O atirador que baleou 12 policiais ontem à noite na cidade de Dallas, no estado do Texas, nos Estados Unidos, foi identificado hoje como Micah Xavier Johnson, de 25 anos. Ele era negro, veterano da Guerra do Afeganistão e não tinha antecedentes criminais nem ligação com grupos terroristas.
O ataque aconteceu durante manifestações de protesto em várias cidades americanas contra o assassinato de dois negros pela polícia em incidentes diferentes. Depois de horas de negociações com a polícia, Johnson foi morto por um robô-bomba, noticiou o jornal Los Angeles Times.
Durante as negociações, Johnson blefou. Ameaçou explodir uma bomba que a polícia não encontrou: "O suspeito disse que no fim encontraríamos uma bomba", declarou o chefe de polícia de Dallas, David Brown. "Ele queria matar policiais, expressou o desejo de matar brancos, especialmente policiais brancos". Ao mesmo tempo, "expressou raiva em relação ao movimento Vidas Negras Importam."
Na casa dele, a polícia encontrou armas e material para fabricação de bombas.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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sexta-feira, 8 de julho de 2016
Protesto contra violência policial termina com policiais mortos no Texas
Durante protestos contra a violência policial depois que mais dois negros foram assassinados nos Estados Unidos, dois atiradores feriram 11 policiais na cidade de Dallas, no Texas. Quatro morreram e três estão em estado crítico, declarou o chefe de polícia local, David Brown.
O tiroteio provocou pânico e pôs centenas de pessoas em fuga. A polícia isolou a área, prendeu uma mulher e negocia com um atirador entrincheirado num estacionamento.
O reverendo Jeff Hood, que liderava a manifestação de protesto, disse ter visto dois policiais caírem baleados: "Eu gritei: há um atirador. Corram. Corram... Tínhamos medo que viessem balas de um estacionamenton então continuamos correndo."
O tiroteio provocou pânico e pôs centenas de pessoas em fuga. A polícia isolou a área, prendeu uma mulher e negocia com um atirador entrincheirado num estacionamento.
O reverendo Jeff Hood, que liderava a manifestação de protesto, disse ter visto dois policiais caírem baleados: "Eu gritei: há um atirador. Corram. Corram... Tínhamos medo que viessem balas de um estacionamenton então continuamos correndo."
terça-feira, 1 de setembro de 2015
Número de homicídios cresce em várias cidades dos EUA
BOSTON, EUA - Depois de décadas de declínio, o número de assassinatos está em alta em pelo menos 35 grandes cidades dos Estados Unidos, noticiou hoje o jornal The New York Times. O maior aumento foi em Milwaukee, onde 104 pessoas foram mortas nos oito primeiros meses do ano, 76% a mais do que os 59 homicídios registrados no mesmo período em 2014.
São Luís, no estado do Missouri, ficou em segundo lugar, com aumento de 60%, seguida de Baltimore (56%), Washington (44%), Nova Orleans (22%), Chicago (20%), Dallas (17%), Nova York (9%) e Filadélfia (4%).
A rivalidade entre as gangues, em muitos casos na disputa por pontos de tráfico de drogas, e a facilidade em comprar armas de fogo estão entre as principais causas em cidades como Chicago, onde o número de mortes subiu de 244 ano passado para 294 em 2015. Mas a polícia adverte que muitos jovens frustrados da periferia estão recorrendo à violência para "acertos de contas".
Em Milwaukee, a maioria dos assassinos e suas vítimas são negros com menos de 30 anos que livem em bairros pobres da periferia marcados pelo desemprego, a miséria e a retomada de imóveis por falta de pagamento.
Para o chefe de policia de Chicago, Garry McCarthy, a abundância de armas de fogo é um fator central para o aumento no número de assassinatos. Embora haja um movimento para reduzir a massa carcerária, ele defende um aumento de penas para crimes violentos: "Em todo o país, percebemos que não é o indivíduo que nunca cometeu um crime que de repente mata alguém. São os criminosos reincidentes. As mesmas pessoas matam mais de uma vez e continuam matando."
