A enfermeira Amber Joy Vinson, a segunda pessoa a contrair o vírus ebola nos Estados Unidos, viajou de avião com 132 pessoas na véspera do dia em que foi diagnostica, confirmou hoje o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, do inglês) do país, citado pelo jornal The Washington Post. Em 13 de outubro, ela estava no voo 1143 da companhia aérea Frontier Airlines de Cleveland, no estado de Ohio, para o aeroporto de Dallas/Fort Worth, no Texas.
Como a primeira pessoa infectada nos EUA, ela também trabalhava no Hospital Presbiteriano da Saúde em Dallas, no Texas, onde esteve internado o liberiano Thomas Eric Duncan, que morreu de ebola.
O total de mortos na pior epidemia de ebola registrada até hoje chegou a 4.447 em 8.914 casos notificados, revelou hoje a Organização Mundial da Saúde, informa a agência Reuters. Quase todas as mortes ocorreram em três países do Leste da África: Libéria, Serra Leoa e Guiné. Cerca de 70% dos infectados morrem.
A doença continua avançando. A OMS já espera 5 a 10 mil novos casos por semana no início de dezembro.
No Brasil, o primeiro caso suspeito foi descartada hoje. Era um guineense que chegou ao Brasil passando pelo Marrocos. Ele recebeu alta hoje de manhã da Fundação Osvaldo Cruz, no Rio de Janeiro, depois de exames confirmarem que não contraiu a doença.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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quarta-feira, 15 de outubro de 2014
domingo, 12 de outubro de 2014
EUA têm segundo caso de ebola
Uma enfermeira de Dallas, no Texas, que não estava entre as 48 pessoas monitoradas por terem tido algum contato com o liberiano Thomas Eric Duncan, a primeira pessoa a morrer de ebola nos Estados Unidos, foi diagnosticada hoje com a doença, confirmou há pouco o Centro de Controle de Doenças (CDC, do inglês) do país. É o primeiro caso de transmissão dentro dos EUA.
As autoridades americanas acreditam que houve falha no protocolo de atendimento. Nem todos os procedimentos de segurança foram realizados corretamente. Numa doença mortal com altíssimo risco de contágio, mais importante do que a qualidade das instalações em si é respeitar rigorosamente todas as medidas de segurança.
Mais de 4 mil pessoas morreram no atual epidemia da febre hemorrágica ebola no Leste da África, principalmente na Guiné, na Libéria e em Serra Leoa. O liberiano pegou a doença na África.
As autoridades americanas acreditam que houve falha no protocolo de atendimento. Nem todos os procedimentos de segurança foram realizados corretamente. Numa doença mortal com altíssimo risco de contágio, mais importante do que a qualidade das instalações em si é respeitar rigorosamente todas as medidas de segurança.
Mais de 4 mil pessoas morreram no atual epidemia da febre hemorrágica ebola no Leste da África, principalmente na Guiné, na Libéria e em Serra Leoa. O liberiano pegou a doença na África.
quarta-feira, 8 de outubro de 2014
Primeiro paciente de ebola nos EUA morre
A primeira pessoa diagnostica com a febre hemorrágica ebola nos Estados Unidos morreu hoje em Dallas, no Texas. Thomas Eric Duncan pegou a doença ao ajudar um vizinho em seu país, a Libéria, um dos mais atingidos pela epidemia que já matou mais de 3,4 mil pessoas na África Ocidental.
Como não sabia, Duncan declarou no aeroporto de Monróvia, a capital liberiana, não ter tido contato com portadores do vírus ebola. Ele pode ter entrado com contato com até cem pessoas nos EUA antes do diagnóstico.
Os EUA vão instalar equipamentos nos aeroportos para medir a temperatura dos passageiros que chegam, como fizeram muitos países durante a epidemia da chamada gripe suína, cinco anos atrás.
Ontem, uma auxiliar de enfermagem da Espanha foi diagnosticada com ebola depois de tratar dois pacientes que contraíram a doença em Serra Leoa, outro país africano duramente atingido. Ela disse às autoridades espanholas que pode ter esfregado uma luva contaminada no resto ao tirar as vestes de proteção.
Foi o primeiro caso na Europa. Levantou suspeitas, especialmente em outros países da União Europeia, de que o sistema de saúde espanhol não tenha tomado as precauções necessárias.
Há um risco de 5% de que a doença chegue ao Brasil até o fim deste mês, advertiu um estudo divulgado ontem pela Northeastern University em Boston, nos EUA.
Como não sabia, Duncan declarou no aeroporto de Monróvia, a capital liberiana, não ter tido contato com portadores do vírus ebola. Ele pode ter entrado com contato com até cem pessoas nos EUA antes do diagnóstico.
Os EUA vão instalar equipamentos nos aeroportos para medir a temperatura dos passageiros que chegam, como fizeram muitos países durante a epidemia da chamada gripe suína, cinco anos atrás.
Ontem, uma auxiliar de enfermagem da Espanha foi diagnosticada com ebola depois de tratar dois pacientes que contraíram a doença em Serra Leoa, outro país africano duramente atingido. Ela disse às autoridades espanholas que pode ter esfregado uma luva contaminada no resto ao tirar as vestes de proteção.
Foi o primeiro caso na Europa. Levantou suspeitas, especialmente em outros países da União Europeia, de que o sistema de saúde espanhol não tenha tomado as precauções necessárias.
Há um risco de 5% de que a doença chegue ao Brasil até o fim deste mês, advertiu um estudo divulgado ontem pela Northeastern University em Boston, nos EUA.
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