Com 280 votos a favor, a Câmara dos Deputados acaba de eleger o ex-ministro das Finanças Yoshihiko Noda para chefiar o governo do Japão. É o sexto primeiro-ministro japonês em cinco anos.
Entre seus principais desafios, estão a dívida pública de 229% do produto interno bruto, a reconstrução das áreas atingidas pelo terremoto e maremoto de março, a valorização do iene e uma nova política energética para diminuir a dependência da energia nuclear.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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terça-feira, 30 de agosto de 2011
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
Primeiro-ministro do Japão renuncia
O primeiro-ministro Naoto Kan apresentou sua demissão agora há pouco, durante reunião do Partido Democrático do Japão, informou a TV estatal NHK.
Kan foi muito criticado pela lenta reação do governo ao terremoto e maremoto que atingiram o Nordeste do Japão em 11 de fevereiro de 2011, e o subsequente acidente na central nuclear de Fukushima. Tinha prometido deixar a liderança do partido e do governo depois de aprovar a lei de energia renovável e a emissão de bônus para reconstruir a região atingida.
Seu sucessor será o sexto chefe de governo do Japão em cinco anos. Terá como maiores desafios reconstruir o país, recuperar uma economia estagnada depois de duas décadas perdidas, com uma dívida pública de 229% do produto interno bruto, e implantar uma nova política energética agora que a maioria rejeita a energia nuclear, sem falar no envelhecimento da população e no peso que isso terá sobre a Previdência Social.
Os principais candidatos são os ministros das Finanças, Yoshihiko Noda, e da Indústria, Banri Kaieda. Também está bem cotado o ex-ministro do Exterior Seiji Maehara.
Primeiro, vai haver a eleição interna do partido. Como o governo tem maior, o novo líder do DPJ deve ser eleito primeiro-ministro na terça-feira.
Kan foi muito criticado pela lenta reação do governo ao terremoto e maremoto que atingiram o Nordeste do Japão em 11 de fevereiro de 2011, e o subsequente acidente na central nuclear de Fukushima. Tinha prometido deixar a liderança do partido e do governo depois de aprovar a lei de energia renovável e a emissão de bônus para reconstruir a região atingida.
Seu sucessor será o sexto chefe de governo do Japão em cinco anos. Terá como maiores desafios reconstruir o país, recuperar uma economia estagnada depois de duas décadas perdidas, com uma dívida pública de 229% do produto interno bruto, e implantar uma nova política energética agora que a maioria rejeita a energia nuclear, sem falar no envelhecimento da população e no peso que isso terá sobre a Previdência Social.
Os principais candidatos são os ministros das Finanças, Yoshihiko Noda, e da Indústria, Banri Kaieda. Também está bem cotado o ex-ministro do Exterior Seiji Maehara.
Primeiro, vai haver a eleição interna do partido. Como o governo tem maior, o novo líder do DPJ deve ser eleito primeiro-ministro na terça-feira.
segunda-feira, 12 de julho de 2010
Primeiro-ministro do Japão nega renúncia
O primeiro-ministro Naoto Kan não vai renunciar nem convocar eleições antecipadas depois de perder a maioria no Senado nas eleições de ontem.
Enquanto o Partido Democrático do Japão elegeu apenas 44 senadores, a oposição ganhou com 51. Esse resultado deve atrasar as reformas para tentar equilibrar as contas públicas.
Enquanto o Partido Democrático do Japão elegeu apenas 44 senadores, a oposição ganhou com 51. Esse resultado deve atrasar as reformas para tentar equilibrar as contas públicas.
domingo, 6 de junho de 2010
Partido do governo japonês ganha com troca de líder
A popularidade do Partido Democrático do Japão subiu 16,5 pontos percentuais com a ascensão do ministro das Finanças, Naoto Kan, à sua liderança e à chefia do governo. O PDJ tem agora o apoio de 36,1% do eleitorado japonês.
Kan substituiu Yukio Hatoyama nas duas funções nesta sexta-feira. É uma tentativa do partido de recuperar o prestígio e ter um bom desempenho nas eleições parciais para o Senado marcadas para 11 de julho.
Oito meses depois de assumir o cargo, numa vitória histórica sobre o Partido Liberal-Democrata, que governara o Japão desde 1955 com breve interrupção de menos de um ano nos anos 90, a popularidade de Hatoyama caíra para 17%.
Hatoyama pediu demissão alegando não ter conseguido cumprir a promessa de campanha de retirar a base militar dos Estados Unidos da ilha de Okinawa.