Também há especialistas que falam um "efeito de Ferguson". Os violentos protestos contra a morte de um jovem negro na cidade de Ferguson, no estado do Missouri, teriam colocado a polícia na defensiva, alega o penalista Alfred Blumstein, professor da Universidade Carnegie Mellon.
Outros, como Richard Rosenfeld, da Universidade do Missouri em São Luís, afirma que o número de homicídios começou a subir antes da morte do jovem negro Michael Brown por um policial branco que não foi denunciado.
Em Nova Orleans, o chefe de polícia, Michael Harrison, entende que o aumento no número de assassinatos não se deve ao maior nível de violência das gangues ou de assaltos de rua. A maioria dos casos seria de pessoas mortas em casa ou nos seus carros por poessoas que conhecem suas vítimas pessoalmente.
"Não é uma situação que possa ser resolvida por mais policiamento", disse Harrison. "É uma cultura de violência profundamente arraigada na comunidade - um segmento da população em que as pessoas estão resolvendo seus problemas de maneira violenta."
São Luís, no estado do Missouri, ficou em segundo lugar, com aumento de 60%, seguida de Baltimore (56%), Washington (44%), Nova Orleans (22%), Chicago (20%), Dallas (17%), Nova York (9%) e Filadélfia (4%).
A rivalidade entre as gangues, em muitos casos na disputa por pontos de tráfico de drogas, e a facilidade em comprar armas de fogo estão entre as principais causas em cidades como Chicago, onde o número de mortes subiu de 244 ano passado para 294 em 2015. Mas a polícia adverte que muitos jovens frustrados da periferia estão recorrendo à violência para "acertos de contas".
Em Milwaukee, a maioria dos assassinos e suas vítimas são negros com menos de 30 anos que livem em bairros pobres da periferia marcados pelo desemprego, a miséria e a retomada de imóveis por falta de pagamento.
Para o chefe de policia de Chicago, Garry McCarthy, a abundância de armas de fogo é um fator central para o aumento no número de assassinatos. Embora haja um movimento para reduzir a massa carcerária, ele defende um aumento de penas para crimes violentos: "Em todo o país, percebemos que não é o indivíduo que nunca cometeu um crime que de repente mata alguém. São os criminosos reincidentes. As mesmas pessoas matam mais de uma vez e continuam matando."
Também há especialistas que falam um "efeito de Ferguson". Os violentos protestos contra a morte de um jovem negro na cidade de Ferguson, no estado do Missouri, teriam colocado a polícia na defensiva, alega o penalista Alfred Blumstein, professor da Universidade Carnegie Mellon.
Outros, como Richard Rosenfeld, da Universidade do Missouri em São Luís, afirma que o número de homicídios começou a subir antes da morte do jovem negro Michael Brown por um policial branco que não foi denunciado.
Em Nova Orleans, o chefe de polícia, Michael Harrison, entende que o aumento no número de assassinatos não se deve ao maior nível de violência das gangues ou de assaltos de rua. A maioria dos casos seria de pessoas mortas em casa ou nos seus carros por poessoas que conhecem suas vítimas pessoalmente.
"Não é uma situação que possa ser resolvida por mais policiamento", disse Harrison. "É uma cultura de violência profundamente arraigada na comunidade - um segmento da população em que as pessoas estão resolvendo seus problemas de maneira violenta."
sexta-feira, 15 de maio de 2015
Ex-governador do Texas volta à corrida à Casa Branca
Apesar do fracasso de 2012, o ex-governador do Texas Rick Perry vai lançar dia 4 de junho sua campanha pela candidatura do Partido Republicano à Presidência dos Estados Unidos em 2016, noticiou hoje o jornal Dallas Morning News.
A rede de televisão CBS confirmou e mulher de Perry, Anita, fez um convite no Twitter para um evento em Dallas no próximo dia 4.
Será a segunda tentativa de Perry de chegar à Casa Branca. Em 2012, sua campanha teve um início promissor. Estava bem nas pesquisas, arrecadando muito dinheiro. Naufragou depois de uma série de gafes.
