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terça-feira, 7 de novembro de 2017

Trump mostra disposição para negociar com a Coreia do Norte

Durante visita à Coreia do Sul, na segunda etapa de uma viagem à Ásia, o presidente Donald Trump abandonou o discurso agressivo e admitiu negociar, se a Coreia do Norte "vier à mesa" e "fizer um acordo", noticiou o jornal americano Chicago Tribune.

Em uma Coreia do Sul dividida, onde é extremamente impopular por aumentar o risco de uma nova guerra da Coreia, Trump deixou as ameaças de lado. Na primeira escala, no Japão, havia dito que "a paciência estratégica com a Coreia do Norte acabou".

Hoje, adotou um tom conciliatório: "Faz sentido para a Coreia do Norte vir para a mesa e fazer um acordo que seja bom para o povo norte-coreano e para o mundo", declarou o presidente americano na entrevista coletiva em Seul, ao lado do presidente sul-coreano Moon Jae In.

Trump não deixou de citar a forte presença militar dos Estados Unidos na região, com três grupos navais liderados por porta-aviões e um submarino nuclear perto da Península Coreana: "Esperamos por Deus nunca ter se usá-los".

Depois de testes de armas nucleares e mísseis, Trump ameaçou responder com "fogo e fúria" às provocações do ditador Kim Jong Un, que chama de Pequeno Fogueteiro. Agora, lembrou que ele está "ameaçando milhões e milhões de pessoas desnecessariamente".

Um dos principais objetivos da viagem à Ásia é alistar os países da região, especialmente a China e a Rússia, na luta pela desnuclearização da Coreia do Norte, cortando as relações econômicas com a ditadura stalinista de Pionguiangue.

domingo, 6 de agosto de 2017

ONU aprova novas sanções à Coreia do Norte

As bolsas de valores da Ásia abrem hoje em ambiente de incerteza à espera da reação da Coreia da Norte às novas sanções aprovadas ontem por unanimidade pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas por causa de seus repetidos testes nucleares e de mísseis.

Todas as exportações norte-coreanas de carvão, chumbo, minério de chumbo, ferro, minério de ferro e frutos do mar serão proibidas, assim como o envio de mais trabalhadores ao exterior. O Banco de Comércio Exterior da Coreia do Norte sofrerá novas restrições internacionais.

A previsão é que as sanções reduzam as exportações norte-coreanas de US$ 3 bilhões para US$ 2 bilhões, uma redução de um terço, isolando ainda mais a ditadura stalinista de Pionguiangue, que tem 85% do seu comércio exterior com a China.

Ao comentar a aprovação, a embaixadora dos Estados Unidos na ONU, Nikki Haley, comentou que a resolução é "um passo forte e unido para tornar a Coreia do Norte responsável pelos seus atos". Antes da votação, ela havia dito: "Toda essa irresponsabilidade nuclear e com mísseis balísticos intercontinentais tem de parar."

A unanimidade reflete a insatisfação do regime comunista chinês com o regime comunista norte-coreano. A China não adota medidas mais duras por temer o colapso da ditadura de Pionguiangue, uma fuga em massa de refugiados, instabilidade na sua fronteira e a unificação da Península Coreana sob a liderança da Coreia do Sul, onde os EUA mantém 28 mil soldados.

O embaixador chinês na ONU, Liu Jieyi, fez um apelo à Coreia do Norte para que "pare de fazer ações que possam escalar a tensão". Ele criticou os EUA e pediu o desmantelamento de um sistema de defesa antimísseis que começou a ser instalado na Coreia do Sul.

Desde o colapso da União Soviética, em 1991, o regime comunista norte-coreano perdeu sua grande patrocinadora e faz uma chantagem atômica com o Ocidente em busca de ajuda de energia e alimentos. Em 1994, no governo Bill Clinton, os EUA fizeram um acordo.

Vários acordos foram violados por Pionguiangue. Desde 2006, quando fez o primeiro de seus cinco testes nucleares, a Coreia do Norte ignorou seis resoluções do Conselho de Segurança da ONU proibindo o desenvolvimento de armas atômicas e de tecnologia de mísseis.

Com a ascensão ao poder do jovem ditador Kim Jong Un depois da morte do pai, em 2011, o neto do Grande Líder Kim Il Sung, fundador da Coreia do Norte, acelerou os programas nuclear militar e de tecnologia de mísseis.

Depois da Guerra do Golfo de 1991, para expulsar os iraquianos do Kuwait, a Índia concluiu que para enfrentar os EUA um país precisa de armas nucleares. A Índia testou uma bomba atômica em 1998, assumindo publicamente um status nuclear que tinha desde 1974.

Quando o então presidente George Walker Bush citou um "eixo do mal" formado por Irã, Iraque e Coreia do Norte e atacou o Iraque para derrubar Saddam Hussein, em 2003, a Coreia do Norte e o Irã intensificaram seus programas nucleares.

Kim Jong Un teria decidido que a bomba atômica é a única defesa segura para seu governo depois da intervenção militar da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), a aliança militar do Ocidente, liderada pelos EUA, para derrubar o ditador da Líbia, Muamar Kadafi, em 2011.

Kadafi abriu mão de seu programa nuclear para se aproximar do Ocidente e colaborou na perseguição a jihadistas na "guerra contra o terrorismo", mas na hora em que precisou se defender estava desarmado.

É difícil que Kim Jong Un tenha qualquer incentivo para abrir mão do arsenal nuclear. Esta última resolução foi adotada depois de dois testes de mísseis balísticos intercontinentais com potencial para atingir o território americano.

