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quinta-feira, 11 de dezembro de 2025

Hoje na História do Mundo: 11 de Dezembro

 ABDICAÇÃO DE EDUARDO VIII

    Em 1936, depois de menos de um ano no trono, o rei Eduardo VIII, da Inglaterra, abdica para se casar com Wallis Simpson, uma norte-americana duas vezes divorciada, o que era proibido para um monarca do Reino Unido.

Eduardo nasce em 1894. É o filho mas velho de George V, que ascende ao trono em 1910. Ele não se casa até os 40 anos. Em 1934, se apaixona pela socialite norte-americana Wallis Simpson, mulher do empresário anglo-norte-americano Ernest Simpson. Ela casara com um piloto da Marinha dos Estados Unidos e se divorciara.

O rei George V morre em janeiro de 1936 sem discutir a questão com o herdeiro do trono. O novo rei é popular. Marca a coroação para maio de 1937. Em 27 de outubro de 1936, Wallis se divorcia do segundo marido, o que deflagra o escândalo.

A Igreja da Inglaterra e a maioria dos políticos britânicos não aceita o romance real. Uma exceção é o deputado Winston Churchill.

Na noite de 11 de dezembro de 1936, Eduardo VIII faz um pronunciamento pelo rádio anunciando que é "impossível carregar a pesada responsabilidade e exercer meus deveres como rei, como eu gostaria de fazer, sem a ajuda e o apoio da mulher que eu amo."

No dia seguinte, seu irmão mais moço, o Duque de York, é proclamado o rei George VI, pai da rainha Elizabeth II e avô do rei Carlos III.

ÚLTIMO PASSEIO NA LUA

    Em 1972, os astronautas Eugene Cernan e Harrison Schmitt, da nave Apollo 17 são os últimos seres humanos a caminhar na Lua. É a última missão tripulada ao satélite natural da Terra.

A Apollo 17 parte em 7 de dezembro. Cernan, o comandante da missão, é um astronauta experiente, depois de orbitar a Terra na Gemini e a Lua na Apollo 10. O terceiro tripulante é Ronald Evans, que não desce na Lula. 

A nave entra na órbita da Lua em 10 de dezembro. Duas horas e 34 minutos depois de se separar da Apollo 17, Cernan e Schmitt fazem a alunissagem com o módulo de excursão lunar. Horas depois, fazem a primeira de três atividades extraveiculares na Lua.

Ao todo, ficam mais de 22 horas fora do módulo de excurso lunar e percorrem 30,5 quilômetros num veículo lunar. Eles coletam 110,53 quilos de amostras de pedras e do solo da Lua e deixam um equipamento que transmite mensagens da Lua durante anos.

Depois de 74 horas, em 14 de dezembro, eles voltam à nave-mãe. A Apollo 17 chega à Terra em 19 de dezembro e cai no Sul do Oceano Pacífico a 6km do navio Ticonderoga, encarregado de resgatá-la.

RÚSSIA INVADE CHECHÊNIA

    Em 1994, o Exército da Rússia invade a república rebelde da Chechênia na maior ação militar do país desde a invasão do Afeganistão pela União Soviética, em 1979.
Com o colapso da URSS, em 1991, várias repúblicas declaram independência. Mas a Chechênia não é uma república soviética. Faz parte da Federação Russa. Então, sua independência não será tolerada. De maioria muçulmana, conquistada pela Rússia nos anos 1850, sempre foi rebelde.

Em agosto de 1991, Djokhar Dudaiev, ex-oficial da Força Aérea da URSS, derruba o regime comunista e instala um governo hostil a Moscou, provocando a reação da Rússia.

As forças russas enfrentam forte resistência em Grozny. Milhares de soldados russos morrem. Em agosto de 1996, os rebeldes chechenos retomam Grozny. A Rússia se retira em 1997.
Quando Vladimir Putin vira primeiro-ministro do presidente Boris Yeltsin, em 1999, para se firmar no poder, inicia a Segunda Guerra da Chechênia (1999-2009) depois de ações terroristas de extremistas muçulmanos no vizinho Daguestão e uma série de atentados em Moscou em que há suspeita de envolvimento do serviço secreto russo, que Putin dirige até ir para o Kremlin. A ferro e fogo, a Rússia vence, com um total de mortes estimado entre 50 e 250 mil pessoas.

PROTOCOLO DE QUIOTO

    Em 1997, a 3ª Conferência das Partes (CoP-3) da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima aprova o Protocolo de Quioto, no Japão, pelo qual 38 países desenvolvidos se comprometem a reduzir até 2012 as emissões de gases que agravam o efeito estufa em 5,2%, em média, em relação aos níveis de 1990.
Um dos principais negociadores em Quioto é o então vice-presidente dos Estados Unidos, Albert Gore Jr., mas o Senado do país nunca ratifica o protocolo. O argumento, que havia sido usado pelo presidente George Herbert Walker Bush durante a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Rio-92), é que, ao não incluir a China e outros países em desenvolvimento, daria uma desvantagem competitiva para a economia norte-americana.

O fracasso do Protocolo de Quioto, que caduca em 2012, leva ao Acordo de Paris sobre Mudança do Clima, de 2015, que incluiu todos os países do mundo, menos a Síria. Todos apresentam metas voluntárias de redução das emissões de gases carbônicos e não correm o risco de punições ou sanções se não cumprirem o prometido.

Na CoP-26, realizada em novembro de 2021 em Glasgow, na Escócia, os países foram pressionados a apresentar metas mais ambiciosas. Se o que foi prometido até agora for cumprido, o que não está sendo, a expectativa dos cientistas é de um aumento de 2,7 graus centígrados na temperatura média da Terra até o fim do século em relação à era pré-industrial. A meta é conter o aquecimento global em 1,5 grau centígrado.

A CoP-27, realizada em novembro de 2022 em Charm al-Cheikh, no Egito, aprova a criação de um fundo global para ajudar os países pobres e em desenvolvimento a financiar a transição energética para uma economia de baixo carbono, mitigação, adaptação e reparação de perdas e danos. 
Os detalhes ficaram de ser discutidos por uma comissão e apresentados na CoP-28, realizada em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, em 2023. A CoP-29, realizada em 2024 em Baku, no Azerbaijão, deveria resolver o problema do financiamento ao combate e mitigação dos efeitos do aquecimento global. O impasse não é resolvido na CoP-30, em Belém do Pará, no Brasil.

BERNIE MADOFF PRESO

    Em 2008, o bilionário norte-americano Bernard Madoff é preso sob a acusação de fraudar clientes com uma pirâmide financeira de US$ 65 bilhões que desaba com a Grande Recessão, a crise deflagrada pela falência do banco de investimentos Lehman Brothers, em 15 de setembro daquele ano.
Sua corretora, Bernard L. Madoff Investment Securities, dá altos retornos e atrai as aplicações de celebridades, filântropos ricos e indivíduos, muitos da comunidade judaica, instituições beneficentes, escolas e prefeituras. Conquista grande prestígio no centro financeiro de Wall Street até desabar na crise. Ele compra um iate e mansões em Palm Beach, na Flórida, e no Sul da França.

Ao contrário do que acontece no Brasil, não é necessária sentença condenatória transitada em julgado para mantê-lo preso. Condenado a 150 anos de reclusão, Madoff nunca mais é solto. Morre na cadeia em 14 abril de 2021.

