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quarta-feira, 20 de julho de 2022

Europa arde em meio a recuo no combate ao aquecimento global

O aquecimento global está torrando o Hemisfério Norte.  O calor provoca incêndios em Portugal, na Espanha (piores dos últimos 15 anos), na França e na Grécia, em meio a uma crise de inflação, energia e alimentos gerada pela guerra da Rússia na Ucrânia. Isto atrasa a implementação de políticas para conter o aumento da temperatura da Terra e seus efeitos. 

Vinte e um países europeus estão em estado de alerta. Aeroportos fecharam porque a pista amoleceu. Algumas estradas de ferro foram interditadas. Na Península Ibérica, a temperatura chegou a 47 graus centígrados.

Mais de 60 cidades francesas tiveram temperaturas de mais de 40ºC. O presidente Emmanuel Macron vai quarta-feira à região da Gironda, onde há incêndios florestais.

Na Inglaterra, pela primeira vez, os termômetros passaram de 40ºC. Na Escócia, marcou 34,8ºC. 

Na China, 31 cidades estão em estado de alerta numa onda de calor que pode chegar a 40ªC. 

Dezenas de cidades grandes registraram mais de 40ºC nos Estados Unidos, onde a política ambiental do governo Joe Biden está sendo prejudicada pela Suprema Corte e por seu próprio partido. Veja mais meu canal no YouTube. Meu comentário:
 

terça-feira, 10 de outubro de 2017

Governo Trump acaba com Plano de Energia Limpa de Obama

O governo Donald Trump toma medidas hoje para acabar com o Plano de Energia Limpa do presidente Barack Obama para reduzir as emissões de gases carbônicos para geração de energia elétrica em 32% até 2030 em relação a 2005, anunciou ontem o diretor da Agência de Proteção Ambiental (EPA) dos Estados Unidos, Scott Pruitt.

"A guerra ao carvão acabou", afirmou Pruitt. "Amanhã [hoje], em Washington, vou assinar uma proposta para rever o Plano de Energia Limpa. Não há melhor lugar para fazer este anúncio do que em Hazard, no Kentucky."

Era a grande aposta do governo Obama para cumprir o Acordo do Clima assinado em Paris em 2015.  Em 1º de junho deste ano, Trump anunciou nos jardins da Casa Branca a retirada dos EUA do Acordo de Paris, que prevê a adoção de metas voluntárias por todos os países signatários para reduzir as emissões de gases carbônicos e assim conter o aquecimento do planeta. O processo de retirada leva quatro anos.

É mais uma tentativa de Trump de destruir o legado de seu antecessor sem propor nada construtivo em troca, numa política de terra arrasada, e um triunfo pessoal de Pruitt. Como procurador-geral de Oklahoma, ele liderou mais de 20 estados numa ação contra o governo federal.

Pruitt alegava desde aquela época que o governo Obama e seus antecessores na EPA extrapolaram seus poderes para impor regras que limitem a emissão dos gases que agravam o efeito estufa. A agência só teria o direito de fiscalizar a eficiência das usinas e não de induzir uma transição para fontes não poluentes.

O governo Trump afirma que o fim do Plano de Energia Limpa vai representar uma economia de US$ 33 bilhões.

As usinas termelétricas de carvão e gás natural são responsáveis por um terço das emissões de dióxido de carbono dos EUA. Com o plano, Obama tentava acelerar a transição para fontes renováveis como as energias do sol e do vento.

Um estudo da empresa de consultoria e pesquisa Rhodium Group estimou a queda na emissão de gases de efeito estufa para geração de energia nos EUA entre 2005 a 2030 em 27% a 35%. Se o Plano de Energia Limpa fosse mantido, 21 estados teriam de fazer um esforço maior - inclusive o Texas, a Geórgia, a Pensilvânia e a Virgínia Ocidental. Neste caso, a queda iria além da meta de 32%.

"As usinas de energia elétrica que queimam combustíveis são uma das maiores fontes de poluição e mudança do clima no país. A ciência, o senso comum e a lei ditam que a EPA deve tomar medidas para reduzir estas emissões", declarou o procurador-geral de Nova York, Eric Schneiderman. "Vou usar todos os instrumentos legais para combater esta proposta perigosa."

sexta-feira, 7 de julho de 2017

França quer parar de vender carros poluentes até 2040

Ao apresentar seu plano para combater a mudança do clima e o aquecimento global, o ministro da Transição Ecológica, Nicolas Hulot, previu ontem "o fim da venda de carros a diesel e a gasolina até 2040" na França. O presidente Emmanuel Macron quer defender o Acordo do Clima de Paris, de 2015, abalado com a retirada dos Estados Unidos por ordem do presidente Donald Trump.

