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sábado, 7 de dezembro de 2024

UE e Mercosul fecham acordo de liberalização comercial

A União Europeia e o Mercado Comum do Sul (Mercosul) fecharam ontem um acordo de liberalização comercial em Montevidéu, no Uruguai, criando um mercado com mais de 740 milhões de consumidores e países responsáveis por quase um quinto do produto mundial bruto.

O acordo chega num momento de fragilidade dos dois blocos comerciais. A Europa tem crescimento baixo e perda de competitividade diante da ascensão da Ásia, da saída do Reino Unido, da invasão da Ucrânia pela Rússia e do risco de guerras comerciais com a volta do presidente Donald Trump à Casa Branca. O Mercosul vem de uma longa estagnação do bloco, que até agora só tinha acordos comerciais com Cingapura, Egito e Israel, com risco de dissolução por causa de países interessados em fazer acordos fora do bloco.

É um acordo que vai na contramão da tendência crescente de protecionismo econômico. Apresenta uma alternativa diante da guerra comercial entre os Estados Unidos e a China e de uma nova guerra fria entre esses dois países que parece cada vez mais inevitável.

Os dois blocos têm cláusulas democráticas, uma defesa contra o ascensão de um populismo de extrema direita que ameaça a democracia dos dois lados do Oceano Atlântico. Todos os países se comprometem a seguir o Acordo de Paris sobre Mudança do Clima, de que Trump pode retirar os EUA mais uma vez.

A Europa é mais competitiva no setor industrial. O Mercosul é mais forte em agricultura e pecuária. Aí mora o perigo de não ratificação, por causa do protecionismo dos agricultores da França, da Polônia, da Irlanda e da Itália, temerosos da concorrência do Mercosul. Será um processo longo. Mas há salvaguardas para impedir a exportação de produtos vindos de áreas de desmatamento ou cultivados com agrotóxicos proibidos na UE.

terça-feira, 13 de junho de 2023

UE quer fechar acordo com o Mercosul neste ano

 A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, declarou ontem em visita à Brasília que espera concluir até o fim do ano o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia (UE). O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reclamou de um protocolo adicional que prevê sanções unilaterais se o Brasil não cumprir as metas do Acordo de Paris sobre Mudança do Clima.

O acordo UE-Mercosul está sendo negociado desde 1995. Foi fechado em 2019. Depende agora da ratificação por todos os países envolvidos. O maior risco de veto vem da França, que tem um setor agrícola forte e altamente protecionista que teme a concorrência do Mercosul. Mas a Argentina e o Brasil querem alterar partes para preservar e ampliar o setor industrial.

Na Europa, há uma grande preocupação com a preservação da Floresta Amazônica, que é fundamental para combater o aquecimento global. O Brasil teme que a questão ambiental seja usada para mascarar o protecionismo econômico. Meu comentário:

quinta-feira, 24 de dezembro de 2020

Reino Unido e União Europeia fazem acordo para evitar ruptura total

Quatro anos e meio depois do plebiscito que aprovou a saída do Reino Unido da União Europeia (UE) e de anos de negociações tensas, as duas partes chegaram a um divórcio amigável para manter as relações comerciais, anunciaram na manhã de hoje, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson. Os detalhes do documento de 2 mil páginas ainda não foram revelados.

O comércio de bens terá tarifa zero, mas haverá controle na fronteira para dar a certeza de que os produtos estão de acordo com as normas. Já o setor de serviços, que representa cerca de 80% da economia britânica, terá acesso limitado ao mercado europeu.

Para entrar em vigor, o acordo precisa ser ratificado pelo Parlamento Britânico, o Parlamento Europeu e os parlamentos nacionais dos 27 países-membros da UE.

"Hoje é um dia de alívio, mas tingido por alguma tristeza", declarou o principal negociador da UE, o francês Michel Barnier. A Europa unida não queria a saída britânica (Brexit), que enfraquece o bloco europeu, mas conseguiu preservar a integridade do mercado comum.

