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quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Belgas anunciam entendimento sobre acordo comercial UE-Canadá

O primeiro-ministro Charles Michel anunciou hoje que as duas regiões da Bélgica chegaram a um entendimento sobre o acordo de livre comércio negociado entre o Canadá e a União Europeia, que a Valônia, a metade francófona do país, ameaçava vetar.

A cerimônia de assinatura estava marcada para hoje em Bruxelas. Diante do veto da Valônia, o primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, suspendeu a viagem à Bélgica.

O acordo vai eliminar 98% das tarifas de importação entre o mercado comum europeu e o Canadá, e inclui normas comuns para evitar a imposição de barreiras não tarifárias.

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Valônia bloqueia acordo comercial UE-Canadá

A Bélgica não pode assinar um acordo de liberalização comercial da União Europeia com o Canadá por causa das objeções de sua metade sul francófona, a Valônia, uma das regiões mais pobres da Europa Ocidental, declarou hoje o primeiro-ministro belga, Charles Michel, citado pela televisão pública britânica BBC.

Com o rompimento das negociações sob a alegação de prejuízos à agricultura local, Michel avisou hoje o presidente do Conselho Europeu, o ex-primeiro-ministro polonês Donald Tusk, de que a Bélgica rejeita o acordo que seria assinado em 27 de outubro.

Profundamente dividida entre as regiões de Flandres e a Valônia, a Bélgica exige a aprovação dessas duas regiões para assinar o acordo. A Valônia quer proteção para os trabalhadores, o meio ambiente e os padrões de consumo.

O acordo entre a UE e o Canadá, negociado desde 2009, iria eliminar 98% dos impostos de importação. Há protestos em vários países da Europa contra este acordo e as negociações com os Estados Unidos para criar a Parceria Transatlântica de Comércio e Investimentos.

Essa situação bizarra revela mais uma vez os sérios problemas de governabilidade da UE, onde uma região ínfima tem poder de bloquear um acordo de interesse da ampla maioria do bloco comercial europeu.

domingo, 22 de novembro de 2015

Bélgica prorroga estado de alerta máxima em Bruxelas

As escolas e o metrô de Bruxelas não vão funcionar nesta segunda-feira. Diante da ameaça de um ataque terrorista como o de Paris, o governo da Bélgica, prorrogou hoje o estado de alerta máxima por mais um dia. Dezesseis pessoas foram presas.

"Eu confirmo, como fiz ontem, que tememos ataques semelhantes aos de Paris", declarou o primeiro-ministro Charles Michel.

A tensão aumentou na semana passada, quando se soube que a onda de terror na França foi planejada e executada por extremistas muçulmanos do bairro de Molenbeek, em Bruxelas, ligados ao Estado Islâmico do Iraque e do Levante.

No fim de semana, soldados e policiais ocuparam as ruas da capital da Bélgica e da União Europeia, sede da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), a mais poderosa aliança militar do mundo.

A polícia belga participa da caçada ao homem mais procurado da Europa, Salah Abdeslam, considerado um dos chefes dos atentados em Paris. Dois homens, Hamza Attuou e Mohamed Amri, foram presos por ajudar na fuga de Abdeslam para a Bélgica. De acordo com um deles, Adeslam estaria com colete de explosivos, prestes a se suicidar, quando foi resgatado. Mas a preocupação vai muito além dele.

Os serviços secretos belgas temem ataques múltiplos e simultâneos contra locais de grande concentração de pessoas, como o sistema de transportes públicos, centros comerciais e eventos esportivos ou culturais.

"Entendemos que há muitos suspeitos, por isso há uma grande concentração de fortes", justificou o ministro do Interior da Bélgica, Jan Jambon, em entrevista à televisão.

Se o estado de alerta se prolongar, com parte do comércio fechada, a economia começará a ser afetada.