O Exército de Libertação Nacional (ELN), maior grupo guerrilheiro colombiano desde o acordo de paz com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), está minerando ouro ilegalmente no Leste da Venezuela, a centenas de quilômetros da fronteira entre os dois países, noticiou ontem o jornal britânico The Guardian.
Em meio ao caos da economia venezuelana, o ELN, engrossado por ex-rebeldes das FARC, e outros grupos armados clandestinos aproveitam a oportunidade para ganhos ilícitos, provocando conflitos entre colombianos e venezuelanos que causaram a morte de pelo menos sete mineiros.
As minas clandestinas ficam em Tumerero, no estado de Bolívar, perto da fronteira da Venezuela com a Guiana. O pior confronto durou três dias, de 14 a 17 de outubro. Nos últimos dois anos, pelo menos 107 pessoas foram mortas em massacres em Bolívar
Com a pior crise de uma economia desenvolvida da história, um quilo de carne custa mais do que o salário médio de uma semana de trabalho. Mais de 80% dos venezuelanos caíram na miséria e mais de 4 milhões fugiram do país.
Quem ficou luta desesperadamente para conseguir algum dinheiro. A mineração ilegal é uma das opções, apesar de todos os riscos. A ditadura de Nicolás Maduro nega a presença de guerrilheiros colombianos no país.
Como o regime chavista é de esquerda e acusa a Colômbia, aliada dos Estados Unidos, de interferir na política interna venezuelana, há muitos anos a Venezuela acolhe guerrilheiros colombianos.
Um analista do International Crisis Group. Bram Ebus, acredita que o ELN tem a intenção de dominar a região mineradora e ficar lá por um longo tempo. Américo de Grazia, da oposição venezuelana denuncia a conivência da ditadura de Maduro: "O silêncio é consentimento. Eles sabem que o ELN está em ação no estado de Bolívar."
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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quarta-feira, 31 de outubro de 2018
terça-feira, 26 de junho de 2018
Maduro triplica salário mínimo para menos de um dólar
Para combater o que chama de "guerra econômica" da oposição e do empresariado, o ditador Nicolás Maduro anunciou na semana passada que vai aumentar em três vezes o salário mínimo da Venezuela, que passará a valer 3 milhões de bolívares, menos do que o valor de um dólar, que chegou hoje a 3,3 milhões de bolívares no mercado paralelo.
A Venezuela vive a pior crise econômica de sua história, com queda à quase metade do produto interno bruto desde que Maduro substituiu o finado caudilho Hugo Chávez, em 2013, e hiperinflação que pode chegar a 13.000% ao ano em 2018, depois de ficar em 2.700% no ano passado. Em dois anos, pode chegar a 1.800.000%.
"Os primeiros elementos do programa econômico incluem a proteção ao ingresso, por isso vou decretar um aumento do salário mínimo para 3 milhões de bolívares", revelou Maduro num comício na quarta-feira passada.
Em março, o regime chavista anunciou um corte de três zeros na moeda nacional. No câmbio oficial, um dólar vale 80 mil bolívares.
A Venezuela vive a pior crise econômica de sua história, com queda à quase metade do produto interno bruto desde que Maduro substituiu o finado caudilho Hugo Chávez, em 2013, e hiperinflação que pode chegar a 13.000% ao ano em 2018, depois de ficar em 2.700% no ano passado. Em dois anos, pode chegar a 1.800.000%.
"Os primeiros elementos do programa econômico incluem a proteção ao ingresso, por isso vou decretar um aumento do salário mínimo para 3 milhões de bolívares", revelou Maduro num comício na quarta-feira passada.
Em março, o regime chavista anunciou um corte de três zeros na moeda nacional. No câmbio oficial, um dólar vale 80 mil bolívares.
quinta-feira, 22 de março de 2018
Maduro corta três zeros da moeda da Venezuela
Com uma hiperinflação prevista em 13.000% neste ano, começa a faltar dinheiro na Venezuela. Hoje o ditador Nicolás Maduro anunciou sua solução: cortar três zeros da moeda nacional, o bolívar, que um dia o finado caudilho Hugo Chávez chamou de "bolívar forte".
A medida entre em vigor em 4 de junho, quando o regime começará a retirar de circulação as atuais notas do desvalorizado bolívar. As moedas de 50 centavos e 1 bolívar voltam a circular.
