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quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Preços ao consumidor têm maior queda em oito meses nos EUA

Sob pressão da gasolina, o índice de preços ao consumidor dos Estados Unidos registrou em setembro a maior queda em oito meses. Ficou em -0,2% em setembro depois de uma baixa de 0,1% em agosto. A taxa anual está inalterada há quatro meses em 0,2% ao ano, mas os economistas não temem a deflação porque o núcleo do índice está em alta.

A inflação é um dos elementos centrais na decisão do Comitê do Mercado Aberto da Reserva Federal (Fed), o comitê de política monetária do banco central americano, mas seus membros se baseiam no núcleo do índice, expurgados os preços mais voláteis de energia e alimentos. Com a queda nos preços internacionais do petróleo desde junho de 2014, há uma pressão deflacionária no mundo inteiro.

Em setembro de 2015, o núcleo da inflação nos últimos 12 meses ficou em 1,9%, um pouco acima do 1,8% de agosto. Está perto da meta informal perseguida pelo Fed, de 1% a 2% ao ano. No mês passado, os preços da gasolina caíram 9% nos EUA depois de uma redução de 4,1% em agosto. Os preços dos alimentos subiram 0,4%, a maior alta desde maio. Os aluguéis de imóveis ficaram 0,4% mais caros após avançarem 0,3% em agosto.

Pelas últimas declarações dos diretores do Fed, a taxa básica de juros, praticamente zerada desde dezembro de 2008, não será elevada em outubro e talvez nem na última reunião do ano, em dezembro.

Além do núcleo da inflação se aproximar da meta, joga a favor de uma alta nos juros, o que não acontece desde 2006, a queda no número de novos pedidos de seguro-desemprego, que baixou na semana passada para o menor nível em 42 anos.

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Fed adia para fim do ano aumento dos juros nos EUA

Diante de uma inflação abaixo da meta, sem pressão para aumentar salários, e da desaceleração do crescimento da China, o banco central dos Estados Unidos decidiu hoje manter inalteradas suas taxas básicas de juros em praticamente zero. A expectativa é de que aumente até o fim do ano.

Em 18 de dezembro de 2008, para combater a Grande Recessão provocada pela falência do banco Lehman Brothers, o Comitê do Mercado Aberto da Reserva Federal (Fed) baixou sua taxa básica de juros para uma faixa de zero a 0,25% ao ano.

Naquela data, o índice de desemprego estava em 7,3%. Chegou ao pico de 10% em dezembro de 2008. Hoje está em 5,1%, perto dos 5% considerados pleno emprego pelos economistas americanos.

A economia cresceu em ritmo de 3,7% ao ano no segundo trimestre. Mas a inflação está em 0,3% ao ano, abaixo da meta informal perseguida pelo Fed de 1% a 2% ao ano, e os salários não aumentaram. Não há pressão inflacionária vinda dos salários e a queda nos preços do petróleo diminui os custos.

Ao mesmo tempo, a China, segunda maior economia do mundo sofre com a desaceleração do crescimento, a queda no comércio exterior e na produção industrial. O regime comunista chinês intervém no mercado financeiro para defender os investimentos de pequenos acionistas.

Na 55ª reunião desde dezembro de 2008, o comitê de política monetária do Fed decidiu cautelosamente adiar mais uma vez o início da normalização da política monetária.

"À luz dos acontecimentos que vimos e seus impactos nos mercados financeiros, queremos mais tempo para avaliar os prováveis impactos sobre os EUA", declarou a presidente do Fed, Janet Yellen, ao justificar a decisão, referindo-se à China e ao panorama internacional.

A decisão reflete a cautela da própria Janet Yellen, economista com doutorado na Universidade de Yale. Para evitar surpresas desagradáveis, ela costuma chegar nos aeroportos horas antes dos voos e prepara seus pronunciamentos durante semanas. O banco central não deve fazer surpresas.

Aumentar os juros agora, num momento de incerteza sobre o futuro da recuperação americana, iria contra sua natureza, observou o jornal The Wall Street Journal.

