O Japão quer reduzir as emissões de gás carbônico em 60% a 80% até 2050, ampliando a meta anterior, de 50%, anunciou nesta segunda-feira o primeiro-ministro Yasuo Fukuda, prometendo "construir uma sociedade de baixa emissão de gás carbônico de que possamos nos orgulhar". No momento, é o quinto país que mais emite gases que agravam o efeito estufa.
Em julho, o Japão sedia a reunião de cúpula do Grupo dos Oito (EUA, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália, Canadá e Rússia), que terá como tema central a mudança do clima. Desde já, envia um recado aos parceiros.
Fukuda acredita que o Japão pode reduzir suas emissões em 14 % até 2020. Ele também defendeu o desenvolvimento do mercado de créditos de carbono, para que países e empresas possam negociar suas cotas de poluição.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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segunda-feira, 9 de junho de 2008
sábado, 8 de dezembro de 2007
Japão aposta na tecnologia

O Japão aposta na tecnologia e na aliança militar com os Estados Unidos para enfrentar os desafios do futuro, como a ascensão da China e da Índia, a estagnação econômica, a luta política interna, o envelhecimento e o declínio de sua população, afirmou na quarta-feira, 5 de dezembro, no Rio, o professor Yukio Okamoto, assessor do governo japonês.
Há pouco mais de dois, o país tem um novo chefe de governo. Yasuo Fukuda (foto), de 71 anos, é o 30º primeiro-ministro do Japão no pós-guerra.
“As previsões são de que será um governo breve. Acho que estão errados”, previu o professor Okamoto, em palestra na Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) sobre Os Desafios do Governo Fukuda e o Futuro da Tecnologia do Japão.
Com um apoio popular de 53%-58%, é o quarto primeiro-ministro mais popular desde 1945.
Quem ficou mais tempo no poder foi Eisaku Sato (1964-72). Sosuke Uno (1989) durou apenas apenas três meses. Na média, cada primeiro-ministro japonês governou de um a dois anos.
“Se Fukuda ganhar a próxima eleição, e ele tem um problema de idade [71], ficará mais tempo do que a média”, previu Okamoto. “É um cara descontraído, não tem idéias extremadas. Foi chefe da Casa Civil do governo Junichiro Koizumi (2001-2006), meu chefe. Conheço-o muito bem. É uma pessoa prática.”
Na Câmara dos Representantes, Yasuo Fukuda, filho do primeiro-ministro Takeo Fukuda (1976-78), tem uma maioria confortável. Com a coligação do Partido Liberal-Democrata com o budista Komeito (Partido do Governo Limpo), tem dois terços dos deputados. Mas, na Câmara dos Conselheiros (Senado), o PLD perdeu sua maioria pela primeira vez nas eleições de julho para o Partido Democrático do Japão.
Como o parlamento ficará dividido por mais seis anos, tempo dos mandatos senatoriais no Japão, será difícil tomar iniciativas ousadas. “O mundo muda rapidamente, e o Japão está atolado em conflitos internos”, lamenta Okamato.
Das 500 maiores empresas da lista Global Fortune, o Japão fica em segundo, com 67, atrás dos EUA, com 162; da França, com 38; e da Alemanha, com 37.
Para manter sua importância, o Japão aposta em novas tecnologias:
• sistemas de tráfego com sensores advertindo os motoristas para objetos que não estejam vendo, distribuídos em todo o sistema de tráfego;
• robôs humanóides não só para a indústria;
• robôs para dar informações;
• novas tecnologias para combater problemas ambientais, com um grandes investimentos na pesquisa de carros elétricos.
A força da economia do Japão vem também de pequenas e médias empresas, diz Okamoto: “A Nippura faz todos os painéis laminados de acrílico do mundo. Tem 100% do mercado. Isso você não vê na China e na Coréia”.
Japão quer nova parceria com o Brasil
Um dos desafios do Japão é se acomodar diante do extraordinário crescimento chinês. O país conta com o Brasil, uma economia complementar, para recuperar o dinamismo dos anos 80, disse o professor Yukio Okamoto, assessor do primeiro-ministro Yasuo Kukuda, quarta-feira, 5 de dezembro, na Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan).
O Brasil tem uma grande população e recursos naturais abundantes; o Japão tem capital e tecnologia.
A China cresce pelo menos 8% ao ano há duas décadas. No ano passado, foram 11%; o Japão cresceu 1%. Em 10 anos, a economia da China terá dobrado. Neste ritmo, em 50 anos, terá crescido 68 vezes.