Ao anunciar o corte de zeros, o ditador culpou a Colômbia pela crise monetária venezuelana, de única a exclusiva responsabilidade das políticas do "socialismo do século 21" impostas pelo chavismo.
"Roubam o dinheiro. Mal termina de sair uma nova cédula e já estão levando para Cúcuta", acusou irresponsavelmente Maduro, citando a cidade colombiana na fronteira onde os venezuelanos tentam comprar tudo o que falta em seu país, ou seja, quase tudo, menos gasolina.
Maduro acusou irresponsavelmente os presidentes da Colômbia e da Assembleia Nacional da Venezuela, dominada pela oposição: "Essa máfia dirige [o presidente] Juan Manuel Santos assessorado por Julio Borges, como uma vingança para fazer mal à Venezuela."
No câmbio negro, o dólar foi vendido hoje a 231.334,02 bolívares em Caracas e a 259.622,64 em Cúcuta, na Colômbia. Um euro vale 284.672,70 bolívares em Caracas e 319.081,41 em Cúcuta.
A medida entre em vigor em 4 de junho, quando o regime começará a retirar de circulação as atuais notas do desvalorizado bolívar. As moedas de 50 centavos e 1 bolívar voltam a circular.
Ao anunciar o corte de zeros, o ditador culpou a Colômbia pela crise monetária venezuelana, de única a exclusiva responsabilidade das políticas do "socialismo do século 21" impostas pelo chavismo.
"Roubam o dinheiro. Mal termina de sair uma nova cédula e já estão levando para Cúcuta", acusou irresponsavelmente Maduro, citando a cidade colombiana na fronteira onde os venezuelanos tentam comprar tudo o que falta em seu país, ou seja, quase tudo, menos gasolina.
Maduro acusou irresponsavelmente os presidentes da Colômbia e da Assembleia Nacional da Venezuela, dominada pela oposição: "Essa máfia dirige [o presidente] Juan Manuel Santos assessorado por Julio Borges, como uma vingança para fazer mal à Venezuela."
No câmbio negro, o dólar foi vendido hoje a 231.334,02 bolívares em Caracas e a 259.622,64 em Cúcuta, na Colômbia. Um euro vale 284.672,70 bolívares em Caracas e 319.081,41 em Cúcuta.
segunda-feira, 18 de dezembro de 2017
Nova nota de 100 mil bolívares perde 33% do valor em 43 dias
Menos de um mês e meio depois da entrada em circulação, a nova nota de 100 mil bolívares perdeu mais de um terço do poder aquisitivo para a hiperinflação, afirmou o economista e deputado Ángel Alvarado, citado pelo boletim de notícias digital Dolar Today.
"A nota de 100 mil bolívares lançada em novembro vale agora 64.102,56, o que equivale a dizer que perdeu mais de um terço do valor em pouco mais de um mês", declarou o deputado oposicionista. Não compra mais nem um dólar, cotado hoje no câmbio negro a 115.734,62 bolívares.
De acordo com os dados levantados pela Assembleia Nacional, de maioria oposicionista, a inflação de novembro foi de 56,7% e o acumulado em 2017 chegou a 1.370%. A expectativa é que chegue a 2.000% ou 2.100%.
"O processo hiperinflacionário que estamos vivendo faz o venezuelano cada dia mais pobre e o bolívar cada dia mais fraco. O responsável é o governo, que tomou decisões muito ruins", acrescentou Alvarado.
Com o fracasso das políticas de controle dos preços e do câmbio, o "socialismo do século 21" apelou à impressão de mais e mais dinheiro. "Só em novembro, o Banco Central da Venezuela colocou em circulação 33 bilhões de bolívares, duplicando a base monetária", diagnosticou o deputado.
"A nota de 100 mil bolívares lançada em novembro vale agora 64.102,56, o que equivale a dizer que perdeu mais de um terço do valor em pouco mais de um mês", declarou o deputado oposicionista. Não compra mais nem um dólar, cotado hoje no câmbio negro a 115.734,62 bolívares.
De acordo com os dados levantados pela Assembleia Nacional, de maioria oposicionista, a inflação de novembro foi de 56,7% e o acumulado em 2017 chegou a 1.370%. A expectativa é que chegue a 2.000% ou 2.100%.