O secretário de Estado, Rex Tillerson, afirmou na semana passada que os EUA não são uma ameaça à Coreia do Norte e não querem mudança de regime no país, mas alertou que a ameaça dos mísseis nucleares norte-coreanos é inaceitável. Se acreditar que a ditadura de Pionguiangue adquiriu capacidade nuclear para atingir os EUA, o presidente Donald Trump está disposto a atacar.

Uma guerra seria potencialmente devastadora, especialmente para a Coreia do Sul, alvo imediato de uma retaliação norte-coreana. Também não interessa à China, preocupada em manter a estabilidade que garantiu seu extraordinário crescimento econômico. Mas não pode ser descartada.

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Coreia do Norte testa três mísseis balísticos

Em mais um desafio à sociedade internacional, a Coreia do Norte lançou hoje três mísseis balísticos de sua costa leste. Eles voaram cerca de mil quilômetros até na cair na zona de identificação aérea do Japão, informou a televisão pública britânica BBC.

O regime comunista norte-coreano está proibido pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas de testar mísseis balísticos e armas atômicas, mas realizou uma série de testes nos últimos meses, indicando claramente a intenção de obter a capacidade de dissuasão nuclear para garantir sua sobrevivência.

Há apenas duas semanas, a ditadura stalinista de Pionguiangue disparou mísseis baseados em submarinos em protesto contra o início das manobras militares conjuntas realizadas anualmente pelos Estados Unidos e a Coreia do Sul.

Pouco depois do lançamento dos mísseis, o primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, e a presidente da Coreia do Sul, Park Geun Hye, se reuniram em Hangzhou, na China, onde participavam da reunião de cúpula do Grupo dos Vinte (19 países mais ricos do mundo e a União Europeia), e concordaram em acompanhar a situação.

A tensão na Península Coreana e nos países vizinhos aumentou em janeiro de 2016, quando a ditadura norte-coreana fez seu quarto teste nuclear. Em julho, os EUA e a Coreia do Sul anunciaram a intenção de instalar um sistema de defesa antímisseis. Isso preocupa a China que teme uma superioridade estratégica americana um possível conflito futuro entre as duas superpotências.

Desde o fim da União Soviética, em 1991, o regime norte-coreano faz uma chantagem atômica para barganhar ajuda em energia e alimentos para sua economia stalinistas e falida.

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Coreia do Norte testa míssil lança de submarino

A Coreia do Norte testou na terça-feira, 23 de agosto de 2016, um míssil balístico lançado de um submarino próximo de sua costa leste, noticiou a agência Reuters citando como fonte o Ministério da Defesa.

O míssil viajou 600 quilômetros até cair no mar em água territoriais do Japão. O teste foi  uma reação às manobras militares conjuntas realizadas todos os anos pelos Estados Unidos e a Coreia do Sul, que estão em andamento. Hoje, o governo norte-coreano elevou a prontidão de suas Forças Armadas para o nível máximo.

O teste é mais uma da série de experiências que o regime comunista de Pionguiangue faz com mísseis balísticos e bombas atômicas para criar uma força de dissuasão nuclear capaz de garantir sua sobrevivência.

Desde o fim de sua patrocinadora, a União Soviética, em 1991, o regime norte-coreano faz uma chantagem nuclear para barganhar ajuda internacional em energia e alimentos, especialmente com seus inimigos históricos, os EUA, a Coreia do Sul e o Japão.

Sua maior aliada hoje, a China, está insatisfeita com a decisão dos EUA e da Coreia do Sul de instalar um sistema de defesa antimísseis na Península Coreana para neutralizar um possível ataque de mísseis da Coreia do Norte. O regime comunista chinês teme que o escudo antimísseis dê uma vantagem estratégica aos EUA numa possível guerra entre as duas superpotências.

Os mísseis baseados em submarinos são peças fundamentais de um sistema de dissuasão nuclear por permitir lançar um contra-ataque mesmo se as instalações atômicas forem arrasadas pelo inimigo.

domingo, 4 de outubro de 2009

China quer atrair Coreia do Norte para negociação

CAMBRIDGE, EUA - O primeiro-ministro da China, Wen Jiabao, chegou hoje a Pionguiangue para tentar persuadir o regime comunista da Coreia do Norte a voltar às negociações hexapartites (EUA, Coreia do Norte, Coreia do Sul, China, Japão e Rússia) para desarmar o programa nuclear do país.

Depois de entregar duas jornalistas americanas condenadas a 12 anos de trabalhos forçados sob acusação de espionagem ao ex-presidente americano Bill Clinton, o regime stalinista norte-coreano declarou estar interessado num diálogo direto com os Estados Unidos, a exemplo do que o governo Barack Obama ofereceu ao Irã.

terça-feira, 7 de agosto de 2007

Coréias farão reunião de cúpula este mês

Os presidentes da Coréia do Norte, Kim Jong Il, e da Coréia do Sul, Roh Moo Hyun vão se encontrar entre os dias 28 e 30 deste mês em Pionguiangue, a capital norte-coreana.

Será a segunda reunião de cúpula entre os países, que até hoje não assinaram um tratado de paz para acabar com a Guerra da Coréia (1950-53), a primeira desde que o regime comunista norte-coreano fez um teste nuclear, em 9 de outubro do ano passado.

É a retomada da política de reaproximação da cada vez mais próspera Coréia do Sul da introvertida Coréia do Norte, uma das últimas e certamente a mais autêntica das ditaduras stalinistas sobreviventes.