Na disputa entre os candidatos republicanos para ver quem diminui mais a máquina do Estado, Perry prometeu fechar três ministérios e agências do governo federal dos EUA. Ao ser questionado num debate, não soube dizer quais seriam.
A rede de televisão CBS confirmou e mulher de Perry, Anita, fez um convite no Twitter para um evento em Dallas no próximo dia 4.
Será a segunda tentativa de Perry de chegar à Casa Branca. Em 2012, sua campanha teve um início promissor. Estava bem nas pesquisas, arrecadando muito dinheiro. Naufragou depois de uma série de gafes.
Na disputa entre os candidatos republicanos para ver quem diminui mais a máquina do Estado, Perry prometeu fechar três ministérios e agências do governo federal dos EUA. Ao ser questionado num debate, não soube dizer quais seriam.
sexta-feira, 24 de outubro de 2014
Enfermeira de Dallas está livre do vírus ebola
A primeira enfermeira diagnostica com o vírus ebola depois de atender um paciente africano que morreu nos Estados Unidos, Nina Pham, foi declarada hoje livre da doença pelo Instituto Nacional de Saúde, no estado de Maryland, onde estava sendo tratada, noticiou o jornal The Washington Post.
Nina Pham, de 26 anos, pegou o vírus quando atendeu o liberiano Thomas Eric Duncan, a única pessoa que morreu de ebola até agora nos EUA, no Hospital Presteriano de Saúde do Texas, em Dallas.
Ontem, foi anunciado o primeiro caso da doença em Nova York. O médico Craig Spencer contraiu ebola quando trabalhava para a organização não governamental Médicos sem Fronteiras na África Ocidental e sentiu os primeiros sintomas ontem, quando teve febre de 39,4ºC, nove dias depois de voltar aos EUA.
Morador no bairro do Harlem, em Nova York, Spencer foi de metrô até o Brooklyn jogar boliche com a namorada e amigos quarta-feira à noite. Como 6 milhões de pessoas usam o metrô de Nova York todos os dias, a população ficou assustada, o governador Andrew Cuomo e o prefeito Bill de Blasio pediram calma.
Cerca de 5 mil pessoas morreram de ebola na atual epidemia, quase todas em três países do Leste da África: Libéria, Serra Leoa e Guiné.
Nina Pham, de 26 anos, pegou o vírus quando atendeu o liberiano Thomas Eric Duncan, a única pessoa que morreu de ebola até agora nos EUA, no Hospital Presteriano de Saúde do Texas, em Dallas.
Ontem, foi anunciado o primeiro caso da doença em Nova York. O médico Craig Spencer contraiu ebola quando trabalhava para a organização não governamental Médicos sem Fronteiras na África Ocidental e sentiu os primeiros sintomas ontem, quando teve febre de 39,4ºC, nove dias depois de voltar aos EUA.
Morador no bairro do Harlem, em Nova York, Spencer foi de metrô até o Brooklyn jogar boliche com a namorada e amigos quarta-feira à noite. Como 6 milhões de pessoas usam o metrô de Nova York todos os dias, a população ficou assustada, o governador Andrew Cuomo e o prefeito Bill de Blasio pediram calma.
Cerca de 5 mil pessoas morreram de ebola na atual epidemia, quase todas em três países do Leste da África: Libéria, Serra Leoa e Guiné.
sexta-feira, 22 de novembro de 2013
JFK foi um dos melhores presidentes dos EUA
Apesar de ter autorizado a invasão da Baía dos Porcos, em
Cuba, do início da conspiração para derrubar o presidente João Goulart e do
incessante revisionismo histórico, John Fitzgerald Kennedy (1961-63), assassinado há 50 anos, foi um dos melhores presidentes dos Estados Unidos e até hoje é o mais popular. Foi o primeiro presidente da era da televisão.
No momento decisivo de sua Presidência de apenas mil dias, a
Crise dos Mísseis em Cuba, de 14 a 27 de outubro de 1962, quando o mundo esteve mais perto
do que nunca de uma guerra nuclear, Kennedy controlou os falcões e cercou a
ilha, em vez de invadi-la. Em vez de chamar de "bloqueio", usou a palavra "quarentena" para disfarçar.
