Depois de antecipar em dez meses as eleições legislativas para 16 de dezembro, o primeiro-ministro Yoshihiko Noda dissolveu hoje a Dieta, a câmara baixa do Parlamento do Japão. O governo japonês reduziu pelo quarto mês seguido suas expectativas para a economia, que encolheu no terceiro trimestre de 2012.
O governo Noda, do Partido Socialista, atribui a crise econômica à queda das exportações para a Europa e a China, mas não apresenta propostas para revigorar a economia do Japão, em crise desde o início dos anos 90.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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sexta-feira, 16 de novembro de 2012
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
China acusa Japão de roubar ilhas em disputa
A China acusou hoje o Japão de roubar um arquipélago disputado entre os dois países depois que o governo japonês comprou as três das oito ilhas Senkaku, que os chineses chamam de Diaoyu, por US$ 30 milhões.
O governo do primeiro-ministro Yoshihiko Noda alega que comprou as ilhas para evitar que o prefeito direitista de Tóquio, Shintaro Ishihara, o fizesse. Isso poderia agravar o conflito com a China. Ishihara planeja explorar as ilhas, o que aparentemente não está nos planos do governo central japonês.
Numa demonstração de força, observa o jornal The New York Times, a China enviou dois navios-patrulha da Marinha para as ilhas, como costuma fazer no Mar da China Meridional, onde têm disputas com o Vietnã, as Filipinas, a Malásia, Brunei e Taiwan, está última considerada pelo regime comunista chinês como uma parte desgarrada do país.
Na recente visita da secretária de Estado americana, Hillary Clinton, a Beijim, na semana passada, a China acusou os Estados Unidos de se meter em suas "disputas territoriais legítimas".
A irresistível ascensão da China já mudou o xadrez político mundial, mas sua postura cada vez mais agressiva na defesa de direitos que considera históricos, de um passado em que era o centro do mundo na Ásia, aumenta a importância da presença militar dos EUA no Leste da Ásia.
Há poucos meses, o presidente Barack Obama anunciou que os EUA concentrarão mais poderio militar no Oceano Pacífico do que no Atlântico. A China não gostou.
"O Pacífico é suficientemente grande para nós todos", respondeu Hillary.
Mais do que disputas territoriais, estes atritos fazem parte da ascensão da China à condição de superpotência e o declínio relativo dos EUA, que devem ser ultrapassados entre 2020 e 2030 como maior economia do mundo, mas devem continuar sendo a maior superpotência militar do planeta.
O governo do primeiro-ministro Yoshihiko Noda alega que comprou as ilhas para evitar que o prefeito direitista de Tóquio, Shintaro Ishihara, o fizesse. Isso poderia agravar o conflito com a China. Ishihara planeja explorar as ilhas, o que aparentemente não está nos planos do governo central japonês.
Numa demonstração de força, observa o jornal The New York Times, a China enviou dois navios-patrulha da Marinha para as ilhas, como costuma fazer no Mar da China Meridional, onde têm disputas com o Vietnã, as Filipinas, a Malásia, Brunei e Taiwan, está última considerada pelo regime comunista chinês como uma parte desgarrada do país.
Na recente visita da secretária de Estado americana, Hillary Clinton, a Beijim, na semana passada, a China acusou os Estados Unidos de se meter em suas "disputas territoriais legítimas".
A irresistível ascensão da China já mudou o xadrez político mundial, mas sua postura cada vez mais agressiva na defesa de direitos que considera históricos, de um passado em que era o centro do mundo na Ásia, aumenta a importância da presença militar dos EUA no Leste da Ásia.
Há poucos meses, o presidente Barack Obama anunciou que os EUA concentrarão mais poderio militar no Oceano Pacífico do que no Atlântico. A China não gostou.
"O Pacífico é suficientemente grande para nós todos", respondeu Hillary.
