O Japão cresceu 0,2% no segundo trimestre de 2016, indicou hoje a segunda estimativa oficial do governo. A primeira havia apontado uma estagnação da terceira maior economia do mundo, que deve produzir US$ 4,4 trilhões neste ano.
A pequena melhora não muda o diagnóstico central dos males da economia japonesa, afetada pela estagnação e a deflação desde os anos 1990s. Deve servir como argumento para o Banco do Japão manter sua política de jogar mais dinheiro em circulação em sua próxima reunião, em 20 e 21 de setembro.
Com os inúmeros incentivos adotados nos últimos anos, o Japão tem hoje uma dívida interna de US$ 10,46 trilhões, quase 240% do produto interno bruto. Ela não pesa muito porque foi emitida em ienes e paga juros baixíssimos, negativos no caso de dinheiro obtido com a venda de títulos comprados pelo banco central.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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quinta-feira, 8 de setembro de 2016
sexta-feira, 29 de janeiro de 2016
Banco do Japão adota juro negativo para estimular economia
O Banco do Japão surpreendeu o mercado hoje ao fixar a primeira taxa de juros negativa da história do país, em mais uma tentativa de estimular a economia, abalada há duas décadas pela estagnação e a deflação, noticiaram os jornais Financial Times e The Wall Street Journal.
Foi uma decisão apertada, tomada por 5 a 4. A partir de agora, o banco central japonês vai cobrar 0,1% ao ano sobre o dinheiro guardado como reserva pelos bancos privados, mas isso só vale para os novos depósitos do dinheiro do programa de compra de ativos do próprio BC.
Todas as outras reservas bancárias, estimadas em US$ 2,5 trilhões, cerca de metade do produto interno bruto do Japão, continuarão sendo remuneradas a 0,1% ao ano.
O objetivo é aumentar a quantidade de dinheiro em circulação, a oferta de crédito e o consumo para atingir a meta de inflação de 2% ao ano até outubro de 2017. As autoridades monetárias japonesas estão preocupadas com a valorização do iene, a desaceleração da China e a queda nos preços do petróleo.
"Por estas razões, há um risco crescente de que a melhoria na confiança do empresariado japonês e a conversão da mentalidade deflacionária pudessem ser retardadas. O banco vai baixar o fim da curva cortando sua taxa de depósito sobre as contas correntes para território negativo e exercer mais pressão para baixo nas taxas de juros ao longo de toda a curva", declarou em nota o Banco do Japão.
A medida reforça a imagem do presidente do Banco do Japão, Haruhiko Kuroda, como um homem surpreendente. Há oito dias, ele declarou no Parlamento do Japão que não pensava em juros negativos. Mas também mostra que as autoridades estão ficando sem instrumentos para aumentar a atividade econômica.
O iene, a moeda japonesa, caiu de 118,8 para 120,3 por dólar. Os títulos de 10 anos da dívida pública do Japão passaram a pagar os menores juros da história, 0,175% ao ano.
Foi uma decisão apertada, tomada por 5 a 4. A partir de agora, o banco central japonês vai cobrar 0,1% ao ano sobre o dinheiro guardado como reserva pelos bancos privados, mas isso só vale para os novos depósitos do dinheiro do programa de compra de ativos do próprio BC.
Todas as outras reservas bancárias, estimadas em US$ 2,5 trilhões, cerca de metade do produto interno bruto do Japão, continuarão sendo remuneradas a 0,1% ao ano.
O objetivo é aumentar a quantidade de dinheiro em circulação, a oferta de crédito e o consumo para atingir a meta de inflação de 2% ao ano até outubro de 2017. As autoridades monetárias japonesas estão preocupadas com a valorização do iene, a desaceleração da China e a queda nos preços do petróleo.
"Por estas razões, há um risco crescente de que a melhoria na confiança do empresariado japonês e a conversão da mentalidade deflacionária pudessem ser retardadas. O banco vai baixar o fim da curva cortando sua taxa de depósito sobre as contas correntes para território negativo e exercer mais pressão para baixo nas taxas de juros ao longo de toda a curva", declarou em nota o Banco do Japão.
A medida reforça a imagem do presidente do Banco do Japão, Haruhiko Kuroda, como um homem surpreendente. Há oito dias, ele declarou no Parlamento do Japão que não pensava em juros negativos. Mas também mostra que as autoridades estão ficando sem instrumentos para aumentar a atividade econômica.
