O Partido Democrático do Japão (DPJ) venceu as eleições deste domingo, acabando com o monopólio de poder do Partido Liberal Democrata (PLD), que governava o país desde 1955, com uma breve interrupção de menos de um ano na década de 90.
Como os Estados Unidos ocuparam o Japão no fim da Segunda Guerra Mundial, depois de jogar duas bombas atômicas em Hiroxima e Nagasaki, o país só voltou a ter um governo independente em 1952, o PLD tinha um monopólio de poder que suscitava dúvidas entre acadêmicos sobre a democracia japonesa.
No pós-guerra, o Japão se tornou uma democracia no sentido de ter sempre governos eleitos e de respeitar os direitos humanos fundamentais. Faltava a alternância no poder.
A questão agora é se o DPJ, que sempre foi oposição, terá condições de se firmar como um partido viável, introduzindo um bipartidarismo saudável na política japonesa.
Com a palavra, o futuro primeiro-ministro Yukio Hatoyama, que, de acordo com a tradição política do país, vem de uma família de caciques do PLD. O atual primeiro-ministro, o conservador Taro Aso, já reconheceu a derrota e indicou que vai renunciar à liderança do partido.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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domingo, 30 de agosto de 2009
terça-feira, 21 de julho de 2009
Japão dissolve parlamento e convoca eleições
O governo do Japão aprovou nesta manhã a proposta do primeiro-ministro Taro Aso de dissolver o Parlamento e convocar eleições para 30 de agosto.
As pesquisas apontam uma derrota do Partido Liberal Democrata, que governa o Japão desde 1955, com breve interrupção de menos de um ano em 1993-94.
Alguns deputados estão em rebelião aberta, tentando derrubar o primeiro-ministro antes das eleições para aumentar as chances do PLD, hoje com apenas 30% da preferência do eleitorado.
As pesquisas apontam uma derrota do Partido Liberal Democrata, que governa o Japão desde 1955, com breve interrupção de menos de um ano em 1993-94.
Alguns deputados estão em rebelião aberta, tentando derrubar o primeiro-ministro antes das eleições para aumentar as chances do PLD, hoje com apenas 30% da preferência do eleitorado.
segunda-feira, 13 de julho de 2009
Aso convoca eleições para 30 de agosto no Japão
LONDRES - O primeiro-ministro do Japão, Taro Aso, convocou para 30 de agosto eleições parlamentares que devem acabar com a série de governos do Partido Liberal Democrata, que governa o país desde 1955, com uma breve interrupção em 1993-94.
Diante da mais grave crise econômica no país depois da Segunda Guerra Mundial, a popularidade do governo caiu para 20%. Todas as pesquisas indicam a vitória do Partido Democrático do Japão, que venceu no domingo passado, 12 de julho de 2009, as eleições para a Câmara Municipal de Tóquio.
Diante da mais grave crise econômica no país depois da Segunda Guerra Mundial, a popularidade do governo caiu para 20%. Todas as pesquisas indicam a vitória do Partido Democrático do Japão, que venceu no domingo passado, 12 de julho de 2009, as eleições para a Câmara Municipal de Tóquio.
quarta-feira, 22 de abril de 2009
Popularidade de Taro Aso sobre no Japão
Com os planos de US$ 250 bilhões de combate à crise e a posição firme diante do teste de míssil da Coreia do Norte, a popularidade do primeiro-ministro do Japão, Taro Aso, dobrou, passando de 13% para 26%. Ainda é baixa, mas a simples recuperação em meio à pior crise econômica no país depois da Segunda Guerra Mundial (1939-45) é um sucesso para o combalido chefe de governo do Japão.
Aso, do Partido Liberal-Democrata (PLD), precisa convocar eleições legislativas até setembro deste ano.
O PLD governa o Japão desde 1955, com uma breve interrupção de um ano na década de 90. Na prática, é um partido da oligarquia que mandam no país. Tem um monopólio do poder. Mas, no momento, as pesquisas dão vantagem ao Partido Democrático do Japão.
Aso, do Partido Liberal-Democrata (PLD), precisa convocar eleições legislativas até setembro deste ano.
O PLD governa o Japão desde 1955, com uma breve interrupção de um ano na década de 90. Na prática, é um partido da oligarquia que mandam no país. Tem um monopólio do poder. Mas, no momento, as pesquisas dão vantagem ao Partido Democrático do Japão.
terça-feira, 31 de março de 2009
Desemprego sobe para 4% e Japão faz novo plano
O desemprego no Japão subiu de 4,1% em janeiro para 4,4% em fevereiro.