"O processo hiperinflacionário que estamos vivendo faz o venezuelano cada dia mais pobre e o bolívar cada dia mais fraco. O responsável é o governo, que tomou decisões muito ruins", acrescentou Alvarado.
Com o fracasso das políticas de controle dos preços e do câmbio, o "socialismo do século 21" apelou à impressão de mais e mais dinheiro. "Só em novembro, o Banco Central da Venezuela colocou em circulação 33 bilhões de bolívares, duplicando a base monetária", diagnosticou o deputado.
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sábado, 5 de agosto de 2017
Cotação do dólar dá novo salto na Venezuela
O dólar foi cotado a 18.982,93 bolívares e o euro a 22.589,69 bolívares no mercado paralelo na Venezuela ontem, quando o regime chavista deu posse a uma Assembleia Nacional Constituinte não reconhecida internacionalmente, numa manobra do ditador Nicolás Maduro para ter poderes absolutos, informou o boletim de notícias Dolar Today.
No domingo, dia da eleição da Constituinte de Maduro, a moeda americana valia 10.389,79 bolívares e a europeia, 12.156,05. A oposição boicotou as eleições manipuladas pelo regime chavista, que assim tem controle total sobre a Constituinte, eleita para usurpar os poderes da Assembleia Nacional, onde a oposição conquistou maioria de dois terços nas eleições de 6 de dezembro de 2015.
No domingo, dia da eleição da Constituinte de Maduro, a moeda americana valia 10.389,79 bolívares e a europeia, 12.156,05. A oposição boicotou as eleições manipuladas pelo regime chavista, que assim tem controle total sobre a Constituinte, eleita para usurpar os poderes da Assembleia Nacional, onde a oposição conquistou maioria de dois terços nas eleições de 6 de dezembro de 2015.
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quarta-feira, 4 de novembro de 2015
Cesta básica sobe 283% num ano na Venezuela
A cesta básica para uma família de cinco pessoas custava 97.292 bolívares em setembro de 2015, 23,8% a mais do que em agosto e 283% a mais do que em setembro do ano passado, calculou o Centro de Documentação de Análise Social da Federação Venezuelana de Professores, citado pelo jornal Latin American Herald Tribune.
Para comprar a cesta básica, eram necessários 13,1 salários mínimos em setembro. Os maiores aumentos em setembro foram nos itens educação (53,5%), alimentação (22,3%), artigos de higiene pessoal e limpeza do lar (14%) e aluguel de moradia (12%).
Com uma inflação catastrófica estimada em 200% ao ano, a maior do mundo, e a expectativa de uma queda de 10% no produto interno bruto neste ano, o regime chavista não divulga dados oficiais sobre a economia há 10 meses e culpa inimigos internos e externos por sua própria incompetência.
Apesar de ter apenas 10% de apoio popular, o governo Nicolás Maduro insiste nas políticas do "socialismo do século 21" do finado caudilho Hugo Chávez, baseadas no controle dos preços e do câmbio na perseguição e criminalização do setor privado.
Desde a chegada de Chávez ao poder, em 1999, a Venezuela ganhou US$ 1 trilhão com a venda de petróleo, mas não tem dinheiro para importar produtos básicos como papel higiênico, medicamentos e alimentos. No mercado paralelo, o dólar vale hoje 805,80 bolívares, que um dia foram chamados de bolívares fortes.
Diante do descalabro, há um grande temor de violência nas eleições parlamentares de 6 de dezembro, quando o chavismo, que tem 71 milícias, os coletivos, deve perder a maioria na Assembleia Nacional pela primeira vez desde a ascensão de Chávez.
Em vez de pressionar Maduro a mudar a política econômica desastrosa, os governos amigos, a começar pelo Brasil, são coniventes com esse caos econômico capaz de levar a uma fraude eleitoral em massa.
A maioria dos economistas tem uma receita para a Venezuela voltar à normalidade:
• unificar as diferentes cotações do dólar numa taxa de câmbio competitiva de 200 bolívares ou mais, com medidas transitórias para reduzir o impacto social da desvalorização;
• aumentar o preço do litro da gasolina, hoje em centavos de dólar, para cobrir os custos de produção e distribuição;
• acabar com os controles de preços e do câmbio;
• restaurar a autonomia do Banco Central;
• garantir a inviolabilidade da propriedade e dos investimentos privados; e
• restituir a independência do Poder Judiciário.