O iene, a moeda japonesa, caiu de 118,8 para 120,3 por dólar. Os títulos de 10 anos da dívida pública do Japão passaram a pagar os menores juros da história, 0,175% ao ano.
sexta-feira, 18 de dezembro de 2015
Banco do Japão amplia programa de compra de títulos
Numa surpresa para o mercado, o banco central do Japão anunciou hoje uma expansão do programa de estímulo à economia do país. O Banco do Japão vai comprar mais US$ 2,5 bilhões em títulos públicos para aumentar a quantidade de dinheiro em circulação.
Até agora, o banco central japonês tinha o compromisso de comprar títulos no valor anual de 3 trilhões de ienes, cerca de US$ 25 bilhões.
A abeconomia, a política econômica do primeiro-ministro Shinzo Abe, pretende acabar com a estagnação e a deflação, duas pragas da economia japonesa nas últimas duas décadas. O país escapou por pouco da recessão com a revisão do crescimento do produto interno bruto no terceiro trimestre, com alta anualizada de 1%.
Até agora, o banco central japonês tinha o compromisso de comprar títulos no valor anual de 3 trilhões de ienes, cerca de US$ 25 bilhões.
A abeconomia, a política econômica do primeiro-ministro Shinzo Abe, pretende acabar com a estagnação e a deflação, duas pragas da economia japonesa nas últimas duas décadas. O país escapou por pouco da recessão com a revisão do crescimento do produto interno bruto no terceiro trimestre, com alta anualizada de 1%.
sexta-feira, 25 de setembro de 2015
Índice de preços cai no Japão pela primeira vez em dois anos
O núcleo do índice de preços ao consumidor do Japão registrou queda de 0,1% ao ano em agosto de 2015. Foi a primeira baixa desde que o banco central do país lançou um programa de estímulo de US$ 670 bilhões para combater a estagnação e a deflação, duas pragas da economia japonesa desde os anos 1990s.
A inflação plena, incluindo os preços mais voláteis de energia e alimentos, foi zero em relação a julho, mas subiu 0,2% na comparação anual, informou o jornal Asahi Shimbun, citando como fonte dados oficiais do Ministério do Interior.
Desde que chegou ao poder, em dezembro de 2012, o primeiro-ministro Shinzo Abe luta para acabar com a estagdeflação, assustado com o extraordinário crescimento da China, rival histórica do Japão. A forte queda nos preços do petróleo desde o ano passado complica a tarefa da chamada abeconomia.
Ontem, depois de ser reeleito líder do Partido Liberal-Democrata (PLD) por mais três anos, Abe prometeu disparar "três novas flechas" para aumentar o produto interno bruto em 22% sem fixar prazo, melhorar os benefícios sociais para as famílias de modo a estimular a natalidade e ampliar a cobertura previdenciária para os idosos.
Enquanto o plano de 2012 parecia uma estratégia ampla para revigorar a terceira maior economia do mundo, o discurso de ontem parece mais uma jogada eleitoreira. Abe não falou em abrir mais o país para imigrantes, aparentemente a única medida eficaz contra o envelhecimento da população, o mais rápido do mundo, um forte peso sobre a Previdência Social.
Com os limites no que pode conseguir com as políticas fiscal e monetária, o chefe de governo acena com crescimento, mais nascimentos e mais cuidados à velhice, mas não apontou nenhuma medida política concreta para realizar estes objetivos.
A inflação plena, incluindo os preços mais voláteis de energia e alimentos, foi zero em relação a julho, mas subiu 0,2% na comparação anual, informou o jornal Asahi Shimbun, citando como fonte dados oficiais do Ministério do Interior.
Desde que chegou ao poder, em dezembro de 2012, o primeiro-ministro Shinzo Abe luta para acabar com a estagdeflação, assustado com o extraordinário crescimento da China, rival histórica do Japão. A forte queda nos preços do petróleo desde o ano passado complica a tarefa da chamada abeconomia.
Ontem, depois de ser reeleito líder do Partido Liberal-Democrata (PLD) por mais três anos, Abe prometeu disparar "três novas flechas" para aumentar o produto interno bruto em 22% sem fixar prazo, melhorar os benefícios sociais para as famílias de modo a estimular a natalidade e ampliar a cobertura previdenciária para os idosos.
