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terça-feira, 17 de janeiro de 2023

Hoje na História do Mundo: 17 de Janeiro

URSS TOMA VARVÓSIA

    Em 1945, o Exército Vermelho da União Soviética conquista a capital da Polônia, ocupada pela Alemanha Nazista desde o início da Segunda Guerra Mundial (1939-45).

A invasão da Polônia pelos nazistas em 1º de setembro de 1939 é o marco do início da guerra. Sem água, energia elétrica e comida, com 25% das residências destruídas, Varsóvia se rende em 27 de setembro.

Como parte do Pacto Germano-Soviético, um acordo de não agressão firmado entre Adolf Hitler e Josef Stalin em 23 de agosto de 1939, nove dias antes do início da guerra, a URSS ocupa mais tarde o Leste da Polônia e prende todo o alto oficialato do Exército polônes, policiais, altos funcionários públicos civis e intelectuais. Cerca de 22 mil poloneses são mortos pela NKVD, a polícia política de Stalin, no Massacre da Floresta de Katyn, em abril e maio de 1940.

Quando as covas rasas são descobertas, a URSS culpa os nazistas. A realidade só é esclarecida depois da guerra e a URSS só admite na abertura promovida por Mikhail Gorbachev.

Em 1º de agosto de 1944, enquanto o Exército Vermelho avança na frente oriental, a resistência polonesa inicia o Levante de Varsóvia na expectativa de tomar o poder sem a ajuda soviética e assim poder reivindicar a independência no acordo de fim da guerra.

O Levante de Varsóvia deve durar apenas alguns dias, até a chegada do Exército Vermelho, mas dura 63 dias. Sem a ajuda de Stalin, a resistência polonesa é massacrada, o que facilita a ocupação soviética no pós-guerra, que vai até as revoluções liberais de 1989 na Europa Oriental.

Stalin mobiliza 180 divisões para derrotar a Alemanha na Polônia e na Prússia Oriental, sob o comando do general Gueorgui Jukov. Quando a URSS toma Varsóvia, a população da cidade está reduzida de 1,3 milhão de habitantes antes da guerra para 153 mil pessoas.

As forças soviéticas e polonesas entram na cidade em ruínas. O combate em Varsóvia dura algumas horas porque resta apenas um pequeno contingente de alemães na capital polonesa.

DIVÓRCIO NA IRLANDA

    Em 1997, a República da Irlanda realiza o primeiro divórcio depois da aprovação da dissolução legal do casamento em plebiscito em 1995.


Um dos países mais católicos do mundo, a Irlanda resistiu ao divórcio e ao aborto, aprovados em plebiscitos. A Constituição de 1937 proíbe o divórcio.

A ultracatólica Itália aprova o divórcio em 1970. A Irlanda submete a questão a um plebiscito em 1986. O divórcio perde com 63,5% de votos contra. A separação legal é autorizada a partir de 1989. Em 1994, a chegada ao poder da Coalizão do Arco-Íris, de centro-esquerda, leva a uma nova campanha e à aprovação do divórcio no ano seguinte. O aborto é legalizado em 25 de maio de 2018.

Tanto o divórcio quanto o aborto representam declínio da importância da Igreja Católica na sociedade irlandesa.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2022

Hoje na História do Mundo: 17 de Janeiro

 DIVÓRCIO NA IRLANDA

    Em 1997, a República da Irlanda realiza o primeiro divórcio depois da aprovação da dissolução legal do casamento em plebiscito em 1995.

sábado, 11 de dezembro de 2021

Hoje na História do Mundo: 11 de Dezembro

ABDICAÇÃO DE EDUARDO VIII
    Em 1936, depois de menos de um ano no trono, o rei Eduardo VIII, da Inglaterra, abdica para se casar com Wallis Simpson, uma norte-americana duas vezes divorciada, o que era proibido para um monarca do Reino Unido.

Eduardo nasceu em 1894. É o filho mas velho de George V, que ascende ao trono em 1910. Ele não se casa até 40 anos. Em 1934, se apaixona pela socialite norte-americana Wallis Simpson, mulher do empresário anglo-norte-americano Ernest Simpson. Ela casara com um piloto da Marinha dos Estados Unidos e se divorciara.

O rei George V morre em janeiro de 1936 sem discutir a questão com o herdeiro do trono. O novo rei é popular. Marca a coroação para maio de 1937. Em 27 de outubro de 1936, Wallis se divorcia do segundo marido, o que deflagra o escândalo.

A Igreja da Inglaterra e a maioria dos políticos britânicos não aceita o romance real. Uma exceção é o deputado Winston Churchill.

Na noite de 11 de dezembro de 1936, Eduardo VIII faz um pronunciamento pelo rádio anunciando que é "impossível carregar a pesada responsabilidade e exercer meus deveres como rei, como eu gostaria de fazer, sem a ajuda e o apoio da mulher que eu amo."

No dia seguinte, seu irmão mais moço, o Duque de York, é proclamado o rei George VI, pai da atual rainha, Elizabeth II.

RÚSSIA INVADE CHECHÊNIA
    Em 1994, o Exército da Rússia invade a república rebelde da Chechênia na maior ação militar do país desde a invasão do Afeganistão pela União Soviética, em 1979.

