Depois do texano Ted Cruz, mais um senador de extrema direita anunciou hoje a intenção de disputar a candidatura do Partido Republicano à Presidência dos Estados Unidos em 2016. Rand Paul, do estado do Kentucky, filho do ex-deputado libertário Ron Paul, se lançou como um defensor da liberdade individual e do Estado mínimo, informou o jornal The Washington Post.
É mais um a disputar o apoio do movimento radical de direita Festa do Chá.
"Temos de tomar nosso país de volta", declarou o senador na cidade de Louisville, no Kentucky, seguindo a linha da ultradireita branca que considera o presidente Barack Obama um estranho no ninho, se não um estrangeiro.
De quem Paul quer livrar os EUA? "Dos interesses especiais que usam Washington como seu cofrinho, os interesses especiais mais interessados no seu bem-estar pessoal do que com o bem-estar geral", como se os republicanos não fossem os maiores defensores do centro financeiro de Wall Street e das grandes empresas americanas.
Cercado de bandeiras dos EUA, Paul tentou vender a imagem de um Partido Republicano diferente com uma mensagem de diversidade e inclusão social: "A mensagem de oportunidade, liberdade e justiça é para todos os americanos, use você um terno, uniforme ou avental, seja branco ou negro, rico ou pobre. Muitos americanos estão sendo deixados para trás. A recompensa pelo trabalho parece além de seu alcance. Sob ambos os partidos, os podres parecem ficar mais pobres e os ricos mais ricos."
Como terá de enfrentar as eleições primárias do partido, seus correligionários não foram poupados: "Com frequência, quando os republicanos ganham, desperdiçam a vitória se tornando parte da máquina de Washington. Eu não sou assim. Não é por isso que concorri a um cargo eletivo pela primeira vez anos atrás. Parece-me que ambos os partidos e todo o sistema político são culpados. O governo grande e a dívida dobraram sob um governo republicano. E agora estão triplicando sob Obama."
Paul apelou para o discurso clássico dos políticos americanos, criticar o governo central como se Washington ficasse em outro país e todos eles não quisessem chegar lá.
Em política externa, Rand Paul recuou um pouco das posições anti-intervencionistas adotadas pelo pai, duas vezes pré-candidato sem sucesso. Ele apoiou a participação americana na guerra contra o Estado Islâmico do Iraque e do Levante.
Para atingir o eleitorado jovem e fazer uma campanha mais austera, Paul pretende usar a Internet e as redes sociais. Ele é contra a regulamentação da maconha e do casamento pelo governo federal, embora ultimamente tenha hesitado na questão do casamento gay, e promete fechar a Agência de Segurança Nacional, que anda espionando americanos e estrangeiros.
Médico oftalmologista que ainda faz cirurgias, Rand Paul tem uma visão de futuro que agrada à ultraidireita. Suas chances na próxima eleição presidencial são consideradas mínimas. Ele tende a empurrar o partido mais para a direita durante as primárias, alienando os eleitores de centro, essenciais para a vitória que interessa contra o candidato do Partido Democrata.
O favorito no partido até o momento é o ex-governador da Flórida Jeb Bush, filho e irmão dos ex-presidentes George Herbert Walker Bush (1989-93) e George Walker Bush (2001-9). A ex-secretária de Estado e ex-primeira-dama Hillary Clinton, do Partido Democracta, lidera a corrida à Casa Branca.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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terça-feira, 7 de abril de 2015
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
Ex-diretor do Goldman Sachs pega dois anos de prisão
O ex-diretor do banco de investimentos Goldman Sachs Rajat Gupta foi condenado hoje a dois anos de prisão e multa de US$ 5 milhões pela Justiça Federal dos Estados Unidos, num escândalo financeiro por passar ao então gerente de fundos Raj Rajaratnam informações privilegiadas e confidenciais que obteve em razão do cargo que ocupava.
Gupta, de 63 anos, também dirigiu o grupo Procter & Gamble e a empresa de consultoria McKinsey, e foi assessor das atividades beneficentes do ex-presidente Bill Clinton e do bilionário Bill Gates.