Dos 17 membros do comitê, 13 esperam uma alta de juros ainda em 2015. Em junho, eram 15. O comitê de política monetária do Fed tem mais duas reuniões marcadas para este ano, no fim de outubro e em meados de dezembro.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Fed acena com mais um programa de alívio

Diante da fraqueza da recuperação da economia dos Estados Unidos, a Reserva Federal (Fed), o banco central do país, está pronto para fazer um novo programa de "alívio quantitativo", indicam as minutas da última reunião do Comitê do Mercado Aberto, divulgadas hoje.

"Muitos membros julgam que uma acomodação monetária adicional provavelmente será necessária em breve a menos que novas informações apontem um fortalecimento substancial e sustentável no ritmo da recuperação econômica", diz o comunicado.

Como as taxas de juros estão em praticamente zero, para estimular a economia, o Fed compra títulos da dívida pública e outros papéis para jogar mais dinheiro em circulação.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Minuta do Fed derruba Bolsa de Nova York

Os diretores da Reserva Federal (Fed), o banco central dos Estados Unidos, estão preocupados com o impacto do endividamento público sobre a economia em geral. Vários acreditam que a fraqueza da recuperação pode exigir novas medidas de estímulo, indicam a minuta da reunião de 24 e 25 de abril do Comitê do Mercado Aberto, divulgadas hoje. A notícia derrubou a Bolsa de Nova York.

A bolsa operava em alta por causa do aumento acima do esperado na produção industrial americana. Mas, com a crise da Grécia e a minuta do Fed, a tendência se inverteu.

No fim do pregão, o índice Dow Jones caiu 0,26% para 12,598,55 pontos. A Nasdaq perdeu 0,68%, e o índice amplo S&P 500, 0,44%.

Aqui no Brasil, o índice Bovespa caiu 0,62% para 55.887 pontos.

Houve uma fuga para os títulos da dívida pública do Tesouro dos EUA. Os juros dos bônus de dez anos caíram para 1,76%.

domingo, 16 de março de 2008

Fed corta juros de empréstimos a bancos

O Federal Reserve Board (Fed), o banco central dos Estados Unidos, cortou a taxa de juros para empréstimos a instituições financeiras de 3,5% para 3,25% ao e aumentou os prazos para alivar a crise de crédito.

Na terça-feira, o Comitê do Mercado Aberto do Fed se reúne para cortar sua taxa básica de juros, hoje em 3%. Há um a expectativa no mercado de mais um corte profundo de até um ou mesmo 1,25 ponto percentual.

Um problema dessas ações drásticas é que o mercado desconfia que a situação seja ainda pior do que se sabe. Afinal, o Fed pode ter informações de que a crise na maior economia do mundo é mais grave.

Para o Brasil e o resto do mundo, a conseqüência de uma grande redução nos juros americanos é uma maior desvalorização do dólar.

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

"Crise hipotecária nos EUA piora em 2008"

A crise no mercado de crédito hipotecário para tomadores de segunda linha nos Estados Unidos só vai pior nos próximos dois anos, afirmou hoje Bill Gross, o diretor de investimentos do maior fundo de bônus do mundo.

Em entrevista à televisão CNBC, especializada em economia e negócios, Gross, do Pacific Investment Management (Pimco) previu que o mercado ainda terá absorver prejuízos de US$ 250 bilhões até o final deste ano e em 2008. Ele entende que os grandes bancos que anunciaram prejuízos de bilhões de dólares no terceiro semestre - Citigroup, Merrill Lynch e Bear Stearns - sofrerão perdas adicionais.

Sua recomendação: o Comitê do Mercado Aberto do Federal Reserve Board (Fed), o comitê de política monetária do banco central dos EUA, deve continuar a reduzir os juros, com o objetivo de fazer com que os juros do crédito hipotecário para 30 anos caiam para 5% ao ano, a fim de evitar novos calotes.

