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terça-feira, 26 de novembro de 2019

Violência no Congo suspende ações de ajuda humanitária contra ebola

A violência de uma guerra civil sem fim levou grupos de ajuda humanitária a suspender a luta contra a epidemia do vírus ebola na República Democrática do Congo, no Centro da África. Uma nova explosão de violência na cidade de Beni obrigou as agências a paralisar temporariamente o trabalho, noticiou hoje a agência Associated Press (AP).

A paralisação das atividades das equipes de emergência aumenta o risco de que a doença se espalhe pela República Democrática do Congo e países vizinhos. A violência de grupos armados irregulares também perturba os transportes e as comunicações na região, que faz fronteira com Uganda e Ruanda. As diversas milícias devem aproveitar a situação caótica para realizar novos ataques.

A epidemia mais recente de ebola começou em agosto de 2018. Desde então, mais de duas mil e cem pessoas morreram. É a segunda pior epidemia até hoje, atrás apenas da epidemia que atingiu a África Ocidental de 2013 a 2016, matando 11 mil 323 pessoas, a grande maioria na Guiné, na Libéria e em Serra Leoa. Estes três países são pobres, mas estavam em paz, ao contrário do Congo. Meu comentário:

segunda-feira, 23 de setembro de 2019

Tanzânia deveria ter notificado suspeita de ebola, critica OMS

A Organização Mundial da Saúde (OMS) manifestou preocupação porque a Tanzânia não deu aviso sobre a morte em Dar es Salam de um médico com sintomas semelhantes aos de infecção pelo vírus ebola. O governo tanzaniano declarou que exames afastaram a possibilidade de ser um caso de ebola, mas não mostrou os resultados à agência do sistema Nações Unidas.

O caso repete o padrão de falta de transparência nas relações da Tanzânia com os países vizinhos e as organizações internacionais. Se tentar esconder a incidência de ebola, prejudica os esforços internacionais para conter a propagação do vírus.

De 2013 a 2016, uma epidemia de ebola matou 11.323, principalmente na Guiné, na Libéria e em Serra Leoa. A Nigéria conseguiu controlar a doença com poucas mortes. Houve alguns casos no Mali e no Senegal.

A epidemia de ebola de Kivu começou em 1º de agosto de 2018. Já matou 2.119 pessoas, quatro em Uganda e as outras na República Democrática do Congo, um país com vários grupos armados irregulares e sem uma infraestrutura nacional de transportes e comunicações, o que complica o combate ao vírus.

Desde que chegou ao poder, em 2015, o presidente John Magufuli não aceita críticas reais ou imaginárias criadas por seu grupo palaciano. Ele reduziu as liberdades públicas, censurou e fechou empresas de comunicação. Tais políticas prejudicaram as relações com os países ocidentais e possíveis investidores estrangeiros.

quarta-feira, 17 de julho de 2019

OMS declara emergência por epidemia de ebola no Congo

A Organização Mundial da Saúde, órgão das Nações Unidas, considerou hoje a epidemia de ebola na República Democrática do Congo uma "emergência de saúde pública de preocupação internacional", noticiou a Agência France Presse (AFP). 

A decisão foi tomada dois dias depois que o vírus chegou a Goma, a primeira grande cidade atingida,  que fica na fronteira com Ruanda e é um entroncamento importante da África Central.

A declaração permite à OMS alocar recursos e fundos adicionais para evitar uma propagação ainda maior da doença transmitida pelos líquidos e secreções do corpo, causa uma febre hemorrágica e pode levar à morte.

Mais de 1,6 mil pessoas morreram nesta que é a segunda pior epidemia de ebola registrada até hoje. A maior começou na Guiné, um país da África Ocidental, em dezembro de 2013, logo atingiu também a Libéria e Serra Leoa, e foi considerada sob controle em dezembro de 2015 depois de contaminar quase 27 mil pessoas e matar pouco mais de 11 mil.

A epidemia atual surgiu no Congo em agosto de 2018 no Nordeste do Congo, onde o país faz fronteira com Ruanda e Uganda. O Congo ainda não se recuperou da chamada Primeira Guerra Mundial Africana (1997-2002), em que se estima que cinco milhões de pessoas morreram em combate, de fome ou por doenças provocadas pelo conflito.

