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segunda-feira, 20 de abril de 2020

China corta taxas básicas de juros pela segunda vez em 2020

A China cortou hoje de 4.05% para 3,85% ao ano a taxa básica de juros de curto prazo (um ano) e de 4,75% para 4,65% a taxa básica de juros para empréstimos de cinco anos. Foi o segundo corte do ano. 

Berço da pandemia do novo coronavírus, a economia da China sofreu uma queda de 6,8% no primeiro trimestre do ano em comparação com o ano anterior. O país não termina o ano com retração da economia desde 1976, ano da morte do ditador Mao Tsé-tung e do fim da Grande Revolução Cultural Proletária, que arruinou o país.

As bolsas de valores da China e de Hong Kong começaram o pregão operando perto da estabilidade. No Japão, o índice Nikkei caiu 1,03% durante a manhã.

O preço do petróleo tipo West Texas Intermediate, do Golfo do México, padrão do mercado americano, caiu 14,4% na Ásia para US$ 15,64 por barril. O petróleo do tipo Brent, do Mar do Norte, padrão do mercado europeu, caiu 0,85% para US$ 27,84 por barril.

Na sexta-feira, a Bolsa de Nova York fechou em alta de 3% diante de notícias de o medicamento remdesivir, dos laboratórios Gilead, está conseguindo aliviar os sintomas mais graves da doença do coronavírus de 2019 (covid-19).

sábado, 18 de abril de 2020

Bolsas sobem com esperança em medicamento contra a covid-19

Os Estados Unidos batem um novo recorde de mortes pela pandemia do novo coronavírus. Foram 4 mil 591 mortes em 24 horas. A China admite que houve 50 por cento mais mortes em Wuhan, onde houve o primeiro surto, do que anunciado anteriormente. Com mais mil 290 óbitos, o total chegou a 4.632 em 82.692 casos, letalidade de 5,6%. 

Pelo menos 300 mil africanos devem morrer da covid-19, prevê a Comissão Econômica das Nações Unidas para a África. E as bolsas sobem diante da notícia de um medicamento eficaz no combate à doença fabricado pelo laboratório Gilead.

No mundo inteiro, são quase 2,250 milhão de casos, 154.126 mortes e mais de 570 mil pacientes curados, mortalidade de 6,85%.

Os Estados Unidos têm mais de 709 mil casos confirmados e mais de 37 mil mortes, letalidade de 5,24%. 

Na Itália, são 22.745 mortes em mais de 172 mil casos confirmados, mortalidade de 13,19%. 

A Espanha registrou nesta sexta-feira 585 mortes, mais 34 do que ontem, mas muito abaixo das mais de 700 mortes na Espanha, segundo país em número de casos e terceiro em óbitos. A letalidade é de 10,48%. 

A França tem mais 761 mortes em 24 horas, elevando o total para 18.681 em quase 148 mil casos confirmados, mortalidade de 12,62%. 

No Reino Unido, houve mais 847 mortes, aumentando o total para 14.576 óbitos em 108.692 casos registrados, a maior letalidade, 12,31%.

Aqui no Brasil, com mais 217 mortes em 24 horas, o total passou de duas mil mortes, chegando a 2.141 mortes em 33.682 casos. Ao dar posse ao novo ministro da Saúde, Nelson Teich, o presidente Jair Bolsonaro voltou a insistir na reativação da economia para combater o desemprego e repetiu que “o remédio não pode ser pior do que a doença". Meu comentário:

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Massachusetts contesta preço de medicamentos contra hepatite C

Em carta ao laboratório Gilead, a procuradora-geral do estado de Massachusetts, nos Estados Unidos, pressionou a companhia farmacêutica a baixar o preços dos tratamentos contra a hepatite C com os medicamentos Sovaldi e Harvoni, que custam US$ 84 mil a US$ 94,5 mil, alegando que violam a lei estadual, revelou hoje a agência de notícias Reuters.

"Meu escritório está examinando se a estratégia de preços da Gilead em relação a Sovaldi e Harvoni pode constituir uma prática comercial desleal em violação à lei de Massachusetts", afirmou a procuradora-geral Maura Healey carta de 22 de janeiro.

