Mostrando postagens com marcador Carvão. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Carvão. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 20 de julho de 2022

Europa arde em meio a recuo no combate ao aquecimento global

O aquecimento global está torrando o Hemisfério Norte.  O calor provoca incêndios em Portugal, na Espanha (piores dos últimos 15 anos), na França e na Grécia, em meio a uma crise de inflação, energia e alimentos gerada pela guerra da Rússia na Ucrânia. Isto atrasa a implementação de políticas para conter o aumento da temperatura da Terra e seus efeitos. 

Vinte e um países europeus estão em estado de alerta. Aeroportos fecharam porque a pista amoleceu. Algumas estradas de ferro foram interditadas. Na Península Ibérica, a temperatura chegou a 47 graus centígrados.

Mais de 60 cidades francesas tiveram temperaturas de mais de 40ºC. O presidente Emmanuel Macron vai quarta-feira à região da Gironda, onde há incêndios florestais.

Na Inglaterra, pela primeira vez, os termômetros passaram de 40ºC. Na Escócia, marcou 34,8ºC. 

Na China, 31 cidades estão em estado de alerta numa onda de calor que pode chegar a 40ªC. 

Dezenas de cidades grandes registraram mais de 40ºC nos Estados Unidos, onde a política ambiental do governo Joe Biden está sendo prejudicada pela Suprema Corte e por seu próprio partido. Veja mais meu canal no YouTube. Meu comentário:
 

quarta-feira, 15 de maio de 2019

Indonésia registrou em abril maior déficit comercial da história

O déficit comercial da Indonésia bateu recorde em abril, chegando a US$ 2,5 bilhões, com a queda de 13,1% nas exportações, enquanto as importações baixaram apenas 6,6%, dificultando a luta da maior economia do Sudeste Asiático para enfrentar um período de turbulência com a guerra comercial entre Estados Unidos e China e a desaceleração da economia mundial.

A expectativa de economistas ouvidos pela agência Reuters era de queda de 7,2% nas exportações e de US$ 12,1% nas importações. O resultado foi o maior déficit da balança comercial desde que o jovem país independente começou a compilar estatísticas, no início dos anos 1950s. O governo tenta conter o problema limitando a importação.

A Indonésia é a 16ª maior economia do mundo, com produto interno bruto um pouco acima de US$ 1 trilhão no ano passado, o quarto país mais populoso do mundo, com 261 milhões de habitantes, e o maior muçulmano. É grande exportadora de matérias-primas como carvão e óleo de palma, que baixaram de preço em 2019 por causa da desaceleração do crescimento mundial.

O país era um grande exportador de petróleo nos anos 1980s, membro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), mas no século 21 o consumo interno ultrapassou a produção. Nos últimos anos, a Indonésia passou a importar petróleo.

Grande fornecedora de cartão, borracha e produtos florestais, inclusive madeira, para os EUA e a China, a Indonésia sofre com a guerra comercial entre os dois países mais ricos do mundo.

Mesmo assim, no primeiro trimestre de 2019, a Indonésia cresceu num ritmo anual de 5,07%, de causar inveja a qualquer país da América Latina. Em 2018, a expansão foi de 5,17%, a maior desde 2013.

Com 54% dos votos válidos, o presidente Joko Widodo foi reeleito em 17 de abril para um segundo mandato de cinco anos.

terça-feira, 10 de outubro de 2017

Governo Trump acaba com Plano de Energia Limpa de Obama

O governo Donald Trump toma medidas hoje para acabar com o Plano de Energia Limpa do presidente Barack Obama para reduzir as emissões de gases carbônicos para geração de energia elétrica em 32% até 2030 em relação a 2005, anunciou ontem o diretor da Agência de Proteção Ambiental (EPA) dos Estados Unidos, Scott Pruitt.

"A guerra ao carvão acabou", afirmou Pruitt. "Amanhã [hoje], em Washington, vou assinar uma proposta para rever o Plano de Energia Limpa. Não há melhor lugar para fazer este anúncio do que em Hazard, no Kentucky."

Era a grande aposta do governo Obama para cumprir o Acordo do Clima assinado em Paris em 2015.  Em 1º de junho deste ano, Trump anunciou nos jardins da Casa Branca a retirada dos EUA do Acordo de Paris, que prevê a adoção de metas voluntárias por todos os países signatários para reduzir as emissões de gases carbônicos e assim conter o aquecimento do planeta. O processo de retirada leva quatro anos.