Com uma queda pela metade das exportações em um ano, o primeiro-ministro Taro Aso deve anunciar um plano extra de estímulo econômico antes de seguir para a reunião de cúpula do Grupo dos Vinte países mais ricos do mundo a ser realizada quinta-feira, 2 de abril, em Londres. A promessa é gerar 2 milhões de empregos.
Será o terceiro plano de estímulo do governo japonês para combater a crise, que atingiu severamente o país, algo em torno de 30 trilhões de ienes, equivalentes a US$ 200 bilhões, na expectativa de tirar a segunda maior economia do mundo da mais severa recessão em 35 anos.
Com uma queda pela metade das exportações em um ano, o primeiro-ministro Taro Aso deve anunciar um plano extra de estímulo econômico antes de seguir para a reunião de cúpula do Grupo dos Vinte países mais ricos do mundo a ser realizada quinta-feira, 2 de abril, em Londres. A promessa é gerar 2 milhões de empregos.
Será o terceiro plano de estímulo do governo japonês para combater a crise, que atingiu severamente o país, algo em torno de 30 trilhões de ienes, equivalentes a US$ 200 bilhões, na expectativa de tirar a segunda maior economia do mundo da mais severa recessão em 35 anos.
sábado, 13 de dezembro de 2008
Japão, China e Coréia querem liderar recuperação
Em uma reunião de cúpula sem precedentes, as três grandes economias do Leste da Ásia prometeram hoje em Fukuoka, no Japão, fazer um esforço conjunto para manter a Ásia como motor do crescimento mundial e liderar a recuperação da economia mundial.
O encontro trilateral da Ásia reuniu os primeiros do Japão, Taro Aso, e da China, Wen Jiabao, e o presidente da Coréia do Sul, Lee Myung Bak.
A China e a Coréia são ex-inimigas históricas do Japão, que ocupou a Coréia de 1910 a 1945, invadiu a região chinesa da Mandchúria em 1931 e o resto da China em 1937, cometendo atrocidades como o massacre de Nanquim, onde teriam sido mortos 200 a 300 mil chineses. Desde 2006, resistiam ao convite para uma reunião de cúpula dos três.
A crise os aproximou. Com o agravamento da situação depois que o Senado dos Estados Unidos negou empréstimos de emergência de US$ 14 bilhões à General Motors e à Ford, o primeiro-ministro do Japão lançou na sexta-feira um plano anticrise no valor equivalente a US$ 255 bilhões. Já tinha anunciado um pacote econômico de US$ 295 bilhões.
Por sua vez, na China, o governo comunista está alarmado com as possíveis conseqüências sociais de uma crise econômica. O país precisa crescer a uma taxa anual de 8% para gerar empregos para 7 milhões de chineses que entram no mercado de trabalho por ano.
Com as exportações caindo pela primeira vez em sete anos e o índice de preços apontando para o risco de deflação, a China lançou um plano de incentivo ao crescimento da ordem de US$ 586 bilhões. Serão obras públicas de infra-estrutura e estímulos ao investimento e o consumo.
A Coréia do Sul também fez sua plano anticrise, mais modesto, de US$ 155 bilhões.
Graças a seus expressivos saldos comerciais, os dois gigantes do Leste da Ásia acumularam, com seus expressivos saldos comerciais, trilhões de dólares em divisas. A China tem cerca de US$ 2 trilhões em reservas cambiais.
O Japão, que vem em segundo com US$ 1,5 trilhão, sacou US$ 100 bilhões de suas reservas para reforçar o caixa do Fundo Monetário Internacional (FMI), para que este tenha mais condições de socorrer países atingidos pela crise financeira global.
Em Fukuoka, Aso aconselhou a China a fazer o mesmo.
A China e o Japão fizeram acordos para troca de moedas, swaps cambiais, no valor de US$ 50 bilhões com a Coréia do Sul. O uom, a moeda sul-coreana, foi duramente atingida pela crise mundial e precisa da garantia de acesso a moedas fortes para estancar a desvalorização.