Por causa de problemas logísticos e de ataques de milícias locais contra médicos e agentes de saúde, o desafio de conter a epidemia de ebola no Congo será maior do que na África Ocidental.

quarta-feira, 12 de junho de 2019

Epidemia de ebola no Congo se alastra para Uganda

A avó e um irmão de uma criança de cinco anos morta pelo vírus ebola em Uganda foram contaminados pela doença, confirmando a propagação da epidemia que começou na República Democrática do Congo, noticiou hoje a televisão pública britânica BBC.

Os conflitos no Congo, que causaram ataques contra clínicas e equipes de combate à doença, impediram o controle da epidemia até agora, ao contrário do que aconteceu na Nigéria no surto epidêmico anterior na África, que deixou milhares de mortos na Guiné, na Libéria e em Serra Leoa.

Aquela epidemia começou na Guiné em dezembro de 2013 e só foi declarada extinta pela Organização Mundial da Saúde em janeiro de 2016, depois de contaminar 26.683 pessoas e matar 11.022.

O primeiro caso no Congo foi registrado em 24 de agosto de 2014. O surto atual, na região central da África, não tem relação com o anterior, ocorrido na África Ocidental, e já é o segundo maior da história, com 1.931 casos e 1.263 mortes confirmadas.

A região atingida em Uganda é remota, mas perto há áreas densamente povoadas. Se forem afetadas, a epidemia se alastra e vai exigir mais tempo e mais recursos para ser controlada.

sexta-feira, 18 de maio de 2018

Ebola ameaça a República Democrática do Congo

O governo corrupto e ilegítimo da República Democrática do Congo luta para conter um surto de ebola. A doença hemorrágica, que pode levar à morte, chegou a uma grande cidade, Mbandaka, um porto com 1,2 milhão de habitantes, depois de matar várias pessoas em Bikoro, uma comunidade rural situada a 150 quilômetros de distância.

A Organização Mundial da Saúde pode declarar uma "emergência de saúde internacional" para facilitar o acesso de ajuda externa. Seus agentes identificaram 432 pessoas que tiveram contato com doentes. Até agora, foram diagnosticados 14 casos no país.

"Agora, estamos rastreando mais de 4 mil contatos dos pacientes, que se espalham por toda a região do Noroeste do Congo. Tiveram de ser seguidos e a única maneira de chegar onde estão é de motocicleta", declarou Peter Salama, porta-voz da OMS.

Na maior epidemia do vírus ebola, cerca de 11,3 mil pessoas morreram na Guiné, na Libéria e em Serra Leoa entre 2014 e 2016. Uma vacina ainda não aprovada totalmente foi usada com sucesso. Milhares de doses foram enviadas com urgência a Kinshasa. Desde 1978, houve oito surtos de ebola no Congo, com 811 mortes.

"Estamos entrando numa nova fase do surto de ebola, que agora atinge três regiões, inclusive uma em zona urbana", declarou o ministro da Saúde congolês, Ilunga Kalenga.

A RDC é um grande país de 2,3 milhões de quilômetros quadrados e 79 milhões de habitantes situado no coração da África, riquíssimo em recursos naturais, mas ao mesmo tempo pobre e miserável, com uma renda média de apenas US$ 476 por ano (177ª do mundo), e uma história trágica.

Já foi chamado de Congo Belga, Congo Oriental, Congo-Kinshasa, simplesmente Congo, ou Zaire, nome adotado pelo ditador Joseph Mobutu em 1971 e abandonado depois de sua queda, em 1997.

O país foi colonizado brutalmente por uma empresa privada a mando do rei Leopoldo II, da Bélgica, com métodos hoje considerados violações inaceitáveis dos direitos humanos beirando o genocídio. Essa história está contada no livro No Coração das Trevas, de Joseph Conrad. Em 1908, sob pressão do Império Britânico, a Bélgica assumiu a administração colonial.

Depois da independência, em 1960, a Bélgica apoiou uma rebelião secessionista na província de Katanga. Sem sucesso ao apelar aos Estados Unidos e às Nações Unidas para evitar a divisão do Congo, o primeiro-ministro Patrice Lumumba pediu ajuda à União Soviética. Assim, dividiu o Exército e ficou contra os EUA e a Bélgica.

Lumumba ficou apenas 12 semanas no poder. Um golpe militar liderado por Mobutu levou ao assassinato de Lumumba, em 17 de janeiro de 1961, numa conspiração organizada pela CIA (Agência Central de Inteligência), o serviço de espionagem dos EUA.

