A taxa de desemprego no Japão caiu para 2,2% em maio e o número de vagas disponíveis supera a oferta de mão de obra, chamando a atenção mais uma vez para a redução na força de trabalho da terceira maior economia do mundo. É o menor nível desde outubro de 1992.
A maioria dos economistas ouvidos pela agência Reuters esperava a manutenção da taxa de 2,5%, registrada em abril. O número de vagas para candidatos a emprego subiu para 1,6. Está um pouco abaixo do 1,64 de janeiro de 1974.
O envelhecimento da população e a contração do mercado de trabalho estão entre as principais causas da estagnação da economia japonesa. Em 2018, o país deve ter a menor taxa de crescimento das grandes potências capitalistas do Grupo dos Sete (EUA, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália e Canadá).
Pelos cálculos do Fundo Monetário Internacional (FMI), "o impacto do envelhecimento pode custar uma queda de um ponto percentual por ano no crescimento do produto interno bruto do Japão nas próximas três décadas."
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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sexta-feira, 29 de junho de 2018
sábado, 23 de janeiro de 2016
Pesquisa revela que alguns órgãos envelhecem mais depressa
Alguns órgãos do corpo humano envelhecem antes dos outros porque seus "relógios moleculares" têm um ritmo mais acelerado, e a observação destes relógios é um bom indicador desse envelhecimento, com o aparecimento de lesões celulares que podem evoluir para o câncer e outras doenças degenerativas. A conclusão, da equipe chefiada por Miguel Godinho Ferreira, do Instituto Gulbenkian de Ciência, de Portugal, foi publicada na revista acadêmica PLOS Genetics.
Os "relógios moleculares" das células se chamam telômeros. São estruturas protetoras localizadas nas extremidades dos cromossomas para garantir que não haja perda de material genético na divisão celular da reprodução das células.
Para manter um tamanho normal, os telômeros precisam ser alongados pela enzima telomerase. Como a maioria das células desativa esta enzima no nascimento, os telômeros encurtam e sua função protetora desaparece com o envelhecimento.
A hipótese dos pesquisadores era que o ritmo de reprodução celular de um tecido e a disponibilidade de telomerase determinassem o ritmo de encurtamento dos telômeros. "Usamos o peixe-zebra, um organismo com telômeros semelhantes aos humanos, para se testar se durante a vida de um indivíduo os órgãos que se proliferam mais têm envelhecimento mais rápido", explicou o Dr. Godinho Ferreira.
Em uma série de experiências, os pesquisadores mediram os telômeros de diferentes tecidos do peixe, do intestino, do sangue, dos testículos, dos músculos e dos rins do estado embrionário até o fim da vida.
"Nossos resultados mostraram que em condições normais de envelhecimento apenas tecidos específicos têm telômeros que encurtam para um tamanho crítico", declarou a principal autora do artigo, Madalena Carneiro. "É surpreendente que isto não seja inteiramente dependente da taxa de proliferação do tecido.
"O intestino, por exemplo, que é um tecido altamente proliferativo, acumula telômeros curtos. No entanto, o mesmo não acontece no sangue, um tecido igualmente proliferativo que mantém alguma atividade de telomerase. Também o músculo, um tecido pouco proliferativo, tem telômeros do mesmo tamanho que o intestino, provavelmente devido à presença de agentes que danificam o DNA", acrescentou a pesquisadora.
A conclusão, comentou Godinho Ferreira, é que "o ritmo do relógio molecular é mais rápido no intestino e consequentemente este envelhece mais rapidamente do que outros órgãos".
Assim, argumentou Madalena Carneiro, "o ritmo em que os telômeros encurtam é um bom indicador do envelhecimento local e possivelmente sistêmico do organismo.""
O chefe da equipe vê "um avanço muito grande no nosso conhecimento de como os telômeros curtos influenciam o envelhecimento. Identificamos agora tecidos-chaves onde o encurtamento dos telômeros se torna realmente limitante para o funcionamento dos órgãos numa idade avançada. Nossas experiências irão permitir saber se, ao observarmos em tempo a telomerase nestes órgãos específicos, conseguimos evitar a disfunção do tecido e reverter a incidência de doenças do envelhecimento, nomeadamente o cancro."
