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quinta-feira, 7 de maio de 2020

Brasil é o segundo país em número de mortes num dia pela covid-19

Com mais 610 mortes hoje, o Brasil é o segundo país em número de mortes por dia pela pandemia do novo coronavírus, atrás apenas dos Estados Unidos, que tiveram 1.992 óbitos em 24 horas e devem ter 3 mil mortes por dia no fim de maio ou início de junho. No Brasil, já são 9.190 mortes, sexto lugar no mundo, e mais de 135 mil casos confirmados, nono lugar no mundo. 

Ao lado de um grupo de empresários e ministros, o presidente Jair Bolsonaro atravessou a Praça dos Três Poderes e foi ao Supremo Tribunal Federal pressionar pela reabertura da economia. Mas não apresentou nenhum plano e foi aconselhado pelo presidente do Supremo, ministro Antônio Dias Toffoli, a coordenar as ações com governadores e prefeitos. 

O Brasil já perdeu 73 profissionais de saúde, mais do que a Itália e a Espanha juntas. A revista científica britânica The Lancet, uma das mais importantes publicações médicas do mundo aponta Bolsonaro como a “maior ameaça à luta contra a covid-19 no Brasil.

O que é necessário para reabrir a economia? Primeiro, testar em massa para mapear a transmissão do vírus, identificar os focos de infecção e isolar contaminados e quem teve contato com eles. 

Em segundo lugar, precisa haver uma queda consistente no número de novos casos durante duas semanas, o tempo de incubação da doença, para ter certeza de que a curva da contaminação está baixando. 

Em terceiro lugar, precisa ter mais gente recebendo alta, saindo dos hospitais, do que entrando, única maneira de garantir que vai haver tratamento para todos os doentes. O Brasil ainda está longe disso.

No mundo inteiro, o total de mortes pela pandemia do novo coronavírus passa de 3,9 milhão casos confirmados e de 270 mil mortes, com 1,343 milhão pacientes curados.

Os Estados Unidos têm quase 76 mil óbitos em pouco mais de 1,292 milhão de casos registrados. O Reino Unido é o segundo em número de mortes, 30.615 em 206.715 casos confirmados. 

A Itália está perto de 30 mil mortes em quase 216 mil casos. A Espanha tem quase 257 mil casos confirmados e pouco mais de 26 mil mortes. A França tem um pouco menos de 26 mil mortes em quase 175 mil casos. Meu comentário:

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020

Coronavírus ameaça cadeias produtivas na Ásia e crescimento da Europa

A segunda onda do coronavírus ameaça as cadeias produtivas da China, da Coreia do Sul e do Japão, e vai travar ainda mais o crescimento anêmico da Europa. 

Na pior semana desde 2008, o Índice Dow Jones, da Bolsa de Valores de Nova York, perde mais de dez por cento e entra no terreno que os economistas chamam de correção. 

Os três países mais atingidos pela doença até agora, a China, onde houve o primeiro surto, a Coreia do Sul e o Japão são responsáveis por 24 por cento do produto mundial bruto e tem um comércio trilateral de 720 bilhões de dólares. Estão entre as economias mais integradas no mundo. 

Só a China colocou 11 milhões de pessoas em isolamento, proibiu viagens, paralisou fábricas e fechou lojas. Além do setor de aviação civil e turismo, as cadeias produtivas das indústrias automobilística e eletroeletrônica são as mais atingidas. 

Por causa da guerra comercial deflagrada pelo presidente Donald Trump, a China aumentou o comércio e o investimento com a Coreia do Sul e o Japão, responsáveis hoje pela maior parte do crescimento das exportações chinesas. Meu comentário:

sexta-feira, 8 de julho de 2016

EUA ampliam mercado de trabalho com mais 287 mil vagas

Depois de um desempenho fraco e inesperado em maio, o mercado de trabalho dos Estados Unidos teve em junho de 2016 o melhor resultado desde outubro de 2015, com um saldo de 287 mil postos de trabalho criados a mais do que fechados, anunciou hoje o Departamento do Trabalho.

A geração de empregos superou em muito a expectativa do centro financeiro da Wall St., que previa um saldo de 180 mil postos de trabalho. Alivia o temor de uma desaceleração da economia ou mesmo de uma recessão que ajudaria o pré-candidato republicano à Casa Branca, Donald Trump.

O índice de desemprego, medido em outra pesquisa, subiu de 4,7% para 4,9%, num sinal de que aumentou o número dos que procuram emprego. A participação da mão de obra no mercado de trabalho subiu para 62,7%.

