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domingo, 25 de julho de 2021

Brasil tem menor média de mortes desde 23 de fevereiro

 Mais 499 mortes e 18.714 infecções registradas neste domingo, o Brasil chegou a 19.685.616 casos confirmados e 549.999 óbitos pela doença do coronavírus de 2019. A média diária de mortes dos últimos sete dias caiu 15% em duas semanas para 1.105. A média de casos ficou estável em 44.685.

 O total de casos confirmados no mundo está em 192.092.488, com 4.158.649. Cerca de 176,5 milhões de pacientes se recuperaram, embora muitos enfrentam sequelas, a chamada covid longa, 11,35 milhões apresentam casos leves ou médios e 84.405 estão em estado grave.

Depois de quatro dias e quatro noites de debate, a Assembleia Nacional e o Senado da França aprovaram a extensão do passe sanitário (certificado de vacinação completa, teste PCR negativo ou atestado de que teve a doença) nos locais de lazer com mais de 50 pessoas, a vacinação obrigatória para profissionais de saúde e o isolamento de quem pegar a covid-19. As medidas entram em vigor em 1º de agosto para adultos e em 30 de setembro para menores.

Diante da Assembleia Nacional, sob protestos da direita e da esquerda radical, o ministro da Saúde, Olivier Véran, defendeu as medidas consideradas autoritárias pela oposição. Argumentou que criam uma equilíbrio "justo e eficaz" entre "nossa liberdade e a proteção da saúde". Ele prometeu fazer "um uso parcimonioso".

Durante o fim de semana, mais de 160 mil pessoas protestaram contra o passe sanitário nas ruas da Paris e das principais cidades da França. Também há manifestações contra nos Estados Unidos, onde alguns estados querem obrigar os profissionais de saúde a se vacinar e algumas empresas e universidades também querem impor esta exigência.

Nos EUA, foram notificadas mais 13.312 infecções e 32 mortes, possivelmente por subnotificação no fim de semana. A média diária de casos novos dos últimos sete dias subiu 170% em duas semanas para 51.939. A média diária de mortes aumentou 20% em duas semanas para 269. Os EUA têm o maior número de casos confirmados (34.443.761) e de mortes (610.891).

A Índia registrou 39.361 casos novos e 416 mortes. O país sofreu uma segunda onda terrível com pico em maio com mais de 400 mil infecções e 4 mil mortes notificadas por dia. Tem o segundo maior número de casos confirmados (31.409.639) e o segundo de mortes (420.967).

Com mais 2,1 milhões de doses de vacinas aplicadas neste domingo, a Índia aplicou até agora 435,2 milhões de doses. Fica atrás apenas da China, com 1,55 bilhão de doses.

O Brasil aplicou um total de 133 milhões de doses, sendo que 95,48 milhões tomaram ao menos uma dose e 37,55 milhões (17,63% da população brasileira) plenamente vacinados.

A companhia farmacêutica japonesa Shionogi iniciou testes clínicos, em seres humanos, de um remédio em comprimido para curar a covid-19 em uma semana. Entra na corrida com a Merck e a Pfizer para desenvolver um medicamento capaz de neutralizar o coronavírus.

Com sede em Osaka, a Shionogi ajudou a desenvolver o remédio anticolesterol Crestor. O tratamento prevê um comprimido por dia. Os testes começaram neste mês. Devem ir até o próximo ano. O tratamento de Pfizer, com um medicamento a ser tomado duas vezes ao dia, pode chegar ao mercado antes do fim do ano.

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Nanorrobôs atacam tumores cancerosos com precisão

Um exército de nanorrobôs é capaz de atacar células cancerosas sem afetar os tecidos sadios ao redor, concluíram pesquisadores da Escola Politécnica de Montreal, da Universidade de Montreal e da Universidade McGill, do Canadá.

Os agentes nanorrobóticos desenvolvidos na pesquisa conseguem navegar na corrente sanguínea para administrar com precisão medicamentos visando especificamente as células ativas nos tumores cancerosos.

Com a nova técnica, a dose dos medicamentos contra o câncer, altamente tóxicos para o organismo humano, pode ser bem menor, reduzindo os efeitos colaterais do tratamento, afirmam os cientistas em artigo publicado na revista Nature Nanotechnology sob o título Bactéria magnetoaerotática entrega nanolipossomas com medicamentos em regiões de tumores hipóxicos.

"Este exército de agentes nanorrobóticos é de fato constituído por mais de 100 milhões de bactérias flageladas - e portanto autopropulsoras - e carregadas de medicamentos que se deslocam e fazem o caminho mais direto entre o ponto de injeção do medicamento e a parte do corpo a ser tratada", explica o professor Sylvain Martel, pesquisador catedrático em nanorrobótica médica, diretor do Laboratório de Nanorrobótica da Escola Politécnica de Montreal e chefe da pesquisa.