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quarta-feira, 11 de dezembro de 2024

Hoje na História do Mundo: 11 de Dezembro

 ABDICAÇÃO DE EDUARDO VIII

    Em 1936, depois de menos de um ano no trono, o rei Eduardo VIII, da Inglaterra, abdica para se casar com Wallis Simpson, uma norte-americana duas vezes divorciada, o que era proibido para um monarca do Reino Unido.

Eduardo nasce em 1894. É o filho mas velho de George V, que ascende ao trono em 1910. Ele não se casa até os `40 anos. Em 1934, se apaixona pela socialite norte-americana Wallis Simpson, mulher do empresário anglo-norte-americano Ernest Simpson. Ela casara com um piloto da Marinha dos Estados Unidos e se divorciara.

O rei George V morre em janeiro de 1936 sem discutir a questão com o herdeiro do trono. O novo rei é popular. Marca a coroação para maio de 1937. Em 27 de outubro de 1936, Wallis se divorcia do segundo marido, o que deflagra o escândalo.

A Igreja da Inglaterra e a maioria dos políticos britânicos não aceita o romance real. Uma exceção é o deputado Winston Churchill.

Na noite de 11 de dezembro de 1936, Eduardo VIII faz um pronunciamento pelo rádio anunciando que é "impossível carregar a pesada responsabilidade e exercer meus deveres como rei, como eu gostaria de fazer, sem a ajuda e o apoio da mulher que eu amo."

No dia seguinte, seu irmão mais moço, o Duque de York, é proclamado o rei George VI, pai da rainha Elizabeth II e avô do rei Carlos III.

ÚLTIMO PASSEIO NA LUA

    Em 1972, os astronautas Eugene Cernan e Harrison Schmitt, da nave Apollo 17 são os últimos seres humanos a caminhar na Lua. É a última missão tripulada ao satélite natural da Terra.

A Apollo 17 parte em 7 de dezembro. Cernan, o comandante da missão, é um astronauta experiente, depois de orbitar a Terra na Gemini e a Lua na Apollo 10. O terceiro tripulante é Ronald Evans, que não desce na Lula. 

A nave entra na órbita da Lua em 10 de dezembro. Duas horas e 34 minutos depois de se separar da Apollo 17, Cernan e Schmitt fazem a alunissagem com o módulo de excursão lunar. Horas depois, fazem a primeira de três atividades extraveiculares na Lua.

Ao todo, ficam mais de 22 horas fora do módulo de excurso lunar e percorrem 30,5 quilômetros num veículo lunar. Eles coletam 110,53 quilos de amostras de pedras e do solo da Lua e deixam um equipamento que transmite mensagens da Lua durante anos.

Depois de 74 horas, em 14 de dezembro, eles voltam à nave-mãe. A Apollo 17 chega à Terra em 19 de dezembro e cai no Sul do Oceano Pacífico a 6km do navio Ticonderoga, encarregado de resgatá-la.

RÚSSIA INVADE CHECHÊNIA

    Em 1994, o Exército da Rússia invade a república rebelde da Chechênia na maior ação militar do país desde a invasão do Afeganistão pela União Soviética, em 1979.
Com o colapso da URSS, em 1991, várias repúblicas declaram independência. Mas a Chechênia não é uma república soviética. Faz parte da Federação Russa. Então, sua independência não será tolerada. De maioria muçulmana, conquistada pela Rússia nos anos 1850, sempre foi rebelde.

Em agosto de 1991, Djokhar Dudaiev, ex-oficial da Força Aérea da URSS, derruba o regime comunista e instala um governo hostil a Moscou, provocando a reação da Rússia.

As forças russas enfrentam forte resistência em Grozny. Milhares de soldados russos morrem. Em agosto de 1996, os rebeldes chechenos retomam Grozny. A Rússia se retira em 1997.
Quando Vladimir Putin vira primeiro-ministro do presidente Boris Yeltsin, em 1999, para se firmar no poder, inicia a Segunda Guerra da Chechênia (1999-2009) depois de ações terroristas de extremistas muçulmanos no vizinho Daguestão e uma série de atentados em Moscou em que há suspeita de envolvimento do serviço secreto russo, que Putin dirige até ir para o Kremlin. A ferro e fogo, a Rússia vence, com um total de mortes estimado entre 50 e 250 mil pessoas.

PROTOCOLO DE QUIOTO

    Em 1997, a 3ª Conferência das Partes (CoP-3) da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima aprova o Protocolo de Quioto, no Japão, pelo qual 38 países desenvolvidos se comprometem a reduzir até 2012 as emissões de gases que agravam o efeito estufa em 5,2%, em média, em relação aos níveis de 1990.
Um dos principais negociadores em Quioto é o então vice-presidente dos Estados Unidos, Albert Gore Jr., mas o Senado do país nunca ratifica o protocolo. O argumento, que havia sido usado pelo presidente George Herbert Walker Bush durante a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Rio-92), é que, ao não incluir a China e outros países em desenvolvimento, daria uma desvantagem competitiva para a economia norte-americana.

O fracasso do Protocolo de Quioto, que caduca em 2012, leva ao Acordo de Paris sobre Mudança do Clima, de 2015, que incluiu todos os países do mundo, menos a Síria. Todos apresentam metas voluntárias de redução das emissões de gases carbônicos e não correm o risco de punições ou sanções se não cumprirem o prometido.

Na CoP-26, realizada em novembro de 2021 em Glasgow, na Escócia, os países foram pressionados a apresentar metas mais ambiciosas. Se o que foi prometido até agora for cumprido, o que não está sendo, a expectativa dos cientistas é de um aumento de 2,7 graus centígrados na temperatura média da Terra até o fim do século em relação à era pré-industrial. A meta é conter o aquecimento global em 1,5 grau centígrado.

A CoP-27, realizada em novembro de 2022 em Charm al-Cheikh, no Egito, aprova a criação de um fundo global para ajudar os países pobres e em desenvolvimento a financiar a transição energética para uma economia de baixo carbono, mitigação, adaptação e reparação de perdas e danos. 
Os detalhes ficaram de ser discutidos por uma comissão e apresentados na CoP-28, realizada em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. A CoP-29, neste ano em Baku, no Azerbaijão, deveria resolver o problema do financiamento ao combate e mitigação dos efeitos do aquecimento global. No próximo ano, a conferência será em Belém do Pará, no Brasil.

BERNIE MADOFF PRESO

    Em 2008, o bilionário norte-americano Bernard Madoff é preso sob a acusação de fraudar clientes com uma pirâmide financeira de US$ 65 bilhões que desaba com a Grande Recessão, a crise deflagrada pela falência do banco de investimentos Lehman Brothers, em 15 de setembro daquele ano.
Sua corretora, Bernard L. Madoff Investment Securities, dá altos retornos e atrai as aplicações de celebridades, filântropos ricos e indivíduos, muitos da comunidade judaica, instituições beneficentes, escolas e prefeituras. Conquista grande prestígio no centro financeiro de Wall Street até desabar na crise. Ele compra um iate e mansões em Palm Beach, na Flórida, e no Sul da França.

