Horas depois de anunciar o fim da epidemia da febre hemorrágica causada pelo vírus ebola que matou 11.315 pessoas na África Ocidental, a Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou a ocorrência de um novo caso em Serra Leoa, onde uma mulher morreu.
A OMS havia advertido que os 17.322 sobreviventes ainda poderiam transmitir o vírus. Ontem, a Libéria completou 42 dias, o dobro do prazo de incubação da doença, sem novos casos. Isso levou à declaração de que o país estava livre da moléstia. O mesmo havia ocorrido na Guiné e em Serra Leoa.
Em entrevista à televisão pública britânica BBC, um porta-voz da organização não governamental Médicos sem Fronteiras (MsF) disse que novos casos isolados de ebola eram esperados.
O risco de transmissão está associado ao número de pessoas que tiveram contato com a mulher falecida em Serra. Ela recebeu um enterro tradicional, em que o corpo é lavado antes do sepultamento. Essa prática foi interrompida no auge da epidemia.
Mesmo quando a doença é controlada, o vírus pode sobreviver em determinadas partes do corpo humano, como por exemplo nos testículos. Isso permitiria a contaminação através do ato sexual.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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sexta-feira, 15 de janeiro de 2016
sexta-feira, 24 de outubro de 2014
Enfermeira de Dallas está livre do vírus ebola
A primeira enfermeira diagnostica com o vírus ebola depois de atender um paciente africano que morreu nos Estados Unidos, Nina Pham, foi declarada hoje livre da doença pelo Instituto Nacional de Saúde, no estado de Maryland, onde estava sendo tratada, noticiou o jornal The Washington Post.
Nina Pham, de 26 anos, pegou o vírus quando atendeu o liberiano Thomas Eric Duncan, a única pessoa que morreu de ebola até agora nos EUA, no Hospital Presteriano de Saúde do Texas, em Dallas.
Ontem, foi anunciado o primeiro caso da doença em Nova York. O médico Craig Spencer contraiu ebola quando trabalhava para a organização não governamental Médicos sem Fronteiras na África Ocidental e sentiu os primeiros sintomas ontem, quando teve febre de 39,4ºC, nove dias depois de voltar aos EUA.
Morador no bairro do Harlem, em Nova York, Spencer foi de metrô até o Brooklyn jogar boliche com a namorada e amigos quarta-feira à noite. Como 6 milhões de pessoas usam o metrô de Nova York todos os dias, a população ficou assustada, o governador Andrew Cuomo e o prefeito Bill de Blasio pediram calma.
Cerca de 5 mil pessoas morreram de ebola na atual epidemia, quase todas em três países do Leste da África: Libéria, Serra Leoa e Guiné.
Nina Pham, de 26 anos, pegou o vírus quando atendeu o liberiano Thomas Eric Duncan, a única pessoa que morreu de ebola até agora nos EUA, no Hospital Presteriano de Saúde do Texas, em Dallas.
Ontem, foi anunciado o primeiro caso da doença em Nova York. O médico Craig Spencer contraiu ebola quando trabalhava para a organização não governamental Médicos sem Fronteiras na África Ocidental e sentiu os primeiros sintomas ontem, quando teve febre de 39,4ºC, nove dias depois de voltar aos EUA.
Morador no bairro do Harlem, em Nova York, Spencer foi de metrô até o Brooklyn jogar boliche com a namorada e amigos quarta-feira à noite. Como 6 milhões de pessoas usam o metrô de Nova York todos os dias, a população ficou assustada, o governador Andrew Cuomo e o prefeito Bill de Blasio pediram calma.
Cerca de 5 mil pessoas morreram de ebola na atual epidemia, quase todas em três países do Leste da África: Libéria, Serra Leoa e Guiné.
Médico que atuou na Guiné é quarto caso de ebola nos EUA
Um médico que voltou para os Estados Unidos há dez dias, depois de tratar pacientes com ebola no Lste da África, é o quarto caso de contaminação pelo vírus ebola no país. A doença chegou a outro país africano, o Mali, um dos mais pobres do mundo e em guerra civil.
Craig Spencer, de 33 anos, morador do Harlem, em Nova York, trabalhou para a organização não governamental Médicos Sem Fronteiras (MSF) na Guiné. De volta aos EUA, ele não tinha retomado suas atividades no Centro Médico da Universidade de Colúmbia.
