Mostrando postagens com marcador Libéria. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Libéria. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 12 de junho de 2019

Epidemia de ebola no Congo se alastra para Uganda

A avó e um irmão de uma criança de cinco anos morta pelo vírus ebola em Uganda foram contaminados pela doença, confirmando a propagação da epidemia que começou na República Democrática do Congo, noticiou hoje a televisão pública britânica BBC.

Os conflitos no Congo, que causaram ataques contra clínicas e equipes de combate à doença, impediram o controle da epidemia até agora, ao contrário do que aconteceu na Nigéria no surto epidêmico anterior na África, que deixou milhares de mortos na Guiné, na Libéria e em Serra Leoa.

Aquela epidemia começou na Guiné em dezembro de 2013 e só foi declarada extinta pela Organização Mundial da Saúde em janeiro de 2016, depois de contaminar 26.683 pessoas e matar 11.022.

O primeiro caso no Congo foi registrado em 24 de agosto de 2014. O surto atual, na região central da África, não tem relação com o anterior, ocorrido na África Ocidental, e já é o segundo maior da história, com 1.931 casos e 1.263 mortes confirmadas.

A região atingida em Uganda é remota, mas perto há áreas densamente povoadas. Se forem afetadas, a epidemia se alastra e vai exigir mais tempo e mais recursos para ser controlada.

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Ex-craque do futebol mundial é eleito presidente da Libéria

Único africano a ganhar até hoje o prêmio de melhor jogador de futebol do ano, em 1995, George Weah tem agora um desafio muito maior. Ele foi eleito presidente da Libéria com 61,5% dos votos, no segundo turno, vencendo o atual vice-presidente, Joseph Boakai, anunciou hoje a Comissão Nacional Eleitoral.

Nos gramados, Weah defendeu o Monaco, o Paris Saint-Germain, onde jogou com o brasileiro Raí, e o Milan. Agora, à frente do Congresso pela Mudança Democrática, terá de dirigir um país frágil, arrasado por uma guerra civil brutal encerrada em 2003 e por uma epidemia do vírus ebola em 2014 e 2015.

Quando a epidemia estourou, a Libéria tinha apenas 50 médicos para atender 4,5 milhões de habitantes. Sem ajuda internacional, não teria conseguido suplantar a doença. Mais de 10,6 mil pessoas pegaram o vírus ebola e 4.809 morreram.

A partir de 22 de janeiro, Weah sucede a Elle Johnson Sirleaf, a primeira mulher eleita presidente na África, em 2005, que deixa o cargo manchada por acusações de corrupção e nepotismo. Será a primeira transferência democrática de poder entre dois governos eleitos da história da Libéria.

Este pequeno país fundado por iniciativa de americanos que queriam dar uma chance aos escravos e ex-escravos e descendentes de voltar para a África é um dos países mais pobres do mundo, sem infraestrutura, com uma renda média por habitante de US$ 518 por ano. O conflito entre os americanos de origem liberiana, os congos, 5% da população, e o resto da nação nunca foi resolvido.

Desde que os autóctones tentaram se rebelar contra os congos, dois presidentes foram mortos e o outro está preso e condenado.

O centroavante venceu com o apoio do ex-senhor da guerra e ex-ditador Charles Taylor, condenado a 50 anos de prisão por crimes de guerra e crimes contra a humanidade. A mulher dele, Jewel Howard Taylor, será vice-presidente. Outro aliado é o comandante guerrilheiro Prince Johnson, que torturou e matou o ex-presidente Samuel Doe diante das câmeras enquanto tomava cerveja.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Serra Leoa tem novo caso de ebola

Horas depois de anunciar o fim da epidemia da febre hemorrágica causada pelo vírus ebola que matou 11.315 pessoas na África Ocidental, a Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou a ocorrência de um novo caso em Serra Leoa, onde uma mulher morreu.

A OMS havia advertido que os 17.322 sobreviventes ainda poderiam transmitir o vírus. Ontem, a Libéria completou 42 dias, o dobro do prazo de incubação da doença, sem novos casos. Isso levou à declaração de que o país estava livre da moléstia. O mesmo havia ocorrido na Guiné e em Serra Leoa.