Os salários tiveram um aumento médio de 2,6% nos últimos 12 meses, o ritmo mais forte desde 2009.

No segundo trimestre de 2016, as folhas de pagamento acrescentaram em média 147 mil trabalhadores por mês, abaixo das médias de 196 mil no primeiro trimestre e de 229 mil empregos por mês no ano passado. A economia dos EUA precisa gerar 145 mil novos empregos por mês para absorver os novos candidatos a entrar no mercado de trabalho.

A maioria dos analistas aposta numa alta de juros na reunião de setembro do Comitê de Mercado Aberto do Conselho da Reserva Federal (Fed). No início do ano, os economistas previam quatro altas, mas a desaceleração da economia da China aumentou a cautela do Fed, o banco central dos EUA.

O novo abalo nos mercados internacionais foi a aprovação da saída do Reino Unido da União Europeia em plebiscito realizado em 23 de junho. Seu impacto ainda não está claro.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Presidente do Fed indica estar na hora de aumentar juros nos EUA

Com o crescimento moderado mas estável da economia dos Estados Unidos, a queda no desemprego e o aumento de preços rumo à meta de inflação de 2% ao ano, a presidente da Reserva Federal (Fed), o banco central americano, Janet Yellen indicou hoje que chegou o momento de elevar as taxas básicas de juros.

"Fazendo um balanço, as informações econômicas e financeiras que recebemos desde nossa reunião de outubro são consistentes com nossas expectativas de melhora contínua no mercado de trabalho", declarou Janet Yellen hoje em Washington, acrescentando que houve uma "recuperação substancial" depois da Grande Recessão (2008-9).

O Comitê de Mercado Aberto do Fed se reúne pela última vez em 2015 nos dias 15 e 16 de dezembro. Já sinalizou que aumentaria os juros quando a situação do mercado de trabalho se normalizasse e a inflação rumasse para a meta perseguida informalmente.

As taxas básicas de juros da economia dos EUA não sobem desde 2006 e estão praticamente zeradas desde dezembro de 2008 para combater a crise mundial. Uma demora maior pode trazer consequências negativas para a economia, advertiu a presidente do Fed.

Na sexta-feira, o Departamento do Trabalho divulga o relatório mensal de emprego sobre novembro, último elemento importante para a decisão do Fed. Cerca de 75% dos economistas a analistas de mercado apostam numa alta de juros daqui a duas semanas.

quinta-feira, 2 de julho de 2015

EUA têm ganho de 223 mil empregos e desemprego cai para 5,3%

Os Estados Unidos criaram 223 mil postos de trabalho a mais do que fecharam em junho de 2015, mantendo um forte ritmo de contratações, mas a estagnação dos salários e a redução da tamanho da força de trabalho indicam que a maior economia do mundo ainda não chegou à plena recuperação, observa o jornal The Washington Post. A taxa de desemprego caiu para 5,3%. É a menor em sete anos.

No primeiro semestre, a economia americana teve um saldo de 2,5 milhões de vagas de empregos, mas ficou abaixo dos 3,1 milhões de 2014. Mas a revisão dos dados de abril e maio diminuiu em 60 mil o ampliação do mercado de trabalho.

"Não estamos em pleno emprego sob nenhuma medida", declarou o secretário do Trabalho dos EUA, Thomas Perez. "A melhor maneira de aumentar salários é um mercado de trabalho mais apertado. Não tivemos dois anos seguidos de forte crescimento do emprego desde o governo Clinton" (1993-2001).

Os economistas americanos costumam considerar 5% a "taxa natural de desemprego", abaixo da qual haveria pressão para aumento de salários, mas o índice se aproxima desse nível com os salários estagnados. O Wonkblog, do Washington Post, pergunta se a nova "taxa natural de desemprego" para a economia dos EUA é 4%.

Em junho, a força de trabalho perdeu 400 mil trabalhadores em junho. A taxa de participação no mercado de trabalho caiu para 62,7%. É a menor desde 1977.

Com este quadro misto, os analistas de mercado tentam adivinhar quando o Comitê de Mercado Aberto do Conselho da Reserva Federal (Fed), o comitê de política monetária do banco central dos EUA, vai voltar a aumentar suas taxas básicas de juros. A aposta ainda é setembro, mas os economistas estão longe de um consenso.

terça-feira, 28 de abril de 2015

Reino Unido cresceu 0,3% no primeiro trimestre de 2015

A economia do Reino Unido se desacelerou nos primeiros três meses do ano, crescendo apenas 0,3%. A duas semanas das eleições para o Parlamento Britânico, esfria o discurso de recuperação econômica do primeiro-ministro conservador David Cameron. O ritmo de crescimento foi o menor desde o fim de 2012.