Na quarta-feira à noite, ele foi de metrô com a namorada e amigos da ilha de Manhattan ao bairro nova-iorquino do Brooklyn, onde eles jogaram boliche num local público. Depois, tomaram um táxi para casa.
Hoje de manhã, Spencer teve perturbações digestivas e uma febre de 39,4 graus centígrados. Avisou os MSF e decidiu se isolar no seu próprio apartamento. Mais tarde, foi levado para o Hospital Bellevue, o centro de tratamento do ebola em Nova York.
O prefeito Bill de Blasio declarou que quatro pessoas tiveram contato com ele e vão ficar em quarentena por 21 dias, inclusive a namorada do médico, já submetida a exames.
A Organização Mundial da Saúde já registrou 9.936 casos da doenças com 4.877 mortes, informou a rede de televisão árabe Al Jazira. Quase todas os casos e mortes ocorreram em três países da África Ocidental: Libéria, Guiné e Serra Leoa.
Craig Spencer, de 33 anos, morador do Harlem, em Nova York, trabalhou para a organização não governamental Médicos Sem Fronteiras (MSF) na Guiné. De volta aos EUA, ele não tinha retomado suas atividades no Centro Médico da Universidade de Colúmbia.
Na quarta-feira à noite, ele foi de metrô com a namorada e amigos da ilha de Manhattan ao bairro nova-iorquino do Brooklyn, onde eles jogaram boliche num local público. Depois, tomaram um táxi para casa.
Hoje de manhã, Spencer teve perturbações digestivas e uma febre de 39,4 graus centígrados. Avisou os MSF e decidiu se isolar no seu próprio apartamento. Mais tarde, foi levado para o Hospital Bellevue, o centro de tratamento do ebola em Nova York.
O prefeito Bill de Blasio declarou que quatro pessoas tiveram contato com ele e vão ficar em quarentena por 21 dias, inclusive a namorada do médico, já submetida a exames.
A Organização Mundial da Saúde já registrou 9.936 casos da doenças com 4.877 mortes, informou a rede de televisão árabe Al Jazira. Quase todas os casos e mortes ocorreram em três países da África Ocidental: Libéria, Guiné e Serra Leoa.
quarta-feira, 15 de outubro de 2014
Segunda enfermeira com ebola viajou de avião nos EUA
A enfermeira Amber Joy Vinson, a segunda pessoa a contrair o vírus ebola nos Estados Unidos, viajou de avião com 132 pessoas na véspera do dia em que foi diagnostica, confirmou hoje o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, do inglês) do país, citado pelo jornal The Washington Post. Em 13 de outubro, ela estava no voo 1143 da companhia aérea Frontier Airlines de Cleveland, no estado de Ohio, para o aeroporto de Dallas/Fort Worth, no Texas.
Como a primeira pessoa infectada nos EUA, ela também trabalhava no Hospital Presbiteriano da Saúde em Dallas, no Texas, onde esteve internado o liberiano Thomas Eric Duncan, que morreu de ebola.
O total de mortos na pior epidemia de ebola registrada até hoje chegou a 4.447 em 8.914 casos notificados, revelou hoje a Organização Mundial da Saúde, informa a agência Reuters. Quase todas as mortes ocorreram em três países do Leste da África: Libéria, Serra Leoa e Guiné. Cerca de 70% dos infectados morrem.
A doença continua avançando. A OMS já espera 5 a 10 mil novos casos por semana no início de dezembro.
No Brasil, o primeiro caso suspeito foi descartada hoje. Era um guineense que chegou ao Brasil passando pelo Marrocos. Ele recebeu alta hoje de manhã da Fundação Osvaldo Cruz, no Rio de Janeiro, depois de exames confirmarem que não contraiu a doença.
Como a primeira pessoa infectada nos EUA, ela também trabalhava no Hospital Presbiteriano da Saúde em Dallas, no Texas, onde esteve internado o liberiano Thomas Eric Duncan, que morreu de ebola.
O total de mortos na pior epidemia de ebola registrada até hoje chegou a 4.447 em 8.914 casos notificados, revelou hoje a Organização Mundial da Saúde, informa a agência Reuters. Quase todas as mortes ocorreram em três países do Leste da África: Libéria, Serra Leoa e Guiné. Cerca de 70% dos infectados morrem.