Em entrevista à televisão pública britânica BBC, um porta-voz da organização não governamental Médicos sem Fronteiras (MsF) disse que novos casos isolados de ebola eram esperados.

O risco de transmissão está associado ao número de pessoas que tiveram contato com a mulher falecida em Serra. Ela recebeu um enterro tradicional, em que o corpo é lavado antes do sepultamento. Essa prática foi interrompida no auge da epidemia.

Mesmo quando a doença é controlada, o vírus pode sobreviver em determinadas partes do corpo humano, como por exemplo nos testículos. Isso permitiria a contaminação através do ato sexual.

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

OMS anuncia fim da epidemia de ebola na Guiné

Depois de 40 dias sem um caso novo, a Organização Mundial da Saúde (OMS), órgão das Nações Unidas, anunciou hoje oficialmente o fim da epidemia de ebola na Guiné, um país do Leste da África.

A Guiné foi a origem da epidemia que também atingiu duramente a Libéria e Serra Leoa, causando milhares de mortes. O vírus ebola provoca uma febre hemorrágica.

Com apoio internacional, especialmente dos Estados Unidos, de Cuba e da OMS, a epidemia foi praticamente contida nos três países africanos, embora tenham sido registrados casos em outros países. Os sobreviventes ainda apresentam sequelas e estão em observação.

sábado, 7 de novembro de 2015

OMS anuncia fim da epidemia de ebola em Serra Leoa

A Organização Mundial da Saúde, órgão das Nações Unidas, declarou hoje que Serra Leoa está livre da epidemia causada pelo vírus ebola, que provoca uma febre hemorrágica. Cerca de 4 mil pessoas morreram no país na epidemia, que atingiu outros países africanos, principalmente a Guiné e a Libéria, informa a televisão pública britânica BBC.

Há 42 dias, não há novos casos em Serra Leoa da doença que além de matar levou o país a uma depressão econômica, com queda de 23,5% no produto interno bruto. Um país é considerado livre do vírus quando não registra novos casos durante dois períodos consecutivos de 21 dias, o tempo de incubação da doença.

O alerta sobre a epidemia foi feito em dezembro de 2013 na Guiné. De setembro de 2014 a março de 2015, toda a população de Serra Leoa foi submetida a um confinamento para tentar conter a propagação do mal.

Quase 29 mil casos foram registrados e mais de 11,3 mil pessoas morreram na África na epidemia mais grave desde que o vírus ebola foi identificado, em 1976; 99% das mortes foram na Guiné, na Libéria e em Serra Leoa.

A Libéria foi declarada livre da doença em setembro. Na Guiné, houve dois novos em outubro; 382 pessoas estão em observação, entre as quais 141 são consideradas de alto risco.

Além do estigma psicológico e social e do sentimento de culpa por terem resistido quando tantos morreram, os sobreviventes enfrentam problemas de saúde.

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Multidão toca fogo no Parlamento em Burkina Fasso

Milhares de manifestantes marcharam hoje pelas ruas de Uagadugu e incendiaram o Parlamento de Burkina Fasso para impedir a votação de uma emenda constitucional para autorizar o presidente Blaise Compaoré, no poder desde 1987, se candidate a mais uma reeleição, em 2015.

O ditador decretou estado de emergência. Para dissipar dúvidas se ele ainda estava no país, Compaoré deu entrevista a uma rádio do interior. Anunciou a dissolução do governo e propôs diálogo com a oposição.

A Constituição de Burkina Fasso limita em dois mandatos o período máximo de governo de um presidente. Compaoré tentaria o quinto. A antiga República do Alto Volta é um país mais pobres do mundo, o 181º do mundo pelo índice de desenvolvimento humano calculado pelas Nações Unidas.

A maioria dos deputados não havia chegado quando o fogo começou. Os que estavam lá se refugiaram num hotel próximo. A sede do Parlamento não foi totalmente destruída, mas móveis e utensílios foram jogados pelas janelas.

