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sexta-feira, 7 de novembro de 2025

Hoje na História do Mundo: 7 de Novembro

 ROOSEVELT CONQUISTA QUARTO MANDATO

    Em 1944, Franklin Delano Roosevelt, único presidente dos Estados Unidos a governar por mais de dois mandatos, é eleito pela quarta vez consecutiva. 

Theodore Roosevelt tentou um terceiro mandato em 1912, mas ficou em terceiro lugar. Em 1951, a 22ª Emenda à Constituição dos EUA limitou a reeleição a apenas uma vez. Agora, Donald Trump fala em concorrer a um terceiro mandato. É apenas mais um sinal de seu autoritarismo e desrespeito pela democracia.

FDR é eleito pela primeira vez em 1932, em plena Grande Depressão (1929-39), e governa o país durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45). Quando morre, em 12 de abril de 1945, a guerra está ganha. 

Assim, lidera os EUA durante duas das maiores crises da história do país e faz a bomba atômica. É considerado um dos melhores presidentes dos EUA, talvez o melhor depois de Abraham Lincoln, que aboliu a escravatura e venceu a Guerra da Secessão (1861-65), mantendo a união.

NIXON REELEITO

    Em 1972, Richard Nixon é reeleito presidente dos Estados Unidos com 55% do voto popular e 97% dos votos do Colégio Eleitoral por vencer em todos os estados, menos em Massachusetts, cinco meses depois da invasão da sede do Partido Democrata em Washington, no Edifício Watergate, origem de um escândalo que o derrubaria.

Nixon vence o senador George McGovern, ídolo da ala mais à esquerda do Partido Democrata, que promete acabar com a participação dos EUA na Guerra do Vietnã (1955-75) e trazer os soldados de volta para casa em 90 dias, independentemente da libertação dos prisioneiros de guerra norte-americanos. Para muitos eleitores, é uma capitulação.

Os EUA estão negociando a paz com o Vietnã do Norte em Paris. Nixon fala em "paz com honra".

Com os abusos de poder e a obstrução da justiça por Nixon para encobrir o Escândalo de Watergate, a Câmara abre um inquérito para instruir um processo de impeachment. Sem apoio dentro do Partido Republicano, Nixon renuncia em 9 de agosto de 1974.

NEGROS NO PODER

    Em 1989, David Dinkins é o primeiro negro eleito prefeito de Nova York e, no estado da Virgínia, o vice-governador Douglas Wilder é o primeiro negro eleito governador estadual nos Estados Unidos. Ambos são do Partido Democrata.

O primeiro governador negro é Pinckney Benton Stewart Pinchback, que substitui o governador da Louisiana, Henry Clay Warmoth, por cinco semanas a partir de dezembro de 1872, na Era da Reconstrução depois da Guerra da Secessão (1861-65), durante um processo de impeachment.

Eric Adams, eleito em 2 de novembro de 2021, é o segundo prefeito negro de Nova York.

MAGIC JOHNSON TEM HIV

    Em 1991, Earvin Magic Johnson, um dos melhores e mais criativos jogadores da história do basquete, anuncia que está abandonando o Los Angeles Lakers depois de testar positivo para o vírus da imunodeficiência humana (HIV), que causa a síndrome de deficiência imunológica adquirida (aids).

Na época, a aids enfrenta preconceitos. É vista como uma doença de homossexuais masculinos. Johnson é heterossexual. Em 13 anos, leva o Lakers a cinco campeonatos da Associação Nacional de Basquete dos Estados Unidos (NBA). Três vezes é escolhido melhor jogador da temporada.

Johnson é hoje um empresário bem-sucedido e um exemplo de que portadores do HIV podem levar uma vida normal tomando um coquetel de medicamentos antivirais.

ELEIÇÃO CONTESTADA

    Em 2000, a eleição presidencial dos Estados Unidos é contestada na Flórida. A vitória do governador George Walker Bush sobre o vice-presidente Al Gore só é definida em 12 de dezembro, quando a Suprema Corte suspende a recontagem dos votos na Flórida.

O estado é governado por Jeb Bush, irmão do candidato republicano. Como os EUA são uma federação e não têm Justiça Eleitoral, são os governos estaduais que organizam as eleições. A secretária de Estado da Flórida é a chefe da campanha de Bush no estado.

Há vários tipos de votação. No voto borboleta, o nome primeiro candidato, do partido mais votado em eleição anterior, está no alto à esquerda. É Bush. O nome de Gore aparece no lado direito logo abaixo. Em seguida, vem Ralph Nader, um famoso advogado defensor dos direitos do consumidor, de esquerda, considerado o principal responsável pela derrota de Gore a nível nacional.