A doença continua avançando. A OMS já espera 5 a 10 mil novos casos por semana no início de dezembro.
No Brasil, o primeiro caso suspeito foi descartada hoje. Era um guineense que chegou ao Brasil passando pelo Marrocos. Ele recebeu alta hoje de manhã da Fundação Osvaldo Cruz, no Rio de Janeiro, depois de exames confirmarem que não contraiu a doença.
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segunda-feira, 13 de outubro de 2014
Identificada segunda paciente de ebola nos EUA
A enfermeira que pegou o vírus ebola do liberiano Thomas Eric Duncam no Hospital Presbiteriano Saúde do Texas, em Dallas, nos Estados Unidos, foi identificada hoje como Nina Pham, de 26 anos.
O Centro de Controle de Doenças (CDC, do inglês) dos EUA acredita que houve uma quebra no protocolo de atendimento para que a doença fosse transmitida pela primeira vez em território americano.
Na Espanha, onde a auxiliar de enfermagem Maria Teresa Romero Ramos foi infectada por pacientes que pegaram o vírus na África, as autoridades acreditam que as chances de sobrevivência aumentam a cada dia.
Mais de 4 mil pessoas morreram na atual epidemia de ebola na África Ocidental, principalmente na Libéria, na Guiné e em Serra Leoa, os países mais atingidos.
O Centro de Controle de Doenças (CDC, do inglês) dos EUA acredita que houve uma quebra no protocolo de atendimento para que a doença fosse transmitida pela primeira vez em território americano.
Na Espanha, onde a auxiliar de enfermagem Maria Teresa Romero Ramos foi infectada por pacientes que pegaram o vírus na África, as autoridades acreditam que as chances de sobrevivência aumentam a cada dia.
Mais de 4 mil pessoas morreram na atual epidemia de ebola na África Ocidental, principalmente na Libéria, na Guiné e em Serra Leoa, os países mais atingidos.
quarta-feira, 8 de outubro de 2014
Primeiro paciente de ebola nos EUA morre
A primeira pessoa diagnostica com a febre hemorrágica ebola nos Estados Unidos morreu hoje em Dallas, no Texas. Thomas Eric Duncan pegou a doença ao ajudar um vizinho em seu país, a Libéria, um dos mais atingidos pela epidemia que já matou mais de 3,4 mil pessoas na África Ocidental.
Como não sabia, Duncan declarou no aeroporto de Monróvia, a capital liberiana, não ter tido contato com portadores do vírus ebola. Ele pode ter entrado com contato com até cem pessoas nos EUA antes do diagnóstico.
Os EUA vão instalar equipamentos nos aeroportos para medir a temperatura dos passageiros que chegam, como fizeram muitos países durante a epidemia da chamada gripe suína, cinco anos atrás.
Ontem, uma auxiliar de enfermagem da Espanha foi diagnosticada com ebola depois de tratar dois pacientes que contraíram a doença em Serra Leoa, outro país africano duramente atingido. Ela disse às autoridades espanholas que pode ter esfregado uma luva contaminada no resto ao tirar as vestes de proteção.
Foi o primeiro caso na Europa. Levantou suspeitas, especialmente em outros países da União Europeia, de que o sistema de saúde espanhol não tenha tomado as precauções necessárias.
Há um risco de 5% de que a doença chegue ao Brasil até o fim deste mês, advertiu um estudo divulgado ontem pela Northeastern University em Boston, nos EUA.
Como não sabia, Duncan declarou no aeroporto de Monróvia, a capital liberiana, não ter tido contato com portadores do vírus ebola. Ele pode ter entrado com contato com até cem pessoas nos EUA antes do diagnóstico.
Os EUA vão instalar equipamentos nos aeroportos para medir a temperatura dos passageiros que chegam, como fizeram muitos países durante a epidemia da chamada gripe suína, cinco anos atrás.
Ontem, uma auxiliar de enfermagem da Espanha foi diagnosticada com ebola depois de tratar dois pacientes que contraíram a doença em Serra Leoa, outro país africano duramente atingido. Ela disse às autoridades espanholas que pode ter esfregado uma luva contaminada no resto ao tirar as vestes de proteção.