Os "relógios moleculares" das células se chamam telômeros. São estruturas protetoras localizadas nas extremidades dos cromossomas para garantir que não haja perda de material genético na divisão celular da reprodução das células.
Para manter um tamanho normal, os telômeros precisam ser alongados pela enzima telomerase. Como a maioria das células desativa esta enzima no nascimento, os telômeros encurtam e sua função protetora desaparece com o envelhecimento.
A hipótese dos pesquisadores era que o ritmo de reprodução celular de um tecido e a disponibilidade de telomerase determinassem o ritmo de encurtamento dos telômeros. "Usamos o peixe-zebra, um organismo com telômeros semelhantes aos humanos, para se testar se durante a vida de um indivíduo os órgãos que se proliferam mais têm envelhecimento mais rápido", explicou o Dr. Godinho Ferreira.
Em uma série de experiências, os pesquisadores mediram os telômeros de diferentes tecidos do peixe, do intestino, do sangue, dos testículos, dos músculos e dos rins do estado embrionário até o fim da vida.
"Nossos resultados mostraram que em condições normais de envelhecimento apenas tecidos específicos têm telômeros que encurtam para um tamanho crítico", declarou a principal autora do artigo, Madalena Carneiro. "É surpreendente que isto não seja inteiramente dependente da taxa de proliferação do tecido.
"O intestino, por exemplo, que é um tecido altamente proliferativo, acumula telômeros curtos. No entanto, o mesmo não acontece no sangue, um tecido igualmente proliferativo que mantém alguma atividade de telomerase. Também o músculo, um tecido pouco proliferativo, tem telômeros do mesmo tamanho que o intestino, provavelmente devido à presença de agentes que danificam o DNA", acrescentou a pesquisadora.
A conclusão, comentou Godinho Ferreira, é que "o ritmo do relógio molecular é mais rápido no intestino e consequentemente este envelhece mais rapidamente do que outros órgãos".
Assim, argumentou Madalena Carneiro, "o ritmo em que os telômeros encurtam é um bom indicador do envelhecimento local e possivelmente sistêmico do organismo.""
O chefe da equipe vê "um avanço muito grande no nosso conhecimento de como os telômeros curtos influenciam o envelhecimento. Identificamos agora tecidos-chaves onde o encurtamento dos telômeros se torna realmente limitante para o funcionamento dos órgãos numa idade avançada. Nossas experiências irão permitir saber se, ao observarmos em tempo a telomerase nestes órgãos específicos, conseguimos evitar a disfunção do tecido e reverter a incidência de doenças do envelhecimento, nomeadamente o cancro."
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quinta-feira, 29 de outubro de 2015
China acaba com a política do filho único
Para combater o rápido envelhecimento da população, o regime comunista da China anunciou hoje o fim da política do filho único, adotada em 1979 para evitar uma explosão demográfica. A partir de agora, todo casal terá direito a ter dois filhos, revelou a agência oficial de notícias Nova China.
A medida foi tomada durante uma reunião plenária de quatro dias do Comitê Central do Partido Comunista que termina hoje à noite. Não foi divulgada a data em que entra em vigor.
Depois da vitória da revolução comunista, em 1º de outubro de 1949, o Grande Timoneiro Mao Tsé-tung incentivou o controle da natalidade para fortalecer o regime e usar sua massa humana com objetivos estratégicos. A China já tinha mais de 500 milhões de habitantes.
Quando Deng Xiaoping lançou as reformas para modernizar o país e abrir sua economia ao comércio internacional, temia que a explosão demográfica atrapalhasse sua estratégia de desenvolvimento. Adotou então o que o jornal inglês Financial Times descreveu hoje como "uma das experiências sociais mais draconianas da história moderna".