Desde 1956, o Japão cresceu cresceu 11 vezes.
“Teremos de contar com o Brasil”, sustentou Okamoto. “Não temos recursos naturais. A China consome hoje 47% do cimento do mundo, 30,5% do minério de ferro e 9% do petróleo. O lado obscuro do desenvolvimento é a poluição. A poluição da China cobre o céu do Japão.”
A China gasta sete vezes mais energia do que o Japão para produzir a mesma coisa. Sem transferência de tecnologia, o céu japonês continuará turvado.
“O Japão é cercado de grandes países”, raciocina o professor, analisando a vulnerabilidade de seu país. “O Exército do Japão é menor que os da Tailândia e de Mianmar. A China tem 2,3 milhões de soldados”. Por isso, ele considera a aliança com os EUA essencial ao Japão.
“A China está formando uma Marinha de alto-mar”, assinala Okamoto. “Tem a questão de Taiwan. A Coréia do Norte tem mísseis e armas nucleares. A única maneira de sobreviver é se aliar aos EUA.”
“Antes das reformas de Koizumi, dizia-se que o Japão viraria uma Suíça: rico, próspero e irrelevante.”
Aquele primeiro-ministro conseguiu superar uma década de estagnação: “Há um ano e meio atrás, o balanço dos empréstimos bancários tornou-se positivo. As grandes companhias estão lucrando muito mais. Há uma recuperação nas grandes cidades e um desequilíbrio em relação às pequenas cidades.”
O problema mais sério para o futuro é o envelhecimento e o declínio da população.
Dois dias no Brasil foram suficientes para o professor sentir o vigor e o dinamismo da economia brasileira, e “a natureza complementar da nossas economias”.
Okamoto entende que chegou a hora de retomar a colaboração dos anos 60 e 70: “Antes de vir, encontrei muitos líderes empresariais. Eles têm grandes aspirações em relação ao Brasil. Vêem o Brasil como diferente dos outros BRICs”, sigla criada pelo banco de investimentos Goldman Sachs para falar das grandes potências emergentes: Brasil, Rússia, Índia e China.
“O Brasil tem estabilidade política, recursos naturais e mais confiabilidade nas pessoas para fazer negócios. É um verdadeiro parceiro”, proclamou o assessor japonês. Queremos cooperar em agricultura, aperfeiçoar a cultura da cana-de-açúcar. O Brasil é um grande produtor de soja, que se transforma numa infinidade de produtos. Muitas tecnologias são transferíveis. Podemos começar por aí.”
O Brasil tem uma grande população e recursos naturais abundantes; o Japão tem capital e tecnologia.
A China cresce pelo menos 8% ao ano há duas décadas. No ano passado, foram 11%; o Japão cresceu 1%. Em 10 anos, a economia da China terá dobrado. Neste ritmo, em 50 anos, terá crescido 68 vezes.
Desde 1956, o Japão cresceu cresceu 11 vezes.
“Teremos de contar com o Brasil”, sustentou Okamoto. “Não temos recursos naturais. A China consome hoje 47% do cimento do mundo, 30,5% do minério de ferro e 9% do petróleo. O lado obscuro do desenvolvimento é a poluição. A poluição da China cobre o céu do Japão.”
A China gasta sete vezes mais energia do que o Japão para produzir a mesma coisa. Sem transferência de tecnologia, o céu japonês continuará turvado.
“O Japão é cercado de grandes países”, raciocina o professor, analisando a vulnerabilidade de seu país. “O Exército do Japão é menor que os da Tailândia e de Mianmar. A China tem 2,3 milhões de soldados”. Por isso, ele considera a aliança com os EUA essencial ao Japão.
“A China está formando uma Marinha de alto-mar”, assinala Okamoto. “Tem a questão de Taiwan. A Coréia do Norte tem mísseis e armas nucleares. A única maneira de sobreviver é se aliar aos EUA.”
“Antes das reformas de Koizumi, dizia-se que o Japão viraria uma Suíça: rico, próspero e irrelevante.”
Aquele primeiro-ministro conseguiu superar uma década de estagnação: “Há um ano e meio atrás, o balanço dos empréstimos bancários tornou-se positivo. As grandes companhias estão lucrando muito mais. Há uma recuperação nas grandes cidades e um desequilíbrio em relação às pequenas cidades.”
O problema mais sério para o futuro é o envelhecimento e o declínio da população.
Dois dias no Brasil foram suficientes para o professor sentir o vigor e o dinamismo da economia brasileira, e “a natureza complementar da nossas economias”.