Para comprar a cesta básica, eram necessários 13,1 salários mínimos em setembro. Os maiores aumentos em setembro foram nos itens educação (53,5%), alimentação (22,3%), artigos de higiene pessoal e limpeza do lar (14%) e aluguel de moradia (12%).
Com uma inflação catastrófica estimada em 200% ao ano, a maior do mundo, e a expectativa de uma queda de 10% no produto interno bruto neste ano, o regime chavista não divulga dados oficiais sobre a economia há 10 meses e culpa inimigos internos e externos por sua própria incompetência.
Apesar de ter apenas 10% de apoio popular, o governo Nicolás Maduro insiste nas políticas do "socialismo do século 21" do finado caudilho Hugo Chávez, baseadas no controle dos preços e do câmbio na perseguição e criminalização do setor privado.
Desde a chegada de Chávez ao poder, em 1999, a Venezuela ganhou US$ 1 trilhão com a venda de petróleo, mas não tem dinheiro para importar produtos básicos como papel higiênico, medicamentos e alimentos. No mercado paralelo, o dólar vale hoje 805,80 bolívares, que um dia foram chamados de bolívares fortes.
Diante do descalabro, há um grande temor de violência nas eleições parlamentares de 6 de dezembro, quando o chavismo, que tem 71 milícias, os coletivos, deve perder a maioria na Assembleia Nacional pela primeira vez desde a ascensão de Chávez.
Em vez de pressionar Maduro a mudar a política econômica desastrosa, os governos amigos, a começar pelo Brasil, são coniventes com esse caos econômico capaz de levar a uma fraude eleitoral em massa.
A maioria dos economistas tem uma receita para a Venezuela voltar à normalidade:
• unificar as diferentes cotações do dólar numa taxa de câmbio competitiva de 200 bolívares ou mais, com medidas transitórias para reduzir o impacto social da desvalorização;
• aumentar o preço do litro da gasolina, hoje em centavos de dólar, para cobrir os custos de produção e distribuição;
• acabar com os controles de preços e do câmbio;
• restaurar a autonomia do Banco Central;
• garantir a inviolabilidade da propriedade e dos investimentos privados; e
• restituir a independência do Poder Judiciário.
quinta-feira, 21 de maio de 2015
Venezuela deve mudar regime de câmbio
Em meio à sua pior crise desde a ascensão à Presidência do coronel Hugo Chávez, o governo da Venezuela deve anunciar em breve uma mudança nos mecanismos de câmbio, acabando com a taxa absolutamente irreal de 6,30 bolívares por dólar quando a cotação no mercado paralelo chegou hoje a 392,24, informou hoje o jornal venezuelano Panorama.
Desde novembro, não há leilões do Sistema Complementar de Administração de Divisas (Sicad) e o Sistema Marginal de Divisas (Simadi), que pretende seguir a cotação do mercado paralelo, só vendeu US$ 100 milhões mensais. Sua cotação atual está em quase 200 bolívares por dólar.
A escassez de moedas fortes ampliou o mercado negro levando o dólar a valor quase duas vezes isso e o euro 435,32 bolívares.
Há um ano e meio, o coordenador do curso de graduação em economia política da Universidade Bolivarista da Venezuela, Pablo Giménez ouve o presidente Nicolás Maduro falar em mudar o sistema de câmbio: "Quanto mais mecanismos haja, mais efeitos negativos vai haver. Qualquer coisa que o Executivo venha a fazer deve ser o mais simples possível."
A irracionalidade econômica do "socialismo do século 21" levou um dos maiores produtores de petróleo do mundo a ficar sem dinheiro para importar produtos básicos. Falta tudo na Venezuela: carne, leite, óleo comestível, farinha de trigo, medicamentos, camisinha, papel higiênico. A lista é muito maior.
O câmbio é apenas um dos problemas gerados pelo caos econômico implantado pelo "socialismo do século 21".
Desde novembro, não há leilões do Sistema Complementar de Administração de Divisas (Sicad) e o Sistema Marginal de Divisas (Simadi), que pretende seguir a cotação do mercado paralelo, só vendeu US$ 100 milhões mensais. Sua cotação atual está em quase 200 bolívares por dólar.
A escassez de moedas fortes ampliou o mercado negro levando o dólar a valor quase duas vezes isso e o euro 435,32 bolívares.