Johnson, o principal líder do movimento pela saída, afirmou que é "um bom acordo para toda a Europa" e repetiu o mantra vazio da retomada da soberania: "Reassumimos o controle do nosso dinheiro, das fronteiras, das leis, do comércio e de nossas águas pesqueiras."

Depois de 47 anos, o Reino Unido deixou em 31 de janeiro o bloco europeu, formado agora por 27 países-membros. O período de transição acaba no fim deste ano. Sem acordo, ficaria fora do mercado com que tem quase a metade de seu comércio exterior, num total de US$ 590 bilhões (R$ 3,056 trilhões) por ano.

Não foi um bom negócio. Com o acordo, a expectativa dos economistas é de uma queda de 4% no produto interno bruto britânico. Sem acordo, a perda seria de 6%, de acordo com as estimativas mais recentes, ou de até 10% em cinco anos, conforme a previsão mais alarmista feita antes do divórcio pelo Banco da Inglaterra, o banco central do Reino Unido.

O plebiscito foi uma promessa de campanha de reeleição do primeiro-ministro David Cameron, em 2015. Seu objetivo era pacificar a guerra civil interna do Partido Conservador em torno da Europa, que vinha desde o fim do governo Margaret Thatcher (1979-90). Cameron não queria sair da UE e não acreditava na derrota.

Falou mais alto a ressaca pós-imperial da ala mais à direita do Partido Conservador, que sempre foi o partido da comunidade de negócios, o delírio de grandeza de um tempo que passou.

A consulta popular foi realizada em 23 de junho de 2016 depois de uma campanha marcada por notícias falsas e promessas mentirosas, por exemplo, de investir mais 350 milhões de libras (R$ 2,471 bilhões) por semana no Serviço Nacional de Saúde (NHS). Contra a previsão das pesquisas, a saída ganhou por 52% a 48%.

O acordo anunciado agora seria considerado bom para um país de fora do bloco. Para o Reino Unido, é uma receita para acentuar o declínio. Como os brexiteiros não aceitam a jurisdição dos tribunais europeus, cada conflito vai deflagrar uma nova negociação, com os asquerosos jornais populares britânicos inflamando o sentimento ultranacionalista.

Além disso, a primeira-ministra da Escócia, Nicola Sturgeon, anunciou a intenção de convocar um novo plebiscito sobre a independência assim que a pandemia do novo coronavírus for controlada. No último, em 2014%, 55% por cento votaram para ficar no Reino Unido por causa dos benefícios econômicos. 

Agora, a Escócia provavelmente vai querer voltar ao mercado europeu, deixando o país que um dia foi o centro do maior império que o mundo já viu, com 35,5 milhões de quilômetros quadrados, mais de 4 vezes maior do que o Brasil, reduzido à Pequena Inglaterra e ao País de Gales.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2020

EUA têm mais de 3 mil mortes em 24 horas pelo segundo dia seguido

Nos Estados Unidos, mais uma vez o total de mortes em 24 horas passou de 3 mil. Foram 3.269 na terça-feira e 3.401 nesta quarta-feira. Os casos novos passam de 200 mil. O total de casos confirmados no país está em 18 milhões 410 mil e o de mortes se aproxima de 326 mil. Cerca de 20% têm pelo menos 95% dos leitos de terapia intensiva ocupados.

Mais de 2,5 milhões de pessoas foram vacinadas no mundo. Os EUA e a China vacinaram mais de 1milhão e o Reino Unido 500 mil. A Rússia não divulgou números. As vacinas chinesas e russas não concluíram todos os testes. A Suíça, o Catar e Dubai começaram na quarta-feira. O México inicia nesta quinta-feira. No Brasil, ninguém sabe. A guerra das vacinas continua.