A eficiência é muito maior: "A força da propulsão do medicamento foi suficiente para percorrer eficazmente o trajeto e penetrar profundamente nos tumores."

Neste movimento, as bactérias combinam dois sistemas de navegação. Uma espécie de bússola criada pela síntese de uma cadeia de nanopartículas magnéticas dá a orientação, enquanto um sensor da concentração de oxigênio permite chegar às zonas ativas de um tumor e ficar lá.

Ao expor as bactérias a um campo magnético controlado por computador, os pesquisadores mostraram que as bactérias podem fazer perfeitamente o que se imagina que nanorrobôs artificiais façam no futuro.

"Esta nova utilização de nanotransportadores terá impacto não somente na criação de conceitos de engenharia e métodos de intervenção inéditos. Abre também uma grande via para a síntese de novos vetores de medicamentos, de exames de imagem e de diagnóstico", acrescentou o professor Martel.

"A quimioterapia, se é tóxica para o corpo humano, poderia utilizar esses nanorrobôs naturais para levar os medicamentos diretamente ao alvo, o que permitiria eliminar os efeitos colaterais desagradáveis aumento a eficácia do tratamento."

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Massachusetts contesta preço de medicamentos contra hepatite C

Em carta ao laboratório Gilead, a procuradora-geral do estado de Massachusetts, nos Estados Unidos, pressionou a companhia farmacêutica a baixar o preços dos tratamentos contra a hepatite C com os medicamentos Sovaldi e Harvoni, que custam US$ 84 mil a US$ 94,5 mil, alegando que violam a lei estadual, revelou hoje a agência de notícias Reuters.

"Meu escritório está examinando se a estratégia de preços da Gilead em relação a Sovaldi e Harvoni pode constituir uma prática comercial desleal em violação à lei de Massachusetts", afirmou a procuradora-geral Maura Healey carta de 22 de janeiro.

Healey acusou a política de preços do laboratório de "permitir que a hepatite C continue se propagando entre populações vulneráveis, ao contrário de erradicar a doença, num grande dano ao público."

Ao se defender, a empresa concordou "com a procuradora-geral quanto à importância de ajudar todos os pacientes com hepatite C - e o advento de novos tratamentos seguros e efetivos nos permite agora considerar a possibilidade de erradicar a doença", declarou a porta-voz Amy Flood.

Os dois tratamentos permitem curar 90% dos casos de hepatite C, num grande avanço em relação ao tratamento mais usado atualmente, com base em injeções semanais de interferon peguilado e a ingestão diária de ribaverina durante um período de seis meses. É um tratado difícil, cheio de efeitos colaterais e às vezes ineficiente.

segunda-feira, 11 de maio de 2015

OMS pede queda no preço de medicamentos contra hepatite C

A Organização Mundial da Saúde acaba de acrescentar novos tratamentos para cura da hepatite C à sua lista de medicamentos essenciais, mas adverte que os preços precisam cair para se tornar acessíveis aos doentes de países pobres, informou hoje a agência Reuters.

Cerca de 150 milhões de pessoas no mundo inteiro têm o vírus da hepatite C. A doença mata meio milhão de pessoas por ano, de acordo com a agência das Nações Unidas. O tratamento era feito com 26 injeções semanais de interferon peguilado e doses diárias de ribaverina, tomada por via oral.

Além de não funcionar em todos os casos, o tratamento com interferon apresenta fortes efeitos colaterais, como febre, coriza, mal-estar, depressão, falta de apetite e de energia.

Um novo medicamento chamado Sovaldi, do laboratório Gilead, revolucionou o tratamento, reduzindo o tempo para dois meses, em vez de seis. Mas cada comprimido custa US$ 1 mil.

"Sem estratégias uniformes para tornar estes medicamentos mais acessíveis globalmente, o potencial para ganhos de saúde pública será consideravelmente diminuído", declarou a diretora-geral adjunta da OMS, Marie-Paule Kieny.

A Lista de Medicamentos Essenciais da OMS é atualizada a cada dois anos. A última versão saiu na sexta-feira passada.

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Novo remédio cura hepatite C em 12 semanas

Um novo tratamento contra o vírus da hepatite C com base num medicamento chamado sofosbuvir promete eliminar totalmente a doença em 12 semanas. O problema é o preço.

Depois de anos sem novos remédios de grande alcance, a indústria farmacêutica vê no combate à hepatite C, uma doença que atinge 170 milhões de pessoas no mundo inteiro, uma oportunidade de ganhar bilhões de dólares. Nos Estados Unidos, o laboratório Gilead, da Califórnia, vende o tratamento a US$ 84 mil, mais de R$ 200 mil.

"Novos medicamentos orais que estarão disponíveis daqui a poucos meses vão revolucionar o tratamento da hepatite C", declarou a organização não governamental Médicos Sem Fronteiras antes de um debate na Organização Mundial da Saúde (OMS). "No entanto, para que os programas governamentais possam ser ampliados e atacar a epidemia em sua dimensão real, os preços têm de ser pagáveis."