É mais uma tentativa de Trump de destruir o legado de seu antecessor sem propor nada construtivo em troca, numa política de terra arrasada, e um triunfo pessoal de Pruitt. Como procurador-geral de Oklahoma, ele liderou mais de 20 estados numa ação contra o governo federal.

Pruitt alegava desde aquela época que o governo Obama e seus antecessores na EPA extrapolaram seus poderes para impor regras que limitem a emissão dos gases que agravam o efeito estufa. A agência só teria o direito de fiscalizar a eficiência das usinas e não de induzir uma transição para fontes não poluentes.

O governo Trump afirma que o fim do Plano de Energia Limpa vai representar uma economia de US$ 33 bilhões.

As usinas termelétricas de carvão e gás natural são responsáveis por um terço das emissões de dióxido de carbono dos EUA. Com o plano, Obama tentava acelerar a transição para fontes renováveis como as energias do sol e do vento.

Um estudo da empresa de consultoria e pesquisa Rhodium Group estimou a queda na emissão de gases de efeito estufa para geração de energia nos EUA entre 2005 a 2030 em 27% a 35%. Se o Plano de Energia Limpa fosse mantido, 21 estados teriam de fazer um esforço maior - inclusive o Texas, a Geórgia, a Pensilvânia e a Virgínia Ocidental. Neste caso, a queda iria além da meta de 32%.

"As usinas de energia elétrica que queimam combustíveis são uma das maiores fontes de poluição e mudança do clima no país. A ciência, o senso comum e a lei ditam que a EPA deve tomar medidas para reduzir estas emissões", declarou o procurador-geral de Nova York, Eric Schneiderman. "Vou usar todos os instrumentos legais para combater esta proposta perigosa."

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Obama: "Trump rejeita o futuro"

Logo depois do anúncio do presidente Donald Trump retirando os Estados Unidos do Acordo de Paris sobre Mudança do Clima, o ex-presidente Barack Obama, que negociou o acordo, reagiu, criticando o sucessor por "rejeitar o futuro".

"As nações que ficarem no Acordo de Paris serão as nações que vão colher os benefícios em empresas e empregos. Eu acredito que os EUA deveriam estar à frente desde grupo", declarou o ex-presidente nas redes sociais.

"Mas mesmo na ausência de liderança americana, mesmo que este governo se junte a um pequeno grupo de nações que rejeitam o futuro, tenho confiança de que os estados, as cidades e as empresas vão se erguer e fazer ainda mais para liderar e ajudar a proteger as futuras gerações do único planeta que temos", acrescentou Obama.

Ao tirar os EUA do Acordo de Paris, assinado por 195 países e só rejeitado até hoje pela Nicarágua e pela Síria, Trump rompe mais uma vez com as políticas ambientais adotadas por Obama, prometendo, por exemplo, revigorar a indústria do carvão. Ninguém considera isso viável economicamente hoje, com o desenvolvimento de fontes renováveis como energia do sol e do vento.

domingo, 18 de maio de 2014

Turquia prende 19 por acidente na mina de carvão

A polícia da Turquia prendeu hoje 19 pessoas suspeitas dentro da investigação sobre o pior acidente numa mina de carvão da história do país, que matou 301 mineiros na semana passada na cidade de Soma. Entre os detidos estão quatro diretores e engenheiros da empresa responsável pela exploração.

Nos últimos dias, milhares de pessoas protestaram nas três maiores cidades turcas contra a negligência dos proprietários da mina e o descaso das autoridades do Partido da Justiça e do Desenvolvimento ao aplicar as leis de proteção dos mineiros.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

China admite aumento do uso de carvão

A China prometeu hoje desenvolver projetos de energia de fontes renováveis para sua economia, que cresce num ritmo acelerado de mais de 10% ao ano. Mas advertiu que haverá um aumento dramático na queima de carvão e evitou fixar limites para suas emissões de gases que agravam o efeito estufa.

Até o final da próxima decada, o governo do Partido Comunista pretende elevar metade da população chinesa, de 1,3 bilhão, para a classe média.