Nesta quarta-feira, o Brasil registrou 777 mortes, o maior número desde 15 de setembro, e 46.657 casos novos. O país soma assim 189.264 óbitos e 7,367 milhões de casos confirmados. A média diária de mortes dos últimos sete dias está em 777, uma alta de mais de 20%. Meu comentário:

domingo, 13 de dezembro de 2020

Reino Unido e UE prorrogaram negociações sobre comércio pós-Brexit

Depois de um telefonema para o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, declarou que vale a pena andar "uma milha extra" para tentar fechar um acordo com o Reino Unido sobre as relações comerciais depois da saída do país da União Europeia. O prazo final era hoje. A fase de transição termina em 31 de dezembro de 2020.

O Reino Unido deixou a UE em 31 de janeiro deste ano, em consequência do plebiscito realizado em 23 de junho de 2016. Aparentemente, os partidários da saída britânica (Brexit) não tinham planejado o futuro, talvez porque não acreditassem na vitória.

Johnson, um dos líderes da campanha da Brexit, se tornou líder do Partido Conservador e primeiro-ministro em 2019, substituindo Theresa May. Ela sucedera David Cameron, o chefe de governo que convocou o plebiscito com a esperança de pacificar a guerra interna do partido em torno das relações com a Europa, que vinha desde o governo Margaret Thatcher (1979-90).

As negociações emperraram em três problemas;

• a pesca, que representa menos de 0,5% da economia britânica, mas tem um significado simbólico por causa da soberania sobre os mares;

• o apoio estatal à produção, que inclui subsídios, leis trabalhistas e ambientais, capazes de levar a uma concorrência desleal;

• e quem vai julgar os conflitos nas relações comerciais.

Um acordo será difícil. Como a Brexit foi aprovada em nome da restauração da soberania nacional, o primeiro-ministro se nega a aceitar as normas e a jurisdição da UE. Por sua vez, o bloco europeu não vai aceitar medidas que contrariem as regras do mercado comum, uma Europa à la carte

O Reino Unido, que tem quase a metade de seu comércio exterior com a UE, não vai obter fora do bloco condições melhores do que tinha como país-membro. Johnson ameaçou acionar a Marinha Real para atacar barcos pesqueiros na mar territorial britânico numa ressurreição da diplomacia das canhoneiras do Império Britânico.

domingo, 15 de novembro de 2020

Acordo comercial da Ásia e do Pacífico exclui EUA

Os líderes de 15 países da Ásia e do Oceano Pacífico anunciaram hoje a conclusão do maior acordo comercial da história para reduzir em até 90% em dez anos as barreiras entre países com um terço da população e da produção mundiais, inclusive a China, o Japão e a Coreia do Sul. Até 2030, a Parceria Econômica Regional Ampla (RCEP) deve agregar US$ 200 bilhões, quase R$ 1,15 trilhão, por ano à economia mundial.

No primeiro dia de seu desgoverno, o presidente Donald Trump retirou os Estados Unidos da Parceria Transpacífica (TPP). O objetivo do governo Barack Obama era criar uma ordem econômica regional à qual a China teria de aderir aceitando as regras preexistentes. É mais uma herança maldita de Trump que reduz a importância dos EUA.

A RCEP aproveita os acordos de livre comércio assinados pela Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) - Brunei, Camboja, Cingapura, Filipinas, Indonésia, Laos, Malásia, Mianmar, Tailândia e Vietnã - e os transforma num pacto multilateral único com a Austrália, a China, o Japão, a Coreia do Sul, a Austrália e a Nova Zelândia. Ficam de fora os Estados Unidos, o Canadá, a Rússia e os países da América Latina que faziam parte da TPP (Chile, México e Peru).