É o mais alto executivo condenado à prisão até agora no combate a transações feitas com base em informacões privilegiadas no centro financeiro de Nova York, observa o jornal The New York Times. A promotoria tinha pedido pelo menos oito anos de cadeia.
Gupta, de 63 anos, também dirigiu o grupo Procter & Gamble e a empresa de consultoria McKinsey, e foi assessor das atividades beneficentes do ex-presidente Bill Clinton e do bilionário Bill Gates.
É o mais alto executivo condenado à prisão até agora no combate a transações feitas com base em informacões privilegiadas no centro financeiro de Nova York, observa o jornal The New York Times. A promotoria tinha pedido pelo menos oito anos de cadeia.
quinta-feira, 15 de março de 2012
Funcionário do Goldman Sachs detona cultura de Wall St.
Em carta aberta publicada ontem no jornal The New York Times, um funcionário demissionário do banco Goldman Sachs denuncia a cultura de ganância e abuso de poder econômico dos bancos de investimentos de Wall St., responsáveis diretos pela pior crise econômica mundial desde a Grande Depressão (1929-39).
Depois de 12 anos, Greg Smith descreveu o ambiente de trabalho no banco como "tóxico e destrutivo".
"Para colocar o problema em termos simples", escreve Smith, "os interesses dos clientes continuam a ser deixados de lado pela maneira como a empresa opera e pensa em dinheiro".
O Goldman Sachs foi duramente criticado por ajudar a Grécia a enganar as autoridades europeias no processo de adesão ao euro, maquiando as contas públicas, para depois apostar contra os títulos da dívida pública grega no mercado de derivativos. Também aconselhou clientes a comprar papéis que acreditava que entrariam em queda.
Depois de 12 anos, Greg Smith descreveu o ambiente de trabalho no banco como "tóxico e destrutivo".
"Para colocar o problema em termos simples", escreve Smith, "os interesses dos clientes continuam a ser deixados de lado pela maneira como a empresa opera e pensa em dinheiro".
O Goldman Sachs foi duramente criticado por ajudar a Grécia a enganar as autoridades europeias no processo de adesão ao euro, maquiando as contas públicas, para depois apostar contra os títulos da dívida pública grega no mercado de derivativos. Também aconselhou clientes a comprar papéis que acreditava que entrariam em queda.
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
Microimposto sobre Wall St. renderia US$ 350 bilhões
Um imposto sobre transações financeiras com a baixíssima alíquota de 0,03% como proposto pelo Partido Democrata seria capaz de levantar US$ 350 bilhões em nove anos, informa o jornal de internet The Huffington Post.
A Alemanha e a França estão propondo a adoção de um imposto semelhante para refrear a especulação financeira e arrecadar recursos para o fundo de estabilização financeira da Europa. O Reino Unido resiste, alegando que reduziria a competitividade do centro financeiro de Londres diante de Nova York, Tóquio, Hong Kong e Xangai.
A solução seria a adoção do imposto no mundo inteiro, através de um acordo internacional.
A Alemanha e a França estão propondo a adoção de um imposto semelhante para refrear a especulação financeira e arrecadar recursos para o fundo de estabilização financeira da Europa. O Reino Unido resiste, alegando que reduziria a competitividade do centro financeiro de Londres diante de Nova York, Tóquio, Hong Kong e Xangai.
A solução seria a adoção do imposto no mundo inteiro, através de um acordo internacional.
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
Bilionário pega 11 anos de prisão por negociação ilegal
O bilionário gestor de um fundo de hedge (proteção) Raj Rajaratnam foi sentenciado hoje a 11 anos de prisão e multa de US$ 10 milhões pela Justiça dos Estados Unidos. É a maior pena por escândalo de negócios feitos com informação privilegiada em uma geração no centro financeiro de Wall Street, em Nova York, que está sob cerco de rebeldes que protestam contra a ganância do sistema capitalista.
