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segunda-feira, 5 de outubro de 2020

Descoberta do vírus da hepatite C dá Prêmio Nobel de Medicina de 2020

Um grande avanço da ciência que permite erradicar uma doença mortal

Três cientistas, os médicos americanos Harvey Alter e Charles Rice e o britânico Michael Houghton, foram agraciados hoje com o Prêmio Nobel de Medicina e Fisiologia de 2020 por identificar o vírus da hepatite C. É uma doença silenciosa transmitida pelo sangue que afeta cerca de 71 milhões de pessoas no mundo inteiro e causa cirrose e câncer no fígado, matando cerca de 400 mil pessoas por ano. Eles vão dividir o prêmio de 10 milhões de coroas suecas, cerca de R$ 6,168 milhões.

"Antes do trabalho deles, as descobertas dos vírus das hepatites A e B foram decisivos", declarou em Estocolmo o Comitê do Nobel do Instituto Karolinska, da Academia Real de Ciências da Suécia. "A descoberta do vírus da hepatite C revelou a causa dos outros casos de hepatite crônica e tornou possível o desenvolvimento de exames de sangue e de novos medicamentos que salvaram milhões de vidas. Pela primeira vez, a doença pôde ser curada, criando a esperança de erradicar o vírus da hepatite C."

O tratamento atual, com dois comprimidos por dia tomados durante 12 semanas, cura 95% dos casos. No Brasil, estima-se que haja 600 a 700 mil casos e de 15 a 20 mil mortes por ano pela doença. O Sistema Único de Saúde (SUS) fornece os medicamentos de graça. Todas as pessoas que fizeram grandes cirurgias há mais de 20 anos, receberam transfusões de sangue antes de 1995 ou usaram drogas injetáveis devem fazer o exame.

Leia mais em Quarentena News.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020

Casos de câncer devem aumentar 60% em duas décadas

O câncer avança pelo mundo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) prevê um aumento de 60% no número de casos nos próximos 20 anos. O álcool, o tabagismo, as carnes processadas, a obesidade e a poluição são os principais responsáveis, noticiou hoje o jornal francês Le Monde.

O problema deve piorar especialmente nos países emergentes e em desenvolvimento. De acordo com um relatório de dois volumes divulgado hoje pela OMS e o Centro Internacional de Pesquisas sofre o câncer, em 2018, foram diagnosticados mais de 18 milhões e 100 mil novos casos no mundo inteiro. 

Entre 2012 e 2018, o aumento do número de pacientes cancerosos foi de 20 por cento, duas a três vezes mais do que o crescimento da população mundial. O total de mortes por câncer em 2018 foi de 9 milhões e seiscentas mil. Meu comentário:
A Organização Mundial da Saúde recomenda investimentos na prevenção, na vacinação, na detecção precoce e no tratamento imediato. Para o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, “se identificarmos com dados científicos a situação de cada país e adotamos medidas sólidas de luta contra o câncer com cobertura universal de saúde e se mobilizarmos as partes diferentes para que trabalhem em conjunto, podemos salvar pelo menos 7 milhões de vidas nos próximos dez anos.”

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Massachusetts contesta preço de medicamentos contra hepatite C

Em carta ao laboratório Gilead, a procuradora-geral do estado de Massachusetts, nos Estados Unidos, pressionou a companhia farmacêutica a baixar o preços dos tratamentos contra a hepatite C com os medicamentos Sovaldi e Harvoni, que custam US$ 84 mil a US$ 94,5 mil, alegando que violam a lei estadual, revelou hoje a agência de notícias Reuters.

"Meu escritório está examinando se a estratégia de preços da Gilead em relação a Sovaldi e Harvoni pode constituir uma prática comercial desleal em violação à lei de Massachusetts", afirmou a procuradora-geral Maura Healey carta de 22 de janeiro.

Healey acusou a política de preços do laboratório de "permitir que a hepatite C continue se propagando entre populações vulneráveis, ao contrário de erradicar a doença, num grande dano ao público."

Ao se defender, a empresa concordou "com a procuradora-geral quanto à importância de ajudar todos os pacientes com hepatite C - e o advento de novos tratamentos seguros e efetivos nos permite agora considerar a possibilidade de erradicar a doença", declarou a porta-voz Amy Flood.

Os dois tratamentos permitem curar 90% dos casos de hepatite C, num grande avanço em relação ao tratamento mais usado atualmente, com base em injeções semanais de interferon peguilado e a ingestão diária de ribaverina durante um período de seis meses. É um tratado difícil, cheio de efeitos colaterais e às vezes ineficiente.

segunda-feira, 11 de maio de 2015

OMS pede queda no preço de medicamentos contra hepatite C

A Organização Mundial da Saúde acaba de acrescentar novos tratamentos para cura da hepatite C à sua lista de medicamentos essenciais, mas adverte que os preços precisam cair para se tornar acessíveis aos doentes de países pobres, informou hoje a agência Reuters.

