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quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Déficit comercial EUA-China chegou a recorde de US$ 375 bilhões

Durante a campanha eleitoral, o presidente Donald Trump acusou a China de comércio desleal. Em seu primeiro ano de governo, o déficit dos Estados Unidos no comércio bilateral aumentou de US$ 347 bilhões para um recorde de US$ 375,2 bilhões, revelou ontem o Departamento do Comércio.

O déficit comercial global dos EUA aumentou 12,1% em 2017 para US$ 566 bilhões. Foi o maior desde 2008. Com a recuperação econômica e o aumento do poder aquisitivo, crescem as importações. Apesar das promessas, Trump não conseguiu renegociar acordos comerciais significativos nem reindustrializar o país.

A queda do dólar no ano passado tornou os produtos americanos mais baratos no exterior. As exportações aumentaram, mas não o suficiente para neutralizar o consumo de importados. Em dezembro de 2017, os EUA exportaram US$ 203,35 bilhões e importaram US$ 256,46 bilhões. O saldo negativo foi de US$ 53,11 bilhões.

Em sintonia com o pensamento de Trump, o secretário do Comércio, Wilber Ross, declarou que o governo vai reduzir o déficit comercial aplicando as regras do comércio, renegociando acordos existentes e novos acordos.

Ross citou a decisão recente do governo de impor sobretaxas às importações de painéis solares e máquinas de lavar e as renegociações em andamento com o México, o Canadá e a Coreia do Sul. "Um esforço extenuante está em andamento, mas não faz sentido estabelecer um prazo fatal", disse o secretário.

Quando Trump era candidato, em setembro de 2016, seus assessores econômicos Peter Navarro e Wilbur Ross afirmaram que a eliminação do déficit comercial de US$ 500 bilhões geraria uma arrecadação de impostos capaz de neutralizar o custo dos cortes de impostos.

Navarro, hoje diretor do Conselho Nacional de Comércio da Casa Branca, prometeu acabar com o déficit "num ano ou dois".

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

EUA aprovam acordos comerciais com Colômbia, Coreia do Sul e Panamá

Num raro acordo bipartidário, o Congresso dos Estados Unidos deu hoje aprovação final há muito esperada para acordos de liberalização de comércio com a Coreia do Sul, a Colômbia e o Panamá, informa o jornal The Washington Post.

Os três acordos foram negociados no governo George W. Bush e sofreram várias formas de obstrução. Desde 2007, o Congresso não aprovava acordos de comércio internacional. A principal exigência era a criação de um programa de retreinamento de trabalhadores que perderem seus empregos por causa da concorrência estrangeira.

No caso da Colômbia, os sindicatos, uma das principais bases do Partido Democrata, também se opunham por causa da impunidade, no governo Álvaro Uribe, de matadores de grupos paramilitares acusados pelo assassinato de líderes sindicais.