Foi o primeiro caso na Europa. Levantou suspeitas, especialmente em outros países da União Europeia, de que o sistema de saúde espanhol não tenha tomado as precauções necessárias.
Há um risco de 5% de que a doença chegue ao Brasil até o fim deste mês, advertiu um estudo divulgado ontem pela Northeastern University em Boston, nos EUA.
segunda-feira, 6 de outubro de 2014
Europa tem primeiro caso de ebola fora da África
Uma auxiliar de enfermagem espanhola é a primeira pessoa diagnosticada na Europa com o vírus ebola da epidemia em curso na África Ocidental, confirmou hoje a ministra da Saúde da Espanha, Ana Mato. A paciente ajudou a cuidar de um padre e de um missionário espanhóis que pegaram a doença em Serra Leoa, na África. Foi a primeira pessoas a pegar a doença fora da época.
Como auxiliar de enfermagem, María Teresa Romero Ramos era encarregada de trocar lençóis e de limpar os quartos. Ela sentiu os primeiros sintomas em 30 de setembro. O primeiro sintoma foi uma febre. Por isso, o diagnóstico de ebola não foi feito no primeiro momento. Quem teve contato com a doente está sendo investigado. Estima-se que sejam cerca de 50 pessoas.
O primeiro caso na Europa acontece no momento em que os Estados Unidos se preocupam que a doença se espalhe lá. Um homem que pegou a doença na África mas teve os primeiros sintomas nos EUA morreu. Cerca de 100 pessoas tiveram algum contato com ele antes dele ser confinado.
Nesta segunda-feira, ao justificar a ajuda e o envio de 3 mil soldados americanos à África, o presidente Barack Obama disse que "é uma alta prioridade da segurança nacional. Não é só caridade. É uma questão da nossa segurança."
Mais de 3,4 mil pessoas morreram na epidemia.
Como auxiliar de enfermagem, María Teresa Romero Ramos era encarregada de trocar lençóis e de limpar os quartos. Ela sentiu os primeiros sintomas em 30 de setembro. O primeiro sintoma foi uma febre. Por isso, o diagnóstico de ebola não foi feito no primeiro momento. Quem teve contato com a doente está sendo investigado. Estima-se que sejam cerca de 50 pessoas.
O primeiro caso na Europa acontece no momento em que os Estados Unidos se preocupam que a doença se espalhe lá. Um homem que pegou a doença na África mas teve os primeiros sintomas nos EUA morreu. Cerca de 100 pessoas tiveram algum contato com ele antes dele ser confinado.
Nesta segunda-feira, ao justificar a ajuda e o envio de 3 mil soldados americanos à África, o presidente Barack Obama disse que "é uma alta prioridade da segurança nacional. Não é só caridade. É uma questão da nossa segurança."
Mais de 3,4 mil pessoas morreram na epidemia.
terça-feira, 30 de setembro de 2014
EUA diagnosticam primeiro caso de ebola
Uma pessoa que saiu da Libéria em 19 de setembro e entrou nos Estados Unidos no dia seguinte foi diagnosticada hoje em Dallas, no Texas, como doente por causa do vírus ebola, anunciou hoje à tarde o Centro de Controle de Doenças (CDC, do inglês) dos EUA, com sede em Atlanta na Geórgia.
O doente começou a desenvolver sintomas de ebola cinco dias depois da chegada. Foi o primeiro caso da doença diagnosticado no país. Se alguém tiver apertado as mãos dele, deverá ficar em quarentena por três semanas. Os sintomas costumam aparecer em cinco a dez dias.
A África Ocidental enfrenta a maior epidemia de ebola da história. A situação é mais grave na Guiné, na Libéria e em Serra Leoa, que concentram a maioria dos mais de 6 mil casos e das mais de 2,2 mil mortes. Ainda foram registradas 42 mortes por ebola na República Democrática do Congo, 20 na Nigéria e uma no Senegal.
Embora tema que a situação esteja saindo de controle na região mais afetadas, a Organização Mundial da Saúde, órgão das Nações Unidas, acredita que a doença será controlada na região. Como se estima que haja subnotificação, o total real de casos pode estar em torno de 20 mil. Poderia explodir, chegando a centenas de milhares ou até 1,5 milhão.