Healey acusou a política de preços do laboratório de "permitir que a hepatite C continue se propagando entre populações vulneráveis, ao contrário de erradicar a doença, num grande dano ao público."

Ao se defender, a empresa concordou "com a procuradora-geral quanto à importância de ajudar todos os pacientes com hepatite C - e o advento de novos tratamentos seguros e efetivos nos permite agora considerar a possibilidade de erradicar a doença", declarou a porta-voz Amy Flood.

Os dois tratamentos permitem curar 90% dos casos de hepatite C, num grande avanço em relação ao tratamento mais usado atualmente, com base em injeções semanais de interferon peguilado e a ingestão diária de ribaverina durante um período de seis meses. É um tratado difícil, cheio de efeitos colaterais e às vezes ineficiente.

segunda-feira, 11 de maio de 2015

OMS pede queda no preço de medicamentos contra hepatite C

A Organização Mundial da Saúde acaba de acrescentar novos tratamentos para cura da hepatite C à sua lista de medicamentos essenciais, mas adverte que os preços precisam cair para se tornar acessíveis aos doentes de países pobres, informou hoje a agência Reuters.

Cerca de 150 milhões de pessoas no mundo inteiro têm o vírus da hepatite C. A doença mata meio milhão de pessoas por ano, de acordo com a agência das Nações Unidas. O tratamento era feito com 26 injeções semanais de interferon peguilado e doses diárias de ribaverina, tomada por via oral.

Além de não funcionar em todos os casos, o tratamento com interferon apresenta fortes efeitos colaterais, como febre, coriza, mal-estar, depressão, falta de apetite e de energia.

Um novo medicamento chamado Sovaldi, do laboratório Gilead, revolucionou o tratamento, reduzindo o tempo para dois meses, em vez de seis. Mas cada comprimido custa US$ 1 mil.

"Sem estratégias uniformes para tornar estes medicamentos mais acessíveis globalmente, o potencial para ganhos de saúde pública será consideravelmente diminuído", declarou a diretora-geral adjunta da OMS, Marie-Paule Kieny.

A Lista de Medicamentos Essenciais da OMS é atualizada a cada dois anos. A última versão saiu na sexta-feira passada.

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Novo remédio cura hepatite C em 12 semanas

Um novo tratamento contra o vírus da hepatite C com base num medicamento chamado sofosbuvir promete eliminar totalmente a doença em 12 semanas. O problema é o preço.

Depois de anos sem novos remédios de grande alcance, a indústria farmacêutica vê no combate à hepatite C, uma doença que atinge 170 milhões de pessoas no mundo inteiro, uma oportunidade de ganhar bilhões de dólares. Nos Estados Unidos, o laboratório Gilead, da Califórnia, vende o tratamento a US$ 84 mil, mais de R$ 200 mil.

"Novos medicamentos orais que estarão disponíveis daqui a poucos meses vão revolucionar o tratamento da hepatite C", declarou a organização não governamental Médicos Sem Fronteiras antes de um debate na Organização Mundial da Saúde (OMS). "No entanto, para que os programas governamentais possam ser ampliados e atacar a epidemia em sua dimensão real, os preços têm de ser pagáveis."

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Novo medicamento aumenta cura de hepatite C

Na terceira fase de testes, um novo medicamento contra a hepatite C conseguiu eliminar os vírus com os genótipos 2 e 3 em 73% dos pacientes depois de 16 semanas de tratamento, anunciou hoje o laboratório Gilead Sciences.

O tratamento combinou o novo remédio sofosbuvir com a ribaverina, que já usada no combate à doença junto com o interferon peguilado. Em 12 semanas, a metade dos pacientes não tinha mais o vírus, número que subiu para 73% em 16 semanas.

Fadiga, dor de cabeça, insônia e náusea foram os principais efeitos colaterais.

"Com os resultados positivos dos testes da fase 4 em mãos, a Gilead deve encaminhar no segundo trimestre pedidos de autorização aos órgãos reguladores dos Estados Unidos e da Europa", declarou o diretor de pesquisas científicas do laboratório, Norbert Bischofberger, citado pela agência de notícias Reuters.

O sofosbuvir também foi tolerado por pacientes que não suportaram o tratamento com interferon.