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sexta-feira, 8 de janeiro de 2021

Economia dos EUA perdeu 140 mil empregos em dezembro

 No fim trágico e melancólico do desgoverno Donald Trump, o mercado de trabalho fechou 140 mil vagas de emprego a mais do que criou, anunciou hoje o Departamento do Trabalho. Foi o primeiro relatório de emprego com saldo negativo em oito meses. 

Em 2020, a maior economia do mundo acumulou uma perda de 9,37 milhões de postos de trabalho, a maior desde 1939, quando começou a Segunda Guerra Mundial. A taxa de desemprego, medida em outra pesquisa que não leva em conta quem desistiu de procurar trabalho, ficou inalterada em 6,7%.

Ao tomar posse em 20 de janeiro, o presidente eleito Joe Biden vai enfrentar uma crise de saúde pública e seu impacto econômico. O resultado reflete 500 mil demissões no setor de bares, restaurante e hotelaria, afetados diretamente pelo aumento do contágio e das mortes na pandemia. É mais um sinal da insanidade de tentar manter a economia funcionando normalmente, como defendem os presidentes Donald Trump e Jair Bolsonaro, em meio à emergência de saúde público.

Se a doença do coronavírus de 2019 for controlada pelas vacinas, a economia e o mercado de trabalho se recuperam, mas haverá fechamento permanente de vagas.

Com a queda da renda e do consumo, o governo Joe Biden e o Congresso, agora com maioria do Partido Democrata na Câmara e no Senado, devem aprovar um novo pacote de estímulo trilionário com ajuda direta de US$ 2 mil (R$ 10.824) a todos os americanos que ganhem até US$ 75 mil por ano, cerca de R$ 406 mil.

Em outro fracasso da política de Trump, neste caso das guerras comerciais, o déficit comercial dos EUA em novembro foi o maior em 14 anos: US$ 68,1 bilhões (R$ 368,5 bilhões).

quarta-feira, 18 de dezembro de 2019

EUA estão perdendo a guerra comercial com a China

O diagnóstico é do economista Paul Krugman, ganhador do Prêmio Nobel de Economia em 2008. Ele entende que raramente as guerras comerciais têm vencedores, mas às vezes há perdedores e o presidente Donald Trump é um bom exemplo.

Krugman observa que o governo Trump não atingiu nenhum de seus objetivos e declara vitória enquanto bate em retirada. A China sabe disso. A linha dura do regime comunista chinês, que assumiu o controle das negociações depois de vetar um acordo em abril, está “jubilante e incrédula”, nas palavras do jornal The New York Times. 

Até agora, o que se sabe do acordo preliminar a ser assinado provavelmente no início de 2020 é que os Estados Unidos suspenderam o tarifaço de 15 de dezembro em troca da promessa chinesa de comprar mais produtos americanos, sobretudo do setor agrícola.

Meses atrás, Trump lamentou que os Estados Unidos vendam trigo ao Japão, mas é exatamente o que vão vender à China, produtos agrícolas de baixo valor agregado como a soja, que os chineses podem comprar de países como o Brasil e a Argentina, enquanto os Estados Unidos compram da China produtos cada vez mais sofisticados, inclusive da Apple, a maior empresa privada do mundo, que é americana, mas fabrica seus produtos na China. 

Depois de um ano e meio de guerra comercial, o que o presidente americano conseguiu foi vender mais produtos agrícolas. Meu comentário:

quarta-feira, 15 de maio de 2019

Indonésia registrou em abril maior déficit comercial da história

O déficit comercial da Indonésia bateu recorde em abril, chegando a US$ 2,5 bilhões, com a queda de 13,1% nas exportações, enquanto as importações baixaram apenas 6,6%, dificultando a luta da maior economia do Sudeste Asiático para enfrentar um período de turbulência com a guerra comercial entre Estados Unidos e China e a desaceleração da economia mundial.

A expectativa de economistas ouvidos pela agência Reuters era de queda de 7,2% nas exportações e de US$ 12,1% nas importações. O resultado foi o maior déficit da balança comercial desde que o jovem país independente começou a compilar estatísticas, no início dos anos 1950s. O governo tenta conter o problema limitando a importação.