Durante seu longo reinado, Compaoré apoiou Charles Taylor, um senhor da guerra que virou presidente da Libéria e hoje cumpre pena de 50 anos de prisão por crimes de guerra e contra a humanidade na guerra civil na vizinha Serra Leoa. Também se aliou a rebeldes em Angola e na Costa do Marfim, embora depois tenha se oferecido como mediador na Costa do Marfim.

Recentemente, Compaoré negociou a libertação de reféns europeus sequestrados por extremistas muçulmanos na África e mediou as negociações de paz entre o governo do Mali e os rebeldes separatistas tuaregues do Movimento Nacional de Libertação de Azawade. Um acordo tornou possível a eleição presidencial de julho de 2013 no Mali.

Em 2011, durante uma onda de protestos contra a inflação nos preços dos alimentos, lojas foram saqueadas e carros roubados, inclusive por soldados do Exército Nacional. Em abril daquele ano, soldados amotinados tomaram o palácio presidencial. Compaoré fugiu, mas conseguiu reassumir o controle da situação. Agora, seu reinado está perto do fim.

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Primeiro paciente de ebola nos EUA morre

A primeira pessoa diagnostica com a febre hemorrágica ebola nos Estados Unidos morreu hoje em Dallas, no Texas. Thomas Eric Duncan pegou a doença ao ajudar um vizinho em seu país, a Libéria, um dos mais atingidos pela epidemia que já matou mais de 3,4 mil pessoas na África Ocidental.

Como não sabia, Duncan declarou no aeroporto de Monróvia, a capital liberiana, não ter tido contato com portadores do vírus ebola. Ele pode ter entrado com contato com até cem pessoas nos EUA antes do diagnóstico.

Os EUA vão instalar equipamentos nos aeroportos para medir a temperatura dos passageiros que chegam, como fizeram muitos países durante a epidemia da chamada gripe suína, cinco anos atrás.

Ontem, uma auxiliar de enfermagem da Espanha foi diagnosticada com ebola depois de tratar dois pacientes que contraíram a doença em Serra Leoa, outro país africano duramente atingido. Ela disse às autoridades espanholas que pode ter esfregado uma luva contaminada no resto ao tirar as vestes de proteção.

Foi o primeiro caso na Europa. Levantou suspeitas, especialmente em outros países da União Europeia, de que o sistema de saúde espanhol não tenha tomado as precauções necessárias.

Há um risco de 5% de que a doença chegue ao Brasil até o fim deste mês, advertiu um estudo divulgado ontem pela Northeastern University em Boston, nos EUA.

terça-feira, 30 de setembro de 2014

EUA diagnosticam primeiro caso de ebola

Uma pessoa que saiu da Libéria em 19 de setembro e entrou nos Estados Unidos no dia seguinte foi diagnosticada hoje em Dallas, no Texas, como doente por causa do vírus ebola, anunciou hoje à tarde o Centro de Controle de Doenças (CDC, do inglês) dos EUA, com sede em Atlanta na Geórgia.

O doente começou a desenvolver sintomas de ebola cinco dias depois da chegada. Foi o primeiro caso da doença diagnosticado no país. Se alguém tiver apertado as mãos dele, deverá ficar em quarentena por três semanas. Os sintomas costumam aparecer em cinco a dez dias.

A África Ocidental enfrenta a maior epidemia de ebola da história. A situação é mais grave na Guiné, na Libéria e em Serra Leoa, que concentram a maioria dos mais de 6 mil casos e das mais de 2,2 mil mortes. Ainda foram registradas 42 mortes por ebola na República Democrática do Congo, 20 na Nigéria e uma no Senegal.

Embora tema que a situação esteja saindo de controle na região mais afetadas, a Organização Mundial da Saúde, órgão das Nações Unidas, acredita que a doença será controlada na região. Como se estima que haja subnotificação, o total real de casos pode estar em torno de 20 mil. Poderia explodir, chegando a centenas de milhares ou até 1,5 milhão.

sábado, 27 de setembro de 2014

Ebola já matou mais de 3 mil na África Ocidental

O total de mortos na epidemia da febre hemorrágia causada pelo vírus ebola no Leste da África chegou a pelo menos 3.080, anunciou ontem a Organização Mundial da Saúde. Mais de 6,5 mil casos foram confirmados. Suspeita-se que o verdadeiro número possa ser muito maior, em torno de 20 mil.

