Os Estados Unidos e a China superaram hoje mais um obstáculos para acabar com a guerra comercial deflagrada pelo presidente Donald Trump. Os dois países mais ricos do mundo vão instalar escritórios para fiscalizar o acordo comercial em negociação, anunciou hoje o secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin.
A decisão foi acertada ontem entre o próprio Mnuchin e o vice-primeiro-ministro chinês encarregado das negociações, Liu He. O secretário e o representante comercial dos EUA, Robert Lighthizer, querem concluir até maio o acordo, a ser assinado por Trump e o ditador Xi Jinping.
A fiscalização do cumprimento dos acordos é um tema central das negociações. Os EUA querem garantias de que a China fará o que prometer e o direito de impor tarifas retaliatórias em caso de não cumprimento. A China relutava temendo lesões à sua soberania e a reação da linha dura do Partido Comunista.
O escritório do representante comercial, a Casa Branca e a Embaixada da China em Washington não comentaram a declaração do secretário do Tesouro. A China exige a remoção de todas as sobretaxas impostas pelos EUA às exportações chinesas.
Para os EUA, as questões centrais são o respeito à propriedade intelectual, o fim da transferência forçada de tecnologia, maior acesso ao mercado chinês, o fim das discriminações a empresas americanas e o aumento da compra de produtos dos EUA pela China para reduzir o déficit comercial do país.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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quarta-feira, 10 de abril de 2019
quarta-feira, 2 de dezembro de 2015
AIEA não vê sinais de produção de armas nucleares no Irã desde 2009
Até o fim de 2003, o Irã estava fazendo esforços "coordenados" para desenvolver armas nucleares. Algumas dessas atividades foram mantidas além disso, mas, depois de cinco meses de investigações, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), órgão das Nações Unidas, concluiu não haver desde 2009 "indícios confiáveis" de que o país queira fazer a bomba atômica.
Desde 2009, o Irã teria feito apenas estudos científicos, sem adquirir capacidades específicas para fazer armas nucleares. Diante dessa constatação, é provável que as grandes potências do Conselho de Segurança da ONU (China, EUA, França, Reino Unido e Rússia) concordem em suspender as sanções ao Irã com base no acordo assinado em julho de 2015.
Além de reduzir o número de centrífugas e o volume de urânio enriquecido em estoque, e de fechar instalações nucleares, a República Islâmica do Irã se comprometeu a abrir suas instalações nucleares a inspeções irrestritas da AIEA, encarregada de fiscalizar o cumprimento do acordo.
A AIEA fez uma ressalva às respostas dadas pelo regime dos aiatolás em relação à base militar de Parchin, onde satélites-espiões dos EUA registraram atividades suspeitas. O governo iraniano alegou que era apenas uma obra na estrada próxima.
É o suficiente para adversários do acordo, especialmente Israel e o Partido Republicano dos EUA, reiniciarem seus ataques.
Desde 2009, o Irã teria feito apenas estudos científicos, sem adquirir capacidades específicas para fazer armas nucleares. Diante dessa constatação, é provável que as grandes potências do Conselho de Segurança da ONU (China, EUA, França, Reino Unido e Rússia) concordem em suspender as sanções ao Irã com base no acordo assinado em julho de 2015.
Além de reduzir o número de centrífugas e o volume de urânio enriquecido em estoque, e de fechar instalações nucleares, a República Islâmica do Irã se comprometeu a abrir suas instalações nucleares a inspeções irrestritas da AIEA, encarregada de fiscalizar o cumprimento do acordo.
A AIEA fez uma ressalva às respostas dadas pelo regime dos aiatolás em relação à base militar de Parchin, onde satélites-espiões dos EUA registraram atividades suspeitas. O governo iraniano alegou que era apenas uma obra na estrada próxima.
É o suficiente para adversários do acordo, especialmente Israel e o Partido Republicano dos EUA, reiniciarem seus ataques.
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quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
Eurozona aprova fiscalização bancária comum
Depois de 14 horas de negociações, os ministros das Finanças dos 17 países da Zona do Euro chegaram a um acordo para submeter seus bancos a um órgão regulador comum, o Banco Central Europeu (BCE), com sede em Frankfurt, na Alemanha, a partir de 2014. É o primeiro passo rumo a uma união bancária.
O Reino Unido, a Suécia e outros países que não aderiram ao euro receberam garantias de não intromissão do BCE e de que vão poder continuar influenciando as normas técnicas aplicadas a todos os bancos da União Europeia.
Para o comissário europeu responsável pela proposta, Michel Barnier, foi um "acordo histórico" que introduz um "elemento fundamental para a estabilidade financeira da Europa".
Mais cauteloso, o ministro das Finanças da Alemanha, Wolfgang Schäuble, advertiu para o risco de "criarmos expectativas que não podemos cumprir, o que pode ser muito perigoso. Devemos ser modestos".
Schäuble alertou que um dos objetivos da atual reforma, permitir que os recursos comuns do mecanismo europeu de estabilização financeira, de 500 bilhões de euros, sejam injetados diretamente nos bancos em dificuldades, está fora de questão até meados de 2014.
As mudanças precisam da aprovação do Parlamento Europeu e da Câmara Federal da Alemanha, o que pode levar meses.
O Reino Unido, a Suécia e outros países que não aderiram ao euro receberam garantias de não intromissão do BCE e de que vão poder continuar influenciando as normas técnicas aplicadas a todos os bancos da União Europeia.
Para o comissário europeu responsável pela proposta, Michel Barnier, foi um "acordo histórico" que introduz um "elemento fundamental para a estabilidade financeira da Europa".
Mais cauteloso, o ministro das Finanças da Alemanha, Wolfgang Schäuble, advertiu para o risco de "criarmos expectativas que não podemos cumprir, o que pode ser muito perigoso. Devemos ser modestos".
Schäuble alertou que um dos objetivos da atual reforma, permitir que os recursos comuns do mecanismo europeu de estabilização financeira, de 500 bilhões de euros, sejam injetados diretamente nos bancos em dificuldades, está fora de questão até meados de 2014.
As mudanças precisam da aprovação do Parlamento Europeu e da Câmara Federal da Alemanha, o que pode levar meses.
segunda-feira, 26 de abril de 2010
Republicanos obstruem debate de reforma financeira
A oposição republicana impediu hoje que a proposta de regulamentação do sistema financeiro do senador democrata Christopher Dodd começasse a ser discutida em plenário. Os democratas só conseguiram 57 dos 60 votos necessário para evitar a obstrução.
Esta é uma semana decisiva para a reforma da regulamentação financeira.
Dois terços dos americanos são a favor de uma fiscalização mais rigorosa. A maioria democrata deve acusar a oposição de fazer o jogo do centro financeiro de Wall Street, grande financiador do Partido Republicano.
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