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quarta-feira, 21 de março de 2018

Fed eleva juros e prevê mais duas altas neste ano

O Comitê de Mercado Aberto do Conselho da Reserva Federal (Fed) decidiu hoje aumentar a taxa básica de juros de curto prazo da economia dos Estados Unidos em 0,25 ponto percentual para uma faixa de 1,5% a 1,75%. É a maior desde 2008, quando o banco central americano praticamente zerou sua taxa de juros para combater a Grande Recessão (2008-9).

"A perspectiva econômica se fortaleceu nos últimos meses", declarou o Fed em nota no fim de uma reunião de dois dias de seu comitê de política monetária. "O comitê espera que, com o ajuste gradual da política monetária, a atividade econômica vai se expandir em ritmo moderado em médio prazo e as condições do mercado de trabalho devem continuar fortes."

Com o corte de impostos de US$1,5 trilhão promovido pelo governo Donald Trump, a expectativa é de um aumento de 0,5 ponto percentual no crescimento do produto interno bruto em 2018, previu Lael Brainard, um dos diretores do Fed.

O mercado espera agora mais duas ou três altas de juros neste ano e três em 2019, rumo à normalização da política monetária. Antes da Grande Recessão, a taxa básica estava em 5,25% ao ano.

terça-feira, 30 de agosto de 2016

Maior consumo aumenta chance de alta de juros nos EUA

Com o aumento da compra de automóveis, o consumo pessoal cresceu em julho pelo quarto mês consecutivo num sinal de aquecimento da economia que aumenta a possibilidade de uma alta nas taxas básicas de juros neste ano nos Estados Unidos, informou a agência Reuters.

O consumo, ajustado pela inflação, teve alta de 0,3% em julho depois de avançar 0,4% em junho em relação a maio e 4,4% na comparação anual, revelou ontem um relatório do Departamento do Comércio.

É mais um sinal de recuperação da economia americana depois de um segundo trimestre com crescimento fraco de apenas 1,1% ao ano. A renda pessoal aumentou 0,4% em julho, depois de crescer 0,3% em junho. Os salários subiram 0,5% e a poupança passou de US$ 776,2 bilhões para US$ 794,7 bilhões.

Na semana passada, a presidente da Reserva Federal (Fed), o banco central do país, Janet Yellen, observou que o argumento para aumentar juros se fortaleceu nos últimos meses.

Ao mesmo tempo, o núcleo da inflação, excluídos os preços mais voláteis de energia e alimentos, avançou 0,1% em junho e 0,1% em junho.

Como a inflação anual está em 1,6%, abaixo da meta informal perseguida pelo Fed de 2% ao ano, a maioria dos analistas acredita que o Fed deve esperar até dezembro. Antes, o comitê de política monetária se reúne em setembro e novembro.

O Fed aumentou suas taxas básicas de juros em dezembro do ano passado para uma faixa de 0,25%-0,5% ao ano depois de manter a taxa praticamente zerada, em 0-0,25%, desde dezembro de 2008 para enfrentar a Grande Recessão.

sexta-feira, 1 de abril de 2016

EUA geraram mais 215 mil empregos em março

A economia dos Estados Unidos voltou a apresentar um saldo positivo de mais de 200 mil vagas de emprego em março de 2016, um sinal de recuperação econômica sustentável, apesar dos problemas da situação internacional. Com mais gente procurando trabalho, o índice de desemprego, medido em outra pesquisa, teve uma leve alta, de 4,9% para 5%.

O número de postos de trabalho fora do setor agrícola aumentou em 215 mil, revelou hoje o relatório mensal de emprego do Departamento do Trabalho. A média dos três primeiros meses do ano ficou em 209 mil. As previsões dos economistas eram de uma alta de 205 a 213 mil vagas e taxa de desemprego de 4,9%.

O salário médio por hora ficou em US$ 25,43, com alta de sete centavos depois de uma queda de dois centavos em fevereiro. Nos últimos 12 meses, os salários subiram 2,3%.

"A força contínua do emprego aumenta a probabilidade de que acontecimentos econômicos e financeiros globais não devem fazer o desemprego continuar em tendência de queda no ano à frente", declarou Jim O'Sullivan, economista da empresa de pesquisa e consultoria econômica High Frequency Economics, citado pelo jornal The Wall Street Journal.

O maior crescimento do emprego foi nos setores de comércio, construção civil e saúde. A indústria manufatureira fechou 29 mil vagas em março depois de perder 18 mil em fevereiro. Os setores madeireiro e de mineração, que inclui petróleo e gás, fecharam 17 mil empregos em fevereiro e 12 mil em março.

Mais 396 mil pessoas entraram no mercado de trabalho, elevando a taxa de desemprego para 5%. No auge da crise, em outubro de 2009, o índice chegou a 10%.

Diante desses números, a expectativa é de um aumento gradual das taxas básicas de juros pela Reserva Federal (Fed), o banco central dos EUA. Na terça-feira, a presidente do Fed, Janet Yellen, reforça a ideia de prudência na elevação dos juros.