Enquanto os EUA, sob Trump, recuaram para um nacionalismo isolacionista, a China dobra a aposta na globalização e no livre comércio,

quinta-feira, 8 de agosto de 2019

China articula acordo de livre comércio rival da Parceria Transpacífica

Em plena guerra comercial com os Estados Unidos, a China tenta fechar o maior acordo regional de livre comércio do mundo para se apresentar como defensora do sistema multilateral de comércio e líder do desenvolvimento regional no Leste da Ásia.

O presidente Barack Obama negociou a Parceria Transpacífica, um acordo de livre comércio de 12 países da orla do Oceano Pacífico.O objetivo criar uma ordem econômica regional antes que a China o fizesse. Obama queria evitar que a superpotência ascendente, hoje segunda maior economia do mundo, impusesse suas próprias regras aos países vizinhos. 

Com sua obsessão de destruir tudo o que Obama fez, o presidente Donald Trump retirou os Estados Unidos da Parceria Transpacífica no primeiro dia de governo. 

Agora, diante da expectativa de não conseguir fechar um acordo construtivo com o governo Trump, a China toca seus próprios projetos. Além da Iniciativa Um Cinturão, Uma Estrada, uma série de obras de infraestrutura, estradas e portos ao longo do antigo Caminho da Seda, que ligava o Leste da Ásia à Europa, a China negocia um acordo de livre comércio: a Parceria Econômica Regional Ampla. Meu comentário:

terça-feira, 18 de junho de 2019

Japão oferece aos EUA cortes em tarifas sobre produtos agrícolas

O Japão vai prometer acelerar os cortes nas tarifas de importação de produtos agrícolas nas negociações conduzidas pelo ministro da Revitalização Econômico, Toshimitsu Motegi, e o representante comercial dos Estados Unidos, Robert Lighthizer, noticiou o jornal Japan Today. Eles se encontram amanhã.

A tarifa do Japão sobre carne bovina importada dos EUA cairia imediatamente para 26,6%, como se os EUA tivessem aderido à Parceria Transpacífica, e para 25,8% daqui a um ano. Hoje a tarifa é de 38,5%.

Em troca, o Japão deve pedir a redução das tarifas de importação de veículos, hoje em 2,5% para automóveis e 25% para caminhões.

Um dos primeiros atos do presidente Donald Trump foi rejeitar o acordo comercial com 11 países da orla do Oceano Pacífico (Austrália, Brunei, Canadá, Chile, Cingapura, Japão, Malásia, México, Nova Zelândia, Peru e Vietnã) negociado no governo Barack Obama (2009-17). Era uma iniciativa para estabelecer as regras do jogo na região sem se submeter ao crescente poderio econômico da China.

Desde então, o Japão busca um acordo bilateral com os EUA. Historicamente, o Japão, um arquipélago com dois terços da área imprópria para a agricultura, subsidia seus agricultores e protege o mercado interno com barreiras tarifárias.

O arroz japonês é várias vezes mais caro do que o preço internacional, mas cada vez que chegava um carregamento de arroz importado ao Japão aparecia algum especialista para torcer o nariz e dizer que o estrangeiro não era igual ao arroz japonês.

Depois de um acerto entre Trump e o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, no fim do ano passado, as negociações começaram no começo deste ano. O Japão tem pressa. Até novembro, as tarifas de importação de veículos japoneses pelos americanos estão suspensas.

quarta-feira, 10 de abril de 2019

EUA e China criam escritórios para fiscalizar acordo comercial

Os Estados Unidos e a China superaram hoje mais um obstáculos para acabar com a guerra comercial deflagrada pelo presidente Donald Trump. Os dois países mais ricos do mundo vão instalar escritórios para fiscalizar o acordo comercial em negociação, anunciou hoje o secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin.

A decisão foi acertada ontem entre o próprio Mnuchin e o vice-primeiro-ministro chinês encarregado das negociações, Liu He. O secretário e o representante comercial dos EUA, Robert Lighthizer, querem concluir até maio o acordo, a ser assinado por Trump e o ditador Xi Jinping.