O primeiro-ministro Edouard Philippe havia confirmado na terça-feira, em pronunciamento na Assembleia Nacional, os compromissos de não dar novas permissões para a exploração de hidrocarbonetos, a convergência das cargas fiscais sobre diesel e gasolina até 2022, o aumento dos impostos sobre emissões de gás carbônico e a redução das emissões à metade até 2025.

A meta é atingir a "neutralidade de carbono" até 2050. Isso significa que as emissões serão equivalentes à capacidade de absorção dos gases, por exemplo, por florestas.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Crescimento de emissões de CO2 deve ficar estagnado em 2015

As emissões globais de gases carbônicos não devem crescer neste ano. Em 2014, as emissões causadas pela queima combustíveis fósseis aumentaram em apenas 0,6%. As projeções para 2015 mostram um segundo ano de crescimento baixo ou até mesmo uma possível queda nas emissões dos gases que agravam o efeito estufa, anunciaram pesquisadores da Universidade de East Anglia (UEA), na Inglaterra, e do Projeto Carbono Global.

O estudo foi publicado hoje na revista científica Nature Climate Change. Os dados também estão disponíveis na revista Earth System Science Data. A pesquisa apontou como maiores poluidores a China (27%), os Estados Unidos (15%), a União Europeia (10%) e a Índia (7%).

Há uma expectativa de queda de 0,6% nas emissões em 2015. Isso já ocorreu antes durante crises econômicas.

"Estes dados certamente não são típicos da trajetória de crescimento vista desde 2000, quando o crescimento anual ficou entre 2% e 3%. O que estamos vendo agora é que as emissões parecem ter estagnado e podem mesmo declinar levemente em 2015", declarou a professora Corinne Le Quéré, diretora do Centro Tyndall na UEA.

Ela faz uma ressalva: "É importante lembrar que nossa projeção para 2015 é uma estimativa e que sempre vai haver uma margem de incerteza. Neste caso, a projeção varia de um declínio global das emissões de até 1,5% até uma pequena alta de 0,5%."

Os cálculos foram feitos com base nos dados disponíveis sobre o consumo da energia na China e nos Estados Unidos e previsões sobre o crescimento econômico no resto do mundo.

"O declínio projetado se deve principalmente à redução no uso de carvão na China", observou a pesquisadora. "Se o crescimento menor nas emissões globais será sustentado depende do uso de carvão na China e em outros países e de onde virá a nova energia. Em 2014, mais de metade das novas necessidades de energia da China veio de fontes como hidrelétrica, nuclear, eólica e solar."

Na 21ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (CoP-21), em realização em Paris até 11 de dezembro, a Índia, muito dependente do carvão, resiste às propostas de "descarbonização" da economia.

"Vimos um crescimento menor do consumo global de petróleo em 2014 e um forte crescimento de energia de fontes renováveis em 2014. A capacidade de geração de energia do sol e do vento teve aumentos recordes no ano passado e deve ser ainda maior em 2015", constatou o professor Robert Jackson, da Universidade de Stanford, nos EUA, principal comentarista do artigo publicado na revista Nature Climate Change.

Sem alimentar ilusões, Le Quéré considera "improvável que as emissões tenham chegado ao pico. As necessidades de energia para economias em desenvolvimento ainda são supridas basicamente pelo carvão e a queda nos países industrializados ainda é pequena."

Apesar do baixo crescimento, "ainda emitimos quantidades maciças de gás carbônico anualmente, cerca de 36 bilhões de toneladas de combustíveis fósseis e da indústria", acrescentou a diretora do Centro Tyndall, "mas os líderes da CoP-21 precisam acertar uma redução substancial nas emissões para manter o aquecimento global em dois graus centígrados" em relação à temperatura média no planeta antes da Revolução Industrial.

"A quantidade de gás carbônico na atmosfera chegou a 400 partes por milhão", conclui Le Quéré. "É o nível mais alto em pelo menos 800 mil anos."

quinta-feira, 13 de junho de 2013

China eleva emissões de gás carbônico a novo recorde

A queda nas emissões de gases que agravam o efeito estufa na Europa e nos Estados Unidos foi anulada pelo aumento das emissões da China em 1,4% para 31,6 bilhões de toneladas, informou no início da semana a Agência Internacional de Energia.

Com o aumento das emissões de China e o desenvolvimento de tecnologia para extrair óleo e gás natural do xisto betuminoso, é cada vez mais improvável que o mundo consiga limitar o aquecimento global para limitar o aumento da temperatura da média em dois graus centígrados.

Os EUA conseguiram cortar as emissões em 200 milhões de toneladas ou 3,8%, reduzindo-as para os níveis dos anos 90.

Pelas projeções da AIE, a temperatura média do planeta deve aumentar de 3,6ºC a 5,3ºC.