Há dois anos, o governo chinês relaxou a política, permitindo que casais onde pelo menos um dos cônjuges fosse filho único tenham dois filhos. Antes, os dois membros do casal precisavam ser filhos únicos para poderem ter dois filhos.
Em zonas rurais, a política do filho único foi flexibilizada quando o primeiro filho era menina ou deficiente para evitar o infanticídio de meninas. No interior da China, o filho homem é mais valorizado.
A medida foi tomada durante uma reunião plenária de quatro dias do Comitê Central do Partido Comunista que termina hoje à noite. Não foi divulgada a data em que entra em vigor.
Depois da vitória da revolução comunista, em 1º de outubro de 1949, o Grande Timoneiro Mao Tsé-tung incentivou o controle da natalidade para fortalecer o regime e usar sua massa humana com objetivos estratégicos. A China já tinha mais de 500 milhões de habitantes.
Quando Deng Xiaoping lançou as reformas para modernizar o país e abrir sua economia ao comércio internacional, temia que a explosão demográfica atrapalhasse sua estratégia de desenvolvimento. Adotou então o que o jornal inglês Financial Times descreveu hoje como "uma das experiências sociais mais draconianas da história moderna".
Há dois anos, o governo chinês relaxou a política, permitindo que casais onde pelo menos um dos cônjuges fosse filho único tenham dois filhos. Antes, os dois membros do casal precisavam ser filhos únicos para poderem ter dois filhos.
Em zonas rurais, a política do filho único foi flexibilizada quando o primeiro filho era menina ou deficiente para evitar o infanticídio de meninas. No interior da China, o filho homem é mais valorizado.
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sexta-feira, 25 de setembro de 2015
Índice de preços cai no Japão pela primeira vez em dois anos
O núcleo do índice de preços ao consumidor do Japão registrou queda de 0,1% ao ano em agosto de 2015. Foi a primeira baixa desde que o banco central do país lançou um programa de estímulo de US$ 670 bilhões para combater a estagnação e a deflação, duas pragas da economia japonesa desde os anos 1990s.
A inflação plena, incluindo os preços mais voláteis de energia e alimentos, foi zero em relação a julho, mas subiu 0,2% na comparação anual, informou o jornal Asahi Shimbun, citando como fonte dados oficiais do Ministério do Interior.
Desde que chegou ao poder, em dezembro de 2012, o primeiro-ministro Shinzo Abe luta para acabar com a estagdeflação, assustado com o extraordinário crescimento da China, rival histórica do Japão. A forte queda nos preços do petróleo desde o ano passado complica a tarefa da chamada abeconomia.
Ontem, depois de ser reeleito líder do Partido Liberal-Democrata (PLD) por mais três anos, Abe prometeu disparar "três novas flechas" para aumentar o produto interno bruto em 22% sem fixar prazo, melhorar os benefícios sociais para as famílias de modo a estimular a natalidade e ampliar a cobertura previdenciária para os idosos.
Enquanto o plano de 2012 parecia uma estratégia ampla para revigorar a terceira maior economia do mundo, o discurso de ontem parece mais uma jogada eleitoreira. Abe não falou em abrir mais o país para imigrantes, aparentemente a única medida eficaz contra o envelhecimento da população, o mais rápido do mundo, um forte peso sobre a Previdência Social.
Com os limites no que pode conseguir com as políticas fiscal e monetária, o chefe de governo acena com crescimento, mais nascimentos e mais cuidados à velhice, mas não apontou nenhuma medida política concreta para realizar estes objetivos.
A inflação plena, incluindo os preços mais voláteis de energia e alimentos, foi zero em relação a julho, mas subiu 0,2% na comparação anual, informou o jornal Asahi Shimbun, citando como fonte dados oficiais do Ministério do Interior.
Desde que chegou ao poder, em dezembro de 2012, o primeiro-ministro Shinzo Abe luta para acabar com a estagdeflação, assustado com o extraordinário crescimento da China, rival histórica do Japão. A forte queda nos preços do petróleo desde o ano passado complica a tarefa da chamada abeconomia.
