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quarta-feira, 12 de maio de 2021

Pandemia era evitável e não deveria ter matado milhões de pessoas

A pandemia do coronavírus de 2019 poderia ter sido evitada, sem causar milhões de mortes, concluiu um painel independente criado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) sob a presidência da  ex-primeira-ministra da Nova Zelândia Helen Clark e a ex-presidente da Libéria Ellen Johnson Sirleaf. A tragédia chegou onde está por sucessivos erros políticos e falta de liderança.

O maior problema foi "a ausência de uma liderança global", concluiu o relatório. Não houve preparação consistente, uma mobilização maior e mais rápida de recursos e uma OMS mais efetiva. A resposta fragmentada dos governos nacionais exacerbou as desigualdades.

No mundo inteiro, já são 160.457.476 casos confirmados e 3.331.604 milhões de mortes. Mais de 138,5 milhões de doentes sobreviveram, 18,5 milhões apresentam sintomas leves e 106.054 estão em estado grave.

A Índia, o país mais atingido no momento, notificou mais 362.727 casos novos e 4.120 mortes na quarta-feira, elevando os totais para 23.703.665 casos confirmados e 258.317 mortes.

Os Estados Unidos tiveram mais 35.538 casos, com queda de 30% em duas semanas à medida que a vacinação avança, e 848 mortes, 10 por cento a menos do que duas semanas atrás. Na Espanha, as mortes caíram 90% desde o início da vacinação.

Nesta quarta-feira, o Brasil registrou mais 2.545 mortes e 76.638 casos novos. O país soma agora 15.361.686 casos confirmados e 428.256 óbitos. A média diária de mortes dos últimos sete dias caiu mais um pouco para 1.944, 23% a menos do que duas semanas atrás. Está acima de mil há 112 dias. A média diária de contágios está em 60.764, com alta de 1% em duas semanas.

Mais de 1,38 bilhões de vacinas foram aplicadas até agora no mundo, sendo mais de 350 milhões na China e 271,6 milhões nos EUA, onde 154 milhões de pessoas tomaram a primeira dose e 117,6 milhões (35,5% da população americana) estão plenamente vacinadas.

A Índia aplicou na quarta-feira pouco menos de 1,9 milhão de doses, chegando a 177,2 milhões. No Reino Unido, foram mais de 54 milhões de doses e 55,9 milhões no Brasil, onde 37,2 milhões de pessoas receberam a primeira dose e 18,7 milhões tomaram as duas doses necessárias à imunização. Meu comentário:

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Três mulheres dividem o Prêmio Nobel da Paz

A presidente da Libéria, Ellen Johnson Sirleaf, e as ativistas liberiana Leymah Gbowee e iemenita Tawakkul Karman ganharam hoje o Prêmio Nobel da Paz 2011 por "sua luta não violenta pela segurança das mulheres, dos direitos da mulher e de seu direito a plena participação no trabalho de construção da paz", anunciou hoje em Oslo o comitê norueguês do Nobel, informa o jornal The Washington Post.

Sirleaf, de 72 anos, uma economista formada na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, tornou-se em 2005 a primeira mulher a presidir um país africano. Mas tem sido criticada por quebrar a promessa de não concorrer à reeleição, na próxima semana.

Assistente social especializada em combater os traumas causados pela violência, Gbowee criou a Ação em Massa das Mulheres da Libéria pela Paz e organizou uma greve de sexo em 2003.

Karman, de 32 anos, fundou a Associação das Mulheres Jornalistas do Iêmen. É uma das líderes da oposição islâmica e do movimento contra a ditadura de Ali Abdullah Saleh. Seu prêmio é uma homenagem às revoltas populares da chamada primavera árabe.