JFK também foi decisivo ao resistir à pressão soviética para
abandonar Berlim Ocidental depois da construção do muro, em 13 de agosto de
1961. Em 1963, durante meses, tanques soviéticos e americanos estiveram frente
à frente nas ruas da atual capital da Alemanha.
Em discurso em Berlim, Kennedy pronunciou, em alemão, uma de suas
frases mais célebres: “Todos os homens livres, onde quer que vivam, são
cidadãos de Berlim. Portanto, como um homem livre, tenho orgulho das palavras:
‘Ich bin ein Berliner’ (Eu sou um berlinense)”.
No centenário da Proclamação da Abolição, em 1963, Kennedy
mandou tropas federais proteger os estudantes negros que não tinham proteção da
polícia de estados racista.
A legislação de direitos civis foi aprovada no governo
Lyndon Johnson, lembrou Luiz Fernando Veríssimo sem disfarçar o cacoete
esquerdista de querer diminuir os heróis dos EUA. Mas a proposta era de JFK. Há
um telefonema de Johnson para o pastor Martin Luther King Jr. prometendo
aprovar as leis que garantiram direitos iguais para os negros.
Se o homem chegou à Lua, foi Kennedy quem mandou ao lançar
seu programa especial como um desafio: “Queremos ir à Lua não por que seja
fácil, mas porque é difícil”. Era um novo teste à capacidade tecnológica dos
EUA depois que a União Soviética tinha dado um salto à frente com o primeiro
satélite artificial da Terra, o Sputnik, em 1957, e ao mandar o primeiro homem
ao espaço, Yuri Gagarin, em 1961.
Mais jovem presidente a chegar à Casa Branca, com apenas 43
anos e uma linda mulher de 31 anos, Kennedy foi o primeiro político da era da
televisão. Soube usar sua própria imagem e da primeira família como um apelo
irresistível. As fotos dos filhos pequenos brincando no Salão Oval da Casa
Branca são históricas.
Sua vitória sobre o então vice-presidente Richard Nixon em
1960, na eleição presidencial com maior participação do eleitorado da História
dos EUA, foi selada nos primeiros debates presidenciais televisionados.
Como observou o sociólogo canadense e guru da comunicação
Marshall McLuhan em Os Meios de
Comunicação como Extensões do Homem, Kennedy parecia o xerife simpatico e
bonachão de uma cidadezinha do interior, sem todas as respostas na ponta da
língua, mas passando sinceridade e boa vontade.
Suando e mal bardeado, Nixon, comparou McLuhan, estava mais
para o advogado da estrada de ferro que chega à cidadezinha para ferrá-la. Até
hoje o debate é estudado. Ronald Reagan repetiu literalmente uma pergunta no
seu debate com Jimmy Carter em 1980, aconselhando os eleitores a votar na
oposição se estivessem menos ricos do que quatro anos antes.
Com sua elegância de origem francesa, um charme a mais para
a sociedade americana, Jaqueline Kennedy redecorou a Casa Branca e a abriu pela
primeira vez para as câmaras de televisão. Era tão popular na França que numa
entrevista em Paris ele se apresentou assim: “Sou o homem que está acompanhando
Jaqueline Kennedy em sua visita à Europa”.
Jackie não gostava do carro aberto. Sua imagem de dor e
dignidade diante da morte do marido sensibilizou o mundo inteiro. O funeral de
Kennedy reforçou o papel ritual da TV em grandes cerimônias, aquele cortejo
lento com os irmãos do presidente, a viúva e chefes de Estado e de governos
estrangeiros seguindo em marcha fúnebre, Jackie, Bob e Ted Kennedy caminhando
de costas para não dar as costas ao presidente.
Nesses últimos 50 anos desde que os tiros calaram o político
mais popular do planeta numa cidade sombria de um estado conservador e
reacionário como o Texas, as críticas ao governo Kennedy se avolumaram. Estão
em livros como O Lado Negro de Camelot, de Seymour Hersh, que explora relações extraconjugais e ligações com a máfia.