A Indonésia é a 16ª maior economia do mundo, com produto interno bruto um pouco acima de US$ 1 trilhão no ano passado, o quarto país mais populoso do mundo, com 261 milhões de habitantes, e o maior muçulmano. É grande exportadora de matérias-primas como carvão e óleo de palma, que baixaram de preço em 2019 por causa da desaceleração do crescimento mundial.

O país era um grande exportador de petróleo nos anos 1980s, membro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), mas no século 21 o consumo interno ultrapassou a produção. Nos últimos anos, a Indonésia passou a importar petróleo.

Grande fornecedora de cartão, borracha e produtos florestais, inclusive madeira, para os EUA e a China, a Indonésia sofre com a guerra comercial entre os dois países mais ricos do mundo.

Mesmo assim, no primeiro trimestre de 2019, a Indonésia cresceu num ritmo anual de 5,07%, de causar inveja a qualquer país da América Latina. Em 2018, a expansão foi de 5,17%, a maior desde 2013.

Com 54% dos votos válidos, o presidente Joko Widodo foi reeleito em 17 de abril para um segundo mandato de cinco anos.

quarta-feira, 6 de março de 2019

EUA tiveram em 2018 maior déficit comercial em 10 anos

Apesar da guerra comercial promovida pelo presidente Donald Trump, os Estados Unidos registraram no ano passado um déficit comercial de US$ 621 bilhões, cerca de R$ 2,3 trilhões. Foi o maior desde 2008, quando chegou a US$ 709 bilhões, R$ 2,7 trilhões pela cotação atual.

O resultado é atribuído ao vigor da maior economia do mundo, com forte apetite por importações e pelas dificuldades dos exportadores, que enfrentaram tarifas retaliatórias impostas por outros países, especialmente a China.

As exportações dos EUA somaram US$ 2,5 trilhões (R$ 9,4 trilhões), com alta de US$ 148,9 bilhões (R$ 562 bilhões) em relação a 2017, enquanto as importações cresceram US$ 217,7 bilhões (R$ 821,7 bilhões), ultrapassando US$ 3,1 trilhões (R$ 11,7 trilhões).

No comércio de bens, o déficit aumentou 10,4% para um recorde de US$ 891,3 bilhões (R$ 3364,1 trilhões) O saldo em serviços subiu 5,9% para US$ 270,2 bilhões (R$ 1,0198 trilhão). Com a China, apesar de sobretaxar importações no valor de US$ 250 bilhões (R$ 943,6 bilhões), o déficit dos EUA cresceu US$ 43,6 bilhões (R$ 164,6 bilhões) para US$ 419,2 bilhões (R$ 1,582 bilhão).

quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

China e EUA prorrogam negociações comerciais na expectativa de acordo

A China e dos Estados Unidos estenderam por um terceiro dia não previsto as negociações para chegar a um acordo e desarmar a guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo. Mesmo que as diferenças ainda sejam enormes, a reunião de Beijim fez progresso em questões como o aumento da importação de bens e serviços americanos pelos chineses.

Depois da imposição de tarifas punitivas sobre dezenas de bilhões de dólares do comércio bilateral, o presidente Donald Trump e o ditador Xi Jinping decidiram retomar negociações num jantar em 30 de novembro em Buenos Aires, no fim da reunião de cúpula do Grupo dos Vinte (G-20). O prazo para um acordo vai até 1º de março.

Os EUA exigem a redução de um déficit comercial que chegou a US$ 375 bilhões em 2017, respeito à propriedade intelectual e fim da transferência forçada de tecnologia.

A delegação chinesa, chefiada pelo vice-primeiro-ministro Liu He, um indicador da importância desta etapa de negociações, concordou em retomar as importações de soja, reduzir as tarifas de importação sobre carros e autopeças e adotar uma estratégia menos agressiva no programa Fabricado na China 2025, através do qual pretende alcançar independência tecnológica.

Ao mesmo tempo, o governo da China prometeu fortalecer a legislação para proteger a propriedade intelectual e aprovar uma nova lei de investimentos estrangeiros para dar melhores condições de concorrência para empresas de outros países no imenso mercado chinês.

Independentemente de um possível acordo comercial, a competição estratégica entre os EUA e a China será o elemento dominante das relações internacionais nos próximos anos. Com a China marchando para se tornar a maior economia do mundo até 2030, os EUA temem perder a superioridade tecnológica e militar.