Lee também levantou a questão do desarmamento do programa nuclear da Coréia do Norte, objeto de uma conferência de paz de seis países (EUA, Coréia do Norte, Coréia do Sul, China, Rússia e Japão). Como Lee é um conservador linha-dura, desde sua posse, no início do ano, as relações Norte-Sul na Península Coreana pioraram.
Aso comentou que os três países precisam cooperar e olhar no mais sentido diante da questão atômica norte-coreana. A China, talvez o país com maior poder de pressão sobre o regime stalinista de Pionguiangue, foi mais discreta.
O encontro trilateral da Ásia reuniu os primeiros do Japão, Taro Aso, e da China, Wen Jiabao, e o presidente da Coréia do Sul, Lee Myung Bak.
A China e a Coréia são ex-inimigas históricas do Japão, que ocupou a Coréia de 1910 a 1945, invadiu a região chinesa da Mandchúria em 1931 e o resto da China em 1937, cometendo atrocidades como o massacre de Nanquim, onde teriam sido mortos 200 a 300 mil chineses. Desde 2006, resistiam ao convite para uma reunião de cúpula dos três.
A crise os aproximou. Com o agravamento da situação depois que o Senado dos Estados Unidos negou empréstimos de emergência de US$ 14 bilhões à General Motors e à Ford, o primeiro-ministro do Japão lançou na sexta-feira um plano anticrise no valor equivalente a US$ 255 bilhões. Já tinha anunciado um pacote econômico de US$ 295 bilhões.
Por sua vez, na China, o governo comunista está alarmado com as possíveis conseqüências sociais de uma crise econômica. O país precisa crescer a uma taxa anual de 8% para gerar empregos para 7 milhões de chineses que entram no mercado de trabalho por ano.
Com as exportações caindo pela primeira vez em sete anos e o índice de preços apontando para o risco de deflação, a China lançou um plano de incentivo ao crescimento da ordem de US$ 586 bilhões. Serão obras públicas de infra-estrutura e estímulos ao investimento e o consumo.
A Coréia do Sul também fez sua plano anticrise, mais modesto, de US$ 155 bilhões.
Graças a seus expressivos saldos comerciais, os dois gigantes do Leste da Ásia acumularam, com seus expressivos saldos comerciais, trilhões de dólares em divisas. A China tem cerca de US$ 2 trilhões em reservas cambiais.
O Japão, que vem em segundo com US$ 1,5 trilhão, sacou US$ 100 bilhões de suas reservas para reforçar o caixa do Fundo Monetário Internacional (FMI), para que este tenha mais condições de socorrer países atingidos pela crise financeira global.
Em Fukuoka, Aso aconselhou a China a fazer o mesmo.
A China e o Japão fizeram acordos para troca de moedas, swaps cambiais, no valor de US$ 50 bilhões com a Coréia do Sul. O uom, a moeda sul-coreana, foi duramente atingida pela crise mundial e precisa da garantia de acesso a moedas fortes para estancar a desvalorização.
Lee também levantou a questão do desarmamento do programa nuclear da Coréia do Norte, objeto de uma conferência de paz de seis países (EUA, Coréia do Norte, Coréia do Sul, China, Rússia e Japão). Como Lee é um conservador linha-dura, desde sua posse, no início do ano, as relações Norte-Sul na Península Coreana pioraram.
Aso comentou que os três países precisam cooperar e olhar no mais sentido diante da questão atômica norte-coreana. A China, talvez o país com maior poder de pressão sobre o regime stalinista de Pionguiangue, foi mais discreta.
sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
BDA reduz previsão de crescimento da Ásia
O Banco de Desenvolvimento da Ásia reduziu suas previsões de crescimento para as economias emergentes asiáticas (todas, menos o Japão) para 5,8% em 2009. Fica abaixo dos 6,9% esperados este ano, dos 9% de 2007 e da previsão anterior para 2009, feita em setembro, de um crescimento de 7,2%.
Na próxima ano, pela previsão do BDA, a China deve crescer 8,2% e a Índia 6,5%.
Os primeiros-ministros do Japão, Taro Aso, e da China, Wen Jiabao, e o presidente da Coréia do Sul, Lee Myung Bak, vão se reunir neste sábado em Fukuoka, no Japão, em busca de saídas. O encontro já está sendo chamado de Cúpula da Impopularidade.
Na próxima ano, pela previsão do BDA, a China deve crescer 8,2% e a Índia 6,5%.