No último trimestre de 2014, a economia britânica avançara 0,6%. O ritmo do início deste ano projeta uma expansão anual de 1,2%, menos da metade dos 2,8% do ano passado, a maior taxa entre as grandes economias do Grupo dos Sete. Mas foi um crescimento desigual, muito concentrado na Grande Londres, não sentido pela maioria do país, submetido a um rigoroso ajuste fiscal

Agora, pela primeira vez em quatro anos, no início de 2015, o crescimento do Reino Unido pode ficar abaixo da média da Zona do Euro.

"É um ruído", alega David Kern, economista da Câmara de Comércio Britânica, na expectativa de reajuste do índice de crescimento em estimativas posteriores. O Fundo Monetário Internacional prevê uma expansão de 2,7% para a economia britânica em 2015.

As pesquisas de opinião indicam uma disputa apertada entre os dois grandes partidos tradicionais, conservador e trabalhista, mas o resultado está indefinido pela importância crescente de pequenos partidos. Com o desgaste de ser o parceiro menor da coalizão de governo, o Partido Liberal-Democrata deve sair menos destas eleições.

O Partido da Independência do Reino Unido (UKIP), mais votado no ano passado nas eleições para o Parlamento Europeu, culpa os imigrantes por tudo e quer sair da União Europeia. O Partido Nacional Escocês, pretende sair da Grã-Bretanha, mas antes quer derrotar os conservadores. O partido nacionalista galês Plaid Cymru cobra mais investimentos sociais no País de Gales. E o Partido Verde gostaria de mudar o modelo econômico. Devem impedir que um partido tradicional faça maioria absoluta na Câmara dos Comuns do Parlamento Britânico, de 650 cadeiras.

Pela segunda vez consecutiva, o que não acontecia desde a Segunda Guerra Mundial, quando foram formados governos de união nacional, o tradicional bipartidarismo britânico está cedendo vez a um governo mais fragmentado, de coalizão, a exemplo do que acontece na maioria dos outros países da Europa.

Se for reeleito, sob pressão da direita conservadora e do UKIP, Cameron promete convocar um referendo sobre a participação na União Europeia até 2017. Há grande chance dos antieuropeus ganharem, o que pode ter forte impacto negativo. Certamente levaria a Escócia a fazer um novo plebiscito sobre a independência, que provavelmente seria aprovada, acabando com a Grã-Bretanha e o Reino Unido. Restariam uma Inglaterra pequena e o País de Gales.

terça-feira, 17 de março de 2015

Irlanda festeja retomada do crescimento

Neste Dia de São Patrício, padroeiro da Irlanda, o país festeja com muita cerveja preta e pubs lotados um crescimento duas vezes superior à média da Zona do Euro. Está em plena recuperação da crise da dívida pública que o obrigou em 2010 a tomar empréstimos de 67,5 bilhões de euros junto aos parceiros da Eurozona, ao Fundo Monetário Internacional (FMI) e ao Banco Central Europeu (BCE).

Sem ceder às pressões de parceiros poderosos como a Alemanha e a França, que queriam um aumento do imposto sobre empresas, a Irlanda reequilibrou as contas públicas, abalada pelo socorro financeiro aos bancos atingidos pela especulação imobiliária.

A expectativa dos analistas do Citibank é de um crescimento de 3% a 4% neste ano e no próximo, enquanto a expansão da Eurozona não deve passar de 2% no mesmo período. As exportações avançaram 13% em 2014. Nos últimos seis meses, a Bolsa de Valores de Dublin subiu 25%, o melhor desempenho da Europa.

O desemprego de 10,4% ainda é elevado. No momento, a maior ameaça é a deflação. Em fevereiro, os preços ao consumidores registraram uma queda anual de 0,4%. Foi o terceiro mês consecutivo de queda. Cerca de 17% dos empréstimos bancários não devem ser pagos.