A guerra civil durou até 1964 e terminou com o poder absoluto de Mobutu, aliado dos EUA, da Europa Ocidental e da China na luta contra a influência da União Soviética na África durante a Guerra Fria.

O genocídio de 800 mil pessoas em Ruanda e a fuga da milícia assassina hutu Interahamwe para o Leste da RDC, em 1994, desestabilizou a região. Os baniamulengues do Congo são da mesma etnia dos tútsis e entraram em choque com os hutus.

Esse conflito levou Laurent Kabila sair do seu esconderijo nas Montanhas da Lua, onde estava desde que sua revolta, em que lutou Ernesto Che Guevara, fracassou, e marchar com o Exército de Ruanda até Kinshasa para derrubar Mobutu, em 1997.

A queda do ditador corrupto, com fortuna estimada entre US$ 4 bilhões e US$ 6 bilhões, deflagrou a chamada Primeira Guerra Mundial Africana, em que lutaram nove exércitos nacionais e 25 grupos armados irregulares.

Entre 1996 e 2008, estima-se que 5,4 milhões de pessoas morreram em combate, de fome ou de doenças causadas pela guerra civil congolesa. A ONU mantém no país sua maior missão de paz, com 17 mil soldados. Mas o país não tem estradas e infraestrutura que o una. As regiões são relativamente isoladas umas das outras.

Para agravar a situação, o presidente Joseph Kabila, que substituiu o pai, assassinado em 2001, não convocou até hoje as eleições presidencial e parlamentares previstas para 2016, sob a pretexto de que a comissão nacional eleitoral não poderia organizar o pleito antes de um novo censo da população.

Na prática, isso significou a prorrogação indefinida do que deveria ser o último mandato de Kabila, que perdeu toda legitimidade.

Quando o surto anterior de ebola chegou à Nigéria, o país mais populoso da África, a infraestrutura estatal e o sistema de saúde foram capazes de evitar uma epidemia. O teste será muito mais difícil para o Congo. A OMS espera que as lições da Guiné, da Libéria e de Serra Leoa ajudem a evitar mais uma tragédia congolesa.

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

OMS anuncia fim da epidemia de ebola na Guiné

Depois de 40 dias sem um caso novo, a Organização Mundial da Saúde (OMS), órgão das Nações Unidas, anunciou hoje oficialmente o fim da epidemia de ebola na Guiné, um país do Leste da África.

A Guiné foi a origem da epidemia que também atingiu duramente a Libéria e Serra Leoa, causando milhares de mortes. O vírus ebola provoca uma febre hemorrágica.

Com apoio internacional, especialmente dos Estados Unidos, de Cuba e da OMS, a epidemia foi praticamente contida nos três países africanos, embora tenham sido registrados casos em outros países. Os sobreviventes ainda apresentam sequelas e estão em observação.

sábado, 7 de novembro de 2015

OMS anuncia fim da epidemia de ebola em Serra Leoa

A Organização Mundial da Saúde, órgão das Nações Unidas, declarou hoje que Serra Leoa está livre da epidemia causada pelo vírus ebola, que provoca uma febre hemorrágica. Cerca de 4 mil pessoas morreram no país na epidemia, que atingiu outros países africanos, principalmente a Guiné e a Libéria, informa a televisão pública britânica BBC.

Há 42 dias, não há novos casos em Serra Leoa da doença que além de matar levou o país a uma depressão econômica, com queda de 23,5% no produto interno bruto. Um país é considerado livre do vírus quando não registra novos casos durante dois períodos consecutivos de 21 dias, o tempo de incubação da doença.

O alerta sobre a epidemia foi feito em dezembro de 2013 na Guiné. De setembro de 2014 a março de 2015, toda a população de Serra Leoa foi submetida a um confinamento para tentar conter a propagação do mal.

Quase 29 mil casos foram registrados e mais de 11,3 mil pessoas morreram na África na epidemia mais grave desde que o vírus ebola foi identificado, em 1976; 99% das mortes foram na Guiné, na Libéria e em Serra Leoa.

A Libéria foi declarada livre da doença em setembro. Na Guiné, houve dois novos em outubro; 382 pessoas estão em observação, entre as quais 141 são consideradas de alto risco.

