A Coreia do Norte testou na terça-feira, 23 de agosto de 2016, um míssil balístico lançado de um submarino próximo de sua costa leste, noticiou a agência Reuters citando como fonte o Ministério da Defesa.
O míssil viajou 600 quilômetros até cair no mar em água territoriais do Japão. O teste foi uma reação às manobras militares conjuntas realizadas todos os anos pelos Estados Unidos e a Coreia do Sul, que estão em andamento. Hoje, o governo norte-coreano elevou a prontidão de suas Forças Armadas para o nível máximo.
O teste é mais uma da série de experiências que o regime comunista de Pionguiangue faz com mísseis balísticos e bombas atômicas para criar uma força de dissuasão nuclear capaz de garantir sua sobrevivência.
Desde o fim de sua patrocinadora, a União Soviética, em 1991, o regime norte-coreano faz uma chantagem nuclear para barganhar ajuda internacional em energia e alimentos, especialmente com seus inimigos históricos, os EUA, a Coreia do Sul e o Japão.
Sua maior aliada hoje, a China, está insatisfeita com a decisão dos EUA e da Coreia do Sul de instalar um sistema de defesa antimísseis na Península Coreana para neutralizar um possível ataque de mísseis da Coreia do Norte. O regime comunista chinês teme que o escudo antimísseis dê uma vantagem estratégica aos EUA numa possível guerra entre as duas superpotências.
Os mísseis baseados em submarinos são peças fundamentais de um sistema de dissuasão nuclear por permitir lançar um contra-ataque mesmo se as instalações atômicas forem arrasadas pelo inimigo.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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quinta-feira, 25 de agosto de 2016
sábado, 9 de julho de 2016
Teste de míssil de submarino da Coreia do Norte fracassa
A Coreia do Norte testou hoje sem sucesso um míssil balístico lançado de submarino que perdeu força nas primeiras etapas do voo, revelou o Ministério da Defesa da Coreia do Sul, citado pela agência Reuters.
O comando estratégico dos Estados Unidos identificou o míssil balístico baseado em submarino norte-coreano como KN-11. O teste foi realizado às 11h30 pela hora local (0h30 em Brasília) perto de Sinpo, no Leste da Península Coreana.
Os EUA, o Japão e a Coreia do Sul condenaram o teste. O motor funcionou bem na hora do disparo, mas o míssil explodiu sobre a água 10 quilômetros depois.
Com o desenvolvimento da tecnologia de mísseis de submarinos, o regime comunista norte-coreano quer criar a opção de lançar um contra-ataque mesmo se suas instalações em terra forem destruídas. O objetivo é criar uma força de dissuasão nuclear, com mísseis capazes de transportar ogivas atômicas.
No momento em que os EUA reatam com Cuba e fazem acordo com o Irã para tentar neutralizar diplomaticamente o programa nuclear iraniano, as relações com a Coreia do Norte são um anacronismo, estão em dissonância com a realidade, observa a empresa de consultoria e análise estratégica Stratfor.
O comando estratégico dos Estados Unidos identificou o míssil balístico baseado em submarino norte-coreano como KN-11. O teste foi realizado às 11h30 pela hora local (0h30 em Brasília) perto de Sinpo, no Leste da Península Coreana.
Os EUA, o Japão e a Coreia do Sul condenaram o teste. O motor funcionou bem na hora do disparo, mas o míssil explodiu sobre a água 10 quilômetros depois.
Com o desenvolvimento da tecnologia de mísseis de submarinos, o regime comunista norte-coreano quer criar a opção de lançar um contra-ataque mesmo se suas instalações em terra forem destruídas. O objetivo é criar uma força de dissuasão nuclear, com mísseis capazes de transportar ogivas atômicas.
No momento em que os EUA reatam com Cuba e fazem acordo com o Irã para tentar neutralizar diplomaticamente o programa nuclear iraniano, as relações com a Coreia do Norte são um anacronismo, estão em dissonância com a realidade, observa a empresa de consultoria e análise estratégica Stratfor.
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