A médio prazo, os maiores riscos são superaquecimento da economia por causa da política de expansão monetária do BCE, que está comprando títulos públicos para jogar mais euros em circulação, e a ameaça de que seu maior parceiro comercial, o Reino Unido, deixe a União Europeia num plebiscito que pode ser convocado para 2017.

quinta-feira, 5 de junho de 2014

BCE coloca juros abaixo de zero

Para estimular a retomada do crescimento na União Europeia, que perdeu força neste primeiro semestre de 2014, o Banco Central Europeu baixou de 0,25% para 0,15% a taxa de juros que cobra para refinanciar os bancos da Zona do Euro e de zero para -0,10% a taxa sobre depósitos dos bancos no BCE.

É a primeira vez que "um grande banco central se aventura em território negativo", observa o jornal inglês Financial Times. Em vez de estacionar o dinheiro no BCE, os bancos são incentivados a dar empréstimos que movimentem a economia.

O objetivo é evitar uma deflação na Eurozona no momento em que a atividade privada declina ou está estagnada na maioria dos países, com a exceção da Alemanha, e a inflação cai de 0,7% para 0,5% ao ano, abaixo da meta do BCE, que é de 1% a 2% ao ano.

sexta-feira, 2 de maio de 2014

EUA tiveram saldo de 288 mil empregos em abril

A economia dos Estados Unidos retomou a recuperação em abril, depois do congelamento causado pelo rigoroso inverno no primeiro trimestre de 2014, e gerou 288 mil empregos a mais do que fechou no mês passado, revelou hoje o relatório mensal sobre o emprego. O resultado superou muito a expectativa dos economistas, que era de um saldo de 218 mil vagas.

O índice de desemprego, medido em outra pesquisa, que desconsidera desempregados há longo prazo que não estão mais procurando emprego, caiu de 6,7% para 6,3%, superando as previsões, que eram de 6,6%.

É o menor desde setembro de 2008, quando a falência do banco de investimentos Lehman Brothers causou a pior crise econômica internacional desde a Grande Depressão (1929-39). Fica abaixo do limite estabelecido pelo Conselho da Reserva Federal (Fed), o banco central dos EUA, para marcar a volta da economia americana à normalidade.

A expectativa agora é que o Fed volte a aumentar a taxa básica de juros, hoje em praticamente zero, em 2015.

Sob o frio do inverno, a maior economia do mundo tinha se estagnado, crescimento num ritmo anual de 0,1% de janeiro a março deste ano. O dinamismo do mercado de trabalho indica uma forte aceleração no segundo trimestre.

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Economia dos EUA congela no início de 2014

Sob o impacto do inverno rigoroso, a economia dos Estados Unidos ficou praticamente estagnada no primeiro trimestre de 2014, crescendo num ritmo de apenas 0,1%. Foi o segundo pior resultado desde o fim da recessão, no terceiro trimestre de 2009. Os economistas ouvidos pelo jornal The Wall St. Journal previam 1,1%.

Quase cinco anos depois, esta é a recuperação mais fraca da história moderna dos EUA. A Reserva Federal (Fed), o banco central americano, declarou que "a atividade econômica se acelerou recentemente, depois de ter se reduzido nitidamente durante o inverno, em parte por causa das condições climáticas adversas".

Os investimentos e a demanda reprimidos nos primeiros três meses podem deslanchar nos próximos meses, retomando o ritmo de crescimento de 3,4% registrado no segundo semestre de 2013. A empresa de consultoria e recursos humanos ADP, maior processadora de folhas de pagamento do país, estimou que o setor privado tenha contratado 220 mil pessoas a mais do que demitiu em abril.

Apesar do mau resultado do produto interno bruto a Bolsa de Valores de Nova York avançou 0,3%, fechando no nível recorde de 16.580 pontos.

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Eurozona consolida recuperação econômica

Apesar do endividamente elevado (veja logo abaixo), a recuperação da União Europeia se consolida. "A Zona do Euro entra no segundo trimestre de 2014 com bases sólidas", afirma Chris Williamson, economista-chefe da empresa de análises e consultoria econômica Markit.

"O crescimento se acelerou em abril, registrando o ritmo mais forte em três anos", acrescentou o analista. "Os últimos dados da pesquisa para o índice dos gerentes de compras permitem prever um crescimento de 0,5% no segundo trimestre depois de uma alta de 0,4% no primeiro trimestre."

Como maior economia do continente e quarta do mundo, "a Alemanha, com um crescimento de 0,7% no trimestre, continua sendo o principal motor da recuperação, enquanto a economia francesa se estabiliza", observa Williamson.