"O Fed está encurralado", analisou Gross. "Precisa combater a inflação, mas também tem de combater a deflação dos ativos imobiliários."

A Pimco, de Newport Beach, na Califórnia, é uma empresa de gerenciamento de aplicações em renda fixa.

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

EUA crescem 3,9% surpreendendo o mercado

A maior economia do mundo ignorou a recessão no setor habitacional e cresceu a um ritmo anual de 3,9% no terceiro trimestre do ano, o melhor desempenho em um ano e meio, anunciou hoje o Departamento do Comércio dos Estados Unidos. O mercado previra uma expansão de 3,4%.

Foi um crescimento bem distribuído, com forte participação de conumidores, exportações, investimentos em capital, gastos militares e estoques. O setor habitacional continua sendo o principal entrave à expansão da economia dos EUA, mas registrou um aumento nas construções em setembro.

"O crescimento foi substancialmente mais forte do que esperado. A economia chega ao final do ano num ritmo muito melhor do que previsto", comentou o economista Stephen Gallagher, analista do banco francês Société Générale nos EUA.

Outra pesquisa indicou que as empresas americanas contrataram 106 mil trabalhadores a mais do que demitiram em outubro

Apesar da alta nos preços dos produtos primários, especialmente do petróleo, o índice de preços amplo cresceu a uma taxa anualizada de 0,8%, a mais baixa em nove anos. Desde o governo John Kennedy (1961-63), a inflação para o consumidor não está tão baixa.

Essa foi a grande surpresa do relatório. O índice de preços ao consumidor ficou em 1,7% ao ano, e o núcleo do índice, excluídos os preços de energia e de alimentos, em 1,8%, dentro da meta informal perseguida pelo Federal Reserve Board (Fed), o banco central dos EUA, que é de 1% a 2% ao ano.

Os analistas acreditam que o forte crescimento do produto interno bruto (PIB) não impedirá que o Comitê do Mercado Aberto do Fed corte sua taxa básica de juros, hoje em 4,75% ao ano, em 0,25 pontos percentuais. Mas alguns economistas, como John Ryding, do banco de investimentos Bear Sterns, entende que o argumento para diminuir os juros ficou mais fraco.

A decisão será anunciada em algumas horas.

Desconfiança do consumidor abala o dólar

A moeda dos Estados Unidos caiu a seu nível mais baixo diante do euro por causa da queda na confiança do consumidor americano a seu nível mais baixo em dois anos. Uma das principais razões é o medo do desemprego.

Outra notícia ruim: o Índice Case-Shiller, que monitora os preços da casa própria em 20 cidades, registrou uma queda de 4,4% em agosto. Nas grandes cidades, a queda foi a maior em 16 anos.

Em Nova Iorque, o euro foi vendido a US$ 1,4441 depois que o índice de confiança do consumidor do Conference Board caiu de 99,5 em setembro para 95,6 em outubro, o pior em dois anos, quando o mercado esperava 99.

Pela manhã, o dólar subiu, na expectativa de que o Comitê do Mercado Aberto do Federal Reserve Board (Fed), o banco central dos EUA, mantenha sua taxa básica de juros em 4,75%, ou pelo menos que esta possibilidade tem tanta chance de ser anunciada hoje quanto um corte de 0,25 ponto percentual, para 4,5%.

O petróleo caiu US$ 3,15 para US$ 90,38 na Bolsa Mercantil de Nova Iorque porque o corte nos juros que estimularia o crescimento da maior economia do mundo. Já o ouro caiu 0,6% para US$ 784,05, depois de atingir na segunda-feira a cotação mais alta em 28 anos: US$ 794.

Com a previsão de que o Banco da Inglaterra deve manter sua taxa básica de juros inalterada, a libra esterlina se valorizou, atingindo sua cotação mais alta em relação ao dólar em 26 anos: US$ 2,0694.

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

O que disse mesmo o Fed?