Outros eleitores votam numa espécie de cartão de computador que precisa ser perfurado. Em alguns casos, a perfuração não é suficiente para remover o pedaço perfurado.

A questão vai ao Tribunal de Justiça da Flórida, que determina a recontagem dos votos, mas a Suprema Corte suspende a recontagem. Bush vence por 537 votos de um total de quase 6 milhões, leva os 25 votos eleitorais da Flórida e ganha no Colégio Eleitoral mesmo perdendo no voto popular. Desde o século 19, um presidente era eleito sem vencer no voto popular, o que volta a acontecer com Donald Trump em 2016.

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quinta-feira, 7 de novembro de 2024

Hoje na História do Mundo: 7 de Novembro

 ROOSEVELT CONQUISTA QUARTO MANDATO

    Em 1944, Franklin Delano Roosevelt, único presidente dos Estados Unidos a governar por mais de dois mandatos, é eleito pela quarta vez consecutiva. 

Theodore Roosevelt tentou um terceiro mandato em 1912, mas ficou em terceiro lugar. Em 1951, a 22ª Emenda à Constituição dos EUA, limitou a reeleição a apenas uma vez.

FDR é eleito pela primeira vez em 1932, em plena Grande Depressão (1929-39), e governa o país durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45). Quando morre, em 12 de abril de 1945, a guerra está ganha. 

Assim, lidera o país durante duas das maiores crises da história do país e fabricou a bomba atômica. É considerado um dos melhores presidentes dos EUA, talvez o melhor depois de Abraham Lincoln, que aboliu a escravatura e venceu a Guerra da Secessão (1861-65), mantendo a união.

NIXON REELEITO

    Em 1972, Richard Nixon é reeleito presidente dos Estados Unidos com 55% do voto popular e 97% dos votos do Colégio Eleitoral por vencer em todos os estados, menos em Massachusetts, cinco meses depois da invasão da sede do Partido Democrata em Washington, no Edifício Watergate, origem de um escândalo que o derrubaria.

Nixon vence o senador George McGovern, ídolo da ala mais à esquerda do Partido Democrata, que promete acabar com a participação dos EUA na Guerra do Vietnã (1955-75) e trazer os soldados de volta para casa em 90 dias, independentemente da libertação dos prisioneiros de guerra norte-americanos. Para muitos eleitores, é uma capitulação.

Os EUA estão negociando a paz com o Vietnã do Norte em Paris. Nixon fala em "paz com honra".

Com os abusos de poder e a obstrução da justiça por Nixon para encobrir o Escândalo de Watergate, a Câmara abre um inquérito para instruir um processo de impeachment. Sem apoio dentro do Partido Republicano, Nixon renuncia em 9 de agosto de 1974.

NEGROS NO PODER

    Em 1989, David Dinkins é o primeiro negro eleito prefeito de Nova York e, no estado da Virgínia, o vice-governador Douglas Wilder é o primeiro negro eleito governador estadual nos Estados Unidos. Ambos são do Partido Democrata.

O primeiro governador negro é Pinckney Benton Stewart Pinchback, que substituiu o governador da Louisiana, Henry Clay Warmoth, por cinco semanas a partir de dezembro de 1872, na Era da Reconstrução depois da Guerra da Secessão (1861-65), durante um processo de impeachment.

Eric Adams, eleito em 2 de novembro de 2021, é o segundo prefeito negro de Nova York.

MAGIC JOHNSON TEM HIV

    Em 1991, Earvin Magic Johnson, um dos jogadores mais criativos da história do basquete, anuncia que está abandonando o Los Angeles Lakers depois de testar positivo para o vírus da imunodeficiência humana (HIV), que causa a síndrome de deficiência imunológica adquirida (aids).

Na época, a aids enfrenta preconceitos. É vista como uma doença de homossexuais masculinos. Johnson é heterossexual. Em 13 anos, leva o Lakers a cinco campeonatos da Associação Nacional de Basquete dos Estados Unidos (NBA). Três vezes é escolhido melhor jogador da temporada.

Johnson é hoje um empresário bem-sucedido e um exemplo de que portadores do HIV podem levar uma vida normal tomando um coquetel de medicamentos antivirais.

terça-feira, 7 de novembro de 2023

Hoje na História do Mundo: 7 de Novembro

 ROOSEVELT CONQUISTA QUARTO MANDATO

    Em 1944, Franklin Delano Roosevelt, único presidente dos Estados Unidos a governar por mais de dois mandatos, é eleito pela quarta vez consecutiva. 