A transição hegemônica de uma grande potência para outra foi causa de inúmeras guerras na história das relações internacionais. As grandes guerras mundiais foram causadas pela ascensão da Alemanha. A ascensão da União Soviética levou à Guerra Fria. A China afirma ter aprendido a lição. Mas os EUA enfrentam o desafio de lidar com seu próprio declínio.

quinta-feira, 28 de junho de 2018

Crescimento dos EUA no primeiro trimestre é revisado para baixo

A maior economia do mundo cresceu nos primeiros três meses de 2018 num ritmo inferior ao estimado anteriormente, de 2% ao ano, com redução nos números sobre consumo pessoal e acumulação de estoques, anunciou hoje o Departamento do Comércio dos Estados Unidos. As leituras anteriores foram de 2,3% e 2,2% ao ano.

De qualquer jeito, houve uma desaceleração do crescimento, que foi de 2,9% ao ano no último trimestre de 2017, para o ritmo mais fraco em um ano.

"A desaceleração no crescimento real do produto interno bruto no primeiro trimestre reflete desacelerações no consumo pessoal, nas exportações, nos investimentos em imóveis residenciais e nos gastos públicos dos governos municipais, estaduais e federal

O principal motivo da queda no crescimento foi uma baixa no avanço do consumo pessoal de 4% ao ano no fim do ano passado para 0,9% ao ano entre janeiro e março. A acumulação de estoques caiu de US$ 20,2 bilhões na estimativa anterior para US$ 13,9 bilhões.

Apesar do mau resultado, a expectativa é de uma expansão maior no segundo trimestre, de até 4%, em função do aumento do consumo pessoal e da queda no déficit comercial por causa das políticas protecionistas do governo Donald Trump. A longo prazo, a previsão é de um impacto negativo do protecionismo sobre o crescimento americano, com risco de recessão.

terça-feira, 5 de junho de 2018

China propõe comprar mais US$ 70 bilhões em produtos americanos

Para escapar da ameaça das sobretaxas do presidente Donald Trump e evitar uma guerra comercial com os Estados Unidos, a China propôs comprar mais US$ 70 bilhões em energia e produtos agropecuários americanos, noticiou o jornal The Wall Street Journal.

A proposta foi feita diretamente ao secretário de Comércio dos EUA, Wilbur Ross, durante visita a Beijim. O pacote inclui soja, milho, carvão, gás natural, petróleo bruto e bens manufaturados.

Em sua pressão para reduzir um déficit comercial de US$ 375 bilhões, Trump ameaçou impor tarifas no valor de até US$ 150 bilhões sobre as importações de produtos da China e cobrou do país um aumento de US$ 200 bilhões nas importações de produtos americanos.

O negociador chinês Liu He deixou claro que o acordo estará desfeito se os EUA impuserem tarifas no valor de US$ 50 bilhões, como foi a última ameaça de Trump. As tarifas seriam aplicadas depois de 15 de junho para aumentar a pressão sobre a China. Se isso acontecer, o governo chinês promete devolver na mesma medida.

Os EUA querem impedir a transferência de tecnologia de empresas americanas para companhias chinesas. Exigem que o governo chinês pare de pressionar as empresas americanas a fazer isso e acusam a China de subsidiar ilegalmente as firmas chinesas, especialmente no setor de alta tecnologia.

De acordo com o Journal, os EUA examinam uma nova reclamação de prática comercial desleal porque a China restringe o acesso empresas de serviços de alta tecnologia americanas.

O regime comunista chinês exige que empresas que oferecem nuvens de computação como a Amazon.com e a Microsoft se associem a companhias chinesas e licenciem sua tecnologia para os sócios chineses.

Em comparação, a gigante da Internet chinesa Alibaba opera livremente nos EUA, sem restrições. "Algumas companhias não chinesas relutam em participar do mercado de nuvens na China devido ao número de restrições", declarou o diretor de política global da Associação da Indústria de Telecomunicações dos EUA, K. C. Swanson. "Enquanto isso, nos EUA, não há restrições à participação estrangeira em nosso mercado, é um caso claro de reciprocidade."