Ao contrário do que acontece no Brasil, não é necessária sentença condenatória transitada em julgado para mantê-lo preso. Condenado a 150 anos de reclusão, Madoff nunca mais é solto. Morre na cadeia em 14 abril de 2021.

segunda-feira, 11 de dezembro de 2023

Hoje na História do Mundo: 11 de Dezembro

 ABDICAÇÃO DE EDUARDO VIII

    Em 1936, depois de menos de um ano no trono, o rei Eduardo VIII, da Inglaterra, abdica para se casar com Wallis Simpson, uma norte-americana duas vezes divorciada, o que era proibido para um monarca do Reino Unido.

Eduardo nasce em 1894. É o filho mas velho de George V, que ascende ao trono em 1910. Ele não se casa até 40 anos. Em 1934, se apaixona pela socialite norte-americana Wallis Simpson, mulher do empresário anglo-norte-americano Ernest Simpson. Ela casara com um piloto da Marinha dos Estados Unidos e se divorciara.

O rei George V morre em janeiro de 1936 sem discutir a questão com o herdeiro do trono. O novo rei é popular. Marca a coroação para maio de 1937. Em 27 de outubro de 1936, Wallis se divorcia do segundo marido, o que deflagra o escândalo.

A Igreja da Inglaterra e a maioria dos políticos britânicos não aceita o romance real. Uma exceção é o deputado Winston Churchill.

Na noite de 11 de dezembro de 1936, Eduardo VIII faz um pronunciamento pelo rádio anunciando que é "impossível carregar a pesada responsabilidade e exercer meus deveres como rei, como eu gostaria de fazer, sem a ajuda e o apoio da mulher que eu amo."

No dia seguinte, seu irmão mais moço, o Duque de York, é proclamado o rei George VI, pai da rainha Elizabeth II e avô do rei Carlos III.

RÚSSIA INVADE CHECHÊNIA
    Em 1994, o Exército da Rússia invade a república rebelde da Chechênia na maior ação militar do país desde a invasão do Afeganistão pela União Soviética, em 1979.
Com o colapso da URSS, em 1991, várias repúblicas declaram independência. Mas a Chechênia não é uma república soviética. Faz parte da Federação Russa. Então, sua independência não será tolerada. De maioria muçulmana, conquistada pela Rússia nos anos 1850, sempre foi rebelde.

Em agosto de 1991, Djokhar Dudaiev, ex-oficial da Força Aérea da URSS, derruba o regime comunista e instala um governo hostil a Moscou, provocando a reação da Rússia.

As forças russas enfrentam forte resistência em Grozny. Milhares de soldados russos morrem. Em agosto de 1996, os rebeldes chechenos retomam Grozny. A Rússia se retira em 1997.
Quando Vladimir Putin vira primeiro-ministro do presidente Boris Yeltsin, em 1999, para se firmar no poder, inicia a Segunda Guerra da Chechênia (1999-2009) depois de ações terroristas de extremistas muçulmanos no vizinho Daguestão e uma série de atentados em Moscou em que há suspeita de envolvimento do serviço secreto russo, que Putin dirige até ir para o Kremlin. A ferro e fogo, a Rússia vence, com um total de mortes estimado entre 50 e 250 mil pessoas.

PROTOCOLO DE QUIOTO
    Em 1997, a 3ª Conferência das Partes (CoP-3) da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima aprova o Protocolo de Quioto, no Japão, pelo qual 38 países desenvolvidos se comprometem a reduzir até 2012 as emissões de gases que agravam o efeito estufa em 5,2%, em média, em relação aos níveis de 1990.
Um dos principais negociadores em Quioto é o então vice-presidente dos Estados Unidos, Albert Gore Jr., mas o Senado do país nunca ratifica o protocolo. O argumento, que havia sido usado pelo presidente George Herbert Walker Bush durante a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Rio-92), é que, ao não incluir a China e outros países em desenvolvimento, daria uma desvantagem competitiva para a economia norte-americana.

O fracasso do Protocolo de Quioto, que caduca em 2012, leva ao Acordo de Paris sobre Mudança do Clima, de 2015, que incluiu todos os países do mundo, menos a Síria. Todos apresentam metas voluntárias de redução das emissões de gases carbônicos e não correm o risco de punições ou sanções se não cumprirem o prometido.

Na CoP-26, realizada em novembro de 2021 em Glasgow, na Escócia, os países foram pressionados a apresentar metas mais ambiciosas. Se o que foi prometido até agora for cumprido, o que não está sendo, a expectativa dos cientistas é de um aumento de 2,7 graus centígrados na temperatura média da Terra até o fim do século em relação à era pré-industrial. A meta é conter o aquecimento global em 1,5 grau centígrado.

A CoP-27, realizada em novembro de 2022 em Charm al-Cheikh, no Egito, aprova a criação de um fundo global para ajudar os países pobres e em desenvolvimento a financiar a transição energética para uma economia de baixo carbono, mitigação, adaptação e reparação de perdas e danos. Os detalhes devem ser discutidos por uma comissão e apresentados na CoP-28, que está sendo realizada em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.

BERNIE MADOFF PRESO
    Em 2008, o bilionário norte-americano Bernard Madoff é preso sob a acusação de fraudar clientes com uma pirâmide financeira de US$ 65 bilhões que desaba com a Grande Recessão, a crise deflagrada pela falência do banco de investimentos Lehman Brothers, em 15 de setembro daquele ano.
Sua corretora, Bernard L. Madoff Investment Securities, dá altos retornos e atrai as aplicações de celebridades, filântropos ricos e indivíduos, muitos da comunidade judaica, instituições beneficentes, escolas e prefeituras. Conquista grande prestígio no centro financeiro de Wall Street até desabar na crise. Ele compra um iate e mansões em Palm Beach, na Flórida, e no Sul da França.

Ao contrário do que acontece no Brasil, não é necessária sentença condenatória transitada em julgado para mantê-lo preso. Condenado a 150 anos de reclusão, Madoff nunca mais é solto. Morre na cadeia em 14 abril de 2021.

terça-feira, 13 de junho de 2023

UE quer fechar acordo com o Mercosul neste ano

 A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, declarou ontem em visita à Brasília que espera concluir até o fim do ano o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia (UE). O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reclamou de um protocolo adicional que prevê sanções unilaterais se o Brasil não cumprir as metas do Acordo de Paris sobre Mudança do Clima.

O acordo UE-Mercosul está sendo negociado desde 1995. Foi fechado em 2019. Depende agora da ratificação por todos os países envolvidos. O maior risco de veto vem da França, que tem um setor agrícola forte e altamente protecionista que teme a concorrência do Mercosul. Mas a Argentina e o Brasil querem alterar partes para preservar e ampliar o setor industrial.

Na Europa, há uma grande preocupação com a preservação da Floresta Amazônica, que é fundamental para combater o aquecimento global. O Brasil teme que a questão ambiental seja usada para mascarar o protecionismo econômico. Meu comentário:

sábado, 11 de fevereiro de 2023

Lula retoma diplomacia presidencial

Com a visita aos Estados Unidos depois de ter ido à Argentina e uma viagem à China prevista para março, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenta restaurar a política externa que seu ex-ministro Celso Amorim define como "ativa e altiva", partindo do princípio de que o Brasil deve participar de todos os debates internacionais.