Mais do que disputas territoriais, estes atritos fazem parte da ascensão da China à condição de superpotência e o declínio relativo dos EUA, que devem ser ultrapassados entre 2020 e 2030 como maior economia do mundo, mas devem continuar sendo a maior superpotência militar do planeta.
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segunda-feira, 14 de maio de 2012
China, Japão e Coreia do Sul negociam livre comércio
A China, o Japão e a Coreia do Sul anunciaram ontem o início em breve de negociações de livre comércio para ajudar o Leste da Ásia a se recuperar da crise econômica mundial e cooperação para reduzir as tensões na região.
Os primeiros-ministros da China, Wen Jiabao, e do Japão, Yoshihiko Noda, e o presidente da Coreia do Sul, Lee Myung Bak, concordaram em trabalhar juntos para apaziguar a Península Coreana diante das sucessivas provocações do regime comunista da Coreia do Norte, que ameaça fabricar armas atômicas.
No ano passado, o comércio trilateral chegou a US$ 690 bilhões. A China é hoje a maior parceira comercial tanto de japonesas quanto de sul-coreanos, informa o jornal The New York Times.
Os primeiros-ministros da China, Wen Jiabao, e do Japão, Yoshihiko Noda, e o presidente da Coreia do Sul, Lee Myung Bak, concordaram em trabalhar juntos para apaziguar a Península Coreana diante das sucessivas provocações do regime comunista da Coreia do Norte, que ameaça fabricar armas atômicas.
No ano passado, o comércio trilateral chegou a US$ 690 bilhões. A China é hoje a maior parceira comercial tanto de japonesas quanto de sul-coreanos, informa o jornal The New York Times.
terça-feira, 30 de agosto de 2011
Noda é eleito primeiro-ministro do Japão
Com 280 votos a favor, a Câmara dos Deputados acaba de eleger o ex-ministro das Finanças Yoshihiko Noda para chefiar o governo do Japão. É o sexto primeiro-ministro japonês em cinco anos.
Entre seus principais desafios, estão a dívida pública de 229% do produto interno bruto, a reconstrução das áreas atingidas pelo terremoto e maremoto de março, a valorização do iene e uma nova política energética para diminuir a dependência da energia nuclear.
Entre seus principais desafios, estão a dívida pública de 229% do produto interno bruto, a reconstrução das áreas atingidas pelo terremoto e maremoto de março, a valorização do iene e uma nova política energética para diminuir a dependência da energia nuclear.
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
Yoshihiko Noda será primeiro-ministro do Japão
O ministro das Finanças, Yoshihiko Noda, foi eleito agora há pouco para ser o novo líder do Partido Democrático do Japão e do país.
Como o DPJ tem maioria na Dieta, a Câmara do parlamento japonês, Noda deve ser eleito amanhã novo primeiro-ministro do Japão. A eleição foi uma disputa interna entre as diferentes facções do partido, no estilo da política japonesa.
Como o DPJ tem maioria na Dieta, a Câmara do parlamento japonês, Noda deve ser eleito amanhã novo primeiro-ministro do Japão. A eleição foi uma disputa interna entre as diferentes facções do partido, no estilo da política japonesa.
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
Japão promete mais intervenções para baixar iene
O ministro das Finanças do Japão, Yoshihiko Noda, prometeu intervir novamente no mercado de câmbio
nesta sexta-feira para manter o iene desvalorizado e assim tentar aumentar a competitividade das exportações, chave para a recuperação do país.
Na quarta-feira, o governo japonês vendeu 2 trilhões de ienes, cerca de US$ 23,3 bilhões, na primeira grande intervenção em seis anos, criticada pelos Estados Unidos e a União Europeia.
nesta sexta-feira para manter o iene desvalorizado e assim tentar aumentar a competitividade das exportações, chave para a recuperação do país.
Na quarta-feira, o governo japonês vendeu 2 trilhões de ienes, cerca de US$ 23,3 bilhões, na primeira grande intervenção em seis anos, criticada pelos Estados Unidos e a União Europeia.
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