Okamoto entende que chegou a hora de retomar a colaboração dos anos 60 e 70: “Antes de vir, encontrei muitos líderes empresariais. Eles têm grandes aspirações em relação ao Brasil. Vêem o Brasil como diferente dos outros BRICs”, sigla criada pelo banco de investimentos Goldman Sachs para falar das grandes potências emergentes: Brasil, Rússia, Índia e China.
“O Brasil tem estabilidade política, recursos naturais e mais confiabilidade nas pessoas para fazer negócios. É um verdadeiro parceiro”, proclamou o assessor japonês. Queremos cooperar em agricultura, aperfeiçoar a cultura da cana-de-açúcar. O Brasil é um grande produtor de soja, que se transforma numa infinidade de produtos. Muitas tecnologias são transferíveis. Podemos começar por aí.”
quinta-feira, 29 de novembro de 2007
Fukuda adota política externa moderada
Sob a liderança de Yasuo Fukuda, o Japão está adotando uma política externa mais moderada, pragmática e conciliadora, sobretudo em relação à China, e mais orientada para a Ásia do que seus antecessores Junichiro Koizumi e Shinzo Abe, observa nesta semana a revista inglesa The Economist.
Em setembro, Abe anunciou uma viagem pelo "arco da liberdade e da prosperidade" na Ásia. Foi à Índia, que como o Japão travou guerras recentes com a China, e à Austrália. Na reunião do fórum Cooperação Econômica da Ásia e do Pacífico, prometeu ao presidente dos Estados Unidos, George Walker Bush, e ao então primeiro-ministro australiano, John Howard, total comprometimento na "guerra contra o terrorismo".
Mas Abe caiu no final de setembro. Howard foi derrotado pelos trabalhistas no último domingo. E, na semana passada, os navios de guerra japoneses que reabasteciam a Marinha dos EUA no Oriente Médio voltaram para casa, diante da resistência do oposicionista Partido Democrático do Japão (PDJ), que usou sua maioria no Senado para bloquear a operação.
Fukuda fez sua primeira viagem ao exterior a Washington, reafirmando os laços de amizade e o tratado militar EUA-Japão, de 1951. Mas sinalizou uma mudança clara na política externa japonesa, mais voltada para a Ásia e mais conciliatória em relação à China e à Coréia do Norte.
Na atual confusão política no Japão, onde o PDJ rejeitou um convite para formar uma grande aliança, é improvável que a missão de reabastecimento, mais simbólica do que outra coisa, seja reautorizada.
Yasuo Fukuda é fiel às idéias de seu pai, Takeo Fukuda, primeiro-ministro há 30 anos. Na época, ele prometeu aos países vizinhos que o Japão jamais iniciaria uma nova guerra. Ao contrário, trabalharia para criar confiança e respeito mútuo. É a chamada Doutrina Fukuda.
O conservadorismo linha-dura e o revisionismo do passado militarista e agressivo do Japão Imperial de Koizumi e Abe provocaram atrito com os vizinhos, especialmente a China e as Coréias.
As relações com a China se deterioraram, caindo ao nível mais baixo desde o reatamento entre as duas potências do Leste da Ásia depois da Segunda Guerra Mundial. Em abril de 2004, houve uma série de manifestações na China, obviamente organizadas pelo governo comunista, contra a recusa do Japão de reconhecer os erros do seu passado imperial.
Enquanto seus antecessores entendiam que o fortalecimento do Japão vem de sua aliança com os EUA, Fukuda aposta numa política externa mais independente e mais voltada para a região. Acredita que o Japão deve criar mecanismos regionais para resolver as inúmeras disputas territoriais e aumentar a transparência em questões militares.
A maior preocupação japonesa é com o extraordinário crescimento chinês. Talvez seja mais recomendável adotar uma política de engajamento construtivo, refletindo os crescentes laços econômicos entre os dois países, do que tentar alguma forma de contenção que seria incapaz de frear o desenvolvimento da China.
Afinal, com o declínio relativo dos EUA, há uma tendência de que os americanos reduzam sua presença militar na Ásia, que de um modo ou de outro criou o ambiente de estabilidade para o espetacular desenvolvimento econômico na região.
Com menos EUA, o delicado equilíbrio no Leste da Ásia, a região onde a Guerra Fria foi quente, com dezenas de milhões de mortes, vai depender mais da China e do Japão - e especialmente das boas relações entre as duas potências regionais com ambições mundiais.
