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domingo, 19 de junho de 2022

Gustavo Petro será primeiro esquerdista a governar a Colômbia

 O economista e senador Gustavo Petro, de 62 anos, ecologista, ex-prefeito de Bogotá e ex-ativista do movimento guerrilheiro M-19, é o primeiro esquerdista a ser eleito presidente da Colômbia.

Ele toma posse em 7 de agosto para um mandato de quatro anos. Quer formar uma aliança de esquerda na América Latina com os presidentes do Chile, Gabriel Boric; do México, Andrés Manuel López Obrador; e do Brasil, se Luiz Inácio Lula da Silva for reeleito em outubro.

Com 100% das urnas apuradas, ele vence o segundo turno com 11.281.013 votos (50,44%) contra 10.580.412 (47,31%) para o ex-prefeito de Bucaramanga Rodolfo Hernández, um engenheiro e magnata de 77 anos de extrema direita, informa o jornal colombiano El Espectador.

No discurso da vitória, Petro defendeu "uma política do amor, não uma mudança para os vingarmos, para construir mais ódios". Prometeu "uma democracia de verdade, uma democracia popular, uma democracia multicolorida" para transformar "a Colômbia numa potência mundial da vida", com paz, justiça social e justiça ambiental.

Leia mais em Quarentena News e veja meu comentário no YouTube.

domingo, 4 de setembro de 2011

450 mil fazem maior protesto até hoje em Israel

A Marcha do Milhão não chegou a tanto. Mas a chamada primavera árabe chegou a Israel.

Cerca de 450 mil pessoas participaram ontem à noite, em várias cidades, da maior manifestação de massa da História de Israel, para exigir do mais justiça social do governo conservador, informa o jornal liberal israelense Haaretz.

O maior protesto reuniu 300 mil pessoas em Telavive.

“Sr. primeiro-ministro, os novos israelenses tem um sonho simples: tecer a história de nossas vidas em Israel. Esperamos que o Sr. nos deixe viver neste país”, declarou a presidente da União Nacional de Estudantes de Israel, Itzik Shmuli, ao falar para a multidão reunida na Praça Habima no fim de uma marcha de dois quilômetros.

Ela advertiu que o movimento dos israelenses indignados não vai parar: “Os novos israelenses não vão desistir. Vão exigir mudanças e não vão parar até as soluções chegarem”.

A líder estudantil falou de uma nova geração que redescobre o ativismo político do Chile à Europa e ao Oriente Médio: “Minha geração sempre se sentiu como se cada um estivesse sozinho neste mundo, mas sentimos solidariedade. Tentaram nos desqualificar como crianças idiotas ou como extremistas de esquerda.”

Em Jerusalém, o protesto reuniu 50 mil pessoas.

Durante reunião ministerial neste domingo, o primeiro-ministro direitista Benjamin Netanyahu afirmou que “o governo tem o dever de corrigir as desigualdades sociais”.

Netanyahu pediu a seus ministros “um equilíbrio entre sensibilidade social e responsabilidade econômica”.

Para as ruas, esse é um discurso vazio.