Ontem, depois de ser reeleito líder do Partido Liberal-Democrata (PLD) por mais três anos, Abe prometeu disparar "três novas flechas" para aumentar o produto interno bruto em 22% sem fixar prazo, melhorar os benefícios sociais para as famílias de modo a estimular a natalidade e ampliar a cobertura previdenciária para os idosos.
Enquanto o plano de 2012 parecia uma estratégia ampla para revigorar a terceira maior economia do mundo, o discurso de ontem parece mais uma jogada eleitoreira. Abe não falou em abrir mais o país para imigrantes, aparentemente a única medida eficaz contra o envelhecimento da população, o mais rápido do mundo, um forte peso sobre a Previdência Social.
Com os limites no que pode conseguir com as políticas fiscal e monetária, o chefe de governo acena com crescimento, mais nascimentos e mais cuidados à velhice, mas não apontou nenhuma medida política concreta para realizar estes objetivos.
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segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
Papa Bento XVI renuncia
O papa Bento XVI anunciou hoje sua renúncia ao cargo de chefe da Igreja Católica Apostólica Romana a partir de 28 de fevereiro de 2013, alegando problemas de saúde. É o primeiro papa a fazer isso em quase 600 anos, desde Gregório II em 1415.
Bento XVI era o Sumo Pontífice desde 2005, quando morreu João Paulo II. Um substituto deve ser eleito pelo Sacro Colégio Cardinalício antes da Páscoa, que este ano cai em 31 de março. Estão aptos a votar 117 cardeais, na maior parte europeus.
Conservador, o cardeal Joseph Ratzinger foi nomeado por João Paulo II prefeito da Sagrada Congregação da Doutrina da Fé, o Santo Ofício, a antiga Inquisição. Nesta função, perseguiu seguidores da chamada Teologia da Libertação, defendida por setores progressistas a favor de uma igreja mais envolvida em questões sociais e políticas, sob influência marxista.
Como Sumo Pontífice, Bento XVI criticou "uma ditadura do relativismo" cultural que tenta tornar aceitáveis o que antes era considerado intolerável pela sociedade e por pessoas religiosas. Ele próprio foi muito criticado em 2006, quando afirmou que o islamismo era uma religião guerreira e teve de pedir desculpas.
A saúde sempre foi um de seus maiores problemas como papa. Afinal, ele sucedeu ao atlético João Paulo II, que percorreu o mundo mesmo depois de ter sido baleado num atentado em 1981.
Na renúncia, Bento XVI argumentou que seu corpo e sua mente não têm mais força suficiente para comandar o Vaticano. Seu irmão disse que ele foi orientado pelo médico a não fazer mais viagens transatlânticas.
A revista de negócios Harvard Business Review fez uma análise das implicações da renúncia de Bento XVI sobre liderança e envelhecimento.
Do ponto de vista político, seu maior desafio foi enfrentar uma série de escândalos sexuais envolvendo ministros da Igreja, especialmente de pedofilia. Nem isso o levou a cogitar o fim do celibato.
Aqui no Brasil, o frei Leonardo Boff, que foi silenciado pelo papa por seu apoio à Teologia da Libertação, acusou Bento XVI de usar o segredo pontifício para tentar evitar que padres e bispos fossem julgamento pela justiça comum pelos escândalos sexuais da Igreja. Ele só teria recuado quando a situação era insustentável. Aí pediu desculpas e prometeu rigor na investigação.
A expectativa agora é de eleição de um papa do Terceiro Mundo, que leve o trabalho de evangelização da Igreja Católica para regiões onde ela está sob pressão de outras religiões. Mas 61% dos cardeais que participarão do Conclave para escolher o novo papa são europeus.
Bento XVI era o Sumo Pontífice desde 2005, quando morreu João Paulo II. Um substituto deve ser eleito pelo Sacro Colégio Cardinalício antes da Páscoa, que este ano cai em 31 de março. Estão aptos a votar 117 cardeais, na maior parte europeus.