Em dezembro, o Fed elevou suas taxas básicas de juros pela primeira vez em quase dez anos. Elas estavam praticamente zeradas desde dezembro de 2008 para combater a Grande Recessão. A taxa básica para empréstimos aos bancos ficou em 0,25% a 0,5%.

Na época, o mercado previa quatro altas de juros em 2016. Depois das más notícias econômicas do início do ano, principalmente na China, onde houve queda nas exportações e na produção industrial, a expectativa agora é de duas altas de juros neste ano.

segunda-feira, 28 de março de 2016

Consumo fica estagnado e inflação cai nos EUA

O consumo pessoal cresceu apenas 0,1% nos Estados Unidos em fevereiro de 2016, a mesma taxa de janeiro, apontando uma estagnação da maior economia do mundo, enquanto o índice de preços ao consumidor caiu de 1,2% em janeiro para 1% em fevereiro, revelou hoje o Departamento de Comércio, citado pela agência Reuters.

Diante da estagnação do consumo, responsável por dois terços do produto interno bruto dos EUA, de cerca de US$ 17,8 trilhões, os analistas reduziram em meio ponto percentual a expectativa de crescimento no primeiro trimestre para a média de 0,9% ao ano. O país cresceu 2,4% no ano passado. No último trimestre, o ritmo foi de 1,4% ao ano.

Assim, apesar do aquecimento do mercado de trabalho, o Comitê de Mercado Aberto da Reserva Federal (Fed), o comitê de política monetária do banco central dos EUA deve manter o gradualismo no aumento de suas taxas básicas de juros.

Como o mercado de trabalho apresentou um saldo positivo de 242 mil vagas de emprego em fevereiro e o índice de desemprego está em 4,9%, os analistas atribuem a queda no consumo à queda nos preços das ações no início do ano, que teria abalado a confiança dos consumidores. A renda pessoal cresceu 0,2% em fevereiro, depois de subir 0,5% em janeiro.

Em outro relatório, o Departamento de Comércio revelou um aumento do déficit comercial pelo quarto mês consecutivo, de US$ 62,2 bilhões em janeiro para US$ 62,9 bilhões em fevereiro, com a aumento nas exportações e queda nas importações.

A inflação anual baixou de 1,2% para 1%. O núcleo da inflação, excluídos os preços mais voláteis de energia e alimento, ficou em 1,7%, abaixo da meta informal perseguida pelo Fed de 2% ao ano. Para o economista Daniel Silver, do banco J P Morgan Chase em Nova York, "a tendência é de alta do núcleo da inflação".

O Fed aumentou em dezembro sua taxa básica pela primeira vez em quase dez anos, depois de mantê-las praticamente zeradas desde dezembro de 2008 para enfrentar a crise, subindo-a de uma faixa de 0 a 0,25% ao ano para 0,25% a 0,50% ao ano.

Com a desaceleração da China e a queda das bolsas no início do ano, o banco central americano foi muito criticado. Talvez fosse cedo demais. O relatório de emprego de fevereiro justificou a alta nos juros, mas a expectativa do mercado foi reduzida de quatro para duas elevações de juros ao longo do ano.

A Associação Nacional das Empresas do Mercado Imobiliário observou um aumento de 3,5% no número de contratos de compra e venda de imóveis residenciais usados em fevereiro, o melhor resultado em sete meses.

domingo, 10 de maio de 2015

China reduz taxas básicas de juros para estimular economia

Em mais uma tentativa de conter a desaceleração da segunda maior economia do mundo, o Banco Popular da China (BPC) anunciou hoje a terceira redução em suas taxas básicas de juros em seis meses. A medida entra em vigor nesta segunda-feira, noticiou o jornal The New York Times

A taxa que o banco central chinês cobra por empréstimos de um ano para financiar os bancos caiu 0,25 ponto percentual para 5,1% ao ano. A taxa que o banco central paga pelo dinheiro depositado pelos bancos no BPC baixou 0,25 ponto percentual para 2,25% ao ano.

Além da desaceleração, as autoridades monetárias chinesas estão preocupadas com o volume de dívidas do sistema financeiro por causa da rápida expansão do crédito nos últimos anos para enfrentar a crise financeira internacional. A explosão de uma bolha financeira ou imobiliária agravaria a situação econômica do país.

"O tamanho crescente da dívida está forçando a China a usar uma grande quantidade de recursos para pagar e refinanciar as dívidas", declarou na sexta-feira o relatório de política monetária do BPC, indicando que haveria menos espaço para aumentos nos gastos públicos.

A economia chinesa cresceu 7,4% em 2014, seu pior resultado desde 1990. No primeiro trimestre, avançou em ritmo de 7% ao ano, invejado pela imensa maioria do resto do mundo. Ainda assim, é o ritmo mais fraco em 25 anos e o desenvolvimento legitima o regime comunista.