Kan substituiu Yukio Hatoyama nas duas funções nesta sexta-feira. É uma tentativa do partido de recuperar o prestígio e ter um bom desempenho nas eleições parciais para o Senado marcadas para 11 de julho.
Oito meses depois de assumir o cargo, numa vitória histórica sobre o Partido Liberal-Democrata, que governara o Japão desde 1955 com breve interrupção de menos de um ano nos anos 90, a popularidade de Hatoyama caíra para 17%.
Hatoyama pediu demissão alegando não ter conseguido cumprir a promessa de campanha de retirar a base militar dos Estados Unidos da ilha de Okinawa.
sexta-feira, 4 de junho de 2010
Naoto Kan será primeiro-ministro do Japão
O ministro das Finanças, Naoto Kan, foi eleito agora há pouco líder do Partido Democrático do Japão. Ainda hoje, deve ser escolhido novo primeiro-ministro do Japão.
Nos anos 90, quando fundou o PDJ, em 1996, Kan chegou a ser comparado com o então primeiro-ministro britânico, Tony Blair. Ele disse que as relações com os Estados Unidos são a base da política externa japonesa, mas também destacou a importância dos laços com a China, hoje a maior parceira comercial do Japão.
Assustado com a crise da dívida pública da Grécia, Kan é visto como um fiscalista que vai se dedicar a reduzir a dívida pública japonesa, de cerca de US$ 10 trilhões, duas vezes maior do que toda a riqueza que o país produz em um ano.
Além da dívida, seus maiores desafios serão a estagnação econômica, a deflação e o envelhecimento da população.
Nos anos 90, quando fundou o PDJ, em 1996, Kan chegou a ser comparado com o então primeiro-ministro britânico, Tony Blair. Ele disse que as relações com os Estados Unidos são a base da política externa japonesa, mas também destacou a importância dos laços com a China, hoje a maior parceira comercial do Japão.
Assustado com a crise da dívida pública da Grécia, Kan é visto como um fiscalista que vai se dedicar a reduzir a dívida pública japonesa, de cerca de US$ 10 trilhões, duas vezes maior do que toda a riqueza que o país produz em um ano.
Além da dívida, seus maiores desafios serão a estagnação econômica, a deflação e o envelhecimento da população.
domingo, 30 de agosto de 2009
Oposição ganha eleições no Japão
O Partido Democrático do Japão (DPJ) venceu as eleições deste domingo, acabando com o monopólio de poder do Partido Liberal Democrata (PLD), que governava o país desde 1955, com uma breve interrupção de menos de um ano na década de 90.
Como os Estados Unidos ocuparam o Japão no fim da Segunda Guerra Mundial, depois de jogar duas bombas atômicas em Hiroxima e Nagasaki, o país só voltou a ter um governo independente em 1952, o PLD tinha um monopólio de poder que suscitava dúvidas entre acadêmicos sobre a democracia japonesa.
No pós-guerra, o Japão se tornou uma democracia no sentido de ter sempre governos eleitos e de respeitar os direitos humanos fundamentais. Faltava a alternância no poder.
A questão agora é se o DPJ, que sempre foi oposição, terá condições de se firmar como um partido viável, introduzindo um bipartidarismo saudável na política japonesa.
Com a palavra, o futuro primeiro-ministro Yukio Hatoyama, que, de acordo com a tradição política do país, vem de uma família de caciques do PLD. O atual primeiro-ministro, o conservador Taro Aso, já reconheceu a derrota e indicou que vai renunciar à liderança do partido.
Como os Estados Unidos ocuparam o Japão no fim da Segunda Guerra Mundial, depois de jogar duas bombas atômicas em Hiroxima e Nagasaki, o país só voltou a ter um governo independente em 1952, o PLD tinha um monopólio de poder que suscitava dúvidas entre acadêmicos sobre a democracia japonesa.
No pós-guerra, o Japão se tornou uma democracia no sentido de ter sempre governos eleitos e de respeitar os direitos humanos fundamentais. Faltava a alternância no poder.
A questão agora é se o DPJ, que sempre foi oposição, terá condições de se firmar como um partido viável, introduzindo um bipartidarismo saudável na política japonesa.
Com a palavra, o futuro primeiro-ministro Yukio Hatoyama, que, de acordo com a tradição política do país, vem de uma família de caciques do PLD. O atual primeiro-ministro, o conservador Taro Aso, já reconheceu a derrota e indicou que vai renunciar à liderança do partido.
domingo, 23 de agosto de 2009
Oposição ruma para vitória histórica no Japão
O Partido Democrático do Japão deve obter uma vitória esmagadora e histórica nas eleições legislativas do próximo domingo, 30 de agosto de 2009, acabando com um monopólio de poder do Partido Liberal Democrata que já dura 54 anos, com breve interrupção de menos de um ano no fim do século passado.