A epidemia se concentra em três países da África Ocidental: Guiné, Libéria e Serra Leoa, onde a situação está quase fora de controle. Há o temor que o número de casos possa explodir, chegando a 1,5 milhão em algumas estimativas.

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Total de mortes por ebola passa de 1,5 mil

Com 3.069 casos registrados e 1.552 mortes confirmadas, a epidemia da febre hemorrágica viral ebola avança na África Ocidental. A expectativa da Organização Mundial da Saúde (OMS), órgão das Nações Unidas, é que a doença avance, contaminando 20 mil pessoas.

A OMS espera começar a conter o avanço da epidemia dentro de três meses. Até o momento, cinco países foram atingidos: Guiné, Libéria, Serra Leoa, Nigéria e a República Democrática do Congo. Hoje foi notificado o primeiro caso no Senegal.

Além das dificuldades de acesso a zonas rurais do interior desses países, as equipes de socorro enfrentam o preconceito das populações locais, que às vezes levam dias para enterrar os mortos e expulsam médicos, enfermeiros e agentes de saúde por medo de que tragam a infecção.

terça-feira, 29 de julho de 2014

Epidemia de ebola avança e ameaça Nigéria

Depois de infectar pelo menos 1.021 pessoas e de matar 672 desde março de 2014 na África Ocidental, a maior epidemia da febre hemorrágica ebola registrada até hoje ameaça a Nigéria, país mais populoso do continente, com 177 milhões de habitantes. Sem vacina nem tratamento, a única saída é isolar os doentes e tentar controlar os sintomas da fase aguda.

A situação é mais grave na Guiné, onde começou o surto, na Libéria e em Serra Leoa. Com a morte em Lagos, maior cidade do continente, com 20 milhões de habitantes, de um liberiano de 40 anos que esteve em Lomé, capital do Togo, soou o alarme. O risco de contágio chegou à Nigéria. Todos os portos e aeroportos foram colocados em estado de alerta.

Para a Organização Mundial da Saúde (OMS), a Cruz Vermelha Internacional, o Crescente Vermelho e a organização não governamental Médicos sem Fronteiras (MsF), o maior surto da história da doença desde a descoberta do vírus ebola, em 1976, virou uma "epidemia regional" e assim deve ser combatido e contido.

Apesar de ter se tornado o país mais rico da África, superando a África do Sul ao mudar a metodologia de cálculo do produto interno bruto para incorporar novos setores da economia, a Nigéria tem infraestrutura e os serviços de saúde pública precários e mal financiados.

O Ministério da Saúde nigeriano declarou que o morto não teve tempo de circular entre a população de Lagos para transmitir o vírus. Os outros passageiros e os tripulantes que voo que o levou ao país estão sendo alertados e examinados.

Por orientação da OMS, a Nigéria não fechou suas fronteiras para tentar barrar a entrada do vírus. A agência da ONU considera a medida, tomada domingo pela Libéria, "contraproducente e totalmente ineficiente".

Todas as capitais dos países atingidos registram casos, sinal de que a epidemia pode se propagar rapidamente. No domingo, uma cabeleireira de 32 anos tornou-se a primeira vítima de Freetown, a capital de Serra Leoa. Conacri, na Guiné, e Monróvia, na Libéria, já tiveram suas mortes.

O vírus ebola é transmitido pelas secreções humanas, não pelo ar, mas pelo contato físico, o que facilita muita o contágio desta doença fatal em quase 90% dos casos.

"Como não existe nenhum tratamento propriamente dito nem vacina, é essencial acompanhar as pessoas que tiveram contato com mortos ou doentes", comentou o epidemiologista Michel van Herp, dos MsF. "Esse contato pode ser em massa em funerais comunitários nas aldeias, especialmente na Libéria e em Serra Leoa."