Conservador, o cardeal Joseph Ratzinger foi nomeado por João Paulo II prefeito da Sagrada Congregação da Doutrina da Fé, o Santo Ofício, a antiga Inquisição. Nesta função, perseguiu seguidores da chamada Teologia da Libertação, defendida por setores progressistas a favor de uma igreja mais envolvida em questões sociais e políticas, sob influência marxista.
Como Sumo Pontífice, Bento XVI criticou "uma ditadura do relativismo" cultural que tenta tornar aceitáveis o que antes era considerado intolerável pela sociedade e por pessoas religiosas. Ele próprio foi muito criticado em 2006, quando afirmou que o islamismo era uma religião guerreira e teve de pedir desculpas.
A saúde sempre foi um de seus maiores problemas como papa. Afinal, ele sucedeu ao atlético João Paulo II, que percorreu o mundo mesmo depois de ter sido baleado num atentado em 1981.
Na renúncia, Bento XVI argumentou que seu corpo e sua mente não têm mais força suficiente para comandar o Vaticano. Seu irmão disse que ele foi orientado pelo médico a não fazer mais viagens transatlânticas.
A revista de negócios Harvard Business Review fez uma análise das implicações da renúncia de Bento XVI sobre liderança e envelhecimento.
Do ponto de vista político, seu maior desafio foi enfrentar uma série de escândalos sexuais envolvendo ministros da Igreja, especialmente de pedofilia. Nem isso o levou a cogitar o fim do celibato.
Aqui no Brasil, o frei Leonardo Boff, que foi silenciado pelo papa por seu apoio à Teologia da Libertação, acusou Bento XVI de usar o segredo pontifício para tentar evitar que padres e bispos fossem julgamento pela justiça comum pelos escândalos sexuais da Igreja. Ele só teria recuado quando a situação era insustentável. Aí pediu desculpas e prometeu rigor na investigação.
A expectativa agora é de eleição de um papa do Terceiro Mundo, que leve o trabalho de evangelização da Igreja Católica para regiões onde ela está sob pressão de outras religiões. Mas 61% dos cardeais que participarão do Conclave para escolher o novo papa são europeus.
sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
Japão deve elevar idade para aposentadoria, diz FMI
Com uma população que envelhece e uma dívida pública de cerca de 230% do produto interno bruto, a maior de um país desenvolvido, o Japão acaba de receber um conselho do Fundo Monetário Internacional: é preciso aumentar a idade para aposentadoria para salvar o sistema previdenciário.
Pelo estudo do FMI, isto teria um efeito positivo sobre o crescimento a longo prazo da terceira maior economia do mundo, aliviando a pressão sobre os trabalhadores mais jovens. Outra opção é reduzir os benefícios fiscais para aposentados de renda alta e cobrar contribuições pelos dependentes incluídos como beneficiários.
Pelo estudo do FMI, isto teria um efeito positivo sobre o crescimento a longo prazo da terceira maior economia do mundo, aliviando a pressão sobre os trabalhadores mais jovens. Outra opção é reduzir os benefícios fiscais para aposentados de renda alta e cobrar contribuições pelos dependentes incluídos como beneficiários.
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
Tai Chi ajuda equilíbrio de deficientes visuais idosos
A prática da milenar arte marcial chinesa Tai Chi melhora o controle do equilíbrio em idosos com deficiência visual, revela pesquisa publicada hoje na revista Age and Ageing (Idade e Envelhecimento), da Sociedade Britânica de Geriatria.
O equilíbrio é fundamental para os idosos, que podem se ferir gravamente em quedas. A prática do Tai Chi fortalece os músculos e melhora o equilíbrio, ajudando a evitar acidentes.
Pesquisadores do Centro Leste-Oeste de Ciências de Reabilitação da Universidade Politécnica de Hong Kong fizeram uma experiência com 40 pessoas de mais de 70 anos. Durante 16 semanas. esse grupo fez treinos de Tai Chi de 90 minutos três vezes por semana.