"As melhores notícias vêm provavelmente das economias secundárias da Eurozona, que apresentaram suas taxas de crescimento mais fortes desde o início de 2011, testemunho de uma intensificação da retomada nos países da periferia."

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Desemprego no Reino Unido cai para 6,9%

Com a forte recuperação econômica do Reino Unido, caiu de 7,2% em janeiro para 6,9% em fevereiro, o menor em cinco anos, revelou hoje o Escritório Nacional de Estatísticas.

O total de pessoas à procura de emprego caiu de 3,326 milhões para 3,243 milhões. A taxa de 7% foi fixada pelo Banco da Inglaterra como limite abaixo do qual o Comitê de Política Monetária voltaria a discutir aumentos nas taxas de juros.

Na semana passada, o Fundo Monetário Internacional (FMI) previu que o Reino Unido terá o maior crescimento entre os países ricos do Grupo dos Sete (maiores potências indústrias menos a China), de 2,9%.

terça-feira, 15 de abril de 2014

Economia da Rússia se desacelera

O primeiro-ministro Dimitri Medvedev estimou hoje que a Rússia cresceu no primeiro trimestre de 2014 num ritmo de 1% ao ano, abaixo do 1,6% do primeiro trimestre de 2013. Sob o impacto do conflito na Ucrânia, a expectativa é de piorar ainda mais.

"A situação continua a se deteriorar", admitiu o lugar-tenente de Vladimir Putin. Desde o início do ano, calcula-se que US$ 370 bilhões saíram do país.

Depois de ser fortemente abalada pela Grande Depressão, que levou a uma queda de quase 8% no produto interno bruto de 2009, a Rússia cresceu 4,5% em 2010, 4,3% em 2011, 3,4% em 2012 e 1,3% em 2013

Como observou Daniel Grosso no blog americano The Daily Beast, "este é um período benigno para a economia global. Os Estados Unidos, a China e o Japão - as três maiores economias do mundo - estão crescendo. Novos países em desenvolvimento surgem na África. A crise das dívidas públicas na Europa está acabando. Neste ambiente, a única maneira de entrar numa recessão é arquitetanto uma. É precisamente o que Putin está fazendo com a economia da Rússia, de US$ 2 trilhões."

No mesmo cenário begnino, o Brasil corre o risco de estagflação (estagnação econômica e inflação) por causa das políticas econômicas equivocadas do governo Dilma Rousseff.

quarta-feira, 12 de março de 2014

Popularidade de Obama cai para 41%

A popularidade do presidente Barack Obama atingiu novo recorde de baixa. Com o pessimismo diante da fraca recuperação econômica e frustração com o governo federal, caiu para 41% na última pesquisa do jornal The Wall St. Journal e a rede de televisão NBC, realizada neste mês de março.

Em janeiro, 43% apoiaram Obama. Agora, a desaprovação subiu para 54%.

O mau desempenho prejudica o Partido Democrata nas eleições intermediárias de novembro, especialmente em estados conservadores onde o Partido Republicano pode recuperar a maioria no Senado.

Com a minoria nas duas casas do Congresso, os últimos dois anos do governo Obama seriam muito duros, com a oposição conservadora tentando acabar com seu programa para garantir cobertura de saúde para todos os americanos e quaisquer avanços sociais.

No momento, o prestígio do Partido Republicano é menor ainda. Só 25% têm uma imagem positiva do partido e 45% têm negativa.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Preços de casas têm maior alta nos EUA desde 2005

Com taxas de juros baixas, o setor habitacional do mercado imobiliário dos Estados Unidos, onde começou a Grande Recessão (2008-9) registrou uma alta de preços de 11,3% no quarto trimestre de 2013, na comparação anual, aponta o índice S&P Case-Shiller. Nas 20 maiores regiões metropolitanas do país, a valorização foi de 13,4%.

Em relação a novembro, houve queda de 0,1% em dezembro, indicando uma desaceleração ou acomodação dos preços nos últimos meses atribuída em parte ao rigor do inverno.

Os preços dos imóveis residenciais caíram em média 35% entre 2006 e 2012. Chegaram ao nível mais baixo nesse período no início de 2012. Desde então, subiram 21%, voltando aos níveis de 2004.

Todas as 20 maiores regiões metropolitanas dos EUA tiveram altas na comparação anual no fim de 2013. Em apenas seis, os preços subiram em dezembro. Os maiores ganhos anuais aconteceram em Las Vegas (25,5%), São Francisco (22,6%) e Los Angeles (20,3%).