Todo o mundo que teve contato com mortos ou doentes deve ser observado durante três semanas. Depois desse período, se a pessoa não tiver febre alta, diarreia, vômitos e grande cansaço, os sintomas da doença, não precisa mais ser acompanhada.

Dois americanos foram infectados na Libéria. Um é médico. Trabalha para a instituição beneficente evangélica Bolsa do Samaritano. A outra é uma mulher que trabalha num hospital de caridade.

Em Kenema, em Serra Leoa, 15 funcionários dos serviços de saúde pegaram a doença e morreram, o que provocou greves e protestos de médicos e enfermeiros. Equipes dos MsF foram atacadas no interior da Guiné por pessoas que acusam profissionais de saúde de levar a doença para suas aldeias.

quarta-feira, 2 de julho de 2014

OMS faz reunião de emergência sobre surto de ebola

A pedido da Organização Mundial da Saúde, os ministros da Saúde de 11 países da África Ocidental se reuniram hoje em Acra, a capital de Gana para articular o combate a um surto do vírus ebola. De 763 pessoas infectadas na região, 468 morreram.

Já é o pior surto do vírus ebola. A maior parte dos casos foi registrada na Guiné, mas o ebola se espalhou para a Libéria e Serra Leoa. Também participaram do encontro representantes da Costa do Marfim, Gana, Gâmbia, a Guiné-Bissau, o Mali, a República Democrática do Congo, o Senegal e Uganda.

Para a OMS, é necessária uma "ação drástica" para eliminar o vírus e evitar sua propagação. "Precisamos fortalecer a cooperação e as respostas destes países para conter o surto", declarou Daniel Epstein, porta-voz da agência da ONU.

Como medidas para impedir a movimentação de pessoas na área afetada seriam impraticáveis, acrescentou Epstein, "precisamos de uma resposta forte, principalmente nas áreas de fronteira."

O vírus ebola mata em 90% dos casos. É transmitido pelo contato com os fluidos do corpo da pessoa infectada. Não há cura nem vacina. A maneira de conter o surto e evitar que se transforme numa epidemia é isolar os doentes e quem teve contato com eles. No momento, os médicos estão monitorando centenas de pessoas por um prazo de 21 dias.

Ebola é uma febre hemorrágica. Pode começar de repente, com febre alta, diarreia e vômito. Só 10% dos pacientes conseguem vencer o vírus. Os outros sofrem homorragias internas e externas até os órgãos pararem de funcionar.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Ex-ditador Charles Taylor pega 50 anos de prisão

O ex-ditador da Libéria Charles Taylor foi condenado hoje a 50 anos de cadeia por um tribunal especial das Nações Unidos por crimes contra a humanidade cometidos durante a guerra civil em Serra Leoa (1991-2002). Ele pode cumprir a pena numa prisão do Reino Unido.

É o primeiro chefe de Estado condenado por um tribunal internacional.

Como presidente da vizinha Libéria, Taylor apoiou um grupo rebelde, a Frente Unida Revolucionária (RUF, do inglês), tristemente conhecida pelas mutilações e violência sexual que cometia para aterrorizar as populações de áreas conquistadas, além de recrutar menores à força e obrigá-los a lutar a seu lado. Em troca, recebia diamantes.

A tragédia em Serra Leoa inspirou o filme Diamantes de Sangue.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Ex-ditador Charles Taylor é condenado em Haia

O ex-ditador da Libéria Charles Taylor se tornou hoje o primeiro chefe de Estado condenado por crimes de guerra por uma corte internacional desde o Tribunal de Nurembergue, que julgou os líderes nazistas depois da Segunda Guerra Mundial.