As pesquisas indicam que o PDJ deve eleger mais de 300 dos 480 deputados da Dieta, a Câmara do Parlamento do Japão, que indica o primeiro-ministro. O PLD deve ser reduzido a pouco mais de 100 cadeiras.
Como um terço do eleitorado declarou estar indeciso, o líder da oposição, Yukio Hatoyama, adverte para o risco de achar que já ganhou na reta final da campanha: "Há cerca de 100 cadeiras em disputa acirrada. O maior risco é a complacência.“
As pesquisas indicam que o PDJ deve eleger mais de 300 dos 480 deputados da Dieta, a Câmara do Parlamento do Japão, que indica o primeiro-ministro. O PLD deve ser reduzido a pouco mais de 100 cadeiras.
Como um terço do eleitorado declarou estar indeciso, o líder da oposição, Yukio Hatoyama, adverte para o risco de achar que já ganhou na reta final da campanha: "Há cerca de 100 cadeiras em disputa acirrada. O maior risco é a complacência.“
segunda-feira, 13 de julho de 2009
Aso convoca eleições para 30 de agosto no Japão
LONDRES - O primeiro-ministro do Japão, Taro Aso, convocou para 30 de agosto eleições parlamentares que devem acabar com a série de governos do Partido Liberal Democrata, que governa o país desde 1955, com uma breve interrupção em 1993-94.
Diante da mais grave crise econômica no país depois da Segunda Guerra Mundial, a popularidade do governo caiu para 20%. Todas as pesquisas indicam a vitória do Partido Democrático do Japão, que venceu no domingo passado, 12 de julho de 2009, as eleições para a Câmara Municipal de Tóquio.
Diante da mais grave crise econômica no país depois da Segunda Guerra Mundial, a popularidade do governo caiu para 20%. Todas as pesquisas indicam a vitória do Partido Democrático do Japão, que venceu no domingo passado, 12 de julho de 2009, as eleições para a Câmara Municipal de Tóquio.
sábado, 8 de dezembro de 2007
Japão aposta na tecnologia

O Japão aposta na tecnologia e na aliança militar com os Estados Unidos para enfrentar os desafios do futuro, como a ascensão da China e da Índia, a estagnação econômica, a luta política interna, o envelhecimento e o declínio de sua população, afirmou na quarta-feira, 5 de dezembro, no Rio, o professor Yukio Okamoto, assessor do governo japonês.
Há pouco mais de dois, o país tem um novo chefe de governo. Yasuo Fukuda (foto), de 71 anos, é o 30º primeiro-ministro do Japão no pós-guerra.
“As previsões são de que será um governo breve. Acho que estão errados”, previu o professor Okamoto, em palestra na Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) sobre Os Desafios do Governo Fukuda e o Futuro da Tecnologia do Japão.
Com um apoio popular de 53%-58%, é o quarto primeiro-ministro mais popular desde 1945.
Quem ficou mais tempo no poder foi Eisaku Sato (1964-72). Sosuke Uno (1989) durou apenas apenas três meses. Na média, cada primeiro-ministro japonês governou de um a dois anos.
“Se Fukuda ganhar a próxima eleição, e ele tem um problema de idade [71], ficará mais tempo do que a média”, previu Okamoto. “É um cara descontraído, não tem idéias extremadas. Foi chefe da Casa Civil do governo Junichiro Koizumi (2001-2006), meu chefe. Conheço-o muito bem. É uma pessoa prática.”
Na Câmara dos Representantes, Yasuo Fukuda, filho do primeiro-ministro Takeo Fukuda (1976-78), tem uma maioria confortável. Com a coligação do Partido Liberal-Democrata com o budista Komeito (Partido do Governo Limpo), tem dois terços dos deputados. Mas, na Câmara dos Conselheiros (Senado), o PLD perdeu sua maioria pela primeira vez nas eleições de julho para o Partido Democrático do Japão.
Como o parlamento ficará dividido por mais seis anos, tempo dos mandatos senatoriais no Japão, será difícil tomar iniciativas ousadas. “O mundo muda rapidamente, e o Japão está atolado em conflitos internos”, lamenta Okamato.
Das 500 maiores empresas da lista Global Fortune, o Japão fica em segundo, com 67, atrás dos EUA, com 162; da França, com 38; e da Alemanha, com 37.