Outra pesquisa, divulgada ontem pela empresa imobiliária Black Knight Financial Services, apontou uma valorização de 8,4% nos preços dos imóveis dos EUA em 2013, informa o jornal The Wall St. Journal. 

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Senado aprova primeira mulher para presidir Fed

Por 56-26, o Senado dos Estados Unidos aprovou hoje a indicação de Janet Yellen para presidir a Reserva Federal (Fed), o banco central americano, a partir de 1º de fevereiro de 2014. Será a primeira mulher a dirigir a instituição, que completou 100 anos em 23 de dezembro.

Janet Yellen, de 67 anos, era vice-presidente do Fed. É considerada demorada. Deve manter a política de retirada gradual do estímulo à economia através da compra de títulos, iniciada pelo atual presidente, Ben Bernanke, com um olho na inflação e o outro na taxa de desemprego.

No ano passado, Bernanke prometeu manter o programa de estímulos até que o desemprego caísse para 6,5%; está em 7%, o menor em cinco anos, mas ainda elevado. O total de títulos comprados mensalmente pelo Fed foi reduzido de US$ 85 bilhões para US$ 75 bilhões neste mês. A economia dá sinais de recuperação, mas ainda há dúvidas sobre a consistência da retomada.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Livro Bege do Fed indica crescimento em julho e agosto

Depois de uma expansão num ritmo anual de 1,7% no segundo trimestre, a economia dos Estados Unidos teve um crescimento de modesto a moderado em julho e no início de agosto, indica o Livro Bege, uma análise de conjuntura feita oito vezes por ano pela Reserva Federal (Fed), o banco central dos Estados Unidos, reporta o jornal The Wall St. Journal.

Mais da metade das delegacias regionais do Fed registraram crescimento no relatório produzido com base em informações e análises de empresas e economistas coletadas até 20 de agosto, que servirão de base para as discussões da próxima reunião do Comitê de Mercado Aberto, em 12 e 13 e setembro.

No Livro Bege, o Fed adverte para as incertezas da recuperação econômica da maior economia do mundo depois da Grande Recessão de 2008-9, registra uma melhoria generalizada no setor imobiliário, tanto residencial quanto comercial. O mercado de trabalho ficou estagnado ou apresentou um pequeno avanço.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Fed acena com mais um programa de alívio

Diante da fraqueza da recuperação da economia dos Estados Unidos, a Reserva Federal (Fed), o banco central do país, está pronto para fazer um novo programa de "alívio quantitativo", indicam as minutas da última reunião do Comitê do Mercado Aberto, divulgadas hoje.

"Muitos membros julgam que uma acomodação monetária adicional provavelmente será necessária em breve a menos que novas informações apontem um fortalecimento substancial e sustentável no ritmo da recuperação econômica", diz o comunicado.

Como as taxas de juros estão em praticamente zero, para estimular a economia, o Fed compra títulos da dívida pública e outros papéis para jogar mais dinheiro em circulação.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Produção industrial dos EUA avança 0,6%

A produção das fábricas dos Estados Unidos voltou a crescer em julho de 2012, com uma alta de 0,6% em relação a junho.

Outro boa notícia foi um aumento de 8% na concessão de alvarás de construção de novas casas, o melhor resultado em quatro anos.

O índice de preços ao consumidor, divulgado ontem, revelou um aumento de apenas 0,2% na inflação no varejo no mês de julho. A taxa anual ficou em 1,4%. É a menor desde novembro de 2010. Isso aumenta a margem de manobra da Reserva Federal (Fed), o banco central dos EUA, para estimulhar a recuperação da maior economia do mundo.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Diretor do Fed defende compra de títulos públicos

O diretor regional do banco central dos Estados Unidos em Boston, Eric Rosengren, defendeu hoje a retomada do programa de compra de títulos da dívida pública e outros papéis para aumentar a quantidade de dinheiro em circulação e mantê-lo até a economia voltar a crescer e o desemprego cair.

A proposta de adotar indefinidamente o chamado "alívio quantitativo" foi apresentada em entrevista a The Wall Street Journal, a primeira de um diretor da Reserva Federal (Fed) desde que o Comitê de Mercado Aberto indicou na semana passada estar pronto para tomar medidas adicionais para estimular a recuperação econômica.

No momento, Rosengren é um dos diretores do Fed sem direito a voto no comitê. Todos os 12 diretores regionais participam das reuniões deliberativas, mas só cinco votam, além dos sete diretores baseados em Washington.