Taylor foi considerado culpado de atrocidades cometidas durante a guerra civil na vizinha Serra Leoa, quando apoiava a Frente Unida Revolucionária para se beneficiar do comércio ilegal de diamantes.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Três mulheres dividem o Prêmio Nobel da Paz

A presidente da Libéria, Ellen Johnson Sirleaf, e as ativistas liberiana Leymah Gbowee e iemenita Tawakkul Karman ganharam hoje o Prêmio Nobel da Paz 2011 por "sua luta não violenta pela segurança das mulheres, dos direitos da mulher e de seu direito a plena participação no trabalho de construção da paz", anunciou hoje em Oslo o comitê norueguês do Nobel, informa o jornal The Washington Post.

Sirleaf, de 72 anos, uma economista formada na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, tornou-se em 2005 a primeira mulher a presidir um país africano. Mas tem sido criticada por quebrar a promessa de não concorrer à reeleição, na próxima semana.

Assistente social especializada em combater os traumas causados pela violência, Gbowee criou a Ação em Massa das Mulheres da Libéria pela Paz e organizou uma greve de sexo em 2003.

Karman, de 32 anos, fundou a Associação das Mulheres Jornalistas do Iêmen. É uma das líderes da oposição islâmica e do movimento contra a ditadura de Ali Abdullah Saleh. Seu prêmio é uma homenagem às revoltas populares da chamada primavera árabe.

domingo, 25 de abril de 2010

Naomi Campbell não coopera com tribunal da ONU

A supermodelo britânica Naomi Campbell se recusa a cooperar com o Tribunal Especial das Nações Unidas para Serra Leoa, que está processando o ex-ditador da Libéria Charles Taylor.

Taylor responde por 11 acusações de crimes de guerra, crimes contra a humanidade e violações do direito internacional humanitário cometidos em Serra Leoa entre 30 de novembro de 1996 e 18 de janeiro de 2002. Ele apoiava os rebeldes da Frente Unida Revolucionária, responsável por uma barbárie marcada por massacres, mutilações de civis e recrutamento de crianças à força para participar da rebelião.

Durante este período, quando visitou a África do Sul para comprar armas para os rebeldes de Serra Leoa pagando com diamantes, Taylor participou de um jantar oferecido pelo presidente sul-africano, Nelson Mandela, em que Naomi Campbell estava presente.

Ela teria contado à atriz Mia Farrow, que também estava na África do Sul fazendo trabalho beneficente na época, que durante a noite enviados do então ditador da Libéria foram até seu apartamento no hotel e a presentearam com um grande diamante bruto.

Esse diamante seria uma das provas do envolvimento de Charles Taylor com um dos mais sanguinários grupos rebeldes africanos em troca de diamantes.

Os procuradores do tribunal entraram em contato com a modelo e disseram que Naomi Campbell se negou a cooperar. Na época, ela falou para Mia Farrow que daria a pedra preciosa para uma das instituições de caridade de Mandela, mas não fez isso.

Ao ser interrogado repetidamente sobre o diamante pela rede de televisão americana ABC, a supermodelo teve um de seus ataques de fúria e se negou a falar no assunto. Mas o tribunal ainda conta com sua ajuda para condenar um dos mais notórios e cruéis ditadores africanos.

sábado, 16 de fevereiro de 2008

Bush pressiona quenianos a dividir o poder

No início de sua segunda viagem à Africa, no Benin, o presidente dos Estados Unidos, George Walker Bush, pressionou o governo e a oposição do Quênia a chegar a um acordo para dividir o poder. Desde que a oposição rejeitou o resultado da eleição presidencial de 27 de dezembro, uma onda de violência assolou o país, matando mais de mil pessoas e deixando 300 mil desabrigadas.

Bush foi em seguida para a Tanzânia e vai ainda a Gana, Libéria e Ruanda. O roteiro incluía o Quênia, excluído por causa do conflito.

Em vez de Bush, a secretária de Estado, Condoleezza Rice, foi a Nairóbi pressionar os dirigentes quenianos a aceitar o plano de paz proposto pelo ex-secretário-geral das Nações Unidas Kofi Annan.

O presidente Mwai Kibaki e o líder oposicionista Raila Odinga, que teria ganho a eleição, já concordaram em reformar a Constituição e formar uma comissão independente para revisar os resultadores eleitorais. Mas ainda não concordaram em dividir o poder formar um governo de união nacional.