A reunião com o presidente Joe Biden teve pontos de grande concordância, como a necessidade de defender a democracia diante do avanço da extrema direita em escala global, de preservar a Floresta Amazônica para reduzir o impacto do aquecimento global, e de combater a pobreza e a desigualdade social. O pomo da discórdia foi a invasão da Rússia na Ucrânia. Meu comentário:

quarta-feira, 16 de novembro de 2022

Lula promete desmatamento zero e aliança global contra fome

 Em discurso na 27ª Conferência das Partes da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, em Charm al-Cheikh, no Egito, o presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, prometeu zerar o desmatamento no Brasil até 2030, cobrou medidas concretas dos países ricos, defendeu "uma nova governança global", com multilateralismo, uma ampliação do Conselho de Segurança da ONU e o fim do direito de veto das grandes potências.

Ao participar da conferência, Lula rompe o isolamento diplomático a que o governo Jair Bolsonaro relegou o Brasil e promete retomar o protagonismo do país nas negociações sobre o clima. Ele anunciou que o Brasil quer sediar a CoP-30, em 2025, na Amazônia. Bolsonaro se recusou a organizar a CoP-25, em 2019, alegando que o custo de R$ 500 milhões era muito elevado.

"Não há segurança climática para o mundo sem a Amazônia", alertou Lula.

ALIANÇA CONTRA A FOME

O presidente eleito propôs "uma aliança mundial contra a insegurança alimentar, a fome e a desigualdade com total responsabilidade climática." Agradeceu ao convite do Egito, que chamou de "berço da civilização", e observou que foi dirigido ao país porque "o mundo tem pressa de ver o Brasil participando novamente das discussões sobre o futuro do planeta."

Além de defender o multilateralismo, uma das marcas da política externa brasileira, Lula criticou o gasto de "trilhões em guerras que só trazem destruição e mortes, enquanto 900 milhões de pessoas em todo o mundo não têm o que comer." 

CRISES MUNDIAIS

Ele citou múltiplas crises internacionais, "crescentes tensões geopolíticas, a volta do risco de guerra nuclear, crise de abastecimento de alimentos e energia, erosão da biodiversidade e aumento intolerável das desigualdades."

Tempos difíceis exigem liderança, acrescentou Lula, "e os acordos já finalizados têm de sair do papel", numa referência ao Acordo de Paris, de 2015, em que 194 países se comprometem a adotar metas voluntárias de redução das emissões dos gases que agravam o efeito estufa.

FINANCIAMENTO

"Para isso", cobrou Lula, "é preciso tornar disponíveis recursos para que os países em desenvolvimento, em especial os mais pobres, possam enfrentar as consequências de um problema criado em grande medida pelos países mais ricos, mas que atinge de maneira desproporcional os mais vulneráveis."

Na CoP-15, realizada em Copenhague, na Dinamarca, em 2009, os países ricos se comprometeram a dar US$ 100 bilhões por ano a partir de 2020 para financiar a transição energética para uma economia com baixo consumo de combustíveis fósseis. Não cumpriram a promessa.

AMAZÔNIA

A eleição foi importante para "conter o avanço da extrema direita autoritária e antidemocrática e do negacionismo climático no mundo". Estavam em jogo, disse Lula, "não apenas a paz e o bem-estar do povo brasileiro, mas também a sobrevivência da Amazônia e, portanto, do nosso planeta."

"O Brasil já mostrou ao mundo o caminho para derrotar o desmatamento e o aquecimento global. Entre 2004 e 2012, reduzimos a taxa de devastação da Amazônia em 83%, enquanto o PIB agropecuário cresceu 75%", destacou o presidente eleito. O crescimento real no período foi de 70,3%.

DESGOVERNO

Em seguida, descreveu o governo atual como "desastroso" no "combate ao desemprego e às desigualdades, na luta contra a pobreza e a fome, no descaso com uma pandemia que matou 700 mil brasileiros, no desrespeito aos direitos humanos, na sua política externa, que isolou o país do resto do mundo, e também na devastação ambiental."

"Quero dizer que o Brasil está de.volta" para reatar os laços com o mundo, combater a fome, cooperar com os países pobres, "estreitar as relações com nossos irmãos latino-americanos e caribenhos", para lutar por um comércio justo e a paz entre os povos, e "ajudar a construir uma ordem mundial pacífica assentada no diálogo, no multilateralismo e na multipluralidade".

UM SÓ PLANETA

Se no discurso da vitória Lula falou que não existem dois brasis, na CoP advertiu que "não existem dois planetas Terra. Somos uma única espécie", que deveria construir "um mundo mais justo e solidário".

Para assinalar a emergência da questão climática, o futuro presidente citou estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS) de que o aquecimento global vai causar 250 mil mortes a mais por ano entre 2030 e 2050, com custo de 2 a 4 bilhões de dólares por ano. E lembrou que o 1% mais rico é o maior responsável pelas emissões de gases de efeito estufa.

"Por isso, a luta contra o aquecimento global é indissociável da luta contra a pobreza" e a desigualdade, continuou Lula. Em seu governo, prometeu acabar com o desmatamento e preservar todos os biomas, fortalecer os órgãos de fiscalização e punir os responsáveis por quaisquer atividades ilegais: garimpo, mineração, extração de madeira, ocupação indevida e queimadas.

Um dos objetivos é criar o Ministério dos Povos Originários para que os índios sejam os primeiros guardiães da natureza. 

RIQUEZA SUSTENTÁVEL

"Vamos provar mais uma vez que é possível gerar riqueza sem provocar mais mudança climática", "tendo a natureza como aliada estratégica". Ele agradeceu à Noruega e à Alemanha a reativação do Fundo Amazônia e disse estar aberto à cooperação internacional para proteger o meio ambiente, "sob a liderança do Brasil", sem comprometer a soberania nacional.

Também mencionou um acordo com a República Democrática do Congo e a Indonésia, os dois outros países mais florestas tropicais para criar uma aliança para buscar recursos para a preservação.

O governo Lula vai convocar uma reunião de cúpula dos países do Tratado de Cooperação Amazônica (1978), o Pacto Amazônico, que reúne todos os países da região; o Brasil tem 60% da área.

Em sua primeira apresentação perante o mundo como presidente reeleito do Brasil, Lula reafirma as credenciais de sua política externa, o multilateralismo, o não alinhamento, a busca de uma ordem mundial baseada no direito internacional, a solidariedade, a cooperação, o combate à fome e à desigualdade em escala global, e a retomada do protagonismo nas negociações ambientais.

Para recuperar a autoridade moral, o Brasil terá primeiro de pôr ordem na casa, de conter a destruição da Amazônia e fazer um combate decisivo à desigualdade estrutural.

sábado, 11 de dezembro de 2021

Hoje na História do Mundo: 11 de Dezembro

ABDICAÇÃO DE EDUARDO VIII
    Em 1936, depois de menos de um ano no trono, o rei Eduardo VIII, da Inglaterra, abdica para se casar com Wallis Simpson, uma norte-americana duas vezes divorciada, o que era proibido para um monarca do Reino Unido.

Eduardo nasceu em 1894. É o filho mas velho de George V, que ascende ao trono em 1910. Ele não se casa até 40 anos. Em 1934, se apaixona pela socialite norte-americana Wallis Simpson, mulher do empresário anglo-norte-americano Ernest Simpson. Ela casara com um piloto da Marinha dos Estados Unidos e se divorciara.

