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segunda-feira, 27 de agosto de 2018

Rússia prende líder da oposição semanas antes de eleições regionais

A duas semanas das eleições regionais de 9 de setembro, o principal líder da oposição na Rússia, o advogado e blogueiro anticorrupção Alexei Navalny, foi preso no sábado por 30 dias sem justificativa, mas continuou convocando seus seguidores a se manifestar, noticiou a agência Reuters.

O protesto é contra a proposta do ditador Vladimir Putin de aumentar gradualmente a idade mínima para aposentadoria na Rússia, de 60 para 65 homens e de 55 para 63 anos para mulheres.

Com base em processos forjados pelo regime, Navalny foi impedido de disputar a eleição presidencial de março com o ditador.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Grécia prepara mais 15 mil demissões no setor público

Apesar dos protestos populares do lado de fora, o Parlamento da Grécia aprovou ontem uma medida que vai permitir a demissão de mais 15 mil funcionários públicos, que tinham estabilidade no emprego.

Em troca, o país vai receber uma nova parcela de 8,8 bilhões de euros (US$ 11,5 bilhões) do empréstimo de emergência negociado com a União Europeia (UE) e o Fundo Monetário Internacional (FMI).

A Grécia não cresce há seis anos. Sua economia só deve retomar a expansão em 2014. Um em cada quatro trabalhadores gregos é funcionário público. As novas demissões vão agravar o desemprego, que já atinge 27% da população em idade de trabalhar.

Outras medidas já aprovadas para receber ajuda internacional incluíram a redução em 30% dos salários e aposentadorias do setor público, lembra a televisão americana CNN.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Raúl Castro fala em se aposentar

Ao receber em Havana o primeiro-ministro da Rússia, Dimitri Medvedev, o ditador Raúl Castro admitiu inesperadamente deixar o poder. No domingo, Raúl será reeleito presidente de Cuba para um segundo mandato de cinco anos.

Em 2006, Raúl substituiu o irmão Fidel, que ficou gravamente doente, primeiro interinamente e depois  definitivamente, a partir de 2008. Agora, aconselhou os jornalistas a prestarem atenção no discurso de domingo na Assembleia Nacional.

"Vou fazer 82 anos", disse Raúl quando caminhava ao lado de Medvedev. "Tenho direito a uma aposentadoria, vocês não acham?"

Diante da surpresa dos repórteres, Raúl insistiu no assunto: "Por que estão tão incrédulos?" Em seguida, falou para ficarem atentos à sua posse: "Será um discurso interessante. Prestem a atenção".

Como ele propôs a limitação do exercício de cargos públicos a um máximo de dois mandatos, imagina-se que Raúl possa anunciar regras para sua sucessão.

Desde que assumiu o poder, Raúl Castro iniciou uma série de reformas como a autorização para abertura de microempresas como bares, restaurantes e oficinas, o uso de telefones celulares e mais recentemente o direito de viajar ao exterior. No plano político, mantém a ditadura de partido único e eleições de um candidato só.

Cuba sofre um embargo econômico dos Estados Unidos há 51 anos, desde que as propriedades de americanos foram confiscadas na ilha quando a revolução liderada por Fidel assumiu um caráter socialista. A partir de 1991, o boicote virou lei aprovada pelo Congresso. Só pode ser levantado quando os irmãos Castro deixarem o poder.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Japão deve elevar idade para aposentadoria, diz FMI

Com uma população que envelhece e uma dívida pública de cerca de 230% do produto interno bruto, a maior de um país desenvolvido, o Japão acaba de receber um conselho do Fundo Monetário Internacional: é preciso aumentar a idade para aposentadoria para salvar o sistema previdenciário.

Pelo estudo do FMI, isto teria um efeito positivo sobre o crescimento a longo prazo da terceira maior economia do mundo, aliviando a pressão sobre os trabalhadores mais jovens. Outra opção é reduzir os benefícios fiscais para aposentados de renda alta e cobrar contribuições pelos dependentes incluídos como beneficiários.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Grandes protestos marcam greve geral na França

Entre 1,1 milhão e 2,5 milhões de pessoas marcharam hoje em várias cidades da França, durante uma greve geral de protesto contra o aumento da idade mínima para aposentadoria de 60 para 62 anos, estimam as centrais sindicais francesas.

No dia de protesto anterior contra a reforma previdenciária do presidente Nicolas Sarkozy, 24 de junho, a participação popular tinha sido estimada entre 800 mil e 2 milhões de pessoas.