Enquanto o plano de 2012 parecia uma estratégia ampla para revigorar a terceira maior economia do mundo, o discurso de ontem parece mais uma jogada eleitoreira. Abe não falou em abrir mais o país para imigrantes, aparentemente a única medida eficaz contra o envelhecimento da população, o mais rápido do mundo, um forte peso sobre a Previdência Social.
Com os limites no que pode conseguir com as políticas fiscal e monetária, o chefe de governo acena com crescimento, mais nascimentos e mais cuidados à velhice, mas não apontou nenhuma medida política concreta para realizar estes objetivos.
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sexta-feira, 27 de março de 2015
Inflação nula ameaça economia japonesa com volta da recessão
Pela primeira vez desde maio de 2013, o núcleo do índice crescimento de preços ao consumidor ficou em zero no Japão, mostrando mais uma vez as dificuldades do primeiro-ministro Shinzo Abe para combater a estagnação e a deflação.
No mês passado, a taxa anual ficou em 0,2%. A inflação zero é atribuída ao fraco consumo doméstico e à queda nos preços internacionais do petróleo. O núcleo da inflação exclui os preços mais voláteis de alimentos frescos. O índice amplo ficou em 2,2%.
Em fevereiro de 2015, na comparação anual, o consumo doméstico foi 0,4% inferior em termos nominais e de -2,9% em termos reais, no décimo-terceiro mês consecutivo de baixa. Ainda assim, melhorou em relação aos -5,1% da janeiro de 2015. A renda doméstica subiu 1,9% em termos nominais, mas caiu 0,7% em termos reais.
A abeconomia, as políticas do primeiro-ministro para recuperar a economia, sofreu um duro golpe em 1º de abril do ano passado, quando o governo aumentou de 5% para 8% um imposto sobre consumo, refreando o apetite dos consumidores.
O Banco do Japão, banco central do país, faz no momento o maior programa de alívio quantitativo do mundo, anunciado em abril de 2013. Desde então, está comprando títulos para colocar em circulação mais ienes, no valor total de US$ 1,4 trilhão. A meta é chegar a uma inflação de 2% ao ano.
No mês passado, a taxa anual ficou em 0,2%. A inflação zero é atribuída ao fraco consumo doméstico e à queda nos preços internacionais do petróleo. O núcleo da inflação exclui os preços mais voláteis de alimentos frescos. O índice amplo ficou em 2,2%.
Em fevereiro de 2015, na comparação anual, o consumo doméstico foi 0,4% inferior em termos nominais e de -2,9% em termos reais, no décimo-terceiro mês consecutivo de baixa. Ainda assim, melhorou em relação aos -5,1% da janeiro de 2015. A renda doméstica subiu 1,9% em termos nominais, mas caiu 0,7% em termos reais.
A abeconomia, as políticas do primeiro-ministro para recuperar a economia, sofreu um duro golpe em 1º de abril do ano passado, quando o governo aumentou de 5% para 8% um imposto sobre consumo, refreando o apetite dos consumidores.
O Banco do Japão, banco central do país, faz no momento o maior programa de alívio quantitativo do mundo, anunciado em abril de 2013. Desde então, está comprando títulos para colocar em circulação mais ienes, no valor total de US$ 1,4 trilhão. A meta é chegar a uma inflação de 2% ao ano.
terça-feira, 16 de abril de 2013
Produção industrial do Japão cresce 0,6% num mês
A produção das fábricas do Japão registrou alta de 0,6% em fevereiro de 2013 em relação a janeiro, anunciou ontem o Ministério da Indústria, revisando a estimativa anterior, que apontava uma queda de 0,1%.
O Banco do Japão apresentou recentemente um plano de estímulo à terceira maior economia do mundo que inclui a compra de US$ 75 bilhões por mês em títulos públicos para aumentar a quantidade de dinheiro em circulação. A meta é vencer a deflação e chegar a uma inflação de 2% ao ano dentro de dois anos.