Há um ano e meio, o coordenador do curso de graduação em economia política da Universidade Bolivarista da Venezuela, Pablo Giménez ouve o presidente Nicolás Maduro falar em mudar o sistema de câmbio: "Quanto mais mecanismos haja, mais efeitos negativos vai haver. Qualquer coisa que o Executivo venha a fazer deve ser o mais simples possível."
A irracionalidade econômica do "socialismo do século 21" levou um dos maiores produtores de petróleo do mundo a ficar sem dinheiro para importar produtos básicos. Falta tudo na Venezuela: carne, leite, óleo comestível, farinha de trigo, medicamentos, camisinha, papel higiênico. A lista é muito maior.
O câmbio é apenas um dos problemas gerados pelo caos econômico implantado pelo "socialismo do século 21".
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quinta-feira, 30 de abril de 2015
Venezuela troca com o Citi reservas em ouro por US$ 1 bilhão
Sem dólares para movimentar sua economia, apesar de ter uma das maiores jazidas mundiais de petróleo, a Venezuela fez um acordo com o banco americano Citibank para trocar parte de suas reservas em ouro por US$ 1 bilhão, revelou ontem o jornal inglês Financial Times.
O acordo alivia temporariamente o governo socialista de Nicolás Maduro, que enfrenta a maior inflação do mundo, de 80% ao ano, podendo chegar a 150% até o fim do ano; escassez permanente de medicamentos e produtos básicos como leite, carne, farinha de trigo e papel higiênico; e ainda perdeu receita com a queda pela metade nos preços do petróleo nos últimos dez meses.
A Venezuela prometeu trocar 1,4 milhão de onças troy (31,1 gramas), o equivalente a 3,5 mil barras ou 43,54 toneladas de ouro, por US$ 1 bilhão em dinheiro, sobre o qual vai pagar juros.
Aos preços de hoje, esta quantidade de ouro vale quase US$ 1,7 bilhão. O negócio uma grande margem de segurança ao banco caso o preço do ouro caia no mercado internacional. O ouro baixou 36% depois de chegar ao pico em 2011, mas subiu 1,8% em 2015. A onça troy está em cerca de US$ 1,2 mil.
Por causa do caos econômico instaurado pelo "socialismo do século 21" do falecido caudilho Hugo Chávez, a economia venezuelana deve recuar até 7% em 2015. Com a queda na arrecadação, o governo Maduro está imprimindo bolívares para financiar um déficit orçamentário de 20% do produto interno bruto. O resultado é a inflação projetada para chegar a 150% ao ano.
Com as reservas em moedas fortes em US$ 19 bilhões em abril, o menor nível em 11 anos, depois de vender US$ 1 trilhão em petróleo desde a ascensão de Chávez ao poder em 1999, só restou à Venezuela recorrer às reservas em ouro. São cerca de 377 toneladas.
Em seu duelo infantil com os Estados Unidos, Chávez prometeu livrar a Venezuela da "ditadura do dólar". Orientou o banco central a vender dólares e comprar ouro. Há quatro anos, com medo de processos pela desapropriação da empresas estrangeiras, levou a maior parte do ouro depositado no exterior para o país.
Agora, seu sucessor troca o ouro porque a Venezuela precisa de dólares que nunca deveriam faltar por causa das exportações de petróleo. Hoje em dia, nada na Venezuela funciona como num país normal. A última novidade é uma redução da jornada de trabalho dos funcionários públicos de oito para cinco horas por dia para economizar energia num dos maiores produtores mundiais de petróleo.
O acordo alivia temporariamente o governo socialista de Nicolás Maduro, que enfrenta a maior inflação do mundo, de 80% ao ano, podendo chegar a 150% até o fim do ano; escassez permanente de medicamentos e produtos básicos como leite, carne, farinha de trigo e papel higiênico; e ainda perdeu receita com a queda pela metade nos preços do petróleo nos últimos dez meses.
A Venezuela prometeu trocar 1,4 milhão de onças troy (31,1 gramas), o equivalente a 3,5 mil barras ou 43,54 toneladas de ouro, por US$ 1 bilhão em dinheiro, sobre o qual vai pagar juros.