Mais de cem associações empresariais americanas enviaram carta à Casa Branca criticando o protecionismo de Trump.

domingo, 1 de abril de 2018

China impõe novas tarifas a 128 produtos dos EUA

Mais uma salva de tiros na guerra comercial entre as duas maiores potências econômicas do mundo. Em resposta às tarifas impostas pelo governo Donald Trump, a China anunciou hoje em Beijim que vai sobretaxar 128 produtos fabricados nos Estados Unidos, inclusive carnes, frutas e vinho, informou o canal americano de notícias econômicas CNBC.

As novas tarifas entram em vigor nesta segunda-feira, comunicou em nota o Ministério das Finanças da China. A Comissão de Tarifas Alfandegárias vai aplicar imediatamente tarifas de 25% sobre carne de porco e derivados e sucata de alumínio.

Outros 120 produtos primários americanos comprados pela China, de frutas silvestres e maçãs a amêndoas, nozes e castanhas, vão pagar 15% de imposto de importação.

Trump começou taxando todas as importações de aço em 25% e as de alumínio em 15%. Em seguida, passou a excluir países aliados dos EUA, inclusive o Brasil, mas manteve as tarifas para negócios com a China.

Há dez dias, Trump revelou planos para taxas as importações chinesas num valor total de US$ 60 bilhões por ano, numa tentativa de reduzir o déficit comercial dos EUA no comércio bilateral, que no ano passado foi de US$ 375,2 bilhões (R$ 1,24 trilhão).

Depois de fortes quedas pela ameaça de uma guerra comercial, a Bolsa de Nova York voltou a subir, com notícias de que os EUA estariam negociando secretamente para evitar os prejuízos de um conflito. O contra-ataque chinês indica que um acordo ainda está longe.

A retaliação chinesa se concentrou em produtos agropecuários. Os fazendeiros americanos exportaram US$ 20 bilhões para a China em 2017. O setor de carne suína e derivados vendeu US$ 1,1 bilhão aos chineses. A carne de porco é tradicionalmente a principal fonte de proteína animal na China. É o terceiro mercado mais importante para as exportações da suinocultura dos EUA.

O impacto total fica muito abaixo dos US$ 60 bilhões de Trump, sinal de que a China ainda está aberta a negociar. Mas não significa que vá ceder. O economista Robert Shiller, ganhador do Prêmio Nobel de Economia em 2013, adverte para o risco de que sucessivas imposições de tarifas bilaterais de lado a lado levem à "crise econômica" ao "caos" e à "desaceleração do desenvolvimento".

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Déficit comercial EUA-China chegou a recorde de US$ 375 bilhões

Durante a campanha eleitoral, o presidente Donald Trump acusou a China de comércio desleal. Em seu primeiro ano de governo, o déficit dos Estados Unidos no comércio bilateral aumentou de US$ 347 bilhões para um recorde de US$ 375,2 bilhões, revelou ontem o Departamento do Comércio.

O déficit comercial global dos EUA aumentou 12,1% em 2017 para US$ 566 bilhões. Foi o maior desde 2008. Com a recuperação econômica e o aumento do poder aquisitivo, crescem as importações. Apesar das promessas, Trump não conseguiu renegociar acordos comerciais significativos nem reindustrializar o país.

A queda do dólar no ano passado tornou os produtos americanos mais baratos no exterior. As exportações aumentaram, mas não o suficiente para neutralizar o consumo de importados. Em dezembro de 2017, os EUA exportaram US$ 203,35 bilhões e importaram US$ 256,46 bilhões. O saldo negativo foi de US$ 53,11 bilhões.

Em sintonia com o pensamento de Trump, o secretário do Comércio, Wilber Ross, declarou que o governo vai reduzir o déficit comercial aplicando as regras do comércio, renegociando acordos existentes e novos acordos.

Ross citou a decisão recente do governo de impor sobretaxas às importações de painéis solares e máquinas de lavar e as renegociações em andamento com o México, o Canadá e a Coreia do Sul. "Um esforço extenuante está em andamento, mas não faz sentido estabelecer um prazo fatal", disse o secretário.

Quando Trump era candidato, em setembro de 2016, seus assessores econômicos Peter Navarro e Wilbur Ross afirmaram que a eliminação do déficit comercial de US$ 500 bilhões geraria uma arrecadação de impostos capaz de neutralizar o custo dos cortes de impostos.