Com o colapso da URSS, em 1991, várias repúblicas declaram independência. Mas a Chechênia não é uma república soviética. Faz parte da Federação Russa. Então, sua independência não será tolerada. De maioria muçulmana, conquistada pela Rússia nos anos 1850, sempre foi rebelde.

Em agosto de 1991, Djokhar Dudaiev, ex-oficial da Força Aérea da URSS, derruba o regime comunista e instala um governo hostil a Moscou, provocando a reação da Rússia.

As forças russas enfrentam forte resistência em Grozny. Milhares de soldados russos morrem. Em agosto de 1996, os rebeldes chechenos retomam Grozny. A Rússia se retira em 1997.

Quando Vladimir Putin vira primeiro-ministro do presidente Boris Yeltsin, em 1999, para se firmar no poder, inicia a Segunda Guerra da Chechênia (1999-2009) depois de ações terroristas de extremistas muçulmanos no vizinho Daguestão e uma série de atentados em Moscou em que há suspeita de envolvimento do serviço secreto russo. A ferro e fogo, a Rússia vence, com um total de mortes estimado entre 50 e 250 mil pessoas.

PROTOCOLO DE QUIOTO
    Em 1997, a Conferência das Partes (CoP) da Convenção Quadro sobre Mudança do Clima aprova o Protocolo de Quioto, no Japão, pelo qual 38 países desenvolvidos se comprometem a reduzir até 2012 as emissões de gases que agravam o efeito estufa em 5,2%, em média, em relação aos níveis de 1990.

Um dos principais negociadores em Quioto é o então vice-presidente dos Estados Unidos, Albert Gore Jr., mas o Senado do país nunca ratifica o protocolo. O argumento, que havia sido usado pelo presidente George Herbert Walker Bush durante a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Rio-92), é que, ao não incluir a China e outros países em desenvolvimento, daria uma desvantagem competitiva para a economia norte-americana.

O fracasso do Protocolo de Quioto leva ao Acordo de Paris sobre Mudança do Clima, de 2015, que incluiu todos os países do mundo, menos a Síria. Todos apresentam metas voluntárias de redução das emissões de gases carbônicos e não correm o risco de punições ou sanções se não cumprirem o prometido.

Na CoP, realizada em novembro de 2021, os países foram pressionados a apresentar metas mais ambiciosos. Se o que foi prometido até agora for cumprido, o que não está sendo, a expectativa dos cientistas é de um aumento de 2,7 graus centígrados na temperatura média da Terra até o fim do século em relação à era pré-industrial. A meta é conter o aquecimento global em 1,5 grau centígrado.

BERNIE MADOFF PRESO
    Em 2008, o bilionário norte-americano Bernard Madoff é preso sob a acusação de fraudar clientes com uma pirâmide financeira de US$ 65 bilhões que desaba com a crise deflagrada pela falência do banco de investimentos Lehman Brothers.

Ao contrário do que acontece no Brasil, não foi necessária sentença condenatória transitada em julgado para mantê-lo preso. Madoff morreu na cadeia em abril de 2021.

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Telefonema de Camilla deflagrou divórcio de Charles e Diana

A pedido de amigos preocupados com a saúde mental do príncipe Charles, sua amante de longa data, ligou para o herdeiro do trono do Reino Unido em 1986. O telefonema deflagrou o processo de divórcio de Charles e Diana, alega um novo livro recém publicado sobre Camilla Parker-Bowles, A Duquesa: a história não contada.

No livro, divulgado pouco a pouco pela imprensa britânica, a autora Penny Junor descreve a chamada como "uma ligação fatal": "Camilla estava lisonjeada, como qualquer um estaria, de saber que seria a única pessoa capaz de elevar o espírito do príncipe, mas era verdade", diz a citação publicada pelas Yahoo News.

"O que ele precisava era de alguém que estivesse a seu lado, que o compreendesse, não fizesse exigências nem fosse temperamental, que fosse quente e educada, que o fizesse se sentir seguro, levantasse sua moral, restaurasse sua confiança e o fizesse sorrir de novo", escreveu Penny Junior.

Charles "estava exausto depois de cinco anos tentando lidar com a insatisfação de Diana, triste com o fracasso tão espetacular e perigosamente deprimido", acrescentou a autora.

A ex-amante afirma que não estava interessada na época em restabelecer a relação rompida com o casamento dos príncipes. Depois do passo inicial, os telefonemas entre os dois se tornaram frequentes.

"Camilla trouxe Charles da beira do abismo e lhe deu força para enfrentar o mundo", sempre mais simpático à bela e adorável Diana.

"O que começou como amizade e um ombro amigo para chorar se transformou num poderoso caso de amor. Sim, ele sempre amou Camilla - de uma maneira talvez como se carrega a tocha do primeiro amor, mas levava as juras do casamento a sério e não pretendia reiniciar o caso. E se Camilla não tivesse feito a primeira ligação, talvez ele nunca tivesse feito.""

Penny Junor está sendo acusada de atacar a memória da princesa Diana pouco antes do 20º aniversário de sua morte trágica, em 31 de agosto de 1997.

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Sarkozy anuncia divórcio amigável

Depois de anos de rumores sobre a crise de seu casamento e inclusive da publicação de fotos de sua mulher, Cecilia, com um amante nos Estados Unidos, o presidente da França, Nicolas Sarkozy, anunciou hoje oficialmente sua separação por "consentimento mútuo".