O rei George V morre em janeiro de 1936 sem discutir a questão com o herdeiro do trono. O novo rei é popular. Marca a coroação para maio de 1937. Em 27 de outubro de 1936, Wallis se divorcia do segundo marido, o que deflagra o escândalo.

A Igreja da Inglaterra e a maioria dos políticos britânicos não aceita o romance real. Uma exceção é o deputado Winston Churchill.

Na noite de 11 de dezembro de 1936, Eduardo VIII faz um pronunciamento pelo rádio anunciando que é "impossível carregar a pesada responsabilidade e exercer meus deveres como rei, como eu gostaria de fazer, sem a ajuda e o apoio da mulher que eu amo."

No dia seguinte, seu irmão mais moço, o Duque de York, é proclamado o rei George VI, pai da atual rainha, Elizabeth II.

RÚSSIA INVADE CHECHÊNIA
    Em 1994, o Exército da Rússia invade a república rebelde da Chechênia na maior ação militar do país desde a invasão do Afeganistão pela União Soviética, em 1979.

Com o colapso da URSS, em 1991, várias repúblicas declaram independência. Mas a Chechênia não é uma república soviética. Faz parte da Federação Russa. Então, sua independência não será tolerada. De maioria muçulmana, conquistada pela Rússia nos anos 1850, sempre foi rebelde.

Em agosto de 1991, Djokhar Dudaiev, ex-oficial da Força Aérea da URSS, derruba o regime comunista e instala um governo hostil a Moscou, provocando a reação da Rússia.

As forças russas enfrentam forte resistência em Grozny. Milhares de soldados russos morrem. Em agosto de 1996, os rebeldes chechenos retomam Grozny. A Rússia se retira em 1997.

Quando Vladimir Putin vira primeiro-ministro do presidente Boris Yeltsin, em 1999, para se firmar no poder, inicia a Segunda Guerra da Chechênia (1999-2009) depois de ações terroristas de extremistas muçulmanos no vizinho Daguestão e uma série de atentados em Moscou em que há suspeita de envolvimento do serviço secreto russo. A ferro e fogo, a Rússia vence, com um total de mortes estimado entre 50 e 250 mil pessoas.

PROTOCOLO DE QUIOTO
    Em 1997, a Conferência das Partes (CoP) da Convenção Quadro sobre Mudança do Clima aprova o Protocolo de Quioto, no Japão, pelo qual 38 países desenvolvidos se comprometem a reduzir até 2012 as emissões de gases que agravam o efeito estufa em 5,2%, em média, em relação aos níveis de 1990.

Um dos principais negociadores em Quioto é o então vice-presidente dos Estados Unidos, Albert Gore Jr., mas o Senado do país nunca ratifica o protocolo. O argumento, que havia sido usado pelo presidente George Herbert Walker Bush durante a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Rio-92), é que, ao não incluir a China e outros países em desenvolvimento, daria uma desvantagem competitiva para a economia norte-americana.

O fracasso do Protocolo de Quioto leva ao Acordo de Paris sobre Mudança do Clima, de 2015, que incluiu todos os países do mundo, menos a Síria. Todos apresentam metas voluntárias de redução das emissões de gases carbônicos e não correm o risco de punições ou sanções se não cumprirem o prometido.

Na CoP, realizada em novembro de 2021, os países foram pressionados a apresentar metas mais ambiciosos. Se o que foi prometido até agora for cumprido, o que não está sendo, a expectativa dos cientistas é de um aumento de 2,7 graus centígrados na temperatura média da Terra até o fim do século em relação à era pré-industrial. A meta é conter o aquecimento global em 1,5 grau centígrado.

BERNIE MADOFF PRESO
    Em 2008, o bilionário norte-americano Bernard Madoff é preso sob a acusação de fraudar clientes com uma pirâmide financeira de US$ 65 bilhões que desaba com a crise deflagrada pela falência do banco de investimentos Lehman Brothers.

Ao contrário do que acontece no Brasil, não foi necessária sentença condenatória transitada em julgado para mantê-lo preso. Madoff morreu na cadeia em abril de 2021.

quarta-feira, 28 de novembro de 2018

Central sindical convoca greve geral para segunda-feira na França

A Confederação Geral do Trabalho (CGT) convocou uma greve geral para a próxima segunda-feira, 3 de dezembro, em protesto contra a política de energia do presidente Emmanuel Macron, que provocou uma onda de manifestações dos chamados coletes amarelos por toda a França, com explosões de violência na Avenida dos Campos Elísios, em Paris, onde restaurantes foram atacados.

O protesto inicial é contra o aumento nos preços dos combustíveis previsto para o começo de 2019. Embora o governo Macron tenha feito apenas pequenos ajustes para preparar a França para cumprir as metas do Acordo de Paris sobre Mudança do Clima, a agitação social em grande escala visa a paralisar o amplo programa de reformas do presidente para modernizar a economia, cortar subsídios e aumentar o nível de emprego.

Macron cedeu, prometendo que os futuros reajustes de preços e impostos sobre combustíveis devem seguir as oscilações do mercado internacional. O presidente anunciou o fechamento de todas as fábricas de carvão até 2022 e de 14 dos 58 reatores nucleares da França até 2035. A energia nuclear é responsável por 75% da geração de energia elétrica no país.

Pela avaliação dos cientistas do Painel Internacional sobre Mudança do Clima (IPCC), as metas voluntárias propostas pelos países que assinaram o Acordo de Paris, as "chamadas contribuições determinada nacionalmente", levarão a um aumento de 3,2 graus centígrados na temperatura média do planeta até o fim do século. A meta do IPCC é um aumento de 1,5ºC a 2ºC.

Para zerar as emissões de gases carbônicos até 2050, como quer a União Europeia, e atingir a meta do IPCC, será necessário um esforço muito maior. Se um reajuste modesto como propõe Macron causou toda esta reação, a perspectiva de atingir a meta fica totalmente prejudicada.

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Acordo do Clima não morreu mas vai mal

O presidente Donald Trump não matou o Acordo de Paris sobre a Mudança do Clima ao retirar os Estados Unidos. "O acordo não morreu, mas vai mal", declarou o professor Alfredo Valladão, do Instituto de Estudos Políticos da Escola de Paris de Relações Internacionais (Science Po). Ele abriu o painel sobre a gestão das crises causadas pelo aquecimento global na 15ª Conferência do Forte de Copacabana, realizada em 21 de setembro de 2018 no Rio de Janeiro.

A mudança do clima causada pelo agravamento do efeito estufa com o aumento da concentração de gases carbônicos na atmosfera cria novas ameaças como insegurança alimentar e desertificação, observou Nicolas Regaud, representante especial para a região do Indo-Pacífico da diretoria de relações internacionais do Ministério da Defesa da França.

Esta nova realidade levou a uma mudança na política externa francesa. O país criou um observatório que recebe informações de mais de 200 centros climáticos. Trabalha na prevenção e proteção com a cooperação de várias agências "para antecipar os impactos sobre nações mais pobres" e "alocar recursos" para combater e mitigar os efeitos do aquecimento do planeta.