Navarro, hoje diretor do Conselho Nacional de Comércio da Casa Branca, prometeu acabar com o déficit "num ano ou dois".

segunda-feira, 28 de março de 2016

Consumo fica estagnado e inflação cai nos EUA

O consumo pessoal cresceu apenas 0,1% nos Estados Unidos em fevereiro de 2016, a mesma taxa de janeiro, apontando uma estagnação da maior economia do mundo, enquanto o índice de preços ao consumidor caiu de 1,2% em janeiro para 1% em fevereiro, revelou hoje o Departamento de Comércio, citado pela agência Reuters.

Diante da estagnação do consumo, responsável por dois terços do produto interno bruto dos EUA, de cerca de US$ 17,8 trilhões, os analistas reduziram em meio ponto percentual a expectativa de crescimento no primeiro trimestre para a média de 0,9% ao ano. O país cresceu 2,4% no ano passado. No último trimestre, o ritmo foi de 1,4% ao ano.

Assim, apesar do aquecimento do mercado de trabalho, o Comitê de Mercado Aberto da Reserva Federal (Fed), o comitê de política monetária do banco central dos EUA deve manter o gradualismo no aumento de suas taxas básicas de juros.

Como o mercado de trabalho apresentou um saldo positivo de 242 mil vagas de emprego em fevereiro e o índice de desemprego está em 4,9%, os analistas atribuem a queda no consumo à queda nos preços das ações no início do ano, que teria abalado a confiança dos consumidores. A renda pessoal cresceu 0,2% em fevereiro, depois de subir 0,5% em janeiro.

Em outro relatório, o Departamento de Comércio revelou um aumento do déficit comercial pelo quarto mês consecutivo, de US$ 62,2 bilhões em janeiro para US$ 62,9 bilhões em fevereiro, com a aumento nas exportações e queda nas importações.

A inflação anual baixou de 1,2% para 1%. O núcleo da inflação, excluídos os preços mais voláteis de energia e alimento, ficou em 1,7%, abaixo da meta informal perseguida pelo Fed de 2% ao ano. Para o economista Daniel Silver, do banco J P Morgan Chase em Nova York, "a tendência é de alta do núcleo da inflação".

O Fed aumentou em dezembro sua taxa básica pela primeira vez em quase dez anos, depois de mantê-las praticamente zeradas desde dezembro de 2008 para enfrentar a crise, subindo-a de uma faixa de 0 a 0,25% ao ano para 0,25% a 0,50% ao ano.

Com a desaceleração da China e a queda das bolsas no início do ano, o banco central americano foi muito criticado. Talvez fosse cedo demais. O relatório de emprego de fevereiro justificou a alta nos juros, mas a expectativa do mercado foi reduzida de quatro para duas elevações de juros ao longo do ano.

A Associação Nacional das Empresas do Mercado Imobiliário observou um aumento de 3,5% no número de contratos de compra e venda de imóveis residenciais usados em fevereiro, o melhor resultado em sete meses.

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Dólar e crescimento aumentam déficit comercial dos EUA

O comércio exterior dos Estados Unidos registrou um déficit de US$ 43,8 bilhões em junho de 2015, 7,1% maior do que em maio, por causa do crescimento e da alta do dólar, que barateou as importações.

É o maior déficit desde maio de 2012. No comércio politicamente sensível com a China, o déficit cresceu 3,3% para US$ 31,5 bilhões.

Com o aumento da demanda interna e da atividade da construção, e a redução dos estoques das fábricas, alguns economistas preveem uma revisão do produto interno bruto do segundo trimestre de 2,3% para um ritmo 3% ao ano.

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Exportações do Japão avançam 2,4% num ano

Com o iene fraco e a recuperação da demanda externa, as exportações do Japão registraram em maio de 2015 um aumento de 2,4% em 12 meses, mas ficou abaixo da expectativa de economistas entrevistados pela agência Reuters, que era de alta de 3,5%.

As exportações chegaram a 5,741, trilhões de ienes, cerca de US$ 46,4 bilhões.

No quinto mês seguido de baixa, as importações tiveram uma queda anual de 8,7% para 5,956 trilhões de ienes, cerca de US$ 48,3 bilhões. O déficit comercial ficou em 216 bilhões de ienes, cerca de US$ 1,752 bilhão. Diante desses números, o iene subiu um pouco, sendo cotado a 123,43 por dólar.