O doente começou a desenvolver sintomas de ebola cinco dias depois da chegada. Foi o primeiro caso da doença diagnosticado no país. Se alguém tiver apertado as mãos dele, deverá ficar em quarentena por três semanas. Os sintomas costumam aparecer em cinco a dez dias.
A África Ocidental enfrenta a maior epidemia de ebola da história. A situação é mais grave na Guiné, na Libéria e em Serra Leoa, que concentram a maioria dos mais de 6 mil casos e das mais de 2,2 mil mortes. Ainda foram registradas 42 mortes por ebola na República Democrática do Congo, 20 na Nigéria e uma no Senegal.
Embora tema que a situação esteja saindo de controle na região mais afetadas, a Organização Mundial da Saúde, órgão das Nações Unidas, acredita que a doença será controlada na região. Como se estima que haja subnotificação, o total real de casos pode estar em torno de 20 mil. Poderia explodir, chegando a centenas de milhares ou até 1,5 milhão.
sábado, 27 de setembro de 2014
Ebola já matou mais de 3 mil na África Ocidental
O total de mortos na epidemia da febre hemorrágia causada pelo vírus ebola no Leste da África chegou a pelo menos 3.080, anunciou ontem a Organização Mundial da Saúde. Mais de 6,5 mil casos foram confirmados. Suspeita-se que o verdadeiro número possa ser muito maior, em torno de 20 mil.
A epidemia se concentra em três países da África Ocidental: Guiné, Libéria e Serra Leoa, onde a situação está quase fora de controle. Há o temor que o número de casos possa explodir, chegando a 1,5 milhão em algumas estimativas.
A epidemia se concentra em três países da África Ocidental: Guiné, Libéria e Serra Leoa, onde a situação está quase fora de controle. Há o temor que o número de casos possa explodir, chegando a 1,5 milhão em algumas estimativas.
sábado, 6 de setembro de 2014
Serra Leoa vai parar para conter epidemia de ebola
O governo de Serra Leoa decidiu paralisar todas as atividades no país durante quatro dias a partir de 18 de setembro de 2014 para tentar conter o alastramento da epidemia da febre hemorrágica ebola que atinge a África Ocidental, anunciou hoje a agência de notícias Reuters.
De 18 a 21 de setembro, os cidadãos e outros residentes em Serra Leoa não poderão sair de casa. Durante este período, agentes de saúde tentarão descobrir novos casos da doença em seu estágio inicial.
Mais de 2 mil pessoas morreram nesta que é a pior epidemia da doença, transmitida pelo vírus ebola. A Organização Mundial da Saúde (OMS) admite que a situação está fora de controle.
De 18 a 21 de setembro, os cidadãos e outros residentes em Serra Leoa não poderão sair de casa. Durante este período, agentes de saúde tentarão descobrir novos casos da doença em seu estágio inicial.
Mais de 2 mil pessoas morreram nesta que é a pior epidemia da doença, transmitida pelo vírus ebola. A Organização Mundial da Saúde (OMS) admite que a situação está fora de controle.
sexta-feira, 29 de agosto de 2014
Total de mortes por ebola passa de 1,5 mil
Com 3.069 casos registrados e 1.552 mortes confirmadas, a epidemia da febre hemorrágica viral ebola avança na África Ocidental. A expectativa da Organização Mundial da Saúde (OMS), órgão das Nações Unidas, é que a doença avance, contaminando 20 mil pessoas.
A OMS espera começar a conter o avanço da epidemia dentro de três meses. Até o momento, cinco países foram atingidos: Guiné, Libéria, Serra Leoa, Nigéria e a República Democrática do Congo. Hoje foi notificado o primeiro caso no Senegal.
Além das dificuldades de acesso a zonas rurais do interior desses países, as equipes de socorro enfrentam o preconceito das populações locais, que às vezes levam dias para enterrar os mortos e expulsam médicos, enfermeiros e agentes de saúde por medo de que tragam a infecção.
A OMS espera começar a conter o avanço da epidemia dentro de três meses. Até o momento, cinco países foram atingidos: Guiné, Libéria, Serra Leoa, Nigéria e a República Democrática do Congo. Hoje foi notificado o primeiro caso no Senegal.