Theodore Roosevelt tentou um terceiro mandato em 1912, mas ficou em terceiro lugar. Em 1951, a 22ª Emenda à Constituição dos EUA, limitou a reeleição a apenas uma vez.

FDR é eleito pela primeira vez em 1932, em plena Grande Depressão (1929-39), e governa o país durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45). Quando morre, em 12 de abril de 1945, a guerra está ganha. 

Assim, lidera o país durante duas das maiores crises da história do país e fabricou a bomba atômica. É considerado um dos melhores presidentes dos EUA, talvez o melhor depois de Abraham Lincoln, que aboliu a escravatura e venceu a Guerra da Secessão (1861-65), mantendo a união.

NIXON REELEITO

    Em 1972, Richard Nixon é reeleito presidente dos Estados Unidos com 55% do voto popular e 97% dos votos do Colégio Eleitoral por vencer em todos os estados, menos em Massachusetts, cinco meses depois da invasão da sede do Partido Democrata em Washington, no Edifício Watergate, origem de um escândalo que o derrubaria.

Nixon vence o senador George McGovern, ídolo da ala mais à esquerda do Partido Democrata, que promete acabar com a participação dos EUA na Guerra do Vietnã (1955-75) e trazer os soldados de volta para casa em 90 dias, independentemente da libertação dos prisioneiros de guerra norte-americanos. Para muitos eleitores, é uma capitulação.

Os EUA estão negociando a paz com o Vietnã do Norte em Paris. Nixon fala em "paz com honra".

Com os abusos de poder e a obstrução da justiça por Nixon para encobrir o Escândalo de Watergate, a Câmara abre um inquérito para instruir um processo de impeachment. Sem apoio dentro do Partido Republicano, Nixon renuncia em 9 de agosto de 1974.

NEGROS NO PODER

    Em 1989, David Dinkins é o primeiro negro eleito prefeito de Nova York e, no estado da Virgínia, o vice-governador Douglas Wilder é o primeiro negro eleito governador estadual nos Estados Unidos. Ambos são do Partido Democrata.

O primeiro governador negro é Pinckney Benton Stewart Pinchback, que substituiu o governador da Louisiana, Henry Clay Warmoth, por cinco semanas a partir de dezembro de 1872, na Era da Reconstrução depois da Guerra da Secessão (1861-65), durante um processo de impeachment.

Eric Adams, eleito em 2 de novembro de 2021, é o segundo prefeito negro de Nova York.

MAGIC JOHNSON TEM HIV

    Em 1991, Earvin Magic Johnson, um dos jogadores mais criativos da história do basquete, anuncia que está abandonando o Los Angeles Lakers depois de testar positivo para o vírus da imunodeficiência humana (HIV), que causa a síndrome de deficiência imunológica adquirida (aids).

Na época, a aids enfrenta preconceitos. É vista como uma doença de homossexuais masculinos. Johnson é heterossexual. Em 13 anos, leva o Lakers a cinco campeonatos da Associação Nacional de Basquete dos Estados Unidos (NBA). Três vezes é escolhido melhor jogador da temporada.

Johnson é hoje um empresário bem-sucedido e um exemplo de que portadores do HIV podem levar uma vida normal tomando um coquetel de medicamentos antivirais.

sábado, 4 de março de 2023

Hoje na História do Mundo: 4 de Março

POSSE DE LINCOLN

    Em 1861, Abraham Lincoln assume a Presidência dos Estados Unidos com uma mensagem de paz aos sete estados confederados do Sul (Alabama, Carolina do Sul, Flórida, Geórgia, Louisiana, Mississípi e Texas) que haviam deixado a União em 4 de fevereiro, depois de sua eleição, em novembro de 1860, por serem contra a abolição da escravatura, e adverte que vai aplicar as leis federais para impedir a secessão.


Para manter a União, Lincoln rejeita a separação dos Estados Confederados da América. Com cerca de 620 mil mortes, a Guerra da Secessão (1861-65) é a pior guerra da história dos EUA. Lincoln é assassinado em 15 de abril, seis dias depois do fim da guerra, no início de seu segundo mandato.

POSSE DE FRANKLIN ROOSEVELT

    Em 1933, em plena Grande Depressão, Franklin Delano Roosevelt, toma posse como presidente dos Estados Unidos, diz que "a única coisa de que devemos ter medo é do medo" e anuncia o New Deal, um novo pacto social com o aumento de gastos e das ações do governo federal para gerar empregos e promover o bem-estar social.