Para o economista Marcel Thieliant, da Capital Economics, "o iene deve cair ainda mais para 130 por dólar até o fim deste ano e de 140 por dólar no próximo". Por outro lado, a baixa nos preços de gás e petróleo deve acabar, e o Japão é grande importador de energia.

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Japão amplia compra de títulos para US$ 724 bilhões por ano

O Banco do Japão surpreendeu os investidores hoje ao anunciar uma expansão de seu programa ultra-agressivo de compra de títulos para retirar papéis negociados no mercado financeiro e aumentar a quantidade de dinheiro em circulação num volume anual de 80 trilhões de ienes, US$ 724 bilhões pela cotação de hoje. As bolsas da Ásia reagiram operando em alta.

Tanto o Banco do Japão quanto o Banco Central Europeu recorrem aos chamados programas de alívio quantitativo para combater a deflação e estimular o crescimento no momento em que a Reserva Federal (Fed), o banco central dos Estados Unidos, encerra seu programa. O Fed acredita que a maior economia do mundo está recuperada, mas o Banco do Japão reduziu hoje sua previsão de crescimento para este ano para 0,5% e para 2015 de 1,4% para 1%.

Ao anunciar a ampliação do programa de compra de ativos, as autoridades monetárias japonesas afirmaram ser necessária para combater a "mentalidade deflacionária", diante do consumo fraco e da queda nos preços internacionais do petróleo. Em setembro, a inflação caiu para 1%, a menor taxa em 12 meses.

A meta de inflação do primeiro-ministro Shinzo Abe é de 2% ao ano. Desde que chegou ao poder, em dezembro de 2012, Abe mostrou determinação para reinflar a terceira maior economia do mundo e acabar com a estagnação e a deflação que já dura mais de duas décadas, entre outras razões por causa da competição estratégica com a China, que ultrapassou o Japão em 2010 para se tornar a segunda maior economia do mundo.

Depois de um sucesso inicial, a chamada abeconomia, que combina gastos públicos com aumento da quantidade de moeda em circulação e reformas estruturais, sofreu um golpe.

O aumento, em 1º de abril de 2014, de um imposto sobre consumo de 5% a 10% derrubou o produto interno bruto em 1,8% no segundo trimestre para US$ 4,9 trilhões, depois de uma alta de 1,5% no primeiro. Com a ameaça de queda de preços e o aumento do desemprego de 3,5% para 3,6% em setembro, o Banco do Japão reagiu hoje.

Até agora, as aquisições eram sobretudo de títulos de longo prazo da dívida pública do Japão. Daqui para a frente, devem triplicar as compras de títulos de fundos negociados em bolsas e de fundos de investimento imobiliário.

Com a notícia, a moeda japonesa, o iene caiu para 110 por dólar, a menor cotação desde 1º de outubro de 2014. Isso ajuda as exportações japonesas abaladas pela concorrência de países vizinhos com custos de produção muito menores, a começar pela China. Os saldos comerciais espetaculares japoneses são passado.

De 1970 a 2010, o Japão apresentou saldos comerciais positivos. Desde 2011, compra mais do que vende ao exterior. Em setembro de 2014, o déficit comercial foi de US$ 8,7 bilhões.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Déficit comercial do Japão bate recorde

O Japão, terceira maior economia do mundo, teve um déficit comercial recorde de US$ 112 bilhões ou 82 bilhões de euros em 2013, 65% maior do que o do ano anterior, anunciou hoje o Ministério das Finanças.

As importações japonesas cresceram 15%, chegando ao recorde de US$ 793 bilhões, enquanto as exportações aumentaram 10%, atingindo US$ 681 bilhões por causa da desvalorização do iene, mas não foram suficientes para neutralizar o peso das compras externas.

Na década de ouro do Super-Japão, nos anos 1980s, o país tinha saldos comerciais mensais de quase US$ 100 bilhões. Sonhava em superar os Estados Unidos e se tornar a maior economia do mundo. Com a explosão da bolha especulativa imobiliária e financeira, em 1991, o Japão entrou num longo período de deflação e estagnação que o atual primeiro-ministro, Shinzo Abe, luta para superar.