A visita de cinco dias, entre 29 de agosto e 2 de setembro, do ministro da Defesa da China, Cao Gangchun, ao Japão, depois de mais de nove anos de esfriamento das relações militares é um sinal de reaproximação, observa Alexandre Uehara, do Grupo de Conjuntura Internacional da Universidade de São Paulo (USP). Mas, acrescenta, as profundas desconfianças históricas não foram superadas.
Em setembro, Abe anunciou uma viagem pelo "arco da liberdade e da prosperidade" na Ásia. Foi à Índia, que como o Japão travou guerras recentes com a China, e à Austrália. Na reunião do fórum Cooperação Econômica da Ásia e do Pacífico, prometeu ao presidente dos Estados Unidos, George Walker Bush, e ao então primeiro-ministro australiano, John Howard, total comprometimento na "guerra contra o terrorismo".
Mas Abe caiu no final de setembro. Howard foi derrotado pelos trabalhistas no último domingo. E, na semana passada, os navios de guerra japoneses que reabasteciam a Marinha dos EUA no Oriente Médio voltaram para casa, diante da resistência do oposicionista Partido Democrático do Japão (PDJ), que usou sua maioria no Senado para bloquear a operação.
Fukuda fez sua primeira viagem ao exterior a Washington, reafirmando os laços de amizade e o tratado militar EUA-Japão, de 1951. Mas sinalizou uma mudança clara na política externa japonesa, mais voltada para a Ásia e mais conciliatória em relação à China e à Coréia do Norte.
Na atual confusão política no Japão, onde o PDJ rejeitou um convite para formar uma grande aliança, é improvável que a missão de reabastecimento, mais simbólica do que outra coisa, seja reautorizada.
Yasuo Fukuda é fiel às idéias de seu pai, Takeo Fukuda, primeiro-ministro há 30 anos. Na época, ele prometeu aos países vizinhos que o Japão jamais iniciaria uma nova guerra. Ao contrário, trabalharia para criar confiança e respeito mútuo. É a chamada Doutrina Fukuda.
O conservadorismo linha-dura e o revisionismo do passado militarista e agressivo do Japão Imperial de Koizumi e Abe provocaram atrito com os vizinhos, especialmente a China e as Coréias.
As relações com a China se deterioraram, caindo ao nível mais baixo desde o reatamento entre as duas potências do Leste da Ásia depois da Segunda Guerra Mundial. Em abril de 2004, houve uma série de manifestações na China, obviamente organizadas pelo governo comunista, contra a recusa do Japão de reconhecer os erros do seu passado imperial.
Enquanto seus antecessores entendiam que o fortalecimento do Japão vem de sua aliança com os EUA, Fukuda aposta numa política externa mais independente e mais voltada para a região. Acredita que o Japão deve criar mecanismos regionais para resolver as inúmeras disputas territoriais e aumentar a transparência em questões militares.
A maior preocupação japonesa é com o extraordinário crescimento chinês. Talvez seja mais recomendável adotar uma política de engajamento construtivo, refletindo os crescentes laços econômicos entre os dois países, do que tentar alguma forma de contenção que seria incapaz de frear o desenvolvimento da China.
Afinal, com o declínio relativo dos EUA, há uma tendência de que os americanos reduzam sua presença militar na Ásia, que de um modo ou de outro criou o ambiente de estabilidade para o espetacular desenvolvimento econômico na região.
Com menos EUA, o delicado equilíbrio no Leste da Ásia, a região onde a Guerra Fria foi quente, com dezenas de milhões de mortes, vai depender mais da China e do Japão - e especialmente das boas relações entre as duas potências regionais com ambições mundiais.
A visita de cinco dias, entre 29 de agosto e 2 de setembro, do ministro da Defesa da China, Cao Gangchun, ao Japão, depois de mais de nove anos de esfriamento das relações militares é um sinal de reaproximação, observa Alexandre Uehara, do Grupo de Conjuntura Internacional da Universidade de São Paulo (USP). Mas, acrescenta, as profundas desconfianças históricas não foram superadas.
segunda-feira, 5 de novembro de 2007
Líder da oposição renuncia no Japão
O Japão enfrenta uma ameaça de paralisia política depois da renúncia do líder do maior partido de oposição, que rejeitou uma proposta do primeiro-ministro Yasuo Fukuda para formar uma grande coalizão.
"Decidi renunciar para assumir a responsabilidade dentro e fora do partido pela confusão política causada pela proposta do primeiro-ministro para formar uma nova coalizão", declarou Ichiro Ozawa, no domingo, 4 de novembro.
Fukuda lidera o Partido Liberal-Democrata, que governa o Japão desde 1955, com exceção de um breve período de cerca de um ano nos anos 90, que tem maioria na Câmara. Nas eleições de julho, pela primeira vez, a oposição conquistou a maioria no Senado.