A fiscalização do cumprimento dos acordos é um tema central das negociações. Os EUA querem garantias de que a China fará o que prometer e o direito de impor tarifas retaliatórias em caso de não cumprimento. A China relutava temendo lesões à sua soberania e a reação da linha dura do Partido Comunista.

O escritório do representante comercial, a Casa Branca e a Embaixada da China em Washington não comentaram a declaração do secretário do Tesouro. A China exige a remoção de todas as sobretaxas impostas pelos EUA às exportações chinesas.

Para os EUA, as questões centrais são o respeito à propriedade intelectual, o fim da transferência forçada de tecnologia, maior acesso ao mercado chinês, o fim das discriminações a empresas americanas e o aumento da compra de produtos dos EUA pela China para reduzir o déficit comercial do país.

domingo, 30 de setembro de 2018

EUA e Canadá chegam a acordo para reformar o Nafta

Os Estados Unidos e o Canadá chegaram a um acordo para revisar o Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta) pouco antes do prazo fatal, a meia-noite de hoje em Washington (1h da madrugada de amanhã em Brasília). O governo canadense se reuniu hoje à noite para dar a aprovação final.

Na sua estratégia de negociação, o governo Donald Trump negociou primeiro bilateralmente com o México, a parte mais fraca, que depende dos EUA em mais de 80% de seu comércio exterior, para pressionar o Canadá a aderir.

Os EUA reclamavam das tarifas de importação impostas pelo Canadá a produtos lácteos. Trump quis acabar com o mecanismo de solução de controvérsias e a exceção cultural, reivindicada pelos canadenses para proteger a indústria cultural.

Com o novo acordo comercial da América do Norte, Trump mostra à China que um acordo é possível. Os EUA impuseram sobretaxas a produtos chineses importados pelos americanos num valor anual de US$ 250 bilhões. Quem paga é o consumidor americano.

Na semana passada, os EUA iniciaram negociações comerciais com o Japão, sob ameaça de Trump de sobretaxar as importações de carros japoneses em nome da segurança nacional. Seria uma medida de um cinismo absoluto.

Os EUA e o Japão são aliados desde que os americanos derrotaram os japoneses e ocuparam o país, no fim da Segunda Guerra Mundial. Até hoje, os EUA mantêm soldados no Japão.

Trump também ameaçou retirar os EUA da Organização Mundial do Comércio (OMC), uma instituição criada por seu país, a não ser que seja reformada.

terça-feira, 24 de julho de 2018

Colômbia e Mercosul anunciam acordo sobre serviços

O Mercado Comum do Sul (Mercosul) e a Colômbia assinaram um acordo para levantar as restrições ao comércio de serviços durante um encontro entre o Mercosul e a Aliança do Pacífico na Cidade do México, anunciou hoje a Agência Brasil.

A Aliança do Pacífico e o Mercosul são os dois grandes blocos comerciais da América Latina. O acordo é resultado dos esforços para unir os dois grupos no momento em que o presidente Donald Trump fomenta uma guerra comercial contra os países que têm saldo comercial com os Estados Unidos.

A Colômbia e o Mercosul fecharam um acordo comercial em dezembro de 2007 para liberalizar o comércio de produtos agrícolas e industriais que não incluía serviços.

terça-feira, 17 de julho de 2018

UE e Japão fecham acordo de livre comércio

Em plena guerra comercial declarada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, duas grandes potências econômicas se aproximam. A União Europeia e o Japão assinaram hoje em Tóquio um acordo para liberalizar gradualmente o comércio bilateral.

Aos poucos, serão removidas as tarifas sobre 99% produtos japoneses importados pela Europa e 94% dos produtos europeus importados pelo Japão.

Nos próximos sete anos, a UE vai reduzir a zero a tarifa de importação de automóveis japoneses, hoje de 10%. De imediato, o Japão vai eliminar a tarifa de 15% sobre vinhos europeus e baixar significativamente as tarifas sobre queijos, carnes de gado e de porco.

