A popularidade do Partido Democrático do Japão subiu 16,5 pontos percentuais com a ascensão do ministro das Finanças, Naoto Kan, à sua liderança e à chefia do governo. O PDJ tem agora o apoio de 36,1% do eleitorado japonês.
Kan substituiu Yukio Hatoyama nas duas funções nesta sexta-feira. É uma tentativa do partido de recuperar o prestígio e ter um bom desempenho nas eleições parciais para o Senado marcadas para 11 de julho.
Oito meses depois de assumir o cargo, numa vitória histórica sobre o Partido Liberal-Democrata, que governara o Japão desde 1955 com breve interrupção de menos de um ano nos anos 90, a popularidade de Hatoyama caíra para 17%.
Hatoyama pediu demissão alegando não ter conseguido cumprir a promessa de campanha de retirar a base militar dos Estados Unidos da ilha de Okinawa.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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domingo, 6 de junho de 2010
domingo, 30 de agosto de 2009
Oposição ganha eleições no Japão
O Partido Democrático do Japão (DPJ) venceu as eleições deste domingo, acabando com o monopólio de poder do Partido Liberal Democrata (PLD), que governava o país desde 1955, com uma breve interrupção de menos de um ano na década de 90.
Como os Estados Unidos ocuparam o Japão no fim da Segunda Guerra Mundial, depois de jogar duas bombas atômicas em Hiroxima e Nagasaki, o país só voltou a ter um governo independente em 1952, o PLD tinha um monopólio de poder que suscitava dúvidas entre acadêmicos sobre a democracia japonesa.
No pós-guerra, o Japão se tornou uma democracia no sentido de ter sempre governos eleitos e de respeitar os direitos humanos fundamentais. Faltava a alternância no poder.
A questão agora é se o DPJ, que sempre foi oposição, terá condições de se firmar como um partido viável, introduzindo um bipartidarismo saudável na política japonesa.
Com a palavra, o futuro primeiro-ministro Yukio Hatoyama, que, de acordo com a tradição política do país, vem de uma família de caciques do PLD. O atual primeiro-ministro, o conservador Taro Aso, já reconheceu a derrota e indicou que vai renunciar à liderança do partido.
Como os Estados Unidos ocuparam o Japão no fim da Segunda Guerra Mundial, depois de jogar duas bombas atômicas em Hiroxima e Nagasaki, o país só voltou a ter um governo independente em 1952, o PLD tinha um monopólio de poder que suscitava dúvidas entre acadêmicos sobre a democracia japonesa.
No pós-guerra, o Japão se tornou uma democracia no sentido de ter sempre governos eleitos e de respeitar os direitos humanos fundamentais. Faltava a alternância no poder.
A questão agora é se o DPJ, que sempre foi oposição, terá condições de se firmar como um partido viável, introduzindo um bipartidarismo saudável na política japonesa.
Com a palavra, o futuro primeiro-ministro Yukio Hatoyama, que, de acordo com a tradição política do país, vem de uma família de caciques do PLD. O atual primeiro-ministro, o conservador Taro Aso, já reconheceu a derrota e indicou que vai renunciar à liderança do partido.
domingo, 23 de agosto de 2009
Oposição ruma para vitória histórica no Japão
O Partido Democrático do Japão deve obter uma vitória esmagadora e histórica nas eleições legislativas do próximo domingo, 30 de agosto de 2009, acabando com um monopólio de poder do Partido Liberal Democrata que já dura 54 anos, com breve interrupção de menos de um ano no fim do século passado.
As pesquisas indicam que o PDJ deve eleger mais de 300 dos 480 deputados da Dieta, a Câmara do Parlamento do Japão, que indica o primeiro-ministro. O PLD deve ser reduzido a pouco mais de 100 cadeiras.
Como um terço do eleitorado declarou estar indeciso, o líder da oposição, Yukio Hatoyama, adverte para o risco de achar que já ganhou na reta final da campanha: "Há cerca de 100 cadeiras em disputa acirrada. O maior risco é a complacência.“
As pesquisas indicam que o PDJ deve eleger mais de 300 dos 480 deputados da Dieta, a Câmara do Parlamento do Japão, que indica o primeiro-ministro. O PLD deve ser reduzido a pouco mais de 100 cadeiras.
Como um terço do eleitorado declarou estar indeciso, o líder da oposição, Yukio Hatoyama, adverte para o risco de achar que já ganhou na reta final da campanha: "Há cerca de 100 cadeiras em disputa acirrada. O maior risco é a complacência.“
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