O Banco do Japão apresentou recentemente um plano de estímulo à terceira maior economia do mundo que inclui a compra de US$ 75 bilhões por mês em títulos públicos para aumentar a quantidade de dinheiro em circulação. A meta é vencer a deflação e chegar a uma inflação de 2% ao ano dentro de dois anos.
quinta-feira, 4 de abril de 2013
Banco do Japão vai dobrar a base monetária
Para tentar reinflar a economia do país, que enfrenta estagnação e deflação crônicas há duas décadas, o novo presidente do Banco do Japão, Haruhiko Kuroda, anunciou hoje a intenção de dobrar em dois anos a base monetária, o dinheiro em circulação e mais as reservas dos bancos, inclusive seus depósitos no banco central, através de um programa agressivo de compra de títulos públicos e de ativos de risco que vai injetar até US$ 1,4 trilhão na economia.
Desde que chegou ao poder, em dezembro de 2012, o primeiro-ministro Shinzo Abe mostrou determinação de estimular o crescimento da terceira maior economia do mundo, ultrapassada nos últimos anos pela China, uma inimiga histórica que cada vez mais deixa o Japão para trás.
Uma decisão do governo foi estabelecer uma meta de 2% de inflação ao ano. Abe já admitiu que será impossível chegar lá nos próximos dois anos.
O chamado "alívio monetário", única maneira de baixar os juros reais numa economia em que a taxa básica está em 0,1% ao ano, deve levar a uma desvalorização do iene, aumentando a competitividade das exportações. Mas deve provocar protestos de quem teme uma "guerra cambial".
A moeda japonesa perdeu hoje 3% do valor.
Com a deflação, uma queda consistente de preços, os consumidores adiam as compras e as lojas não fazem encomendas à indústria. A economia entra numa espiral de declínio. Daí a decisão de criar alguma inflação para reverter o processo.
Desde que chegou ao poder, em dezembro de 2012, o primeiro-ministro Shinzo Abe mostrou determinação de estimular o crescimento da terceira maior economia do mundo, ultrapassada nos últimos anos pela China, uma inimiga histórica que cada vez mais deixa o Japão para trás.
Uma decisão do governo foi estabelecer uma meta de 2% de inflação ao ano. Abe já admitiu que será impossível chegar lá nos próximos dois anos.
O chamado "alívio monetário", única maneira de baixar os juros reais numa economia em que a taxa básica está em 0,1% ao ano, deve levar a uma desvalorização do iene, aumentando a competitividade das exportações. Mas deve provocar protestos de quem teme uma "guerra cambial".
A moeda japonesa perdeu hoje 3% do valor.
Com a deflação, uma queda consistente de preços, os consumidores adiam as compras e as lojas não fazem encomendas à indústria. A economia entra numa espiral de declínio. Daí a decisão de criar alguma inflação para reverter o processo.
sexta-feira, 1 de março de 2013
Japão tem queda de precos de 0,2% ao ano
Apesar dos esforços do novo governo para reinflar a terceira maior economia do mundo, o Japão registrou deflação de 0,2% ao ano em janeiro de 2013 na comparação com o mesmo mês no ano anterior, anunciou hoje o Ministério do Interior e das Comunicações do país.
A queda de preços seria ainda maior, de 0,7%, não fosse a alta nos preços de energia, especialmente de eletricidade. No setor de produtos eletrodomésticos e eletroeletrônicos, a concorrência levou a uma queda de 23,4% no valor dos refrigeradores, 30,2% nos aparelhos de ar condicionado e 46,1% em câmeras de vídeo.
Para quem conviveu muito tempo com inflação baixa, a queda de preços parece boa notícia. Mas, se a tendência se mantiver por muito tempo, os consumidores adiam suas compras na expectativa de que os preços baixem ainda mais.
Assim, o comércio vende menos e faz menos encomendas à indústria, as empresas reduzem investimentos e toda a economia cai numa espiral de declínio.
O Japão sofre com estagnação econômica e deflação praticamente desde o estouro em 1991 da bolha especulativa formada nos anos 80 nos mercados financeiro e imobiliário.
Para ganhar as eleições de novembro passado, o primeiro-ministro Shinzo Abe prometeu recuperar a economia do país, que cresceu em média 1% nas duas últimas décadas, em contraste com expansão de 10% ou mais da vizinha China, uma inimiga histórica.
Abe pressionou o Banco do Japão a adotar uma meta de inflação de 2% e a comprar títulos públicos para aumentar a quantidade de dinheiro em circulação. Foi acusado de lançar uma guerra cambial para desvalorizar o iene e assim aumentar a competitividade das exportações japonesas, grande motor da economia do país.
