O projeto em discussão no Senado para acabar com o programa do governo Barack Obama para garantir cobertura universal de saúde vai deixar mais 22 milhões de americanos sem seguro-saúde até 2026, advertiu hoje o bipartidário Escritório de Orçamento do Congresso (CBO) dos Estados Unidos.
A previsão aumenta a pressão sobre os senadores do Partido Republicano. Se dois republicanos votarem contra, o projeto está liquidado. Pelo menos duas senadoras alertaram que não vão apoiar a proposta, que corta o financiamento para a Planned Parenthood, uma instituição beneficente dedicada à saúde reprodutiva que entre outras coisas financia aborto.
É mais uma jogada ideológica do governo Trump e da ultradireita republicana. Obama acusou o projeto de não ser um programa de saúde, mas um corte de impostos bilionário para favorecer grandes empresas e grandes fortunas.
Pelos cálculos do CBO, o projeto aprovado no mês passado na Câmara deixaria 23 milhões sem cobertura. A proposta republicana acaba com a obrigatoriedade de ter seguro-saúde e não exige que os planos de saúde não excluam as doenças preexistentes. Assim, o prêmio do seguro deve cair para pessoas saudáveis, mas corre o risco de se tornar impagável para quem já tem doenças graves.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
Mostrando postagens com marcador doenças preexistentes. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador doenças preexistentes. Mostrar todas as postagens
terça-feira, 27 de junho de 2017
quinta-feira, 25 de maio de 2017
Programa de saúde de Trump vai deixar 23 milhões sem cobertura
A reforma do sistema de saúde dos Estados Unidos feita pelo Partido Republicano para acabar com o programa do governo Barack Obama para garantir cobertura universal vai deixar 23 milhões de americanos sem seguro-saúde em dez anos, advertiu ontem o Escritório de Orçamento do Congresso (CBO), um órgão bipartidário.
No primeiro ano, 14 milhões devem perder a cobertura de saúde. Em médio e longo prazos, os prêmios do seguro-saúde devem aumentar muito para idosos e pessoas com doenças preexistentes.
O primeiro projeto, apresentado pelo presidente da Câmara, deputado Paul Ryan, nem chegou a ser colocado em votação. Na época, o CBO estimou que 24 milhões perderiam a cobertura de saúde.
A proposta aprovada na Câmara, que deve ser alterada no Senado, pretende reduzir o déficit público federal em US$ 119 bilhões em dez anos, US$ 32 bilhões a menos do que o projeto anterior.
"O CBO estava errado antes quando analisou o impacto do programa de Obama sobre custos e cobertura e errou de novo", declarou o secretário (ministro) da Saúde, Tom Price.
Ryan alegou que o partido está no caminho certo ao "reduzir os prêmios e reduzir o déficit". Os prêmios devem ser reduzidos para as pessoas mais jovens e mais saudáveis, com prejuízo para idosos, deficientes e portadores de doenças crônicas.
Na sua proposta orçamentária, além de dar por certa a aprovação da reforma da saúde como passou na Câmara, o governo Trump está propondo cortes de US$ 900 bilhões em dez anos no Medicaid, o programa de saúde para os mais pobres, para ajudar a financiar um corte de imposto trilionário para os ricos, inclusive para si mesmo.
Com esta reforma radical para acabar com a Lei de Cobertura de Saúde a Preços Acessíveis, do governo Obama, e os cortes de impostos de Trump, os republicanos correm grande risco de enfrentar uma revolta do eleitorado nas eleições intermediárias de 2018. Podem perder a maioria na Câmara e no Senado.
No primeiro ano, 14 milhões devem perder a cobertura de saúde. Em médio e longo prazos, os prêmios do seguro-saúde devem aumentar muito para idosos e pessoas com doenças preexistentes.
O primeiro projeto, apresentado pelo presidente da Câmara, deputado Paul Ryan, nem chegou a ser colocado em votação. Na época, o CBO estimou que 24 milhões perderiam a cobertura de saúde.
A proposta aprovada na Câmara, que deve ser alterada no Senado, pretende reduzir o déficit público federal em US$ 119 bilhões em dez anos, US$ 32 bilhões a menos do que o projeto anterior.
"O CBO estava errado antes quando analisou o impacto do programa de Obama sobre custos e cobertura e errou de novo", declarou o secretário (ministro) da Saúde, Tom Price.
Ryan alegou que o partido está no caminho certo ao "reduzir os prêmios e reduzir o déficit". Os prêmios devem ser reduzidos para as pessoas mais jovens e mais saudáveis, com prejuízo para idosos, deficientes e portadores de doenças crônicas.
Na sua proposta orçamentária, além de dar por certa a aprovação da reforma da saúde como passou na Câmara, o governo Trump está propondo cortes de US$ 900 bilhões em dez anos no Medicaid, o programa de saúde para os mais pobres, para ajudar a financiar um corte de imposto trilionário para os ricos, inclusive para si mesmo.
Com esta reforma radical para acabar com a Lei de Cobertura de Saúde a Preços Acessíveis, do governo Obama, e os cortes de impostos de Trump, os republicanos correm grande risco de enfrentar uma revolta do eleitorado nas eleições intermediárias de 2018. Podem perder a maioria na Câmara e no Senado.
Marcadores:
Câmara,
CBO,
Cortes de Impostos,
doenças preexistentes,
Donald Trump,
EUA,
Governo Obama,
Lei de Cobertura de Saúde a Preços Acessíveis,
Medicaid,
Paul Ryan,
Saúde Pública,
Tom Price
Assinar:
Postagens (Atom)