China seriam responsáveis pela maior parte do crescimento econômico internacional nas próximas décadas.

Na sua opinião, a inflação nas economias emergentes era uma grande ameaça à recuperação mundial, já que "15 países emergentes estão aumentando o consumo". Sua conclusão: a economia mundial não está tão frca quanto diz quem só olha para os países ricos.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Economista que inventou BRIC prevê recuperação dos EUA

O economista britânico Jim O’Neill, que inventou a sigla BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China), por esperar que essas grandes economias emergentes liderem o crescimento mundial nas próximas décadas, prevê a recuperação dos EUA em 2011.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Pai do BRIC critica inclusão da África do Sul

O economista do banco Goldman Sachs Jim O’Neill, que criou o termo BRIC ao prever, em 2002, que Brasil, China, Índia e Rússia iriam liderar o crescimento econômico mundial nas próximas décadas, criticou a inclusão da África do Sul, alegando que sua economia está muito aquém dos quatro grandes emergentes.

A Indonésia tem sido citada como o quinto país que mereceria fazer parte do grupo. Para O'Neill, que nunca imaginou que seu relatório levaria à criação de uma organização intergovernamental, a entrada da África do Sul é uma jogada política.