Além do estigma psicológico e social e do sentimento de culpa por terem resistido quando tantos morreram, os sobreviventes enfrentam problemas de saúde.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Papa denuncia perseguição a cristãos na mensagem de Natal

Em sua mensagem de Natal na Basílica de São Pedro, no Vaticano, o papa Francisco denunciou hoje a "perseguição brutal" a grupos étnicos e religiosos, especialmente os cristãos, no Iraque e na Síria, por grupos extremistas como o Estado Islâmico e a Frente al-Nusra, ligada à rede terrorista Al Caeda. Também mencionou a Nigéria, "onde muitas pessoas são mantidas reféns e ou massacradas".

Cerca de 150 mil cristãos foram expulsos do Norte do Iraque pelo Estado Islâmico do Iraque e do Levante, acusado de genocídio contra a minoria étnica yazidi.

Francisco também lamentou que "tantas crianças sejam vítimas da violência e do tráfico de pessoas", lembrando o recente massacre numa escola secundária no Paquistão. Numa condenação explícita ao aborto, o papa afirmou que muitas crianças são "mortas antes de ver a luz".

O Sumo Pontífice manifestou solidariedade com as vítimas da febre hemorrágica ebola na África Ocidental, agradeceu "de coração aos que estão se esforçando com valentia para ajudar os enfermos e suas famílias", e apelou à Ucrânia pedindo "um novo caminho de fraternidade e reconciliação" que vença o ódio e a violência.

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Presidente da Nigéria é candidato à reeleição

Apesar da inação e da incompetência do governo no combate à milícia terrorista Boko Haram, o presidente Goodluck Jonathan anunciou hoje a intenção de concorrer a um novo mandato como presidente da Nigéria em 2015, revelou a agência de notícias Reuters.

Jonathan, um cristão sulista, foi indicado pelo Partido Popular Democrático como vice-presidente de Umaru Yar'Adua, um muçulmano nortista, numa composição para manter o equilíbrio político interno entre regiões e religiões. Ele assumiu a presidência em 2010, quando Yar'Adua morreu do coração.

Reeleito em 2011, Jonathan deveria dar lugar a um muçulmano do Norte da Nigéria, a região mais atingida pela insurreição muçulmana do grupo Boko Haram, que significa "não à educação ocidental". Com base neste princípio absurdo, um terrorista suicida atacou ontem uma escola na cidade de Potiskum, no estado de Yobe, uma das regiões de maior atividade da milícia, matando 48 pessoas.

A Nigéria, país mais rico e mais populoso da África, conseguiu conter a epidemia de ebola, mostrando ter um sistema de saúde bem equipado e um bom sistema de comunicação pública para alertar a população e rastraer possíveis contaminados. Por outro lado, fracassa totalmente na luta contra o terrorismo muçulmano.

Há sete meses, mais de 200 meninas foram raptadas num ataque a outra escola do Nordeste do país. O governo chegou a anunciar um acordo de cessar-fogo e a libertação das meninas, mas o Boko Haram desmentiu, declarando que todas se converteram ao islamismo e se casaram, o que pode configurar um crime de guerra.

Alguns observadores da política nigeriana entendem que um presidente muçulmano teria mais autoridade moral para enfrentar a milícia. Se Jonathan conquistar mais um mandato, os nortistas e muçulmanos vão se sentir alienados do processo político.

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Músicos se unem para combater epidemia de Ebola na África

O músico e filantropo Bob Geldof, que em 1984 mobilizou astros do rock para gravar um disco para combater a fome na Etiópia, anunciou hoje que vai gravar uma nova versão da música Do they know its Christmas? (Eles sabem que é Natal?) para arrecadar fundos para combater a epidemia da febre hemorrágica ebola na África Ocidental.

A imprensa britânica adiantou que a banda One Direction e os músicos Ed Sheeran e Sam Smith participarão do projeto.

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Austrália nega visto para pessoas de países com epidemia de ebola

A decisão do governo conservador da Austrália de proibir a entrada de pessoas dos países mais afetados pela atual epidemia de ebola na África Ocidental foi considerada hoje "discriminatória" e "contraproducente" por Serra Leoa. Também foi criticada pela organização de defesa dos direitos humanos Anistia Internacional e pelo secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki Moon, informa a televisão pública britânica BBC.