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Novo medicamento aumenta cura de hepatite C

Na terceira fase de testes, um novo medicamento contra a hepatite C conseguiu eliminar os vírus com os genótipos 2 e 3 em 73% dos pacientes depois de 16 semanas de tratamento, anunciou hoje o laboratório Gilead Sciences.

O tratamento combinou o novo remédio sofosbuvir com a ribaverina, que já usada no combate à doença junto com o interferon peguilado. Em 12 semanas, a metade dos pacientes não tinha mais o vírus, número que subiu para 73% em 16 semanas.

Fadiga, dor de cabeça, insônia e náusea foram os principais efeitos colaterais.

"Com os resultados positivos dos testes da fase 4 em mãos, a Gilead deve encaminhar no segundo trimestre pedidos de autorização aos órgãos reguladores dos Estados Unidos e da Europa", declarou o diretor de pesquisas científicas do laboratório, Norbert Bischofberger, citado pela agência de notícias Reuters.

O sofosbuvir também foi tolerado por pacientes que não suportaram o tratamento com interferon.

terça-feira, 15 de maio de 2012

EUA apressam aprovação de remédio anti-hepatite C

A Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA, do inglês), órgão regulador dos Estados Unidos,  colocou em tramitação rápida o processo de aprovação do remédio contra a hepatite C conhecido provisoriamente como ACH-3102, do laboratório Achillion Pharmaceuticals, que está em fase inicial de testes.

En janeiro, o laboratório tinha obtido tramitação rápida para outro pedido de aprovação de medicamento contra a hepatite C, o ACH-1625, que está em meio ao período de experiências clínicas.

A hepatite C, causada pelo vírus HCV, é uma doença do fígado transmitida por sangue contaminado que se torna crônica em 85% dos casos. É uma infecção silenciosa. Às vezes, só é detectada em estado avançado, quando provoca cirrose e, em casos extremos, câncer de fígado.

No momento, o tratamento é feito com uma injeção por semana de interferon peguilado acompanhado de um comprimido por dia de ribaverina, durante um período de 26 semanas ou seis meses.

É penoso. Tem diversos efeitos colaterais como queda da imunidade, falta de energia, alterações do humor, febre, náusea e congestão nasal. O prognóstico de cura vai de 50% a 88% dos casos, dependendo do tipo de vírus.

O mercado para o tratamento da hepatite C deve movimentar US$ 15 bilhões em 2019. A expectativa é que surjam terapias mais eficientes e menos penosas, mais curtas e com menos efeitos colaterais.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Estudos descobrem como atrasar envelhecimento

Duas pesquisas científicas anunciadas ontem e hoje trazem novas esperanças de retardar o envelhecimento e prolongar a vida saudável.

Cientistas britânicos que investigavam o envelhecimento precoce em crianças descobriram um medicamento capaz de regenerar o ácido desoxirribonucleico (DNA, do inglês) e reduzir e atrasar o declínio na idade avançada.

"Nossa descoberta é um passo importante no tratamento de crianças com progeria e ajudar os idosos a levar vidas sem tantas debilidades", declarou hoje o professor Chris Hutchison, do Instituto de Biofísica da Universidade de Durham, na Inglaterra. "Estamos numa fase inicial, mas há uma possibilidade de ajudar pessoas 70, 80 anos ou mais."

O estudo divulgado na revista acadêmica Human Molecular Genetics descobriu que um fármaco chamado N-acetil cisteína consegue reduzir a presença de moléculas causadoras que danificam as células e o DNA.

Na França, pesquisadores do Instituto de Genômica Funcional conseguiram recuperar a juventude de células doadas por centenários ao fazê-las regredir ao estágio de células-tronco. As conclusões foram publicadas ontem na revista Genes & Development.

As células velhas foram reprogramadas em laboratório para se transformar em células-tronco pluripotentes induzidas (iPSC, do inglês). Desta maneira, recuperaram a juventude e as característas das células-tronco embrionárias, capazes de originar todas as células e tecidos humanos.

Desde 2007, os cientistas conseguem transformar células adultas em células tronco pluripotentes. Agora, a equipe do Dr. Jean-Marc Lemaitre superou um obstáculo a senescência, última etapa do envelhecimento celular.

Primeiro, sua equipe multiplicou células da pele de um homem de 74 anos até que elas parecem de se reproduzir, o indicador da senescência. A seguir, eles usaram seis fatores genéticos de transcrição.

"Os marcadores de idade das células desapareceram e as células-tronco que geramos podem produzir células funcionais de todos os tipos", afirmou Lemaitre.

A experiência foi repetida com células de 92, 94, 96 e até 101 anos. Conclusão: "A idade das células não é barreira para a reprogramação".