A queda de preços seria ainda maior, de 0,7%, não fosse a alta nos preços de energia, especialmente de eletricidade. No setor de produtos eletrodomésticos e eletroeletrônicos, a concorrência levou a uma queda de 23,4% no valor dos refrigeradores, 30,2% nos aparelhos de ar condicionado e 46,1% em câmeras de vídeo.
Para quem conviveu muito tempo com inflação baixa, a queda de preços parece boa notícia. Mas, se a tendência se mantiver por muito tempo, os consumidores adiam suas compras na expectativa de que os preços baixem ainda mais.
Assim, o comércio vende menos e faz menos encomendas à indústria, as empresas reduzem investimentos e toda a economia cai numa espiral de declínio.
O Japão sofre com estagnação econômica e deflação praticamente desde o estouro em 1991 da bolha especulativa formada nos anos 80 nos mercados financeiro e imobiliário.
Para ganhar as eleições de novembro passado, o primeiro-ministro Shinzo Abe prometeu recuperar a economia do país, que cresceu em média 1% nas duas últimas décadas, em contraste com expansão de 10% ou mais da vizinha China, uma inimiga histórica.
Abe pressionou o Banco do Japão a adotar uma meta de inflação de 2% e a comprar títulos públicos para aumentar a quantidade de dinheiro em circulação. Foi acusado de lançar uma guerra cambial para desvalorizar o iene e assim aumentar a competitividade das exportações japonesas, grande motor da economia do país.
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
Presidente do BDA vai para o Banco do Japão
O primeiro-ministro Shinzo Abe indicou hoje o presidente do Banco de Desenvolvimento da Ásia (BDA), Haruhiko Kuroda, para presidir do Banco do Japão, o banco central do país, uma peça fundamental no projeto para combater a deflação e a estagnação da terceira maior economia do mundo.
Para vice-presidentes, foram nomeados Kikuo Iwata, professor da Universidade Gakushuin, em Tóquio, e Hiroshi Nakaso, atual diretor de assuntos internacionais do Banco do Japão.
Se foram aprovados pelo Parlamento, eles substituem a atual direção, presidida por Masaaki Shirakawa, em 19 de março de 2013.
Para vice-presidentes, foram nomeados Kikuo Iwata, professor da Universidade Gakushuin, em Tóquio, e Hiroshi Nakaso, atual diretor de assuntos internacionais do Banco do Japão.
Se foram aprovados pelo Parlamento, eles substituem a atual direção, presidida por Masaaki Shirakawa, em 19 de março de 2013.
quarta-feira, 19 de setembro de 2012
Banco do Japão também faz alívio monetário
O Banco do Japão, banco central do país, anunciou hoje uma ampliação em 10 trilhões de ienes, cerca de US$ 128 bilhões, seu programa de compra de títulos para retirar papéis e colocar mais dinheiro no mercado, que chegará assim a um total de 80 trilhões de ienes, mais de US$ 1 trilhão pela cotação atual.
A medida foi tomada seis depois que a Reserva Federal (Fed), o banco central dos Estados Unidos, anunciou seu terceiro programa de alívio quantitativo. Seu presidente, Ben Bernanke, pretende comprar US$ 40 bilhões em títulos da dívida hipotecária para jogar mais dinheiro em circulação para estimular os bancos a dar mais empréstimos, as empresas a investir mais e os consumidores e gastar mais.
Com a ação coordenada dos bancos centrais, inclusive a decisão do Banco Central Europeu de comprar títulos das dívidas dos países com dificuldades para pagar no volume necessário para baixar as taxas de juros e estabilizar o mercado, as bolsas de valores subiram. Houve alta nos mercados emergentes, para onde pode ir todo esse dinheiro, na falta de oportunidades melhores nos países ricos.
O ouro subiu. Como não paga juros nem dividendos, é um aplicação típica de momentos de fuga para a qualidade.
A medida foi tomada seis depois que a Reserva Federal (Fed), o banco central dos Estados Unidos, anunciou seu terceiro programa de alívio quantitativo. Seu presidente, Ben Bernanke, pretende comprar US$ 40 bilhões em títulos da dívida hipotecária para jogar mais dinheiro em circulação para estimular os bancos a dar mais empréstimos, as empresas a investir mais e os consumidores e gastar mais.