Cerca de 5 mil pessoas morreram da doença nesta epidemia, quase todas na Libéria, na Guiné e em Serra Leoa. A pretexto de se proteger, a Austrália cancelou hoje todos os vistos temporários e não permanentes. Os novos pedidos de imigração foram cancelados. Quem já tiver o visto de residência permanente e vier desses três países terá de se submeter a uma quarentena de 21 dias, período de incubação da doença.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) teme que esse tipo de atitude leve as pessoas a esconderem sua origem ou passagem por países com alta incidência de casos, dificultando o rastreamento do vírus ebola e o controle da doença.

Como os países mais atingidos são muito pobres, é mais eficiente para um país rico como a Austrália enviar recursos para acabar com a doença no nascedouro antes que a epidemia saia de controle. Já houve 10 mil casos e há o medo de que daqui a um mês haja 10 mil novos casos. Na Libéria, cada doente está infectando 2,2 pessoas. O vírus ebola está se propagando em progressão geométrica.

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Enfermeira de Dallas está livre do vírus ebola

A primeira enfermeira diagnostica com o vírus ebola depois de atender um paciente africano que morreu nos Estados Unidos, Nina Pham, foi declarada hoje livre da doença pelo Instituto Nacional de Saúde, no estado de Maryland, onde estava sendo tratada, noticiou o jornal The Washington Post.

Nina Pham, de 26 anos, pegou o vírus quando atendeu o liberiano Thomas Eric Duncan, a única pessoa que morreu de ebola até agora nos EUA, no Hospital Presteriano de Saúde do Texas, em Dallas.

Ontem, foi anunciado o primeiro caso da doença em Nova York. O médico Craig Spencer contraiu ebola quando trabalhava para a organização não governamental Médicos sem Fronteiras na África Ocidental e sentiu os primeiros sintomas ontem, quando teve febre de 39,4ºC, nove dias depois de voltar aos EUA.

Morador no bairro do Harlem, em Nova York, Spencer foi de metrô até o Brooklyn jogar boliche com a namorada e amigos quarta-feira à noite. Como 6 milhões de pessoas usam o metrô de Nova York todos os dias, a população ficou assustada, o governador Andrew Cuomo e o prefeito Bill de Blasio pediram calma.

Cerca de 5 mil pessoas morreram de ebola na atual epidemia, quase todas em três países do Leste da África: Libéria, Serra Leoa e Guiné.

Médico que atuou na Guiné é quarto caso de ebola nos EUA

Um médico que voltou para os Estados Unidos há dez dias, depois de tratar pacientes com ebola no Lste da África, é o quarto caso de contaminação pelo vírus ebola no país. A doença chegou a outro país africano, o Mali, um dos mais pobres do mundo e em guerra civil.

Craig Spencer, de 33 anos, morador do Harlem, em Nova York, trabalhou para a organização não governamental Médicos Sem Fronteiras (MSF) na Guiné. De volta aos EUA, ele não tinha retomado suas atividades no Centro Médico da Universidade de Colúmbia.

Na quarta-feira à noite, ele foi de metrô com a namorada e amigos da ilha de Manhattan ao bairro nova-iorquino do Brooklyn, onde eles jogaram boliche num local público. Depois, tomaram um táxi para casa.

Hoje de manhã, Spencer teve perturbações digestivas e uma febre de 39,4 graus centígrados. Avisou os MSF e decidiu se isolar no seu próprio apartamento. Mais tarde, foi levado para o Hospital Bellevue, o centro de tratamento do ebola em Nova York.

O prefeito Bill de Blasio declarou que quatro pessoas tiveram contato com ele e vão ficar em quarentena por 21 dias, inclusive a namorada do médico, já submetida a exames.

A Organização Mundial da Saúde já registrou 9.936 casos da doenças com 4.877 mortes, informou a rede de televisão árabe Al Jazira. Quase todas os casos e mortes ocorreram em três países da África Ocidental: Libéria, Guiné e Serra Leoa.

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Enfermeira da Espanha está livre do vírus ebola

A enfermeira espanhola María Teresa Romero Ramos, primeira pessoas contaminada pelo vírus ebola fora da África, foi declarada livre da doença hoje depois de um segundo exame de laboratório para confirmação. O anúncio foi feito em Luxemburgo, durante uma reunião do Conselho de Ministros do Exterior da União Europeia.