"O fenônomeno El Niño tem consequências cada vez mais graves notou o advogado Pedro Solano, diretor executivo da Sociedade Peruana de Direito Ambiental, como se viu nos incêndios na Califórnia e nos furacões em Porto Rico, nas Filipinas e na Carolina do Sul.

"Em 2015, por causa de El Niño, 20 milhões de pessoas em 113 países foram forçadas a emigrar", afirmou o geógrafo alemão Thomas Loster, diretor-geral da Fundação Munich Re, ligada a uma seguradora.

Já existe uma pressão migratória na África, acrescentou. Além de refugiados de guerra e migrantes econômicos, há os "migrantes climáticos", disse Loster na conferência organizada pela Fundação Konrad Adenauer, o Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri) e a Delegação da União Europeia no Brasil.

"Se as projeções do Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima (IPCC, do inglês) estiverem certas, teremos de 800 eventos climáticos relevantes por ano", advertiu o pesquisador alemão. "A camada de gelo do Ártico está encolhendo. As geleiras perdem 220 bilhões de toneladas por ano. Neste ritmo, caminhamos para uma elevação de 7 metros no nível dos mares, capaz de inundar Nova York, Londres, Paris e o Rio de Janeiro."

O Acordo de Paris, de 2015, foi o primeiro acordo global em que todos os países, com as exceções da Nicarágua, da Síria, e depois dos EUA de Trump, se comprometeram a reduzir suas emissões de gases carbônicos, que causam o aumento da temperatura. Mas as metas são voluntárias e não estão sujeitas a qualquer verificação externa ou punição.

Ao retirar os EUA, na prática, Trump cortou uma ajuda de US$ 3 bilhões, da qual o país já havia desembolsado US$ 1 bilhão. É um erro grave.

O problema climático não será resolvido se centenas de milhões de indianos cozinharem queimado lenha ou qualquer coisa que encontrarem. Se os indianos cozinharem a gás, será um grande benefício para o planeta. Mas Trump reza pela cartilha da direita republicana, que nega a influência humana na mudança do clima.

Como soluções práticas Pedro Solano defendeu "um sistema de transportes mais solidário, inclusivo e eficiente", que vai exigir a "mobilização de governos e cidadãos". A ciência precisa ser o "motor da informação", sem o "aspecto religioso" que algumas alegações anticientíficas são feitas hoje, numa crítica indireta aos que negam a influência do homem no aumento da temperatura da Terra.

"A tecnologia digital é favorável à mudança climática, é uma oportunidade imensa" para uma mudança de comportamento", observou Solano. "Menos papel. Ninguém mais compra discos físicos."

Uma nova economia de baixo carbono permitiria dar novo impulso ao crescimento econômico em bases sustentáveis, concluiu. "É um trabalho de educação que deve mobilizar políticos e empresários, a mídia e líderes comunitários. É um trabalho de mitigação e adaptação. Como os mais pobres sofrem mais, é preciso combater a pobreza."

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Macron aproveita trumpismo para ser interlocutor com a China

Diante do nacionalismo protecionista do presidente Donald Trump e das dificuldades da chanceler (primeira-ministra) Angela Merkel em formar um novo governo na Alemanha, o presidente da França, Emmanuel Macron, encerrou hoje uma visita à China onde se apresentou como o principal interlocutor ocidental do ditador Xi Jinping em questões importantes como comércio e combate à mudança do clima.

Durante a visita, Macron tentou falar mandariam, a língua oficial chinesa, prometendo "tornar o planeta grande de novo", deu um cavalo chamado Vesúvio a Xi e esteve na cidade de Xian, primeira capital da China, unificada pelo imperador Chin no fim da Guerra dos Sete Reinos, em 223 antes da Cristo.

Em oposição ao nacionalismo estridente de Trump, Macron e Xi tentaram construir uma agenda comum entre a Europa e a China. Falaram em livre comércio e advertiram para os riscos do protecionismo. Defenderam o multilateralismo e instituições internacionais como as Nações Unidas.

"Tanto o presidente Xi quanto o presidente Macron pensam de maneira diferente da filosofia de Trump 'de tornar os EUA grandes de novo',"comentou Ding Chung, diretor do Centro de Estudos Europeus da Universidade Fudan, em Xangai. "Eles acreditam na abertura e no multilateralismo."

Para o pesquisador Jen-Philippe Béja, da Faculdade de Ciências Políticas de Paris, "Macron tenta representar o Ocidente na China. Ele sabe que há riscos, mas não tenho certeza de que sabe o que é a China de Xi Jinping."

Os críticos alertam que Macron teve muita pressa ao abraçar a China, ignorando, por exemplo, as disputas territoriais com vizinhos e a construção de ilhas artificiais e bases militar no Mar do Sul da China, onde Beijim reivindica a soberania sobre 90%. Os tribunais internacionais não reconhecem a pretensão chinesa.

Macron elogiou o megaprojeto de obras de infra-estrutura para recriar as Rotas da Seda por mar e terra, estimado em US$ 1 trilhão, para ligar a China à Europa, um de seus maiores mercados. De acordo com a imprensa chinesa, a França está pronta para exercer um "papel de liderança". Macron alertou que "não pode ser uma via de mão única" que leve à hegemonia. Conhece o perigo.

terça-feira, 28 de novembro de 2017

Mudança do clima aumenta danos à infraestrutura da Europa

Com o aquecimento global, o risco de grandes desastres provocados pelo colapso de grandes obras de infraestrutura pode aumentar três vezes nos anos 2020s e 10 vezes até o fim do século 21, adverte um estudo publicado hoje pelo Centro de Pesquisas Conjuntas da Comissão Europeia, o órgão executivo da União Europeia.

Nas últimas três décadas, cerca de 90% das catástrofes naturais foram causadas por eventos climatológicos, e eventos extremos tendem a se multiplicar em função do agravamento do efeito estufa.

Os sistemas de comunicações e transportes, abastecimento de água e geração de energia serão os mais atingidos. Pela primeira vez, o estudo Escalada do impacto do clima extremado sobre infraestruturas críticas da Europa calcula o prejuízo financeiro esperado.

A pesquisa examinou sete fenômenos climáticos: ondas de frio e de calor, enchentes e inundações em costas e rios, secas, incêndios selvagens e tempestades de vento.

Hoje, o impacto previsto na Europa é de um prejuízo de 3,4 bilhões de euros (R$ 12,95 bilhões) por ano. Nos anos 2020s, pode chegar a 9,3 bilhões (R$ 35,4 bilhões). Nos anos 2050s, a 19,6 bilhões de euros (R$ 74,64 bilhões). Nos anos 2080s, pode ir a 37 bilhões de euros (R$ 141 bilhões) por ano.

O setor de energia perde hoje meio bilhão de euros (R$ 1,9 bilhão) por ano. Este prejuízo pode chegar a 8,2 bilhões de euros (R$ 31,23 bilhões) nos anos 2080s. No setor de transportes, os danos devem passar dos atuais 0,8 bilhão (R$ 3,05) para 11,9 bilhões de euros (R$ 45,32 bilhões) até o fim do século. O total equivale a 0,12% hoje a 1,37% no futuro do investimento na formação de capital fixo.