Rajaratnam, nascido no Sri Lanka, o antigo Ceilão, chegou a dirigir um fundo de US$ 7 bilhões. Foi condenado por criar uma rede de informantes que lhe passavam dados sigilosos sobre empresas de capital aberto, noticia a agência Reuters.
"Seus crimes e a dimensão desses crimes refletem a existência de um vírus em nossa cultura de negócios que precisa ser erradicado", disse na sentença o juiz Richard Holwell.
A promotoria tinha pedido um mínimo de 19 anos e meio de reclusão. Vai recorrer pedindo aumento da pena.
Rajaratnam, nascido no Sri Lanka, o antigo Ceilão, chegou a dirigir um fundo de US$ 7 bilhões. Foi condenado por criar uma rede de informantes que lhe passavam dados sigilosos sobre empresas de capital aberto, noticia a agência Reuters.
"Seus crimes e a dimensão desses crimes refletem a existência de um vírus em nossa cultura de negócios que precisa ser erradicado", disse na sentença o juiz Richard Holwell.
A promotoria tinha pedido um mínimo de 19 anos e meio de reclusão. Vai recorrer pedindo aumento da pena.
domingo, 2 de outubro de 2011
Polícia prende 700 em protesto anti-Wall Street
A Polícia de Nova York prendeu 700 ativistas de um
movimento que protesta contra a ganância do sistema financeiro. Proibidos de se
manifestar diante da Bolsa de Valores, em Wall St., eles tentaram bloquear a
Ponte do Brooklyn e por isso foram detidos, informa a agência de notícias France
Presse.
Mas os jovens que lembram o movimento
antiglobalização que tentou impedir a reunião da Organização Mundial do
Comércio (OMC) em Seattle, nos Estados Unidos, em 1999, marcaram nova marcha
para quarta-feira.
Essa onda de protestos foi articulada via Internet
para lutar contra o poder das grandes corporações, especialmente do setor
financeiro. Tem paralelo nas manifestações dos "indignados" que
denunciam em vários países da Europa a erosão do poder democrático e popular em
sociedades cada vez mais governadas pelo capital financeiro.
Quando o setor financeiro esteve à beira do colapso
e ameaçava arrastar o resto do mundo, em setembro de 2008, trilhões de dólares
foram mobilizados para salvar bancos e seguradoras falidas. A conta foi
repassada aos governos, que enfrentam uma crise de dívidas públicas.
Ao mesmo tempo, o avanço na regulamentação para
controlar os excessos do setor financeiro foi mínimo, os bancos americanos
voltaram a ter lucros formidáveis e a distribuir bônus milionários a seus
superfuncionários.
A sensação de jovens desempregados e sem
perspectiva de um futuro melhor só pode ser de descrença e impotência. Neste
sentido, pode-se traçar um paralelo com as revoltas no mundo árabe, que
começaram como protestos contra a carestia, o custo de vida e a corrupção de
governos incompetentes e incapazes de resolver os problemas do cotidiano de
suas populações.
Ambos movimentos são frutos da crise econômica internacional de 2008-9 e
da sensação de impotência dos jovens diante das forças que governam o mundo.
quarta-feira, 21 de julho de 2010
Obama sanciona reforma de Wall Street
O presidente Barack Obama assinou hoje de manhã a mais ampla reforma da regulamentação do sistema financeiro dos Estados Unidos desde a Grande Depressão (1929-39), com o objetivo de evitar crisis como a de 2008. A nova lei tem 2,3 mil páginas.
A reforma limita as operações de alto risco dos bancos, aumenta as exigências de reservas de capital, amplia o poder de fiscalização da Reserva Federal (Fed), o banco central dos EUA, e cria uma agência de proteção dos direitos do consumidor financeira.
Obama disse que a partir de agora o consumidor poderá recorrer à agência para atestar que nunca teve problemas de crédito.
A reforma limita as operações de alto risco dos bancos, aumenta as exigências de reservas de capital, amplia o poder de fiscalização da Reserva Federal (Fed), o banco central dos EUA, e cria uma agência de proteção dos direitos do consumidor financeira.