Kennedy era um homem dos anos 1960s. Alega-se até que foi o primeiro presidente a fumar maconha na Casa Branca.
ASSASSINATO
Sua própria morte é um mistério. A versão oficial é que JFK
foi morto por Lee Harvey Oswald, um ex-fuzileiro naval que estivera na União
Soviética. Dois dias depois, diante das câmeras de TV, ao vivo, Jack Ruby matou
Oswald, ajudando a enterrar o mistério.
Daí vem suspeitas de vingança da máfia, que teria apoiado a
eleição de Kennedy e até ajudado o presidente a ter um caso com a atriz Marylin
Monroe, que cantou parabéns para JFK na Casa Branca num de seus aniversários.
A Comissão Warren, presidida pelo presidente da Suprema
Corte na época, Eral Warren, concluiu que Oswald tinha sido o único responsável
pela morte. Mas a maioria duvida que tenha agido sozinho.
Kennedy criou a Aliança para o Progresso para o desenvolvimento da América Latina, mas a preocupação era com a segurança nacional.
Em plena Guerra Fria, Kennedy levou adiante um plano de invadir Cuba formulado por Nixon no governo Dwight Eisenhower e não se opôs à articulação do golpe contra Jango. É improvável que outro presidente dos EUA pudesse agir de outra maneira. Os republicanos eram muito mais direitistas. Costumavam acusar os democratas de “perder a China”, que caiu sob o comunismo no governo Harry Truman (1945-63).
Em plena Guerra Fria, Kennedy levou adiante um plano de invadir Cuba formulado por Nixon no governo Dwight Eisenhower e não se opôs à articulação do golpe contra Jango. É improvável que outro presidente dos EUA pudesse agir de outra maneira. Os republicanos eram muito mais direitistas. Costumavam acusar os democratas de “perder a China”, que caiu sob o comunismo no governo Harry Truman (1945-63).
Pelo mesmo motivo, Kennedy mandou milhares de assessores
militares dos EUA para o Vietnã. Naquela época, os EUA acreditavam na teoria do dominó. Se um país caísse sob o comunismo, os outros viriam atrás. A participação direta na Guerra do Vietnã começa em
1964, depois que o governo Johnson forjou o Incidente do Golfo de Tonkin.
Apesar de todos os seus muitos defeitos, Kennedy acertou em
questões essenciais como na Crise dos Mísseis, na defesa de Berlim e na defesa
de direitos iguais para negros e brancos. A suposição de que poderia ter negociado o desarmamento com
a URSS duas décadas antes de Reagan não tem muita consistência. Com quem
Kennedy negociaria, com Leonid Brejnev?
Acima de tudo, foi um presidente que renovou a fé e a
esperança, que talvez seja a maior obrigação de um líder político.
No seu discurso de posse, declarou: “Não pense no que seu país
pode fazer por você. Pense no que você pode fazer pelo seu país”, pregando um
sentimento de solidariedade que o individualismo crescente nas últimas décadas
parece ter descartado.
Num balanço final, por maiores que sejam as críticas, JFK
foi muito melhor do que Lyndon Johnson, Richard Nixon, Gerald Ford, Jimmy
Carter, Ronald Reagan, os dois George Bush e Bill Clinton.
A direita pode alegar que Reagan ganhou a Guerra Fria, mas o
degelo se deveu muito mais ao líder soviético Mikhail Gorbachev e sua decisão
de reformar o irreformável comunismo soviético do que às ações midiáticas do
Grande Comunicador, como era conhecido o outrora canastrão de Hollywood.
Graças à revolução da tecnologia da informação, Clinton
presidiu os EUA numa década de grande prosperidade. Mas era da ala conservadora
do Partido Democrata e, pela primeira vez em décadas, o partido teve dois
candidatos do Sul, sinal da guinada à direita.
Clinton se omitiu no genocídio em Ruanda e não aproveitou a
década de total supremacia dos EUA para tentar modernizar as instituições
internacionais do sistema ONU, além de descuidar da regulamentação do mercado
financeiro, embarcando no neoliberalismo republicano.