Com a ação coordenada dos bancos centrais, inclusive a decisão do Banco Central Europeu de comprar títulos das dívidas dos países com dificuldades para pagar no volume necessário para baixar as taxas de juros e estabilizar o mercado, as bolsas de valores subiram. Houve alta nos mercados emergentes, para onde pode ir todo esse dinheiro, na falta de oportunidades melhores nos países ricos.
O ouro subiu. Como não paga juros nem dividendos, é um aplicação típica de momentos de fuga para a qualidade.
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
Bancos centrais dos países ricos oferecem dólares
Em uma ação coordenada para tranquilizar o mercado em mais um momento de turbulência, os bancos centrais dos Estados Unidos, da Europa, da Inglaterra, da Suíça, do Japão e do Canadá para evitar o agravavamento da contração de crédito decorrente da crise das dívidas públicas na Zona do Euro.
Como aconteceu logo após o colapso do banco Lehman Brothers, em 14 de setembro de 2008, os bancos estão emprestando menos entre si por não terem noção dos eventuais problemas no balanço dos outros, que podem ter grande quantidade de títulos de países em dificuldades. Por isso, começam a faltar dólares no mercado europeu.
Por isso, os bancos centrais dos países ricos decidiram reduzir em 0,5 ponto percentual o custo das operações de troca de moedas de 5 de dezembro de 2011 a 1º de fevereiro de 2013. Também farão acordos bilaterais para facilitar o intercâmbio de moedas entre instituições financeiras públicas e privadas.
Em Bruxelas, o comissário europeu para finanças, Oli Rehn, afirmou que "a União Europeia entrou num período de dez dias decisivos para consolidar a resposta à crise da Eurozona".
Os bolsas de valores operam com forte alta no mundo inteiro, mas a ação dos bancos centrais é apenas paliativa. Não resolve a crise das dívidas públicas. Só dá mais liquidez ao mercado e mais tempo para os bancos se recapitalizarem.
A solução definitiva precisa vir das autoridades políticas da Zona do Euro, que até agora estão devendo.
Os bolsas de valores operam com forte alta no mundo inteiro, mas a ação dos bancos centrais é apenas paliativa. Não resolve a crise das dívidas públicas. Só dá mais liquidez ao mercado e mais tempo para os bancos se recapitalizarem.
A solução definitiva precisa vir das autoridades políticas da Zona do Euro, que até agora estão devendo.
segunda-feira, 25 de abril de 2011
Banco do Japão prevê recessão no semestre
Por causa do terremoto e do maremoto de 11 de março, a terceira maior economia do mundo deve encolher no primeiro semestre de 2011, previu o presidente do Banco do Japão, Masaaki Shirakawa, em entrevista ao jornal The Wall St. Journal.
“Antes do pior terremoto registrado até hoje no país, a economia japonesa apresentava um crescimento moderado”, observou Shirakawa. Tinha a menor taxa de desemprego e o ritmo de expansão mais forte entre as economias do Grupo dos Sete (maiores potências industriais, menos a China).
O Terremoto de Sendai causou o que o presidente do banco central japonês chama de “choque de oferta”: começaram a faltar insumos na cadeia de suprimento à indústria e há uma escassez de energia no Leste do Japão por causa do acidente na usina nuclear de Fukushima.
“Agora, esperamos queda na produção e no produto interno bruto no primeiro e no segundo trimestres”, acrescentou Shirakawa.
Em comparação com a crise deflagrada pelo colapso do banco Lehman Brothers, em 15 de setembro de 2008, “desta vez, a demanda não evaporou. A demanda está aí. Por causa de severos constrangimentos à oferta, esta procura não pode ser atendida. Esta é a chave do problema”.
Ao mesmo tempo, isso significa que assim que a oferta de insumos estiver regularizada, o Japão vai voltar a uma trajetória de crescimento moderado: “Muitos analistas privados esperam que a economia japonesa volte a crescer no terceiro trimestre, mas ainda há muita incerteza”.
Como não há um problema de demanda, o Banco do Japão não vê necessidade de dar um novo estímulo à economia.
Logo depois do terremorto, as autoridades monetárias injetaram mais dinheiro no mercado para evitar uma paralisação da economia. O banco avalia que foi um sucesso ao manter a estabilidade do sistema financeiro em meio à pior crise no Japão desde a Segunda Guerra Mundial. Está atento para tomar medidas adicionais, se for preciso.