Obama disse que a partir de agora o consumidor poderá recorrer à agência para atestar que nunca teve problemas de crédito.
quinta-feira, 15 de julho de 2010
Senado aprova reforma financeira nos EUA
Por 60 a 39, com o apoio de três republicanos e apesar da resistência de Wall St., o Senado dos Estados Unidos aprovou hoje a mais ampla reforma do sistema financeiro do país desde a Grande Depressão (1929-39), que deve ser assinada pelo presidente Barack Obama na próxima semana.
Obama festejou o resultado, prometendo que daqui para a frente o dinheiro do contribuinte americano não será mais usado para salvas instituições financeiras quebradas.
A nova regulamentação proíbe os bancos de fazerem operações de alto risco, cria uma câmara de compensação para operações com derivativos, dá poderes ao governo para dividir empresas financeiras consideradas grandes demais para falir, amplia os poderes de fiscalização da Reserva Federal (Fed), o banco central dos EUA e cria uma agência de proteção ao consumidor de produtos financeiros.
Agora, quando uma empresa vender títulos em operações em que aposta contra, como fez o banco Goldman Sachs, prevendo o colapso do mercado imobiliário, terá de alertar o consumidor.
Por sinal, o Goldman Sachs fez um acordo com as autoridades dos EUA, concordando em pagar US$ 550 milhões de multa por ter enganado o consumidor. Parte do dinheiro vai ressarcir clientes lesados pelo banco.
"É uma gota no oceano para o Goldman Sachs", observou um comentarista da BBC, "mas o que importa é estabelecer o princípio de responsabilidade pelos erros cometidos.
Obama festejou o resultado, prometendo que daqui para a frente o dinheiro do contribuinte americano não será mais usado para salvas instituições financeiras quebradas.
A nova regulamentação proíbe os bancos de fazerem operações de alto risco, cria uma câmara de compensação para operações com derivativos, dá poderes ao governo para dividir empresas financeiras consideradas grandes demais para falir, amplia os poderes de fiscalização da Reserva Federal (Fed), o banco central dos EUA e cria uma agência de proteção ao consumidor de produtos financeiros.
Agora, quando uma empresa vender títulos em operações em que aposta contra, como fez o banco Goldman Sachs, prevendo o colapso do mercado imobiliário, terá de alertar o consumidor.
Por sinal, o Goldman Sachs fez um acordo com as autoridades dos EUA, concordando em pagar US$ 550 milhões de multa por ter enganado o consumidor. Parte do dinheiro vai ressarcir clientes lesados pelo banco.
"É uma gota no oceano para o Goldman Sachs", observou um comentarista da BBC, "mas o que importa é estabelecer o princípio de responsabilidade pelos erros cometidos.
terça-feira, 27 de abril de 2010
Goldman Sachs se defende no Congresso dos EUA
Executivos do banco Goldman Sachs defenderam hoje no Congresso dos Estados Unidos sua atuação antes da crise financeira global, afirmando que apenas leram a tendência do mercado ao apostar no colapso do mercado imobiliário enquanto vendiam títulos lastreados por hipotecas sem advertir clientes para o risco.
• Os preços dos imóveis residenciais nos EUA subiram 1,4% nos últimos 12 meses, a primeira alta em três anos.
segunda-feira, 26 de abril de 2010
Senado acusa Goldman de enganar cliente e país
O banco de investimentos Goldman Sachs apostou secretamente já em 2006 e 2007 no colapso do mercado imobiliário e "ganhou bilhões de dólares" com isso, concluiu uma investigação do Senado dos Estados Unidos.
Essa estratégia do maior banco de investimentos de Wall Street, o centro financeiro de Nova York, criava um conflito de interesses com os clientes do banco que estavam comprando títulos lastreados em hipotecas.
Essa estratégia do maior banco de investimentos de Wall Street, o centro financeiro de Nova York, criava um conflito de interesses com os clientes do banco que estavam comprando títulos lastreados em hipotecas.