Os primeiros-ministros do Japão, Taro Aso, e da China, Wen Jiabao, e o presidente da Coréia do Sul, Lee Myung Bak, vão se reunir neste sábado em Fukuoka, no Japão, em busca de saídas. O encontro já está sendo chamado de Cúpula da Impopularidade.
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
Taro Aso é novo primeiro-ministro do Japão
O novo líder do Partido Liberal-Democrata, o ex-chanceler Taro Aso, foi eleito hoje pelo parlamento para governar o Japão. Com ampla maioria na Câmara, ele precisou anular a decisão do Senado, onde o controle é da oposição.
Católico e conservador, Aso tem 68 anos e fala português. Ele morou em São Paulo na juventude, trabalhando para uma empresa da família.
Para se legitimar, o novo primeiro-ministro terá de convocar eleições parlamentares que podem ser realizadas daqui a um mês, em 26 de outubro.
Católico e conservador, Aso tem 68 anos e fala português. Ele morou em São Paulo na juventude, trabalhando para uma empresa da família.
Para se legitimar, o novo primeiro-ministro terá de convocar eleições parlamentares que podem ser realizadas daqui a um mês, em 26 de outubro.
domingo, 23 de setembro de 2007
Yasuo Fukuda será primeiro-ministro do Japão
Yasuo Fukuda deve ser o primeiro-ministro do Japão. Ele venceu a eleição para a liderança do Partido Liberal-Democrata, que tem maioria na Câmara do Parlamento japonês, com 330 votos contra 197 para o ex-ministro do Exterior Taro Aso, considerado mais linha dura.
Fukuda, um moderado, substitui Shinzo Abe, que renunciou depois de escândalos de corrupção e da maior derrota eleitoral do PLD, que governa o Japão quase que ininterruptamente desde sua fundação, em 1955. Aso, que morou no Brasil trabalhando para a empresa de sua família nos anos 60 e que esteve recentemente em São Paulo, era o preferido pelo governo brasileiro.
Fukuda, um moderado, substitui Shinzo Abe, que renunciou depois de escândalos de corrupção e da maior derrota eleitoral do PLD, que governa o Japão quase que ininterruptamente desde sua fundação, em 1955. Aso, que morou no Brasil trabalhando para a empresa de sua família nos anos 60 e que esteve recentemente em São Paulo, era o preferido pelo governo brasileiro.
quarta-feira, 12 de setembro de 2007
Primeiro-ministro do Japão renuncia
Depois de levar o Partido Liberal-Democrata a sua maior derrota em julho, quando o PLD perdeu a maioria no Senado pela primeira na História do Japão, o primeiro-ministro Shinzo Abe acaba de pedir demissão.
Abe não teve força para resolver problemas da Previdência, essencial num país que envelhece rapidamente. Seu governo foi marcado pela corrupção. Um ministro caiu depois de afirmar que ataque a Hiroxima com a bomba atômica, no final da Segunda Guerra Mundial, era compreensível. Já o ministro da Agricultura se suicidou.
No Japão, os corruptos não têm vergonha de roubar, como aqui. A diferença é que, quando são flagrados e denunciados por seus crimes, se matam porque a honra é um valor muito importante na cultura japonesa.
O PLD governa o Japão desde que foi criado, reunindo partidos conservadores, em 1955, com uma breve interrupção em 1993 e 1994. Seu próximo líder será o novo primeiro-ministro japonês. O favorito é o ministro do Exterior, Taro Aso, que esteve recentemente no Brasil mas só deu entrevista ao jornal São Paulo Shimbun, da comunidade japonesa
Abe não teve força para resolver problemas da Previdência, essencial num país que envelhece rapidamente. Seu governo foi marcado pela corrupção. Um ministro caiu depois de afirmar que ataque a Hiroxima com a bomba atômica, no final da Segunda Guerra Mundial, era compreensível. Já o ministro da Agricultura se suicidou.
No Japão, os corruptos não têm vergonha de roubar, como aqui. A diferença é que, quando são flagrados e denunciados por seus crimes, se matam porque a honra é um valor muito importante na cultura japonesa.
O PLD governa o Japão desde que foi criado, reunindo partidos conservadores, em 1955, com uma breve interrupção em 1993 e 1994. Seu próximo líder será o novo primeiro-ministro japonês. O favorito é o ministro do Exterior, Taro Aso, que esteve recentemente no Brasil mas só deu entrevista ao jornal São Paulo Shimbun, da comunidade japonesa
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