O prejuízo total causado pelo terremoto, maremoto e acidente nuclear está estimado em US$ 300 bilhões.
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Banco do Japão reduz juros a praticamente zero
O Banco do Japão reduziu hoje a taxa básica de juros da terceira maior economia do mundo de 0,1% ao ano para uma faixa de zero a 0,1% ao ano até "a economia se estabilizar".
A economia japonesa enfrenta estagnação e deflação. Depende da exportação, que vai mal por causa da sobrevalorização do iene diante do dólar e do euro.
A economia japonesa enfrenta estagnação e deflação. Depende da exportação, que vai mal por causa da sobrevalorização do iene diante do dólar e do euro.
terça-feira, 31 de agosto de 2010
Bolsa de Tóquio cai a menor nível em 16 meses
Diante da decepção com as medidas anunciadas ontem pelo Banco do Japão para conter a valorização do iene e estimular a economia, a Bolsa de Tóquio caiu 3,6% hoje, atingindo sua menor cotação em 16 meses e arrastando as outras bolsas da Ásia.
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
Banco do Japão faz reunião para conter iene
O Banco do Japão anunciou medidas para estimular a economia e conter a valorização do iene.
A economia japonesa está estagnada. Acaba de ser superada pela China como a segunda maior economia mundial.
A economia japonesa está estagnada. Acaba de ser superada pela China como a segunda maior economia mundial.
quarta-feira, 15 de julho de 2009
Banco do Japão prevê recessão maior
LONDRES - O Banco do Japão previu hoje que a segunda maior economia do mundo encolha 3,4% no ano fiscal de 2009, que termina em 31 de março de 2010. A estimativa anterior era de uma contração de 3,1%.
Para o ano seguinte, a expectativa caiu de um crescimento de 1,2% para 1%.
Para o ano seguinte, a expectativa caiu de um crescimento de 1,2% para 1%.
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
Japão terá dois anos de recessão
O Banco do Japão previu hoje que a segunda maior economia do mundo vá encolher 1,8% no ano fiscal de 2008, que termina em 31 de março, e 2% em 2009.
A segunda maior economia do mundo está deprimida pela crise, com uma queda de 35% nas exportações e a volta da deflação que estagnou o Japão nos anos 90.
Alguns analistas prevêem uma queda de 10% do produto interno bruto no último trimestre de 2008. Seria o pior resultado desde 1974, quando o país, que importa todo o petróleo que consome, estava sob o impacto da primeira crise do petróleo.
A segunda maior economia do mundo está deprimida pela crise, com uma queda de 35% nas exportações e a volta da deflação que estagnou o Japão nos anos 90.
Alguns analistas prevêem uma queda de 10% do produto interno bruto no último trimestre de 2008. Seria o pior resultado desde 1974, quando o país, que importa todo o petróleo que consome, estava sob o impacto da primeira crise do petróleo.
sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
Banco do Japão corta taxa de juros para 0,1% ao ano
O Banco do Japão acaba de cortar sua taxa básica de juros de 0,3% para 0,1% ao ano, numa tentativa de enfraquecer o iene e impulsionar a retomada do crescimento econômico.
De 1999 a 2006, o país adotou uma política de juro zero para combater um misto de deflação com estagnação econômica, sem muito sucesso. Essa política só funcionou em conjunto com outras, adotadas a partir da posse do primeiro-ministro Junichiro Koizumi, em 2001, incluindo um saneamento financeiro.
Além da recessão, as grandes empresas japonesas, como Toyota, Sony, Honda, Canon, sofrem com a valorização da moeda do país.
De 1999 a 2006, o país adotou uma política de juro zero para combater um misto de deflação com estagnação econômica, sem muito sucesso. Essa política só funcionou em conjunto com outras, adotadas a partir da posse do primeiro-ministro Junichiro Koizumi, em 2001, incluindo um saneamento financeiro.
Além da recessão, as grandes empresas japonesas, como Toyota, Sony, Honda, Canon, sofrem com a valorização da moeda do país.
sexta-feira, 28 de novembro de 2008
Japão dá vários sinais de recessão profunda
A produção industrial, o consumo doméstico e as exportações do Japão caíram em outubro, sinais de que a segunda maior economia do mundo pode estar numa recessão longa e profunda.
