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sábado, 25 de outubro de 2008

ASEM pede ao FMI que lidere combate à crise

O 7º Encontro da Ásia e da Europa, que reuniu os líderes dos 27 países da União Européia e 16 países asiáticos, entre eles China, Índia e Japão, terminou com um apelo ao Fundo Monetário Internacional (FMI) para que coordene a ação internacional de combate à crise como uma instituição multilateral, parte do sistema Nações Unidas.

Até agora, o FMI revelou ter US$ 250 bilhões para empréstimos de emergência a países necessitados. É muito menos do que a Europa e os Estados Unidos alocaram para superar a crise. Talvez seja suficiente para países em desenvolvimento.

A crise internacional foi o tema dominante da conferência de cúpula. O anfitrião, o presidente chinês, Hu Jintao, admitiu que a crise traz instabilidade e incerteza para o desenvolvimento da China, país que mais cresceu no mundo nos últimos 30 anos.

Para o presidente da Comissão Européia, o ex-primeiro-ministro português José Manuel Durão Barroso, este é um "momento histórico" onde serão tomadas as decisões que vão influenciar o mundo nas próximas gerações. Ontem, ele tinha feito um apelo à China para que assuma um papel de liderança internacional à altura de sua importância econômica.

O governo chinês acumulou as maiores reservas cambiais em moedas fortes do mundo. São US$ 1,9 trilhão que podem ser usados para irrigar a economia. A maior preocupação é com a situação interna, com o impacto político que uma forte desaceleração no crescimento chinês poderia ter.

A China crescia a taxas superiores a 10% ao ano há cinco anos. Em setembro, o ritmo de crescimento da quarta maior economia do mundo caiu para 9% ao ano. É espetacular para qualquer país, mas a tendência é de queda.

Como qualquer país com comércio exterior forte, a China sofre com a queda nas exportações para os EUA e a Europa, os maiores mercados consumidores do mundo.

Abaixo de 6% ao ano, poderia haver distúrbios sociais. O governo chinês tem dinheiro sobrando para estimular a economia. A questão inicial é como pretende fazer isso.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

UE pede que China lidere combate à crise

Na véspera de uma conferência de cúpula dos 27 países da União Européia com 16 da Ásia, incluindo a China, a Índia e o Japão, que começa hoje em Beijim, a UE pediu à China que assuma um papel de liderança internacional no combate à crise financeira global. É a 7ª reunião de cúpula do Encontro Ásia-Europa (ASEM).

Os líderes europeus já estão na capital chinesa, onde foram recebidos pelo presidente Hu Jintao e o primeiro-ministro Wen Jiabao.

Coube ao presidente da Comissão Européia, o ex-primeiro-ministro português José Manuel Durão Barroso, fazer o apelos aos dirigentes chineses para que tomem uma posição à altura de sua crescente importância econômica.

A China teve nos últimos 30 anos o mais extraordinário crescimento industrial da História. Acumulou reservas de US$ 1,4 trilhão, as maiores do mundo. Deve continuar crescendo, apesar da crise. Tornou-se o último sinal de alerta da crise.

Sem o mesmo grau de consumo americano, todo o resto do mundo vai sofrer. No ano passado, os 300 milhões de americanos gastaram US$ 9,7 trilhões, enquanto 1,3 trilhão de chineses consumiram US$ 1,2 trilhão. O consumo americano vai fazer falta para quem exporta para os EUA.

Na sua edição desta semana, a revista inglesa The Economist observa que a crise será mais ou menos longa e profunda de acordo com a reação das grandes economias emergentes.

Os BRICs (Brasil, Rússia, Índia e China), expressão criada pelo banco de investimentos Goldman Sachs, os tijolos que estão construindo a economia do século 21, são a última esperança de manter algum crescimento econômico, evitando uma recessão mundial.