Numa surpresa para o mercado, o banco central do Japão anunciou hoje uma expansão do programa de estímulo à economia do país. O Banco do Japão vai comprar mais US$ 2,5 bilhões em títulos públicos para aumentar a quantidade de dinheiro em circulação.
Até agora, o banco central japonês tinha o compromisso de comprar títulos no valor anual de 3 trilhões de ienes, cerca de US$ 25 bilhões.
A abeconomia, a política econômica do primeiro-ministro Shinzo Abe, pretende acabar com a estagnação e a deflação, duas pragas da economia japonesa nas últimas duas décadas. O país escapou por pouco da recessão com a revisão do crescimento do produto interno bruto no terceiro trimestre, com alta anualizada de 1%.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
Mostrando postagens com marcador estímulo econômico. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador estímulo econômico. Mostrar todas as postagens
sexta-feira, 18 de dezembro de 2015
quarta-feira, 5 de março de 2014
Obama propõe orçamento de US$ 3,9 trilhões
O presidente Barack Obama enviou ao Congresso dos Estados Unidos uma proposta de orçamento com gastos de US$ 3,9 trilhões para o ano fiscal que começa em 1º de outubro de 2014, sendo US$ 600 bilhões para medidas de estímulo ao crescimento econômico como programas de treinamento profissional. São US$ 350 bilhões a mais do que o governo pretende gastar neste ano fiscal.
Pelos cálculos da Casa Branca, o déficit orçamentário do governo federal dos EUA será de US$ 564 bilhões, 3,1% do produto interno bruto, e deve cair até 2018, quando ficaria em 1,9% do PIB principalmente por causa do aumento da arrecadação.
Em dez anos, o déficit cairia em US$ 3 trilhões graças ao crescimento econômico e a aumentos de impostos, e não de cortes de gastos governamentais como quer o Partido Republicano. Já as despesas do governo com a dívida devem triplicar nos próximos dez anos, de US$ 251 bilhões em 2015 para US$ 886 bilhões em 2024 por causa de altas nos juros.
A oposição republicana desqualificou a proposta como populista, demogógica e eleitoreira, noticia a agência Reuters.
Pelos cálculos da Casa Branca, o déficit orçamentário do governo federal dos EUA será de US$ 564 bilhões, 3,1% do produto interno bruto, e deve cair até 2018, quando ficaria em 1,9% do PIB principalmente por causa do aumento da arrecadação.
Em dez anos, o déficit cairia em US$ 3 trilhões graças ao crescimento econômico e a aumentos de impostos, e não de cortes de gastos governamentais como quer o Partido Republicano. Já as despesas do governo com a dívida devem triplicar nos próximos dez anos, de US$ 251 bilhões em 2015 para US$ 886 bilhões em 2024 por causa de altas nos juros.
A oposição republicana desqualificou a proposta como populista, demogógica e eleitoreira, noticia a agência Reuters.
quinta-feira, 16 de maio de 2013
Japão cresceu 0,9% no primeiro trimestre
Graças ao programa de estímulo do primeiro-ministro Shinzo Abe, a economia do Japão, a terceira maior do mundo, cresceu 0,9% no acumulado nos três primeiros meses do ano e 3,5% na taxa anualizada, acima da previsão média dos economistas, que era de 2,7% ao ano. É o maior índice entre os países do Grupo dos Sete (G-7), que reúne as maiores potências industriais do mundo capitalista (EUA, Japão, Alemanha, França, Reino Unido, Itália e Canadá).
A alta do trimestre anterior, o último de 2012, foi revisada para 0,3%.
No primeiro trimestre de 2013, as exportações avançaram 3,8%, superando a alta de 1% nas importações. O consumo pessoal cresceu 0,9%, mesmo ritmo da expansão do produto interno bruto.
Ao assumir pela segunda vez a chefia do governo japonês, Abe anunciou um programa agressivo de compra do equivalente a US$ 85 bilhões por mês em títulos públicos para jogar mais dinheiro em circulação. O objetivo é tentar romper o ciclo de estagnação e deflação que paralisa a economia do Japão desde 1991, quando estourou a bolha especulativa dos anos 80.