Roosevelt é reeleito três vezes, em 1936, 1940 e 1944. Não só tira o país da Grande Depressão como lidera os aliados na luta contra o nazifascismo na Segunda Guerra Mundial (1939-45) depois do ataque do Japão a Pearl Harbor, no Havaí, em 7 de dezembro de 1941, e desenvolve a bomba atômica.

sexta-feira, 4 de março de 2022

Hoje na História do Mundo: 4 de Março

LINCOLN PRESIDENTE

    Em 1861, Abraham Lincoln assume a Presidência dos Estados Unidos com uma mensagem de paz aos sete estados do Sul (Alabama, Carolina do Sul, Flórida, Geórgia, Louisiana, Mississípi e Texas) que haviam deixado a União em 4 de fevereiro, depois de sua eleição, em novembro de 1860, por serem contra a abolição da escravatura, e adverte que vai aplicar as leis federais para impedir a secessão. 

FDR TOMA POSSE

    Em 1933, em plena Grande Depressão, Franklin Delano Roosevelt, toma posse como presidente dos Estados Unidos, diz que "a única coisa de que devemos ter medo é do medo" e anuncia o New Deal, um novo pacto social com o aumento de gastos e das ações do governo federal para gerar empregos e promover o bem-estar social.  

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Visão retrógrada de Trump cria mundo mais perigoso

Os Estados Unidos historicamente tinham uma posição isolacionista. No Discurso de Despedida, seu primeiro presidente, George Washington, fez um alerta claro sobre a importância de não se envolver em guerras na Europa. Em 1917, depois de vários navios americanos serem torpedos pela Alemanha, o presidente Woodrow Wilson convenceu o país a entrar na "guerra para acabar com a todas as guerras". O presidente eleito Donald Trump promete resgatar esse isolacionismo sem sentido no mundo globalizado.

Wilson acreditava que o problema da guerra estava nas monarquias e na falta de democracia. Apresentou seu plano de paz de 14 pontos na Conferência de Versalhes, hoje chamada de "a paz para acabar com todas as pazes". Mas o Senado dos EUA, isolacionista, vetou a Convenção da Liga das Nações, proposta de Wilson,  a primeira organização de caráter universal dedicada à paz mundial.

Sem os EUA, a Liga nada fez contra as agressões do Japão, da Itália e da Alemanha. Mostrou-se impotente, enquanto a Grande Depressão (1929-39) minava o apoio ao liberalismo econômico.

Quando os EUA entraram na Segunda Guerra Mundial, em 1941, depois do ataques japonês a Pearl Harbor, no Havaí, o presidente Franklin Roosevelt articulou a Declaração das Nações Unidas, lançando o primeiro alicerce do que seria a ordem mundial no pós-guerra.

A recessão havia voltado em 1937 e 1938, com aumentos nas taxas de juros. A Grande Depressão só acabou com a aceleração da economia pelo esforço de guerra. Uma das maiores preocupações de Roosevelt era a volta da depressão depois da guerra.

Também estava claro para Roosevelt que a volta ao isolacionismo seria a volta a um mundo instável e imprevisível. Até hoje, os EUA mantêm forças na Europa, no Japão e na Coreia do Sul.

Para evitar a volta da recessão, os EUA patrocinaram a Conferência de Bretton Woods, em 1944, para criar a ordem econômica internacional do pós-guerra, assentada sobre o FMI, que visava a evitar que crises do balanço de pagamento levasse outros países a abandonar o comércio internacional (e a deixar de comprar produtos americanos); o Banco Mundial, inicialmente um banco de reconstrução do pós-guerra e depois um financiador do desenvolvimento (a injustiça econômica gera conflitos e guerras); e a Organização Internacional do Comércio.

Mais uma vez, o Senado dos EUA vetou, desta vez a Carta de Havana, que criava a OIC. O sistema multilateral de comércio foi construído a partir do Acordo Geral de Tarifas e Comércio (GATT). Em 1947, o comércio internacional movimentava US$ 57 bi. Na crise de 2008, eram US$ 9 tri. Durante décadas, os EUA promoveram rodadas de negociações para abrir os mercados da Europa, do Japão e dos países em desenvolvimento aos produtos industriais americanos.

Em 1994, no fim da Rodada Uruguai, nasce a Organização Mundial do Comércio (OMC), que além de fórum de negociações comerciais é um tribunal para solução de controvérsias, uma arquitetura criada pelos EUA. A entrada da China na OMC, em 2001, bagunçou o coreto. A ascensão irresistível da China acaba com a supremacia econômica dos EUA.

Por isso mesmo, interessa aos EUA a existência de um sistema multilateral de comércio baseado em regras e não no poder dos mais fortes. A OMC tem hoje mais de 150 países-membros. Para uma empresa transnacional, seguir as mesmas regras em 150 países é uma mão na roda.