Além das dificuldades de acesso a zonas rurais do interior desses países, as equipes de socorro enfrentam o preconceito das populações locais, que às vezes levam dias para enterrar os mortos e expulsam médicos, enfermeiros e agentes de saúde por medo de que tragam a infecção.
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sexta-feira, 8 de agosto de 2014
Nigéria declara estado de emergência contra ebola
Por recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS), a Nigéria declarou hoje estado de emergência nacional para tentar conter a epidemia da febre hemorrágica ebola que atinge a África Ocidental. A OMS declarou que ebola é uma "emergência global".
O presidente Goodluck Jonathan liberou o equivalente a US$ 11,6 milhões para o combate à doença. Sete nigerianos foram infectados até agora. Dois morreram. Como a Nigéria tem a maior população da África, grandes concentrações humanas e uma infraestrutura de saúde precária, o risco é enorme.
A situação é pior nos três primeiros países atingidos pela doença, Guiné, Libéria e Serra Leoa.
O presidente Goodluck Jonathan liberou o equivalente a US$ 11,6 milhões para o combate à doença. Sete nigerianos foram infectados até agora. Dois morreram. Como a Nigéria tem a maior população da África, grandes concentrações humanas e uma infraestrutura de saúde precária, o risco é enorme.
A situação é pior nos três primeiros países atingidos pela doença, Guiné, Libéria e Serra Leoa.
terça-feira, 29 de julho de 2014
Epidemia de ebola avança e ameaça Nigéria
Depois de infectar pelo menos 1.021 pessoas e de matar 672 desde março de 2014 na África Ocidental, a maior epidemia da febre hemorrágica ebola registrada até hoje ameaça a Nigéria, país mais populoso do continente, com 177 milhões de habitantes. Sem vacina nem tratamento, a única saída é isolar os doentes e tentar controlar os sintomas da fase aguda.
A situação é mais grave na Guiné, onde começou o surto, na Libéria e em Serra Leoa. Com a morte em Lagos, maior cidade do continente, com 20 milhões de habitantes, de um liberiano de 40 anos que esteve em Lomé, capital do Togo, soou o alarme. O risco de contágio chegou à Nigéria. Todos os portos e aeroportos foram colocados em estado de alerta.
Para a Organização Mundial da Saúde (OMS), a Cruz Vermelha Internacional, o Crescente Vermelho e a organização não governamental Médicos sem Fronteiras (MsF), o maior surto da história da doença desde a descoberta do vírus ebola, em 1976, virou uma "epidemia regional" e assim deve ser combatido e contido.
Apesar de ter se tornado o país mais rico da África, superando a África do Sul ao mudar a metodologia de cálculo do produto interno bruto para incorporar novos setores da economia, a Nigéria tem infraestrutura e os serviços de saúde pública precários e mal financiados.
O Ministério da Saúde nigeriano declarou que o morto não teve tempo de circular entre a população de Lagos para transmitir o vírus. Os outros passageiros e os tripulantes que voo que o levou ao país estão sendo alertados e examinados.
Por orientação da OMS, a Nigéria não fechou suas fronteiras para tentar barrar a entrada do vírus. A agência da ONU considera a medida, tomada domingo pela Libéria, "contraproducente e totalmente ineficiente".
Todas as capitais dos países atingidos registram casos, sinal de que a epidemia pode se propagar rapidamente. No domingo, uma cabeleireira de 32 anos tornou-se a primeira vítima de Freetown, a capital de Serra Leoa. Conacri, na Guiné, e Monróvia, na Libéria, já tiveram suas mortes.
O vírus ebola é transmitido pelas secreções humanas, não pelo ar, mas pelo contato físico, o que facilita muita o contágio desta doença fatal em quase 90% dos casos.
"Como não existe nenhum tratamento propriamente dito nem vacina, é essencial acompanhar as pessoas que tiveram contato com mortos ou doentes", comentou o epidemiologista Michel van Herp, dos MsF. "Esse contato pode ser em massa em funerais comunitários nas aldeias, especialmente na Libéria e em Serra Leoa."
Todo o mundo que teve contato com mortos ou doentes deve ser observado durante três semanas. Depois desse período, se a pessoa não tiver febre alta, diarreia, vômitos e grande cansaço, os sintomas da doença, não precisa mais ser acompanhada.