Depois de anunciar hoje que decidiu manter a taxa básica de juros inalterada em 5,25% ao ano, a nota do Comitê de Mercado Aberto do Federal Reserve Board (Fed), o banco central dos Estados Unidos, diz que “o crescimento econômico foi moderado durante a primeira metade do ano”. É uma constatação.

Em seguida, lista os problemas recentes: “Os mercados financeiros estão mais voláteis nas últimas semanas, as condições de financiamento se tornaram mais apertadas para algumas famílias e empresas, e a correção no setor habitacional está em andamento.”

Ou seja: as bolsas caíram, a crise com os financiamentos habitacionais de segunda linha levou a um aperto de crédito para pessoas, famílias e empresas, e os preços da casa própria continuam caindo.

No entanto, o Comitê do Mercado Aberto, numa mensagem positiva, pondera que “a economia parece que vai continuar se expandindo num ritmo moderado nos próximos trimestres, apoiada no sólido crescimento do emprego e da renda e numa economia global robusta.”

O Fed está otimista. Não vê nenhuma catástrofe pela frente com a crise dos empréstimos de segunda linha. A economia deve continuar crescendo em ritmo lento, mas o crescimento do emprego ficou aquém do esperado passado, com apenas 92 mil novos empregos gerados no mês passado a mais do que destruídos.

Mas a economia global está aí, forte e robusta. Com o extraordinário desenvolvimento da China e da Índia, já não depende tanto da economia dos Estados Unidos.

Agora, a nota entra na questão central: “As leituras do núcleo da inflação melhoraram modestamente nos últimos meses. No entanto, a moderação sustentável das pressões inflacionárias ainda está por ser convincentemente demonstrada. Além disso, o alto nível de utilização de recursos tem o potencial de sustentar essas pressões.”

O núcleo da inflação, expurgados os preços de energia e de alimentos, que é o índice mais observado pelo comitê de política monetária do Fed, caiu lentamente e o comitê não está certo de que as pressões inflacionárias acabaram.

Por isso, não houve indicação de tendência de queda de juros, como queria o mercado. Ainda por cima, o crescimento rápido da China está provocando uma alta nos preços dos produtos primários, inclusive do petróleo, que chegou a nível recorde na semana passada.

Não é novidade para ninguém que preços das matérias-primas, especialmente do petróleo, fatalmente teriam um impacto sobre a economia mundial. O Fed não diz nenhuma novidade.

Embora admita que os riscos de uma queda no crescimento tenham aumentado, a maior preocupação política do comitê é o risco de a inflação não caia como se espera. Aumentaram os riscos de recessão, mas o Fed ainda está mais preocupado com a inflação, por isso não sinalizou uma queda de juros já em setembro.

“Os futuros ajustes da política monetária vão depender das perspectivas tanto para a inflação quanto para o crescimento econômico, com base nas informações que receberemos.”

Conclusão: a economia dos EUA continua a enviar sinais contraditórios. Sua capacidade é formidável mas o endividamento também. E tudo indica que vai continuar assim, provocando sustos no mercado.

terça-feira, 15 de maio de 2007

Inflação americana fica dentro do esperado

Com quedas nos preços de cigarros, roupas e passagens aéreas, o núcleo do índice de inflação para o consumidor nos Estados Unidos, excluídos alimentos e energia, foi de 0,2% em abril, dentro da expectativa do mercado, projetando uma taxa anual de 2,3%, a menor em 12 meses mas ainda um pouco acima da meta não-oficial do Federal Reserve Board (Fed), banco central americano, que é de 1% a 2% ao ano. O núcleo do índice pleno ficou em 0,4% e a inflação anual, sem expurgos, em 2,6%.

Diante da crise no mercado imobiliário, diante do número de imóveis desocupados, os preçós dos aluguéis tiveram o menor aumento em mais de um ano. A confiança dos construtores de casas é a menor em 16 anos.

Esses dados reforçam a expectativa da maioria dos economistas de que o Fed vai manter sua taxa básica de juros inalterada em 5,25% ao ano na próxima reunião do Comitê do Mercado Aberto.