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Wall St. pagou US$ 20 bilhões em bônus em 2009
Apesar da Grande Recessão, o pagamento de bônus em Wall St., o centro financeiro de Nova York, nos EUA, aumentou 17% em 2009 para US$ 20,3 bilhões.
domingo, 14 de fevereiro de 2010
31% dos americanos culpam Bush pela crise
Os americanos colocam o ex-presidente George Walker Bush (2001-09) em primeiro lugar na lista dos responsáveis pela Grande Recessão de 2008-09, a pior crise econômica nos Estados Unidos desde a Grande Depressão (1929-39).
Em uma pesquisa feita para o jornal The New York Times e a rede de televisão CBS, cerca de 31% responsabilizaram Bush e apenas 7% o atual presidente, Barack Obama, enquanto 23% culpam as instituições financeiras de Wall Street e 13% o Congresso.
Cerca de 10% dos entrevistados responsabilizaram todas essas pessoas e instituições.
Em uma pesquisa feita para o jornal The New York Times e a rede de televisão CBS, cerca de 31% responsabilizaram Bush e apenas 7% o atual presidente, Barack Obama, enquanto 23% culpam as instituições financeiras de Wall Street e 13% o Congresso.
Cerca de 10% dos entrevistados responsabilizaram todas essas pessoas e instituições.
Wall Street ajudou Grécia a esconder dívidas
A exemplo do que fizeram com os títulos da dívida hipotecária caloteada nos Estados Unidos, bancos de Wall Street, o centro financeiro de Nova York, ajudaram o governo da Grécia a esconder a dívida pública que agora ameaça a estabilidade do euro, revela hoje o jornal The New York Times.
Uma operação arquitetada pelo banco Goldman Sachs permitiu escamotear bilhões de dólares em dívidas.
No início de novembro de 2009, três antes do problema fiscal grego ficar evidente, uma equipe do Goldman Sachs chefiada por seu presidente, Gary Cohn, chegou a Atenas sugerindo o uso de um instrumento financeiro para adiar o aparecimento da crise. O NY Times compara com o refinanciamento das dívidas da casa própria.
Observadores da economia grega notaram que o banco já tinha feito algo parecido antes, em 2001, logo depois que a Grécia aderiu à união monetária europeia, adotando o euro como moeda.
A adesão ao euro deu uma moeda forte e baixou os juros cobrados no país, que nem de longe tem a produtividade das grandes economias da zona do euro, como Alemanha e França. O crescimento da Grécia se baseou em consumo e levou à acumulação de dívidas.
Com a Grande Recessão, a dívida pública grega explodiu, podendo chegar a 125% do produto interno bruto neste ano. Ela nunca tinha sido enquadrada dentro do limite de 60% do PIB, como prevê o Pacto de Estabilidade e Crescimento Econômico que dá lastro ao euro.
Uma operação arquitetada pelo banco Goldman Sachs permitiu escamotear bilhões de dólares em dívidas.
No início de novembro de 2009, três antes do problema fiscal grego ficar evidente, uma equipe do Goldman Sachs chefiada por seu presidente, Gary Cohn, chegou a Atenas sugerindo o uso de um instrumento financeiro para adiar o aparecimento da crise. O NY Times compara com o refinanciamento das dívidas da casa própria.
Observadores da economia grega notaram que o banco já tinha feito algo parecido antes, em 2001, logo depois que a Grécia aderiu à união monetária europeia, adotando o euro como moeda.
A adesão ao euro deu uma moeda forte e baixou os juros cobrados no país, que nem de longe tem a produtividade das grandes economias da zona do euro, como Alemanha e França. O crescimento da Grécia se baseou em consumo e levou à acumulação de dívidas.
Com a Grande Recessão, a dívida pública grega explodiu, podendo chegar a 125% do produto interno bruto neste ano. Ela nunca tinha sido enquadrada dentro do limite de 60% do PIB, como prevê o Pacto de Estabilidade e Crescimento Econômico que dá lastro ao euro.
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
Tesouro pede urgência ao Congresso dos EUA
O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Henry Paulson, pediu urgência ao Congresso na aprovação das medidas para salvar o mercado financeiro da atual crise a um custo de US$ 700 bilhões para os cofres públicos americanos.