Dois americanos foram infectados na Libéria. Um é médico. Trabalha para a instituição beneficente evangélica Bolsa do Samaritano. A outra é uma mulher que trabalha num hospital de caridade.
Em Kenema, em Serra Leoa, 15 funcionários dos serviços de saúde pegaram a doença e morreram, o que provocou greves e protestos de médicos e enfermeiros. Equipes dos MsF foram atacadas no interior da Guiné por pessoas que acusam profissionais de saúde de levar a doença para suas aldeias.
A situação é mais grave na Guiné, onde começou o surto, na Libéria e em Serra Leoa. Com a morte em Lagos, maior cidade do continente, com 20 milhões de habitantes, de um liberiano de 40 anos que esteve em Lomé, capital do Togo, soou o alarme. O risco de contágio chegou à Nigéria. Todos os portos e aeroportos foram colocados em estado de alerta.
Para a Organização Mundial da Saúde (OMS), a Cruz Vermelha Internacional, o Crescente Vermelho e a organização não governamental Médicos sem Fronteiras (MsF), o maior surto da história da doença desde a descoberta do vírus ebola, em 1976, virou uma "epidemia regional" e assim deve ser combatido e contido.
Apesar de ter se tornado o país mais rico da África, superando a África do Sul ao mudar a metodologia de cálculo do produto interno bruto para incorporar novos setores da economia, a Nigéria tem infraestrutura e os serviços de saúde pública precários e mal financiados.
O Ministério da Saúde nigeriano declarou que o morto não teve tempo de circular entre a população de Lagos para transmitir o vírus. Os outros passageiros e os tripulantes que voo que o levou ao país estão sendo alertados e examinados.
Por orientação da OMS, a Nigéria não fechou suas fronteiras para tentar barrar a entrada do vírus. A agência da ONU considera a medida, tomada domingo pela Libéria, "contraproducente e totalmente ineficiente".
Todas as capitais dos países atingidos registram casos, sinal de que a epidemia pode se propagar rapidamente. No domingo, uma cabeleireira de 32 anos tornou-se a primeira vítima de Freetown, a capital de Serra Leoa. Conacri, na Guiné, e Monróvia, na Libéria, já tiveram suas mortes.
O vírus ebola é transmitido pelas secreções humanas, não pelo ar, mas pelo contato físico, o que facilita muita o contágio desta doença fatal em quase 90% dos casos.
"Como não existe nenhum tratamento propriamente dito nem vacina, é essencial acompanhar as pessoas que tiveram contato com mortos ou doentes", comentou o epidemiologista Michel van Herp, dos MsF. "Esse contato pode ser em massa em funerais comunitários nas aldeias, especialmente na Libéria e em Serra Leoa."
Todo o mundo que teve contato com mortos ou doentes deve ser observado durante três semanas. Depois desse período, se a pessoa não tiver febre alta, diarreia, vômitos e grande cansaço, os sintomas da doença, não precisa mais ser acompanhada.
Dois americanos foram infectados na Libéria. Um é médico. Trabalha para a instituição beneficente evangélica Bolsa do Samaritano. A outra é uma mulher que trabalha num hospital de caridade.
Em Kenema, em Serra Leoa, 15 funcionários dos serviços de saúde pegaram a doença e morreram, o que provocou greves e protestos de médicos e enfermeiros. Equipes dos MsF foram atacadas no interior da Guiné por pessoas que acusam profissionais de saúde de levar a doença para suas aldeias.
sexta-feira, 11 de julho de 2014
OMS registra mais 21 mortes por ebola
Com mais 44 casos e 21 mortes registradas entre 6 e 8 de julho de 2014, sobe para 888 casos e 539 mortes desde fevereiro o balanço da epidemia da febre hemorrágica ebola no Leste da África, revelou hoje a Organização Mundial da Saúde, que já reuniu 11 países da região para adotar ações coletivas.
O vírus ebola é transmitido pelas secreções humanas, inclusive pelo ar, como a gripe. Causa vômito e diarreia, hemorragias internas e externas, e prejudica as funções dos rins e do fígado, matando em 80% dos casos. Não há tratamento nem vacina. Os médicos tentam isolar os pacientes para conter a propagação da doença.