O exercício enfatiza a mudança da posição do peso do corpo em diferentes direções, a rotação da cabeça e do tronco, e a consciência do alinhamento do corpo.
A medicina sabe há muito que o exercício físico regular tem efeitos fisiológicos e psicológicos positivos para todos os adultos. Os idosos com deficiência visual estão entre o grupo dos menos ativos fisicamente. Isso pode reduzir o bem-estar, que o Tai Chi ajuda a restaurar.
O equilíbrio é fundamental para os idosos, que podem se ferir gravamente em quedas. A prática do Tai Chi fortalece os músculos e melhora o equilíbrio, ajudando a evitar acidentes.
Pesquisadores do Centro Leste-Oeste de Ciências de Reabilitação da Universidade Politécnica de Hong Kong fizeram uma experiência com 40 pessoas de mais de 70 anos. Durante 16 semanas. esse grupo fez treinos de Tai Chi de 90 minutos três vezes por semana.
O exercício enfatiza a mudança da posição do peso do corpo em diferentes direções, a rotação da cabeça e do tronco, e a consciência do alinhamento do corpo.
A medicina sabe há muito que o exercício físico regular tem efeitos fisiológicos e psicológicos positivos para todos os adultos. Os idosos com deficiência visual estão entre o grupo dos menos ativos fisicamente. Isso pode reduzir o bem-estar, que o Tai Chi ajuda a restaurar.
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
Estresse e depressão apressam envelhecimento
Quem é submetido a estresse ou depressão crônicas tem telômeros mais curtos nas células brancas do sangue, e isso é um sinal de envelhecimento mais rápido, concluíram pesquisadores das Universidades de Umea, Estocolmo e Linköping, na Suécia; e de Antuérpia, na Bélgica.
Os telômeros são a parte externa dos cromossomos, a estrutura da céula onde estão os genes. Com a idade, os telômeros encurtam. O estresse e a depressão aceleram esse processo.
Em artigo na revista Biological Psychiatry, a equipe liderada pelo Dr. Rolf Adolfsson afirma que o comprimento dos telômeros pode ser usado como medidor da idade biológica. Está ligado a doenças da senilidade, envelhecimento e estilos de vida pouco saudáveis.
O estudo incluiu 91 pacientes com depressão crônica. Outras 451 pessoas foram usadas como grupo de controle. Os comprimentos dos telômeros dos glóbulos brancos foram menores do que os do grupo de controle.
"A experiência revelou que os níveis de cortisol indicativos de estresse crônico são associados a telômeros menores tanto em pacientes deprimidos como em pessoas saudáveis", declarou Mikael Wikgren, um doutorando que participou da pesquisa. Mostrou ainda como a regulação do cortisol interfere na depressão .
Os telômeros são a parte externa dos cromossomos, a estrutura da céula onde estão os genes. Com a idade, os telômeros encurtam. O estresse e a depressão aceleram esse processo.
Em artigo na revista Biological Psychiatry, a equipe liderada pelo Dr. Rolf Adolfsson afirma que o comprimento dos telômeros pode ser usado como medidor da idade biológica. Está ligado a doenças da senilidade, envelhecimento e estilos de vida pouco saudáveis.
O estudo incluiu 91 pacientes com depressão crônica. Outras 451 pessoas foram usadas como grupo de controle. Os comprimentos dos telômeros dos glóbulos brancos foram menores do que os do grupo de controle.
"A experiência revelou que os níveis de cortisol indicativos de estresse crônico são associados a telômeros menores tanto em pacientes deprimidos como em pessoas saudáveis", declarou Mikael Wikgren, um doutorando que participou da pesquisa. Mostrou ainda como a regulação do cortisol interfere na depressão .
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
Estudos descobrem como atrasar envelhecimento
Duas pesquisas científicas anunciadas ontem e hoje trazem novas esperanças de retardar o envelhecimento e prolongar a vida saudável.