Com taxas de crescimento pífias, o Japão foi atropelado pela China, que avançou a taxas de 10% ao ano por três décadas, superando o inimigo histórico e se aproximando dos EUA. Esta é uma das preocupações centrais de Abe, um nacionalista que teme a erosão do poder do país. 

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Japão tem déficit comercial recorde

Apesar da desvalorização do iene e do primeiro crescimento das exportações em oito meses, o Japão registrou um déficit comercial recorde em janeiro de 2013, de US$ 17,1 bilhões, 10% superior ao de um ano antes, anunciou hoje o Ministério das Finanças.

Com a queda nos preços internacionais dos produtos japoneses, as exportações avançaram 6,4% na comparação anual, mas o encarecimento das importações, que cresceram 7,3% no mesmo período, pesou do outro lado da balança comercial.

As exportações, grande motor da terceira maior economia do mundo, foram abaladas pela recessão na União Europeia e o conflito com a China em torno de ilhas, que causou protestos e boicotes no mercado chinês. Mas essa realidade pode estar mudando.

Em janeiro, as vendas à China cresceram 3% na comparação anual, na primeira alta desde maio. Para os Estados Unidos, o avanço foi de 10,9%, reporta a televisão pública britânica BBC.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Japão está sob pressão para religar usinas nucleares

O governo do Japão está sob pressão para religar as usinas nucleares do país depois de registrar um déficit comercial recordista, de US$ 54 bilhões, no ano fiscal que terminou em 31 de março de 2012. Como no ano anterior houve saldo de US$ 65 bilhões, o resultado foi atribuído aos desastres naturais que arrasaram o Nordeste do Japão no ano passado.

Depois do acidente na central nuclear de Fukushima, causado pelo terremoto e o maremoto de 11 de março de 2011, o Japão desativou 53 de suas 54 usinas nucleares. Elas geravam 35% da energia elétrica consumida pela terceira maior economia do mundo.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Japão tem primeiro déficit comercial desde 1980

Sob o impacto da crise das dívidas públicas na Europa, do iene sobrevalorizado e dos desastres naturais, o Japão teve em 2011 seu primeiro déficit comercial em mais de 30 anos, de US$ 32 bilhões. As importações cresceram 12%, enquanto as exportações caíram 2,7% no ano passado, informa o jornal inglês Financial Times.

Os analistas temem que seja uma mudança estrutural, com o esgotamento do modelo exportador que promoveu o o milagre econômico japonês na segunda metade do século passado, observa The Wall St. Journal.

Sob pressão das forças da globalização econômica e dos altos custos internos, as companhias transnacionais japonesas transferem cada vez sua produção para o exterior, especialmente para outros países da Ásia.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Déficit comercial dos EUA é o menor em 10 meses

O déficit comercial dos Estados Unidos caiu 1,6% em outubro para US$ 43,5 bilhões, o menor em dez meses, mas as importações da China atingiram novo recorde mensal, de US$ 37,8 bilhões.

Tanto as exportações quanto as importações declinaram, o que pode indicar queda na demanda interna e externa, mas as exportações e importações de máquinas industriais aumentaram, num sinal de que as empresas estão acelerando suas operações,

A tendência é que o déficit volte a aumentar porque os preços do petróleo subiram muito desde agosto, alerta a agência Reuters.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Terremoto leva Japão a déficit comercial

Sob impacto do terremoto e do maremoto de 11 de março de 2011, o Japão tradicionalmente uma economia exportadora, teve em maio um déficit comercial de 854 bilhões de ienes, cerca de US$ 7,4 bilhões, revelou hoje o Ministério das Finanças.

É o segundo pior saldo negativo do comércio exterior japonês, só superado pelos 968 bilhões de ienes da janeiro de 2009, no auge da recessão mundial.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Déficit cai com exportação recorde nos EUA

As vendas de produtos e serviços dos Estados Unidos ao exterior atingiram o recorde de US$ 175,6 bilhões em abril de 2011, anunciou hoje o Departamento do Comércio. Com importações de US$ 219,2 bilhões, o déficit comercial caiu para US$ 43,7 bilhões, o menor desde dezembro de 2010, informa The New York Times.

Com um impulso do dólar desvalorizado, as exportações de produtos foram de US$ 126,4 bilhões e as de serviços de US$ 49,1 bilhões.