Cerca de 150 milhões de pessoas no mundo inteiro têm o vírus da hepatite C. A doença mata meio milhão de pessoas por ano, de acordo com a agência das Nações Unidas. O tratamento era feito com 26 injeções semanais de interferon peguilado e doses diárias de ribaverina, tomada por via oral.

Além de não funcionar em todos os casos, o tratamento com interferon apresenta fortes efeitos colaterais, como febre, coriza, mal-estar, depressão, falta de apetite e de energia.

Um novo medicamento chamado Sovaldi, do laboratório Gilead, revolucionou o tratamento, reduzindo o tempo para dois meses, em vez de seis. Mas cada comprimido custa US$ 1 mil.

"Sem estratégias uniformes para tornar estes medicamentos mais acessíveis globalmente, o potencial para ganhos de saúde pública será consideravelmente diminuído", declarou a diretora-geral adjunta da OMS, Marie-Paule Kieny.

A Lista de Medicamentos Essenciais da OMS é atualizada a cada dois anos. A última versão saiu na sexta-feira passada.

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Novo remédio cura hepatite C em 12 semanas

Um novo tratamento contra o vírus da hepatite C com base num medicamento chamado sofosbuvir promete eliminar totalmente a doença em 12 semanas. O problema é o preço.

Depois de anos sem novos remédios de grande alcance, a indústria farmacêutica vê no combate à hepatite C, uma doença que atinge 170 milhões de pessoas no mundo inteiro, uma oportunidade de ganhar bilhões de dólares. Nos Estados Unidos, o laboratório Gilead, da Califórnia, vende o tratamento a US$ 84 mil, mais de R$ 200 mil.

"Novos medicamentos orais que estarão disponíveis daqui a poucos meses vão revolucionar o tratamento da hepatite C", declarou a organização não governamental Médicos Sem Fronteiras antes de um debate na Organização Mundial da Saúde (OMS). "No entanto, para que os programas governamentais possam ser ampliados e atacar a epidemia em sua dimensão real, os preços têm de ser pagáveis."

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Novo medicamento aumenta cura de hepatite C

Na terceira fase de testes, um novo medicamento contra a hepatite C conseguiu eliminar os vírus com os genótipos 2 e 3 em 73% dos pacientes depois de 16 semanas de tratamento, anunciou hoje o laboratório Gilead Sciences.

O tratamento combinou o novo remédio sofosbuvir com a ribaverina, que já usada no combate à doença junto com o interferon peguilado. Em 12 semanas, a metade dos pacientes não tinha mais o vírus, número que subiu para 73% em 16 semanas.

Fadiga, dor de cabeça, insônia e náusea foram os principais efeitos colaterais.

"Com os resultados positivos dos testes da fase 4 em mãos, a Gilead deve encaminhar no segundo trimestre pedidos de autorização aos órgãos reguladores dos Estados Unidos e da Europa", declarou o diretor de pesquisas científicas do laboratório, Norbert Bischofberger, citado pela agência de notícias Reuters.

O sofosbuvir também foi tolerado por pacientes que não suportaram o tratamento com interferon.

terça-feira, 15 de maio de 2012

EUA apressam aprovação de remédio anti-hepatite C

A Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA, do inglês), órgão regulador dos Estados Unidos,  colocou em tramitação rápida o processo de aprovação do remédio contra a hepatite C conhecido provisoriamente como ACH-3102, do laboratório Achillion Pharmaceuticals, que está em fase inicial de testes.

En janeiro, o laboratório tinha obtido tramitação rápida para outro pedido de aprovação de medicamento contra a hepatite C, o ACH-1625, que está em meio ao período de experiências clínicas.

A hepatite C, causada pelo vírus HCV, é uma doença do fígado transmitida por sangue contaminado que se torna crônica em 85% dos casos. É uma infecção silenciosa. Às vezes, só é detectada em estado avançado, quando provoca cirrose e, em casos extremos, câncer de fígado.

No momento, o tratamento é feito com uma injeção por semana de interferon peguilado acompanhado de um comprimido por dia de ribaverina, durante um período de 26 semanas ou seis meses.

É penoso. Tem diversos efeitos colaterais como queda da imunidade, falta de energia, alterações do humor, febre, náusea e congestão nasal. O prognóstico de cura vai de 50% a 88% dos casos, dependendo do tipo de vírus.

O mercado para o tratamento da hepatite C deve movimentar US$ 15 bilhões em 2019. A expectativa é que surjam terapias mais eficientes e menos penosas, mais curtas e com menos efeitos colaterais.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Cientistas descobrem fármacos anti-hepatite C

Cientistas dos Estados Unidos identificaram novos tipos de fármacos capazes de impedir a reprodução do vírus da Hepatite C, dando esperança de surgimento de uma nova geração de medicamentos para combater a doença crônica, que mata silenciosamente, causando cirrose hepática e câncer no fígado.