Todas as regiões serão atingidas, mas a distribuição geográfica das catástrofes será desigual, com maior impacto no Sul, Sudeste e Sudoeste da Europa, onde as secas e ondas de calor serão mais rigorosas.

Enquanto no Norte da Europa os danos correspondem a menos de 1% do investimento total na formação de capital fixo, nos países do Sul esses percentuais são bem maiores: Croácia (5,21%), Grécia (4,43%), Espanha (4,32%), Portugal (4,29%) e Eslovênia (3,01%).

As áreas costeiras e ribeirinhas estão entre as áreas mais críticas. Além dos países citados acima, isso inclui regiões do Leste, do Centro e do Oeste da Europa, nas Ilhas Britânicas, na Polônia, na República Tcheca, na Bulgária e na a Romênia.

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Obama: "Trump rejeita o futuro"

Logo depois do anúncio do presidente Donald Trump retirando os Estados Unidos do Acordo de Paris sobre Mudança do Clima, o ex-presidente Barack Obama, que negociou o acordo, reagiu, criticando o sucessor por "rejeitar o futuro".

"As nações que ficarem no Acordo de Paris serão as nações que vão colher os benefícios em empresas e empregos. Eu acredito que os EUA deveriam estar à frente desde grupo", declarou o ex-presidente nas redes sociais.

"Mas mesmo na ausência de liderança americana, mesmo que este governo se junte a um pequeno grupo de nações que rejeitam o futuro, tenho confiança de que os estados, as cidades e as empresas vão se erguer e fazer ainda mais para liderar e ajudar a proteger as futuras gerações do único planeta que temos", acrescentou Obama.

Ao tirar os EUA do Acordo de Paris, assinado por 195 países e só rejeitado até hoje pela Nicarágua e pela Síria, Trump rompe mais uma vez com as políticas ambientais adotadas por Obama, prometendo, por exemplo, revigorar a indústria do carvão. Ninguém considera isso viável economicamente hoje, com o desenvolvimento de fontes renováveis como energia do sol e do vento.

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Papa Francisco lança primeira encíclica verde

Num duro ataque à ganância e ao sistema capitalista, o papa Francisco lançou a primeira encíclica papal dedicada prioritariamente ao meio ambiente, responsabilizando o homem pelo aquecimento global, a poluição, a destruição da natureza, o extermínio de espécies animais e de povos primitivos.

O papa ativista pressiona as grandes potências econômicas a chegar a um acordo para conter o agravamento do efeito estufa na 21ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, marcada para 30 de novembro a 11 de dezembro de 2015, em Paris.

A mobilização de Sua Santidade não surpreende.  Francisco se notabilizou por emitir opiniões sobre temas polêmicos como homossexualidade, pobreza, ganância do setor financeiro, o Genocídio Armênio cometido pelo Império Otomano na Primeira Guerra Mundial e a atual perseguição aos cristãos no Oriente Médio.

Francisco é um jesuíta. Sua ordem foi criada como um instrumento da Igreja Católica na chamada Contrarreforma, uma reação do Vaticano à Reforma Protestante iniciada pelo monge alemão Martinho Lutero, em 1517.

A Companhia de Jesus, fundada em 1534, foi sempre reformista, ativista e fortemente envolvida com a educação. Teve um papel fundamental na evangelização da América Latina e do Brasil, com personagens destacados como os padres José de Anchieta e Antônio Vieira.

Um encíclica papal é uma carta em que o Sumo Pontífice lança as políticas oficiais da Igreja para guiar os outros líderes da Igreja Católica e os fiéis em questões relevantes. Esta foi lançada dias depois do fracasso da conferência preparatória de Berlim, na Alemanha, encerrada em 11 de junho de 2015 sem avançar rumo a um acordo a ser fechado em Paris.

Com pouco mais de seis meses à frente, é improvável que se chegue a um acordo amplo e implementável capaz de conter o aumento da temperatura média do planeta em dois graus centígrados. Acima disso, os cientes do Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima temem um aumento significativo de catástrofes naturais como secas, enchentes, furacões e tornados.

Ao longo da história, os papas exerceram papéis negativos e positivos. Sua influência diminui depois da importância de João Paulo II, o papa da Polônia, na fase final da Guerra Fria.

Como argentino e primeiro papa não europeu, Francisco tem influência considerável na América Latina, onde vivem cerca de 40% dos 1,1 bilhão de católicos do mundo. Só o Brasil em 12% dos católicos. Mas nada disso basta para garantir um acordo generoso para combater o aquecimento global.

Uma das primeiras respostas ao papa, antes mesmo da divulgação da encíclica, veio do Partido Republicano dos Estados Unidos, grande defensor da negação de que o homem seja responsável pelo aumento da temperatura da Terra, sob pressão das grandes companhias de petróleo, e do ex-governador da Flórida Jeb Bush, filho e irmão de ex-presidentes e candidato à Casa Branca em 2016.

"Não vou à igreja em busca de orientações políticas e econômicas", declarou Jeb durante a campanha.

Apesar dos esforços do papa Francisco, qualquer acordo a ser fechado em Paris será fraco, sem força para conter a emissão de gases carbônicos, que agravam o efeito estufa e aumentam a temperatura média do planeta.

No momento, com a maioria republicana no Senado, não existe a menor chance de um acordo de redução de emissões ser aprovado nos EUA. E se os EUA não se mexerem, a China, hoje a maior poluidora mundial, também não fará nenhuma concessão.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

2014 foi o ano mais quente da história

2014 foi o ano mais quente desde que Administração Nacional de Atmosfera e Oceanos (NOAA) dos Estados Unidos começou a registrar as temperaturas, há 135 anos.

A temperatura média no ano passado foi de 14,57 graus centígrados, 0,69ºC acima da média do século 20. Em terra, a temperatura média foi um grau acima da média e, nos oceanos, de 0,57ºC.

A média em terra foi a quarta maior da história, mas os oceanos tiveram seu ano mais quente, tornando 2014 no ano mais quente até hoje.

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Agência dos EUA pede corte de 30% nas emissões de termelétricas

A Agência de Proteção Ambiental (EPA, do inglês) dos Estados Unidos vai propor hoje uma redução de 30% até 2030 nas emissões de dióxido de carbono de usinas termelétricas em comparação com 2005, dando início ao principal programa do governo Barack Obama para combater o aquecimento global.

Há cerca de 600 usinas térmicas de carvão para gerar de energia elétrica nos EUA. A regulamentação será completada em um ano, dando flexibilidade aos estados para apresentaram seus próprios planos. A meta nacional será um corte de 25% até 2020 e de 30% até 2030.

terça-feira, 6 de maio de 2014

EUA já sentem impacto do aquecimento global

A nova Avaliação Nacional da Mudança do Clima, divulgada hoje pelo governo dos Estados Unidos, afirma que os americanos já estão sentindo os efeitos do aquecimento global em fenômenos climáticos radicais como a supertempestade Sandy, o rigoroso inverno, os tornados no Meio-Oeste, a seca e o número recorde de incêndios florestais em estados do Oeste, e a elevação do nível do mar no Leste de Norfolk a Miami.