Com o aumento da quantidade de moeda em circulação, o iene se desvalorizou. A cotação do dólar passou de 100 ienes, aumentando a competitividade das exportações japonesas.
Mesmo assim, a expectativa dos economistas é de que o Japão feche o ano com crescimento abaixo do seu potencial de longo prazo, que seria de 2% ao ano. No primeiro trimestre, os EUA avançaram num ritmo anual de 2,5%, abaixo dos 3,5% anunciados hoje pelo Japão, enquanto a Zona do Euro recuou 0,2% e a União Europeia como um todo 0,1% na comparação com o trimestre anterior.
A deflação resiste. Nos últimos 12 meses até o fim de março, os preços caíram 1,2%.
A alta do trimestre anterior, o último de 2012, foi revisada para 0,3%.
No primeiro trimestre de 2013, as exportações avançaram 3,8%, superando a alta de 1% nas importações. O consumo pessoal cresceu 0,9%, mesmo ritmo da expansão do produto interno bruto.
Ao assumir pela segunda vez a chefia do governo japonês, Abe anunciou um programa agressivo de compra do equivalente a US$ 85 bilhões por mês em títulos públicos para jogar mais dinheiro em circulação. O objetivo é tentar romper o ciclo de estagnação e deflação que paralisa a economia do Japão desde 1991, quando estourou a bolha especulativa dos anos 80.
Com o aumento da quantidade de moeda em circulação, o iene se desvalorizou. A cotação do dólar passou de 100 ienes, aumentando a competitividade das exportações japonesas.
Mesmo assim, a expectativa dos economistas é de que o Japão feche o ano com crescimento abaixo do seu potencial de longo prazo, que seria de 2% ao ano. No primeiro trimestre, os EUA avançaram num ritmo anual de 2,5%, abaixo dos 3,5% anunciados hoje pelo Japão, enquanto a Zona do Euro recuou 0,2% e a União Europeia como um todo 0,1% na comparação com o trimestre anterior.
A deflação resiste. Nos últimos 12 meses até o fim de março, os preços caíram 1,2%.
sexta-feira, 31 de agosto de 2012
Bernanke indica intenção de fazer novo estímulo
Num encontro de dirigentes de bancos centrais em Jackson Hole, o presidente da Reserva Federal (Fed), Ben Bernanke, defendeu uma nova rodada de estímulo econômico para ajudar a recuperação da economia dos Estados Unidos.
Com uma "grave preocupação" por causa do desemprego, linguagem considerada forte para o presidente do Fed, Bernanke indicou que os últimos dados positivos foram insuficientes para mudar sua análise de que a recuperação é fraca e enfrenta dificuldades, observa o jornal The New York Times.
O crescimento do produto interno bruto no segundo trimestre foi revisado para cima pelo Departamento de Comércio na última quarta-feira, passando de 1,5% para 1,7% ao ano. A confiança do consumidor chegou ao maior nível em três meses. As encomendas à indústria avançaram 2,8% em julho, na maior alta em vários meses.
Bernanke afirmou que as políticas do Fed trouxeram benefícios significativos nos últimos anos. Ele deiou claro pode fazer mais e que os resultados superam os riscos.
Com uma "grave preocupação" por causa do desemprego, linguagem considerada forte para o presidente do Fed, Bernanke indicou que os últimos dados positivos foram insuficientes para mudar sua análise de que a recuperação é fraca e enfrenta dificuldades, observa o jornal The New York Times.
O crescimento do produto interno bruto no segundo trimestre foi revisado para cima pelo Departamento de Comércio na última quarta-feira, passando de 1,5% para 1,7% ao ano. A confiança do consumidor chegou ao maior nível em três meses. As encomendas à indústria avançaram 2,8% em julho, na maior alta em vários meses.
Bernanke afirmou que as políticas do Fed trouxeram benefícios significativos nos últimos anos. Ele deiou claro pode fazer mais e que os resultados superam os riscos.
Assinar:
Postagens (Atom)