A proposta de Trump é renegociar os acordos comerciais dos EUA mano a mano para impor o poderio econômico americano. Só que renegociar com mais de 100 países isoladamente é um pesadelo, como está percebendo o Reino Unido. Para as empresas, seria um inferno regulatório.

A OMC está em baixa. Numa crise, todos adotam medidas protecionistas, mas muito menos do que fariam sem uma organização internacional fiscalizando. Não há clima para liberalização comercial, como mostraram os ataques ao livre comércio durante a campanha eleitoral nos EUA.

O problema fundamental de Trump é ignorar as lições da história. Como disse o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, ex-primeiro-ministro da Polônia (que depende da OTAN para segurar a Rússia), "nenhum país pode ser grande isoladamente". 

Trump também ameaça não defender os aliados da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte), a aliança militar liderada pelos EUA, e sugeriu que Japão e Coreia do Sul façam suas próprias armas nucleares diante da chantagem atômica da Coreia do Norte. Ataca a não proliferação nuclear, uma das bases da política externa americana desde que outros países começaram a fazer a bomba.

No mundo globalizado, o isolamento não é uma opção. As empresas americanas espalhadas pelo mundo não vão repatriar fábricas e empregos. Em mais esta questão, Trump está na contramão da história. Suas ideias só podem acentuar o declínio relativo dos EUA. Uma superpotência nuclear decadente com um presidente paranoico é uma ameaça à paz mundial.

Assim, Trump ameaça destruir a ordem internacional que os EUA criaram no pós-guerra, a visão de mundo de Roosevelt, que rompeu o ciclo citado pelo Jaime. Como a ascensão de novas potências costuma provocar guerras, o nacionalismo rastaquera de Trump é um problema que vem da América profunda, o interior dos EUA que ignora o resto do mundo.

A derrota da ex-secretária de Estado Hillary Clinton, vista pelo eleitorado com representante do sistema político tão criticado, foi a derrota do internacionalismo liberal e da visão de mundo de Roosevelt e também da globalização econômica defendida pelo presidente Bill Clinton depois do fim da Guerra Fria. 

A decisão do eleitorado britânico de retirar o Reino Unido da União Europeia vai no mesmo sentido, é a revolta dos perdedores da globalização no mundo anglo-saxão, que desde 1776 prega o liberalismo econômico como forma de aumentar a riqueza das nações.

Na minha opinião, em vez da globalização neoliberal, precisamos de uma globalização social-democrata em que os países ricos financiem o desenvolvimento das regiões mais pobres, no modelo da integração europeia. O problema é que a UE vive sua mais profunda crise sem perspectiva de solução

Por sua vez, a China afirma ter aprendido as lições da Alemanha e da URSS, mas sua crescente agressividade com os vizinhos indica que grandes potências continuam a agir como grandes potências, ou seja, a abusar do poder.

O mundo de Trump é mais perigoso.

sábado, 3 de janeiro de 2009

Obama anuncia plano econômico

Em seu programa semanal de rádio, transmitido no YouTube, o presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, anuniou as linhas gerais do seu plano de recuperação econômica, que deve ser apresentado aos líderes do Congresso na segunda-feira.

Obama pretende gerar 3 milhões de empregos 80% no setor privado. Quer que o plano seja aprovado logo para que entre em vigor logo depois da sua posse, em 20 de janeiro.

O sonho é reeditar o Plano de Cem Dias do presidente Franklin Delano Roosevelt, eleito em 1932, no auge da Grande Depressão (1929-39).

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Obama planeja ações de impacto

O presidente eleito dos Estados Unidos, senador Barack Obama, convidou ontem o deputado Rahm Emanuel para chefe da Casa Civil.

Diante da enorme expectativa gerada por sua eleição, Obama planeja uma série de ações de impacto contra a crise econômica no estilo do Plano dos Cem Dias de Franklin Delano Roosevelt, que chegou ao poder em 1933, no auge da Grande Depressão (1929-39). Deve enviar assessores econômicos para a conferência internacional destinada a reformar o sistema financeiro internacional, em 15 de novembro, em Washington.

Leia mais no jornal inglês Financial Times.

sábado, 17 de novembro de 2007

Há 74 anos, EUA reconheciam URSS


Em 16 de novembro de 1933, os Estados Unidos estabeleceram pela primeira vez relações diplomáticas com a União Soviética, que seria sua inimiga mortal na Guerra Fria.

Por ironia da História, em mensagem ao líder soviético Maxim Litvinov, o presidente Franklin Delano Roosevelt manifestou a esperança de que as relações entre os EUA e a URSS fossem "normais e amigáveis para sempre".

Veja a manchete do New York Times naquele dia.