Cientistas britânicos que investigavam o envelhecimento precoce em crianças descobriram um medicamento capaz de regenerar o ácido desoxirribonucleico (DNA, do inglês) e reduzir e atrasar o declínio na idade avançada.
"Nossa descoberta é um passo importante no tratamento de crianças com progeria e ajudar os idosos a levar vidas sem tantas debilidades", declarou hoje o professor Chris Hutchison, do Instituto de Biofísica da Universidade de Durham, na Inglaterra. "Estamos numa fase inicial, mas há uma possibilidade de ajudar pessoas 70, 80 anos ou mais."
O estudo divulgado na revista acadêmica Human Molecular Genetics descobriu que um fármaco chamado N-acetil cisteína consegue reduzir a presença de moléculas causadoras que danificam as células e o DNA.
Na França, pesquisadores do Instituto de Genômica Funcional conseguiram recuperar a juventude de células doadas por centenários ao fazê-las regredir ao estágio de células-tronco. As conclusões foram publicadas ontem na revista Genes & Development.
As células velhas foram reprogramadas em laboratório para se transformar em células-tronco pluripotentes induzidas (iPSC, do inglês). Desta maneira, recuperaram a juventude e as característas das células-tronco embrionárias, capazes de originar todas as células e tecidos humanos.
Desde 2007, os cientistas conseguem transformar células adultas em células tronco pluripotentes. Agora, a equipe do Dr. Jean-Marc Lemaitre superou um obstáculo a senescência, última etapa do envelhecimento celular.
Primeiro, sua equipe multiplicou células da pele de um homem de 74 anos até que elas parecem de se reproduzir, o indicador da senescência. A seguir, eles usaram seis fatores genéticos de transcrição.
"Os marcadores de idade das células desapareceram e as células-tronco que geramos podem produzir células funcionais de todos os tipos", afirmou Lemaitre.
A experiência foi repetida com células de 92, 94, 96 e até 101 anos. Conclusão: "A idade das células não é barreira para a reprogramação".
Cientistas britânicos que investigavam o envelhecimento precoce em crianças descobriram um medicamento capaz de regenerar o ácido desoxirribonucleico (DNA, do inglês) e reduzir e atrasar o declínio na idade avançada.
"Nossa descoberta é um passo importante no tratamento de crianças com progeria e ajudar os idosos a levar vidas sem tantas debilidades", declarou hoje o professor Chris Hutchison, do Instituto de Biofísica da Universidade de Durham, na Inglaterra. "Estamos numa fase inicial, mas há uma possibilidade de ajudar pessoas 70, 80 anos ou mais."
O estudo divulgado na revista acadêmica Human Molecular Genetics descobriu que um fármaco chamado N-acetil cisteína consegue reduzir a presença de moléculas causadoras que danificam as células e o DNA.
Na França, pesquisadores do Instituto de Genômica Funcional conseguiram recuperar a juventude de células doadas por centenários ao fazê-las regredir ao estágio de células-tronco. As conclusões foram publicadas ontem na revista Genes & Development.
As células velhas foram reprogramadas em laboratório para se transformar em células-tronco pluripotentes induzidas (iPSC, do inglês). Desta maneira, recuperaram a juventude e as característas das células-tronco embrionárias, capazes de originar todas as células e tecidos humanos.
Desde 2007, os cientistas conseguem transformar células adultas em células tronco pluripotentes. Agora, a equipe do Dr. Jean-Marc Lemaitre superou um obstáculo a senescência, última etapa do envelhecimento celular.
Primeiro, sua equipe multiplicou células da pele de um homem de 74 anos até que elas parecem de se reproduzir, o indicador da senescência. A seguir, eles usaram seis fatores genéticos de transcrição.
"Os marcadores de idade das células desapareceram e as células-tronco que geramos podem produzir células funcionais de todos os tipos", afirmou Lemaitre.
A experiência foi repetida com células de 92, 94, 96 e até 101 anos. Conclusão: "A idade das células não é barreira para a reprogramação".
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