Entre as novidades, a Reserva Federal (Fed), o banco central americano, autorizou ontem à noite os bancos de investimentos sobreviventes, Goldman Sachs e Morgan Stanley, a se transformarem em bancos regulamentados, como os bancos comerciais, que oferecem contas correntes a seus clientes.
É a maior reforma no centro financeiro de Wall St. desde a Grande Depressão (1929-39).
Esses bancos de investimentos eram as antigas corretoras de valores, as empresas que faziam a intermediação das aplicações em bolsas.
Como não recebiam depósitos populares, eram escassamente regulamentados. Estão no olho do furacão. Seu antigo modelo de negócios foi tragado pela crise.
Entre as novidades, a Reserva Federal (Fed), o banco central americano, autorizou ontem à noite os bancos de investimentos sobreviventes, Goldman Sachs e Morgan Stanley, a se transformarem em bancos regulamentados, como os bancos comerciais, que oferecem contas correntes a seus clientes.
É a maior reforma no centro financeiro de Wall St. desde a Grande Depressão (1929-39).
Esses bancos de investimentos eram as antigas corretoras de valores, as empresas que faziam a intermediação das aplicações em bolsas.
Como não recebiam depósitos populares, eram escassamente regulamentados. Estão no olho do furacão. Seu antigo modelo de negócios foi tragado pela crise.
segunda-feira, 15 de setembro de 2008
Lehman Brothers pede concordata
O quarto maior banco de investimentos dos Estados Unidos realmente quebrou. Sem conseguir compradores, apesar do envolvido direto do governo americano, através do Tesouro e do banco central, o banco Lehman Brothers pediu concordata, anunciou agora há pouco a BBC World News.
Depois de 158 anos de atividade, de sobreviver a duas guerras mundiais e à Grande Depressão (1929-39), o banco Lehman Bros. caminha para a liquidação judicial.
A notícia deve assustar ainda mais os investidores, que não vêem a crise no mercado financeiro americano chegar ao fundo do poço. Os bancos de investimentos de Wall St. estão pagando com a vida pela bolha no mercado de crédito hipotecário.
Depois de 158 anos de atividade, de sobreviver a duas guerras mundiais e à Grande Depressão (1929-39), o banco Lehman Bros. caminha para a liquidação judicial.
A notícia deve assustar ainda mais os investidores, que não vêem a crise no mercado financeiro americano chegar ao fundo do poço. Os bancos de investimentos de Wall St. estão pagando com a vida pela bolha no mercado de crédito hipotecário.
Bancos de Wall St. lutam pela sobrevivência
O quarto maior banco de investimentos dos Estados Unidos, Lehman Brothers, quebrado e sem conseguir interessados em comprar sequer sua parte mais saudável, e pode pedir concordata ainda hoje. Para evitar o mesmo destino, o terceiro maior banco de investimentos americano, Merrill Lynch, negociou sua venda ao Bank of America por US$ 44 bilhões.
Na tarde de domingo, 14 de setembro de 2008, uma tentativa de salvar o Lehman Bros. com uma solução de mercado fracassou, quando o banco Barclays, do Reino Unido, desistiu do negócio.
Meses atrás, o secretário do Tesouro, Henry Paulson, negociou um acordo com US$ 30 bilhões de empréstimos com dinheiro público para que o Chase comprasse o quebrado Bear Stearns.
Há duas semanas, o governo assumiu o controle dos dois giantes do mercado de crédito hipotecário dos EUA, Fannie Mae e Freddie Mac, que garantem negócios de US$ 5,3 trilhões.
Desta vez, foi taxativo ao negar o uso de dinheiro público para salvar o Lehman Bros. Mas a expectativa é que o banco central dos EUA coloque à disposição dos bancos uma linha de crédito de cerca de US$ 70 bilhões aos bancos.
O jornal The Wall St. Journal, porta-voz do centro financeiro de Nova Iorque, já admite que apenas dois grandes brancos americanos independentes sobreviverão: Goldman Sachs e Morgan Stanley.