"O relatório confirma um número de coisas quejá sabíamos", declarou a professora Katharine Hayhoe, da Universidade Politécnica do Texas, coautora de um dos capítulos. "Mas há novos aspectos. Por muito tempo, vimos a questão da mudança do clima como algo distante que afeta ursos polares e talvez seja uma preocupação para nossos filhos e netos. Isto mostra que não é apenas uma questão futura. É importante hoje. Muita gente está sentindo os efeitos."

Em 1896, a tese de que o aumento da concentração de gás carbônico na atmosfera por causa da Revolução Industrial levaria ao aquecimento global foi apresentada pela primeira vez pelo sueco Svante Arrhenius, um dos pais da química moderna, formulador da teoria sobre ácidos e bases e ganhador do Prêmio Nobel de Química de 1903.

 Nos EUA, a década iniciada em 2000 foi a mais quente da história, e 2012, ano de uma prolongada seca no verão e da supertempestade Sandy, o ano mais quente até hoje no país. A temperatura média é hoje 1,3ºC a 1,9ºC maior do que em 1895. A maior parte do aumento (80%) ocorreu nos últimos 44 anos.

segunda-feira, 31 de março de 2014

Aquecimento global ameaça fontes de água e alimentos

O aquecimento global causado pelo aumento da concentração de gases carbônicos na atmosfera ameaça a produção de alimentos e o suprimento de água potável, adverte um novo relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima (IPCC, do inglês), informa o jornal The New York Times.

Com a alta nos preços, podem surgir novos "bolsões de fome" entre os pobres, que vão pagar o maior preço pela catrástrofe ambiental, observa o jornal inglês The Guardian. O custo total de catástrofes como o tufão que matou 6 mil pessoas no ano passado nas Filipinas chegaria a US$ 100 bilhões por ano. Novas massas de refugiados se moveriam sobre o planeta.

Entre os efeitos do agravamento do efeito estufa, o painel convocado pelas Nações Unidas cita o degelo no Oceano Ártico e a destruição dos recifes de coral. Os desertos tendem a ficar mais secos, e as áreas alagadas, mais alagadas. A produção de grãos, os alimentos básicos da humanidade, seriam reduzidas.

Há duas grandes controvérsias científicas envolvendo a questão. A primeira é se a atividade humana, no caso, a poluição industrial, é a responsável pela mudança do clima. O IPCC afirma que não há mais dúvidas. Há quem discorde, alegando que seria um fenômeno natural.

A segunda questão é sobre o impacto que isso terá sobre a vida humana na Terra, se vale a pena alterar radicalmente o modelo econômico para uma sociedade com baixa queima de produtos do carbono como gás, carvão e petróleo ou se o custo seria alto demais. Neste caso, seria melhor se adaptar a um aumento do calor.

O IPCC está advetindo que o custo de não fazer nada será catastrófico. No momento, as conferências da ONU sobre mudança do clima estão paralisadas pela decisão dos maiores poluidores e maiores potências mundiais, EUA e China, não quererem se submeter a tratados internacionais capazes de afetar suas economias.

No Brasil, por exemplo, saímos de um verão muito quente com pouquíssima chuva no Sudeste, quebra de safras e redução do nível de água nas barragens tanto para geração de energia quanto para consumo doméstico ou industrial. O fantasma do racionamento de energia está de volta e o impacto dos preços na inflação dos alimentos é evidente. São alertas.

sexta-feira, 22 de março de 2013

Megaerupções vulcânicas causaram extinção em massa

Uma série de grandes erupções vulcânicas mudou o clima da Terra e pode ter causado uma onda de extinção que acabou com a metade dos seres vivos do planeta há cerca de 200 milhões de anos, abrindo espaço para o domínio dos dinossauros, aponta um novo estudo da Instituição Carnagie para a Ciência, nos Estados Unidos.

A grande quantidade de gases jogada na atmosfera pelos vulcões teria alterado o clima. Naquele tempo, a Terra só tinha um enorme continente, Pangea, de onde saíram todos os que existem hoje.

Os grandes vulcões ficavam na Província Magmática Central do Atlântico, que se estendia de onde hoje é a Nova Escócia, no Canadá, e Nova Jérsei, nos EUA, até o Marrocos. As megaerupções duraram 600 mil anos e abriram a fenda onde se formou o Oceano Atlântico.

Quando a grande extinção do fim do Período Triássico ocorreu, há 201,56 milhões de anos, os vulcões estavam em plena atividade, conclui a pesquisa. As primeiras erupções em massa aconteceram no Marrocos. Três mil anos depois, começaram na Nova Escócia. Outros dez mil mais tarde, em Nova Jérsei.

Ao examinar a formação geológica desses lugares, os cientistas encontraram fósseis de animais e plantas, pólen e esporos, abaixo das camadas de lavas das grandes erupções vulcânicas, mas não acima delas. Desapareceram para sempre peixes semelhantes a enguias, espécies primitivas de crocodilos, lagartos que viviam em árvores e vegetais de folhas largas, reporta o jornal digital americano The Huffington Post.

Começava então a Era dos Dinossauros, que reinariam sobre a Terra até 65 milhões de anos atrás, quando outra grande onda de extinção acabou com eles. Supõe-se que tenha sido causada pelo impacto de um grande meteoro que teria atingido a região do Golfo do México.

A explosão teria jogado no ar uma grande quantidade de partículas capaz de envolver o planeta numa névoa que bloqueava a luz solar. O clima mudou, e os dinossauros desapareceram.

Neste momento, vivemos a sexta grande onda de extinção, causada principalmente pela destruição da natureza pela ocupação humana com a agravante do aquecimento da atmosfera pela queima de combustíveis fósseis pelo homem.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Cientistas chegam à Antártida para avaliar degelo

Nove cientistas da Alemanha, da Bélgica, do Japão e do Reino Unido chegaram hoje à estação Princesa Elizabeth para investigar a perda de gelo na Antártida e suas relações com o aquecimento global causada pela ação do homem.

Seis pesquisadores vão trabalhar num projeto para tentar entender melhor o ritmo do degelo hoje e no passado. Vão avaliar o degelo acontecido há 14 mil anos, depois do fim da última Era Glacial, que elevou o nível dos mares em 20 metros em 500 anos.

A Universidade Livre de Bruxelas, o Observatório Real da Bélgica, a Universidade de Luxemburgo, o Instituto Polar da Noruega e a Universidade de Aberysthwyth, no Reino Unidos, participam do projeto.

"A base Princesa Elizabeth e a Fundação Polar Internacional têm orgulho de apoiar o trabalho de cientistas polares que estão aqui para realizar pesquisas importantes para entender melhor a Terra e os mecanismos de regulação do clima", declarou Alan Hubert, o chefe da equipe. "Nos próximos dias, vamos viajar para o interior da imensidão antártica. Durante todo o verão, vamos manter, desenvolver e inovar os sistemas" de monitoramento do degelo.

Outro projeto, chamado de Seja Sábio, desenvolvido pelo cientista alemão residente em Bruxelas Reinhard Drews, vai examinar a desintegração dos blocos de gelo que se desprendem do continente antártico e seu impacto na elevação do nível dos mares e oceanos com uma verba de pesquisa de 150 mil euros (R$ 403 mil) dada pela cervejaria InBev.

Um dos focos será examinar a composição e as reações químicas da atmosfera na área da Estação Princesa Elizabeth, que tem um balanço de emissões de gases de efeito estufa neutro.