Com forte queda na fabricação de carros e eletroeletrônicos, a produção da indústria japonesa caiu 3,1% em outubro, na comparação com setembro. Em um ano, o consumo doméstimo caiu 3,8% e as exportações 7,7%, a maior queda em sete anos, anunciou hoje o Banco do Japão.
Os industriais japoneses temem uma contração ainda maior, de 6,4% em novembro e 2,9% em dezembro. No trimestre, a queda pode chegar a 8,6%. Seria a maior da história.
Com forte queda na fabricação de carros e eletroeletrônicos, a produção da indústria japonesa caiu 3,1% em outubro, na comparação com setembro. Em um ano, o consumo doméstimo caiu 3,8% e as exportações 7,7%, a maior queda em sete anos, anunciou hoje o Banco do Japão.
Os industriais japoneses temem uma contração ainda maior, de 6,4% em novembro e 2,9% em dezembro. No trimestre, a queda pode chegar a 8,6%. Seria a maior da história.
sexta-feira, 25 de janeiro de 2008
Inflação japonesa sobe para 0,8% ao ano
Sob pressão da alta nos preços do petróleo, o índice de crescimento de preços no Japão dobrou de novembro para dezembro, chegando a 0,8% ao ano. Isso cria um dilema para o Banco do Japão no momento em que a segunda maior economia do mundo volta a dar sinais da estagnação que a paralisou nos anos 90.
Excluídos os preços de energia e de alimentos, houve uma deflação de 0,1% ao ano, mesma taxa de novembro.
O Banco do Japão está sob pressão para reduzir sua taxa básica de juros, atualmente em 0,5% ao ano, para estimular a economia. Mas alguns membros do seu comitê de política monetária estão mais preocupados com a inflação.
Ao depor nesta sexta-feira, 25 de janeiro, na Dieta, o parlamento japonês, o presidente do banco, Toshihiko Fukui, admitiu que o crescimento no ano fiscal que termina em 31 de março ficará em torno de 1%, abaixo da previsão oficial anterior de 1,8%.
Fukui rejeitou o argumento do deputado Kozo Yamamoto, um duro crítico da política monetária, que propõe um corte de juros imediato para evitar a recessão.
"Mesmo que a crise se agrave, vamos examinar calmamente as condições e tomar as decisões de política monetária apropriadas", declarou Fukui, cujo mandato termina em março. "Vamos conduzir a política monetária baseados na crença de que o Japão pode continuar a crescer de maneira estável".
Na interpretação dos analistas, ele quis dizer que, embora o banco não tenha urgência em aumentar os juros, é mais provável que o próximo movimento seja para cima.
As minutas do Banco do Japão revelam que alguns membros do comitê de política monetária acreditam que os consumidores estão aceitando aumentos de preços e que as empresas mostram maior tendência de repassar custos aos preços. Temem que "a taxa de inflação seja maior do que esperado, se as expectativas de inflação aumentarem".
Excluídos os preços de energia e de alimentos, houve uma deflação de 0,1% ao ano, mesma taxa de novembro.
O Banco do Japão está sob pressão para reduzir sua taxa básica de juros, atualmente em 0,5% ao ano, para estimular a economia. Mas alguns membros do seu comitê de política monetária estão mais preocupados com a inflação.
Ao depor nesta sexta-feira, 25 de janeiro, na Dieta, o parlamento japonês, o presidente do banco, Toshihiko Fukui, admitiu que o crescimento no ano fiscal que termina em 31 de março ficará em torno de 1%, abaixo da previsão oficial anterior de 1,8%.
Fukui rejeitou o argumento do deputado Kozo Yamamoto, um duro crítico da política monetária, que propõe um corte de juros imediato para evitar a recessão.
"Mesmo que a crise se agrave, vamos examinar calmamente as condições e tomar as decisões de política monetária apropriadas", declarou Fukui, cujo mandato termina em março. "Vamos conduzir a política monetária baseados na crença de que o Japão pode continuar a crescer de maneira estável".
Na interpretação dos analistas, ele quis dizer que, embora o banco não tenha urgência em aumentar os juros, é mais provável que o próximo movimento seja para cima.
As minutas do Banco do Japão revelam que alguns membros do comitê de política monetária acreditam que os consumidores estão aceitando aumentos de preços e que as empresas mostram maior tendência de repassar custos aos preços. Temem que "a taxa de inflação seja maior do que esperado, se as expectativas de inflação aumentarem".
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