O acordo é um sinal do esforço da UE, segundo maior mercado do mundo, depois dos EUA, e do Japão, quarto país mais rico do mundo, de procurar alternativas para resistir aos golpes da guerra comercial de Trump, que ameaça jogar a economia mundial em recessão.

sexta-feira, 13 de julho de 2018

Trump torpedeia a estratégia de Brexit de Theresa May

Em mais um ataque aos aliados europeus, durante visita oficial ao Reino Unido, o presidente Donald Trump bombardeou a estratégia da primeira-ministra Theresa May para a saída do país da União Europeia. Sua proposta é criar uma zona de livre comércio RU-UE para o comércio de bens. Trump afirmou que isso impediria um acordo com os Estados Unidos.

"Se fizerem este acordo, nos trataremos com a UE, em vez de negociar com o Reino Unido", declarou Trump ao jornal eurofóbico britânico The Sun. "Isto provavelmente mataria um acordo com os EUA."

Depois do plebiscito que aprovou a Brexit (saída britânica), em 23 de junho de 2016, o país deve sair da UE até o fim de março de 2019. May negocia uma saída suave do bloco europeu que preserve o acesso ao maior mercado de exportação para produtos britânicos.

Nesta semana, dois ministros da ala mais extremista do Partido Conservador pediram demissão, os ministros para a Brexit, David Davis, e o ministro do Exterior, Boris Johnson, em protesto contra o que consideram uma "falsa saída" da UE.

"Eu faria muito diferente", acrescentou Trump. "Eu disse a Theresa May como fazer, mas ela não me escutou."

Antes, ao receber o presidente americano, a primeira-ministra descreveu as relações entre os EUA e o Reino Unido como "mais do que os aliados mais próximos, também os amigos mais caros". Na esperança de um acordo bilateral, sugeriu que a força dos laços transatlânticos cria oportunidades "sem precedentes".

A visita tem sido marcada desde ontem por manifestações de protesto. Uma barreira de aço foi erguida para proteger a residência do embaixador dos EUA, onde o casal Trump está hospedado.

quinta-feira, 12 de abril de 2018

Trump quer recolocar EUA na Parceria Transpacífica

Diante da guerra comercial com a China, o presidente Donald Trump orientam altos funcionários do governo americano a explorar a possibilidade de que os Estados Unidos voltem à Parceria Transpacífica, um acordo de liberalização do comércio negociado por 12 países durante o governo Barack Obama (2009-17). Trump retirou os EUA do acordo no primeiro dia de seu governo alegando que era um "desastre".

Na saída de um encontro na Casa Branca para discutir política comercial, senadores do Partido Republicano revelaram que o presidente pediu ao diretor do Conselho Nacional de Economia, Larry Kudlow, e o representante comercial dos EUA, Robert Lighthizer, a procurar maneira de voltar à Parceria Transpacífica.

O acordo foi assinado por 11 países (Austrália, Brunei, Canadá, Chile, Cingapura, Japão, Malásia, México, Nova Zelândia, Peru e Vietnã) no mês passado. A iniciativa do governo Obama visava justamente criar regras comuns para o comércio entre os países da orla do Oceano Pacífico antes que a China impusesse suas próprias normas.

No retaliação, a China ameaçou impor tarifas sobre centenas de produtos americanos, principalmente do setor agropecuário, visando estados conservadores onde Trump e o Partido Republicano venceram as eleições de 2016. O governo teme perder a maioria na Câmara e no Senado nas eleições de meio do mandato de Trump, em novembro.

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

UE e Canadá assinam acordo de liberalização comercial

Depois de duas semanas de psicodrama, superada a resistência da região belga da Valônia, o Canadá e a União Europeia assinaram ontem um acordo que vai eliminar 98% das tarifas de importação no comércio bilateral.

O primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, o presidente do Conselho Europeu, o ex-primeiro-ministro polonês Donald Tusk, e o presidente da Comissão Europeia, o ex-primeiro-ministro luxemburguês Jean-Claude Juncker, descreveram o Acordo Comercial e Econômico Amplo como "o acordo comercial mais amplo, ambicioso e progressista já negociado tanto pelo Canadá quanto pela UE."

A negociação durou sete anos. Foi a primeira da UE com um país industrializado. Já serve de modelo para um possível acordo UE-Reino Unido depois da Brexit, a saída britânica do bloco europeu, aprovada em plebiscito em 23 de junho de 2016. As negociações com os Estados Unidos para formar a Parceria Transatlântica de Comércio e Investimentos estão estagnadas.

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Belgas anunciam entendimento sobre acordo comercial UE-Canadá

O primeiro-ministro Charles Michel anunciou hoje que as duas regiões da Bélgica chegaram a um entendimento sobre o acordo de livre comércio negociado entre o Canadá e a União Europeia, que a Valônia, a metade francófona do país, ameaçava vetar.

A cerimônia de assinatura estava marcada para hoje em Bruxelas. Diante do veto da Valônia, o primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, suspendeu a viagem à Bélgica.

O acordo vai eliminar 98% das tarifas de importação entre o mercado comum europeu e o Canadá, e inclui normas comuns para evitar a imposição de barreiras não tarifárias.

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Valônia bloqueia acordo comercial UE-Canadá

A Bélgica não pode assinar um acordo de liberalização comercial da União Europeia com o Canadá por causa das objeções de sua metade sul francófona, a Valônia, uma das regiões mais pobres da Europa Ocidental, declarou hoje o primeiro-ministro belga, Charles Michel, citado pela televisão pública britânica BBC.

Com o rompimento das negociações sob a alegação de prejuízos à agricultura local, Michel avisou hoje o presidente do Conselho Europeu, o ex-primeiro-ministro polonês Donald Tusk, de que a Bélgica rejeita o acordo que seria assinado em 27 de outubro.

Profundamente dividida entre as regiões de Flandres e a Valônia, a Bélgica exige a aprovação dessas duas regiões para assinar o acordo. A Valônia quer proteção para os trabalhadores, o meio ambiente e os padrões de consumo.

O acordo entre a UE e o Canadá, negociado desde 2009, iria eliminar 98% dos impostos de importação. Há protestos em vários países da Europa contra este acordo e as negociações com os Estados Unidos para criar a Parceria Transatlântica de Comércio e Investimentos.

Essa situação bizarra revela mais uma vez os sérios problemas de governabilidade da UE, onde uma região ínfima tem poder de bloquear um acordo de interesse da ampla maioria do bloco comercial europeu.

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

EUA aprovam acordo comercial com o Peru

O Senado dos Estados Unidos deu hoje aprovação final ao acordo comercial bilateral com o Peru.

A medida visa a premiar os países que estão fora da órbita da revolução bolivarista do presidente Hugo Chávez.

Além disso, inclui clásulas ambientais e trabalhistas. É o modelo de acordo comercial preferido pelo Partido Democrata, que tem maioria no Congresso e é favorito para reconquistar a Casa Branca na eleição presidencial de 2008.

segunda-feira, 2 de abril de 2007

EUA e Coréia do Sul fazem acordo de livre comércio

Depois de um ano e dois meses de negociações, os Estados Unidos e a Coréia do Sul fecharam um acordo de livre comércio, que ainda depende da aprovação dos dois parlamentos nacionais para entrar em vigor, informa hoje The Wall Street Journal Online.

É o maior acordo comercial feito pelos EUA desde a assinatura do Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta, do inglês), assinado em 1992 e ratificado em 1993, entrando em vigor em 1994, e o maior da História da Coréia do Sul. No ano passado, o comércio bilateral entre os dois países foi de US$ 75 bilhões.