Para agravar ainda mais a crise financeira americana, a gigantesca seguradora American International Group estaria tentando levantar dinheiro no mercado, inclusive com a venda de seus próprios ativos, por necessitar de até US$ 40 bilhões.
Na tarde de domingo, 14 de setembro de 2008, uma tentativa de salvar o Lehman Bros. com uma solução de mercado fracassou, quando o banco Barclays, do Reino Unido, desistiu do negócio.
Meses atrás, o secretário do Tesouro, Henry Paulson, negociou um acordo com US$ 30 bilhões de empréstimos com dinheiro público para que o Chase comprasse o quebrado Bear Stearns.
Há duas semanas, o governo assumiu o controle dos dois giantes do mercado de crédito hipotecário dos EUA, Fannie Mae e Freddie Mac, que garantem negócios de US$ 5,3 trilhões.
Desta vez, foi taxativo ao negar o uso de dinheiro público para salvar o Lehman Bros. Mas a expectativa é que o banco central dos EUA coloque à disposição dos bancos uma linha de crédito de cerca de US$ 70 bilhões aos bancos.
O jornal The Wall St. Journal, porta-voz do centro financeiro de Nova Iorque, já admite que apenas dois grandes brancos americanos independentes sobreviverão: Goldman Sachs e Morgan Stanley.
Para agravar ainda mais a crise financeira americana, a gigantesca seguradora American International Group estaria tentando levantar dinheiro no mercado, inclusive com a venda de seus próprios ativos, por necessitar de até US$ 40 bilhões.
quarta-feira, 14 de novembro de 2007
Bolsas da China sobem 4,9%
Na onda da recuperação de Wall Street ontem, as bolsas de valores da Ásia fecharam em alta hoje, com Hong Kong e Xangai registrando valorização média de 4,9% e Tóquio, no Japão, 2,5%.
quarta-feira, 7 de novembro de 2007
Dow Jones cai 360 pontos
Sob pressão das ações dos bancos e outras instituições financeiras, o Índice Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais ações da Bolsa de Valores de Nova Iorque, caiu 360,92 pontos (2,6%), fechando em 13.300,02.
O dólar caiu diante do euro e do iene, e o ouro subiu US$ 10,20 para US$ 833,50, sua maior cotação em 27 anos. Já o barril de petróleo, depois de bater em US$ 98, caiu e fechou em US$ 96,37.
A queda na bolsa de Wall Street anulou os ganhos obtidos pelos investidores desde que o Federal Reserve Board, o banco central dos Estados Unidos, começou a baixar os juros para evitar que a crise no mercado de crédito hipotecário provocasse uma recessão na maior economia do mundo.
Uma boa notícia quase passou despercebida: a produtividade do trabalhador americano registrou o aumento mais forte em quatro anos. Afogou-se num mar de preocupações.
O dólar caiu diante do euro e do iene, e o ouro subiu US$ 10,20 para US$ 833,50, sua maior cotação em 27 anos. Já o barril de petróleo, depois de bater em US$ 98, caiu e fechou em US$ 96,37.
A queda na bolsa de Wall Street anulou os ganhos obtidos pelos investidores desde que o Federal Reserve Board, o banco central dos Estados Unidos, começou a baixar os juros para evitar que a crise no mercado de crédito hipotecário provocasse uma recessão na maior economia do mundo.
Uma boa notícia quase passou despercebida: a produtividade do trabalhador americano registrou o aumento mais forte em quatro anos. Afogou-se num mar de preocupações.
Dólar cai e Bolsa de Nova Iorque desaba
Diante do boato de que a China começaria a vender suas reservas em dólar, a moeda americana caiu hoje a US$ 1,4729 por euro, novo recorde para a moeda comum européia, o petróleo de aproxima de US$ 100 por barril, e a Bolsa de Nova Iorque opera em baixa de mais de 250 pontos.