Na mesma reunião, os países europeus discutiram como aumentar a ajuda aos países africanos mais afetados, Libéria, Serra Leoa e Guiné, e garantiram a repatriação imediata de trabalhadores de saúde infectados no combate à epidemia de febre hemorrágica que já matou cerca de 5 mil pessoas.

Ontem, o ministro do Exterior da França, o ex-primeiro-ministro Laurent Fabius, se opôs a uma suspensão dos voos entre a Europa e os países mais atingidos pela doença na África. A exemplo do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, Fabius alegou que isso dificultaria o rastreamento de suspeitos de transmitir a doença. Os passageiros teriam a tendência de negar que venham ou tenham estado em países com muitos casos de ebola.

Hoje a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou a Nigéria livre de ebola. País mais populoso da África, com 177 milhões de habitantes, era vista como o maior risco de proliferação da doença. O Senegal foi considerado livre do mal na sexta-feira passada.

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Segunda enfermeira com ebola viajou de avião nos EUA

A enfermeira Amber Joy Vinson, a segunda pessoa a contrair o vírus ebola nos Estados Unidos, viajou de avião com 132 pessoas na véspera do dia em que foi diagnostica, confirmou hoje o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, do inglês) do país, citado pelo jornal The Washington Post. Em 13 de outubro, ela estava no voo 1143 da companhia aérea Frontier Airlines de Cleveland, no estado de Ohio, para o aeroporto de Dallas/Fort Worth, no Texas.

Como a primeira pessoa infectada nos EUA, ela também trabalhava no Hospital Presbiteriano da Saúde em Dallas, no Texas, onde esteve internado o liberiano Thomas Eric Duncan, que morreu de ebola.

O total de mortos na pior epidemia de ebola registrada até hoje chegou a 4.447 em 8.914 casos notificados, revelou hoje a Organização Mundial da Saúde, informa a agência Reuters. Quase todas as mortes ocorreram em três países do Leste da África: Libéria, Serra Leoa e Guiné. Cerca de 70% dos infectados morrem.

A doença continua avançando. A OMS já espera 5 a 10 mil novos casos por semana no início de dezembro.

No Brasil, o primeiro caso suspeito foi descartada hoje. Era um guineense que chegou ao Brasil passando pelo Marrocos. Ele recebeu alta hoje de manhã da Fundação Osvaldo Cruz, no Rio de Janeiro, depois de exames confirmarem que não contraiu a doença.

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Identificada segunda paciente de ebola nos EUA

A enfermeira que pegou o vírus ebola do liberiano Thomas Eric Duncam no Hospital Presbiteriano Saúde do Texas, em Dallas, nos Estados Unidos, foi identificada hoje como Nina Pham, de 26 anos.

O Centro de Controle de Doenças (CDC, do inglês) dos EUA acredita que houve uma quebra no protocolo de atendimento para que a doença fosse transmitida pela primeira vez em território americano.

Na Espanha, onde a auxiliar de enfermagem Maria Teresa Romero Ramos foi infectada por pacientes que pegaram o vírus na África, as autoridades acreditam que as chances de sobrevivência aumentam a cada dia.

Mais de 4 mil pessoas morreram na atual epidemia de ebola na África Ocidental, principalmente na Libéria, na Guiné e em Serra Leoa, os países mais atingidos.

domingo, 12 de outubro de 2014

EUA têm segundo caso de ebola

Uma enfermeira de Dallas, no Texas, que não estava entre as 48 pessoas monitoradas por terem tido algum contato com o liberiano Thomas Eric Duncan, a primeira pessoa a morrer de ebola nos Estados Unidos, foi diagnosticada hoje com a doença, confirmou há pouco o Centro de Controle de Doenças (CDC, do inglês) do país. É o primeiro caso de transmissão dentro dos EUA.

As autoridades americanas acreditam que houve falha no protocolo de atendimento. Nem todos os procedimentos de segurança foram realizados corretamente. Numa doença mortal com altíssimo risco de contágio, mais importante do que a qualidade das instalações em si é respeitar rigorosamente todas as medidas de segurança.

Mais de 4 mil pessoas morreram no atual epidemia da febre hemorrágica ebola no Leste da África, principalmente na Guiné, na Libéria e em Serra Leoa. O liberiano pegou a doença na África.