O primeiro democrata do Norte dos EUA a conquistar a Casa
Branca depois de Kennedy foi Barack Obama. É também o mais próximo
ideologicamente do presidente morto, uma espécie de herdeiro político.
Quando Kennedy foi morto, há exatamente 50 anos, eu era um
menino de apenas 9 anos. Na minha inocência, imaginei que só poderia ter sido a
URSS. A guerra nuclear seria inevitável. A morte era certa, pelo menos a morte
da inocência.
Sua morte foi o prenúncio de uma década trágica nos EUA. Em
1968, seriam mortos o líder negro Martin Luther King e Bob Kennedy, baleado no
dia em que venceu a eleição primária na Califórnia, conquistando a candidatura
democraca para a Casa Branca.
Com os Kennedy e Kuther King, morreram também o sonho e as esperanças dos anos 60. O sonho de Obama ficou muito aquém.
Com os Kennedy e Kuther King, morreram também o sonho e as esperanças dos anos 60. O sonho de Obama ficou muito aquém.
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sábado, 2 de junho de 2007
Terroristas planejavam atacar aeroporto JFK
Quatro suspeitos de conspirar para atacar o Aeroporto Internacional John Fitzgerald Kennedy, em Nova Iorque, colocando explosivos para detonar os reservatórios de gasolina e um oleoduto, foram denunciados à Justiça dos Estados Unidos.
O Departamento de Segurança Interna declarou que não existe uma ameaça real contra o aeroporto porque o plano ainda estava muito longe da execução e "não era viável tecnicamente".
"Quando você atinge os Kennedy, é a coisa mais dolorosa para os EUA", disse um dos conspiradores numa conversa telefônica interceptada por agentes americanos. "Atingir John Kennedy... Uau! Eles amam JFK. Ele é o cara. Se você atacar JFK, todo o país ficará de luto. É como se a gente pudesse matar o cara pela segunda vez".
Kennedy foi assassinado em novembro de 1963, em Dallas, no Texas, num crime nunca totalmente esclarecido sobre o qual abundam teorias conspiratórias. A versão oficial é foi morto por Lee Harvey Oswald, que teria agido sozinho. Mar por que então Oswald foi assassinado por Jack Rubin?
Agora, só um dos quatro suspeitos foi preso nos EUA, Russel de Freitas, cidadão americano nascido na Guaiana, detido no bairro do Brooklyn, em Nova Iorque. Os demais suspeitos foram identificados como Abdul Kadir, da Guaiana; Kareem Ibrahim, de Trinidade-Tobago; e Abdel Nur. Este útimo está solto; os outros dois foram presos em Trinidade-Tobago. A Justiça dos EUA quer sua extradição.
O Departamento de Segurança Interna declarou que não existe uma ameaça real contra o aeroporto porque o plano ainda estava muito longe da execução e "não era viável tecnicamente".
"Quando você atinge os Kennedy, é a coisa mais dolorosa para os EUA", disse um dos conspiradores numa conversa telefônica interceptada por agentes americanos. "Atingir John Kennedy... Uau! Eles amam JFK. Ele é o cara. Se você atacar JFK, todo o país ficará de luto. É como se a gente pudesse matar o cara pela segunda vez".
Kennedy foi assassinado em novembro de 1963, em Dallas, no Texas, num crime nunca totalmente esclarecido sobre o qual abundam teorias conspiratórias. A versão oficial é foi morto por Lee Harvey Oswald, que teria agido sozinho. Mar por que então Oswald foi assassinado por Jack Rubin?
Agora, só um dos quatro suspeitos foi preso nos EUA, Russel de Freitas, cidadão americano nascido na Guaiana, detido no bairro do Brooklyn, em Nova Iorque. Os demais suspeitos foram identificados como Abdul Kadir, da Guaiana; Kareem Ibrahim, de Trinidade-Tobago; e Abdel Nur. Este útimo está solto; os outros dois foram presos em Trinidade-Tobago. A Justiça dos EUA quer sua extradição.
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