Este é o pior surto de que se tem notícia. A maioria dos casos ocorreu na Guiné, em Serra Leoa e na Libéria.
O vírus ebola é transmitido pelas secreções humanas, inclusive pelo ar, como a gripe. Causa vômito e diarreia, hemorragias internas e externas, e prejudica as funções dos rins e do fígado, matando em 80% dos casos. Não há tratamento nem vacina. Os médicos tentam isolar os pacientes para conter a propagação da doença.
Este é o pior surto de que se tem notícia. A maioria dos casos ocorreu na Guiné, em Serra Leoa e na Libéria.
quarta-feira, 2 de julho de 2014
OMS faz reunião de emergência sobre surto de ebola
A pedido da Organização Mundial da Saúde, os ministros da Saúde de 11 países da África Ocidental se reuniram hoje em Acra, a capital de Gana para articular o combate a um surto do vírus ebola. De 763 pessoas infectadas na região, 468 morreram.
Já é o pior surto do vírus ebola. A maior parte dos casos foi registrada na Guiné, mas o ebola se espalhou para a Libéria e Serra Leoa. Também participaram do encontro representantes da Costa do Marfim, Gana, Gâmbia, a Guiné-Bissau, o Mali, a República Democrática do Congo, o Senegal e Uganda.
Para a OMS, é necessária uma "ação drástica" para eliminar o vírus e evitar sua propagação. "Precisamos fortalecer a cooperação e as respostas destes países para conter o surto", declarou Daniel Epstein, porta-voz da agência da ONU.
Como medidas para impedir a movimentação de pessoas na área afetada seriam impraticáveis, acrescentou Epstein, "precisamos de uma resposta forte, principalmente nas áreas de fronteira."
O vírus ebola mata em 90% dos casos. É transmitido pelo contato com os fluidos do corpo da pessoa infectada. Não há cura nem vacina. A maneira de conter o surto e evitar que se transforme numa epidemia é isolar os doentes e quem teve contato com eles. No momento, os médicos estão monitorando centenas de pessoas por um prazo de 21 dias.
Ebola é uma febre hemorrágica. Pode começar de repente, com febre alta, diarreia e vômito. Só 10% dos pacientes conseguem vencer o vírus. Os outros sofrem homorragias internas e externas até os órgãos pararem de funcionar.
Já é o pior surto do vírus ebola. A maior parte dos casos foi registrada na Guiné, mas o ebola se espalhou para a Libéria e Serra Leoa. Também participaram do encontro representantes da Costa do Marfim, Gana, Gâmbia, a Guiné-Bissau, o Mali, a República Democrática do Congo, o Senegal e Uganda.
Para a OMS, é necessária uma "ação drástica" para eliminar o vírus e evitar sua propagação. "Precisamos fortalecer a cooperação e as respostas destes países para conter o surto", declarou Daniel Epstein, porta-voz da agência da ONU.
Como medidas para impedir a movimentação de pessoas na área afetada seriam impraticáveis, acrescentou Epstein, "precisamos de uma resposta forte, principalmente nas áreas de fronteira."
O vírus ebola mata em 90% dos casos. É transmitido pelo contato com os fluidos do corpo da pessoa infectada. Não há cura nem vacina. A maneira de conter o surto e evitar que se transforme numa epidemia é isolar os doentes e quem teve contato com eles. No momento, os médicos estão monitorando centenas de pessoas por um prazo de 21 dias.
Ebola é uma febre hemorrágica. Pode começar de repente, com febre alta, diarreia e vômito. Só 10% dos pacientes conseguem vencer o vírus. Os outros sofrem homorragias internas e externas até os órgãos pararem de funcionar.
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vírus ebola
quarta-feira, 2 de abril de 2014
Vírus ebola chega à capital da Guiné
Um surto do vírus ebola, um dos mais mortais, iniciado nas florestas do interior da Guiné, perto das fronteiras com a Libéria e Serra Leoa, chegou à capital desse país do Oeste da África.
Treze casos foram notificados em Conacri, uma cidade densamente povoada de 2 milhões de habitantes onde há alto risco de transmissão da doença.
Treze casos foram notificados em Conacri, uma cidade densamente povoada de 2 milhões de habitantes onde há alto risco de transmissão da doença.
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