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Primeiro paciente de ebola nos EUA morre

A primeira pessoa diagnostica com a febre hemorrágica ebola nos Estados Unidos morreu hoje em Dallas, no Texas. Thomas Eric Duncan pegou a doença ao ajudar um vizinho em seu país, a Libéria, um dos mais atingidos pela epidemia que já matou mais de 3,4 mil pessoas na África Ocidental.

Como não sabia, Duncan declarou no aeroporto de Monróvia, a capital liberiana, não ter tido contato com portadores do vírus ebola. Ele pode ter entrado com contato com até cem pessoas nos EUA antes do diagnóstico.

Os EUA vão instalar equipamentos nos aeroportos para medir a temperatura dos passageiros que chegam, como fizeram muitos países durante a epidemia da chamada gripe suína, cinco anos atrás.

Ontem, uma auxiliar de enfermagem da Espanha foi diagnosticada com ebola depois de tratar dois pacientes que contraíram a doença em Serra Leoa, outro país africano duramente atingido. Ela disse às autoridades espanholas que pode ter esfregado uma luva contaminada no resto ao tirar as vestes de proteção.

Foi o primeiro caso na Europa. Levantou suspeitas, especialmente em outros países da União Europeia, de que o sistema de saúde espanhol não tenha tomado as precauções necessárias.

Há um risco de 5% de que a doença chegue ao Brasil até o fim deste mês, advertiu um estudo divulgado ontem pela Northeastern University em Boston, nos EUA.

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Europa tem primeiro caso de ebola fora da África

Uma auxiliar de enfermagem espanhola é a primeira pessoa diagnosticada na Europa com o vírus ebola da epidemia em curso na África Ocidental, confirmou hoje a ministra da Saúde da Espanha, Ana Mato. A paciente ajudou a cuidar de um padre e de um missionário espanhóis que pegaram a doença em Serra Leoa, na África. Foi a primeira pessoas a pegar a doença fora da época.

Como auxiliar de enfermagem, María Teresa Romero Ramos era encarregada de trocar lençóis e de limpar os quartos. Ela sentiu os primeiros sintomas em 30 de setembro. O primeiro sintoma foi uma febre. Por isso, o diagnóstico de ebola não foi feito no primeiro momento. Quem teve contato com a doente está sendo investigado. Estima-se que sejam cerca de 50 pessoas.

O primeiro caso na Europa acontece no momento em que os Estados Unidos se preocupam que a doença se espalhe lá. Um homem que pegou a doença na África mas teve os primeiros sintomas nos EUA morreu. Cerca de 100 pessoas tiveram algum contato com ele antes dele ser confinado.

Nesta segunda-feira, ao justificar a ajuda e o envio de 3 mil soldados americanos à África, o presidente Barack Obama disse que "é uma alta prioridade da segurança nacional. Não é só caridade. É uma questão da nossa segurança."

Mais de 3,4 mil pessoas morreram na epidemia.

terça-feira, 30 de setembro de 2014

EUA diagnosticam primeiro caso de ebola

Uma pessoa que saiu da Libéria em 19 de setembro e entrou nos Estados Unidos no dia seguinte foi diagnosticada hoje em Dallas, no Texas, como doente por causa do vírus ebola, anunciou hoje à tarde o Centro de Controle de Doenças (CDC, do inglês) dos EUA, com sede em Atlanta na Geórgia.

O doente começou a desenvolver sintomas de ebola cinco dias depois da chegada. Foi o primeiro caso da doença diagnosticado no país. Se alguém tiver apertado as mãos dele, deverá ficar em quarentena por três semanas. Os sintomas costumam aparecer em cinco a dez dias.

A África Ocidental enfrenta a maior epidemia de ebola da história. A situação é mais grave na Guiné, na Libéria e em Serra Leoa, que concentram a maioria dos mais de 6 mil casos e das mais de 2,2 mil mortes. Ainda foram registradas 42 mortes por ebola na República Democrática do Congo, 20 na Nigéria e uma no Senegal.

Embora tema que a situação esteja saindo de controle na região mais afetadas, a Organização Mundial da Saúde, órgão das Nações Unidas, acredita que a doença será controlada na região. Como se estima que haja subnotificação, o total real de casos pode estar em torno de 20 mil. Poderia explodir, chegando a centenas de milhares ou até 1,5 milhão.