Para manter sua importância, o Japão aposta em novas tecnologias:
• sistemas de tráfego com sensores advertindo os motoristas para objetos que não estejam vendo, distribuídos em todo o sistema de tráfego;
• robôs humanóides não só para a indústria;
• robôs para dar informações;
• novas tecnologias para combater problemas ambientais, com um grandes investimentos na pesquisa de carros elétricos.
A força da economia do Japão vem também de pequenas e médias empresas, diz Okamoto: “A Nippura faz todos os painéis laminados de acrílico do mundo. Tem 100% do mercado. Isso você não vê na China e na Coréia”.
segunda-feira, 5 de novembro de 2007
Líder da oposição renuncia no Japão
O Japão enfrenta uma ameaça de paralisia política depois da renúncia do líder do maior partido de oposição, que rejeitou uma proposta do primeiro-ministro Yasuo Fukuda para formar uma grande coalizão.
"Decidi renunciar para assumir a responsabilidade dentro e fora do partido pela confusão política causada pela proposta do primeiro-ministro para formar uma nova coalizão", declarou Ichiro Ozawa, no domingo, 4 de novembro.
Fukuda lidera o Partido Liberal-Democrata, que governa o Japão desde 1955, com exceção de um breve período de cerca de um ano nos anos 90, que tem maioria na Câmara. Nas eleições de julho, pela primeira vez, a oposição conquistou a maioria no Senado.
Para evitar um impasse e uma paralisia legislativa, o primeiro-ministro convidou o Partido Democrático do Japão para formar o novo governo. A proposta provocou a revolta dos oposicionistas. Afinal, os eleitores votaram no PDJ como uma alternativa ao PLD.
Como Ozawa não rejeitou imediatamente o convite, enfrentou uma rebelião interna do partido. Ele considerou que isso equivalia a um voto de desconfiança e decidiu pedir demissão. É um duro golpe para o PDJ e sua ambição de criar no Japão um sistema político bipartidário.
Sem a credibilidade conferida pelo exercício do poder, "a vitória nas próximas eleições será muito difícil", declarou Ozawa.
Aumenta assim a possibilidade de que o PLD resolva antecipar as eleições para a Câmara. Por enquanto, o governo continua paralisado para maioria oposicionista no Senado.
Na semana passada, não conseguiu aprovar uma nova Lei Antiterrorismo para permitir as operações de reabastecimento feita pela Marinha do Japão no Oceano Índico, em apoio às operações militares dos Estados Unidos no Afeganistão.
Para tentar aprovar a lei e atrair o PDJ, Fukuda concordou que as Forças de Defesa do Japão só participem de operações sancionadas pelo Conselho de Segurança ou a Assembléia Geral das Nações Unidas e deu total prioridade à formação de uma grande aliança. Sem sucesso.
"Decidi renunciar para assumir a responsabilidade dentro e fora do partido pela confusão política causada pela proposta do primeiro-ministro para formar uma nova coalizão", declarou Ichiro Ozawa, no domingo, 4 de novembro.
Fukuda lidera o Partido Liberal-Democrata, que governa o Japão desde 1955, com exceção de um breve período de cerca de um ano nos anos 90, que tem maioria na Câmara. Nas eleições de julho, pela primeira vez, a oposição conquistou a maioria no Senado.
Para evitar um impasse e uma paralisia legislativa, o primeiro-ministro convidou o Partido Democrático do Japão para formar o novo governo. A proposta provocou a revolta dos oposicionistas. Afinal, os eleitores votaram no PDJ como uma alternativa ao PLD.
Como Ozawa não rejeitou imediatamente o convite, enfrentou uma rebelião interna do partido. Ele considerou que isso equivalia a um voto de desconfiança e decidiu pedir demissão. É um duro golpe para o PDJ e sua ambição de criar no Japão um sistema político bipartidário.
Sem a credibilidade conferida pelo exercício do poder, "a vitória nas próximas eleições será muito difícil", declarou Ozawa.
Aumenta assim a possibilidade de que o PLD resolva antecipar as eleições para a Câmara. Por enquanto, o governo continua paralisado para maioria oposicionista no Senado.
Na semana passada, não conseguiu aprovar uma nova Lei Antiterrorismo para permitir as operações de reabastecimento feita pela Marinha do Japão no Oceano Índico, em apoio às operações militares dos Estados Unidos no Afeganistão.
Para tentar aprovar a lei e atrair o PDJ, Fukuda concordou que as Forças de Defesa do Japão só participem de operações sancionadas pelo Conselho de Segurança ou a Assembléia Geral das Nações Unidas e deu total prioridade à formação de uma grande aliança. Sem sucesso.
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