Para evitar um impasse e uma paralisia legislativa, o primeiro-ministro convidou o Partido Democrático do Japão para formar o novo governo. A proposta provocou a revolta dos oposicionistas. Afinal, os eleitores votaram no PDJ como uma alternativa ao PLD.
Como Ozawa não rejeitou imediatamente o convite, enfrentou uma rebelião interna do partido. Ele considerou que isso equivalia a um voto de desconfiança e decidiu pedir demissão. É um duro golpe para o PDJ e sua ambição de criar no Japão um sistema político bipartidário.
Sem a credibilidade conferida pelo exercício do poder, "a vitória nas próximas eleições será muito difícil", declarou Ozawa.
Aumenta assim a possibilidade de que o PLD resolva antecipar as eleições para a Câmara. Por enquanto, o governo continua paralisado para maioria oposicionista no Senado.
Na semana passada, não conseguiu aprovar uma nova Lei Antiterrorismo para permitir as operações de reabastecimento feita pela Marinha do Japão no Oceano Índico, em apoio às operações militares dos Estados Unidos no Afeganistão.
Para tentar aprovar a lei e atrair o PDJ, Fukuda concordou que as Forças de Defesa do Japão só participem de operações sancionadas pelo Conselho de Segurança ou a Assembléia Geral das Nações Unidas e deu total prioridade à formação de uma grande aliança. Sem sucesso.
"Decidi renunciar para assumir a responsabilidade dentro e fora do partido pela confusão política causada pela proposta do primeiro-ministro para formar uma nova coalizão", declarou Ichiro Ozawa, no domingo, 4 de novembro.
Fukuda lidera o Partido Liberal-Democrata, que governa o Japão desde 1955, com exceção de um breve período de cerca de um ano nos anos 90, que tem maioria na Câmara. Nas eleições de julho, pela primeira vez, a oposição conquistou a maioria no Senado.
Para evitar um impasse e uma paralisia legislativa, o primeiro-ministro convidou o Partido Democrático do Japão para formar o novo governo. A proposta provocou a revolta dos oposicionistas. Afinal, os eleitores votaram no PDJ como uma alternativa ao PLD.
Como Ozawa não rejeitou imediatamente o convite, enfrentou uma rebelião interna do partido. Ele considerou que isso equivalia a um voto de desconfiança e decidiu pedir demissão. É um duro golpe para o PDJ e sua ambição de criar no Japão um sistema político bipartidário.
Sem a credibilidade conferida pelo exercício do poder, "a vitória nas próximas eleições será muito difícil", declarou Ozawa.
Aumenta assim a possibilidade de que o PLD resolva antecipar as eleições para a Câmara. Por enquanto, o governo continua paralisado para maioria oposicionista no Senado.
Na semana passada, não conseguiu aprovar uma nova Lei Antiterrorismo para permitir as operações de reabastecimento feita pela Marinha do Japão no Oceano Índico, em apoio às operações militares dos Estados Unidos no Afeganistão.
Para tentar aprovar a lei e atrair o PDJ, Fukuda concordou que as Forças de Defesa do Japão só participem de operações sancionadas pelo Conselho de Segurança ou a Assembléia Geral das Nações Unidas e deu total prioridade à formação de uma grande aliança. Sem sucesso.
domingo, 23 de setembro de 2007
Yasuo Fukuda será primeiro-ministro do Japão
Yasuo Fukuda deve ser o primeiro-ministro do Japão. Ele venceu a eleição para a liderança do Partido Liberal-Democrata, que tem maioria na Câmara do Parlamento japonês, com 330 votos contra 197 para o ex-ministro do Exterior Taro Aso, considerado mais linha dura.
Fukuda, um moderado, substitui Shinzo Abe, que renunciou depois de escândalos de corrupção e da maior derrota eleitoral do PLD, que governa o Japão quase que ininterruptamente desde sua fundação, em 1955. Aso, que morou no Brasil trabalhando para a empresa de sua família nos anos 60 e que esteve recentemente em São Paulo, era o preferido pelo governo brasileiro.
Fukuda, um moderado, substitui Shinzo Abe, que renunciou depois de escândalos de corrupção e da maior derrota eleitoral do PLD, que governa o Japão quase que ininterruptamente desde sua fundação, em 1955. Aso, que morou no Brasil trabalhando para a empresa de sua família nos anos 60 e que esteve recentemente em São Paulo, era o preferido pelo governo brasileiro.
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