"Desde 1950, o dólar americano não está tão fraco diante do dólar canadense", lamentou o economista Art Hogan, estrategista da empresa Jefferies & Co. em Wall Street. "É muito difícil argumentar a favor da compra de ações hoje".
Para agravar a situação, a General Motors, que recuperou a condição de maior fabricante de automóveis do mundo, anunciou um prejuízo recorde de US$ 39 bilhões no terceiro trimestre deste ano, atribuído em parte a uma mudança na contabilidade da empresa. Suas ações caíram 5%.
A China acumulou reservas de US$ 1,43 trilhões e estaria preocupada com a desvalorização da moeda americana. Poderia comprar euros. Quem paga a conta? Os europeus, que vêm sua moeda se valorizar cada vez mais, reduzindo a competitividade de suas exportações, enquanto os países asiáticos manipulam o câmbio e aumentam sua competitividade.
"Desde 1950, o dólar americano não está tão fraco diante do dólar canadense", lamentou o economista Art Hogan, estrategista da empresa Jefferies & Co. em Wall Street. "É muito difícil argumentar a favor da compra de ações hoje".
Para agravar a situação, a General Motors, que recuperou a condição de maior fabricante de automóveis do mundo, anunciou um prejuízo recorde de US$ 39 bilhões no terceiro trimestre deste ano, atribuído em parte a uma mudança na contabilidade da empresa. Suas ações caíram 5%.
A China acumulou reservas de US$ 1,43 trilhões e estaria preocupada com a desvalorização da moeda americana. Poderia comprar euros. Quem paga a conta? Os europeus, que vêm sua moeda se valorizar cada vez mais, reduzindo a competitividade de suas exportações, enquanto os países asiáticos manipulam o câmbio e aumentam sua competitividade.
sexta-feira, 2 de novembro de 2007
Bolsa de Nova Iorque cai 362 pontos
Apesar do corte na taxa básica de juros na quarta-feira, o medo de um aperto de crédito por causa do impacto no mercado financeiro da crise no setor habitacional nos Estados Unidos derrubou ontem o Índice Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais ações negociadas na Bolsa de Valores de Nova Iorque. A queda foi de 362,14 pontos (2,6%), para 13.567,87 pontos.
Para evitar uma crise de liquidez, o Federal Reserve Board (Fed), o banco central americano, colocou mais US$ 41 bilhões à disposição dos bancos.
No mundo inteiro, as bolsas fecharam em queda.
As ações do Citigroup baixaram 7% e as do banco de investimentos J P Morgan e do grupo AIG, 6% cada.
Mesmo com o petróleo em alta, as ações da Exxon perderam 3% do valor porque a maior companhia petrolífera do mundo lucrou menos do que o previsto.
Na bolsa especializada em ações de empresas de alta tecnologia, a Nasdaq, a queda foi de 2,25%. O índice S&P 500, que avalia 500 ações negociadas em Wall Street, baixou 2,6%. Foi seu pior dia desde agosto. Caíram 2.826 ações e 442 tiveram alta.
O preço do barril de petróleo caiu depois de ser negociado a US$ 96, fechando em US$ 93,49 na Bolsa Mercantil de Nova Iorque.
Para evitar uma crise de liquidez, o Federal Reserve Board (Fed), o banco central americano, colocou mais US$ 41 bilhões à disposição dos bancos.
No mundo inteiro, as bolsas fecharam em queda.
As ações do Citigroup baixaram 7% e as do banco de investimentos J P Morgan e do grupo AIG, 6% cada.
Mesmo com o petróleo em alta, as ações da Exxon perderam 3% do valor porque a maior companhia petrolífera do mundo lucrou menos do que o previsto.
Na bolsa especializada em ações de empresas de alta tecnologia, a Nasdaq, a queda foi de 2,25%. O índice S&P 500, que avalia 500 ações negociadas em Wall Street, baixou 2,6%. Foi seu pior dia desde agosto. Caíram 2.826 ações e 442 tiveram alta.
O preço do barril de petróleo caiu depois de ser negociado a US$ 96, fechando em US$ 93,49 na Bolsa Mercantil de Nova Iorque.
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