Aos preços de hoje, esta quantidade de ouro vale quase US$ 1,7 bilhão. O negócio uma grande margem de segurança ao banco caso o preço do ouro caia no mercado internacional. O ouro baixou 36% depois de chegar ao pico em 2011, mas subiu 1,8% em 2015. A onça troy está em cerca de US$ 1,2 mil.
Por causa do caos econômico instaurado pelo "socialismo do século 21" do falecido caudilho Hugo Chávez, a economia venezuelana deve recuar até 7% em 2015. Com a queda na arrecadação, o governo Maduro está imprimindo bolívares para financiar um déficit orçamentário de 20% do produto interno bruto. O resultado é a inflação projetada para chegar a 150% ao ano.
Com as reservas em moedas fortes em US$ 19 bilhões em abril, o menor nível em 11 anos, depois de vender US$ 1 trilhão em petróleo desde a ascensão de Chávez ao poder em 1999, só restou à Venezuela recorrer às reservas em ouro. São cerca de 377 toneladas.
Em seu duelo infantil com os Estados Unidos, Chávez prometeu livrar a Venezuela da "ditadura do dólar". Orientou o banco central a vender dólares e comprar ouro. Há quatro anos, com medo de processos pela desapropriação da empresas estrangeiras, levou a maior parte do ouro depositado no exterior para o país.
Agora, seu sucessor troca o ouro porque a Venezuela precisa de dólares que nunca deveriam faltar por causa das exportações de petróleo. Hoje em dia, nada na Venezuela funciona como num país normal. A última novidade é uma redução da jornada de trabalho dos funcionários públicos de oito para cinco horas por dia para economizar energia num dos maiores produtores mundiais de petróleo.
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segunda-feira, 8 de dezembro de 2014
Bolívar cai a 174 por dólar na Venezuela
Com a queda nos preços internacionais do petróleo para menos de US$ 70 por barril, a moeda da Venezuela, o bolívar, atingiu nova cotação mínima no mercado negro. O valor caiu para 174 bolívares por dólar.
Desde o fim de setembro de 2014, a cotação do dólar aumentou mais de 70 bolívares, agravando a crise econômica terminal que enfrenta o governo Nicolás Maduro, totalmente incapaz de lidar com a inflação de 80% ao ano e o desabastecimento causados por uma política econômica irrealista e suicida.
É impressionante a omissão da União das Nações Sul-Americanas diante do colapso do regime chavista na Venezuela. O país que se orgulha de ter as maiores reservas mundiais de petróleo não tem papel higiênico, carne, leite, farinha e outros produtos básicos nas prateleiras dos supermercados.
O regime chavista está falido e afunda cada vez mais. Para preservar a revolução, está destruindo o país.
Desde o fim de setembro de 2014, a cotação do dólar aumentou mais de 70 bolívares, agravando a crise econômica terminal que enfrenta o governo Nicolás Maduro, totalmente incapaz de lidar com a inflação de 80% ao ano e o desabastecimento causados por uma política econômica irrealista e suicida.
É impressionante a omissão da União das Nações Sul-Americanas diante do colapso do regime chavista na Venezuela. O país que se orgulha de ter as maiores reservas mundiais de petróleo não tem papel higiênico, carne, leite, farinha e outros produtos básicos nas prateleiras dos supermercados.
O regime chavista está falido e afunda cada vez mais. Para preservar a revolução, está destruindo o país.
segunda-feira, 11 de março de 2013
Chávez tinha "visão binária do mundo"
O ex-presidente da Venezuela Hugo Chávez "tinha uma visão binária do mundo", observa o escritor e historiador mexicano Enrique Krause. Via o mundo dividido entre amigos e inimigos, chavistas e pityankees, pobres e elites, patriotas e traidores". Sua vocação para a reforma social foi comprometida por "uma anacrônica admiração do modelo cubano e pela cega veneração ao caudilho eterno [Fidel Castro], a quem muitas vezes chamou de pai".
Em artigo publicado no jornal espanhol El País, Um amanhecer diferente para a Venezuela, Krause acrescentou: "Nenhuma democracia prospera onde há um homem absolutamente necessário, imprescindível, único e providencial, que reclama para si a propriedade privada dos recursos públicos, das instituições públicas, do discurso público, da verdade pública".
"O povo que tolera ou aplaude essa delegação absoluta de poder a uma pessoa", prossegue o raciocínio do escritor mexicano, "abdica de sua liberdade e condena a si mesmo a uma adolescência cívica porque essa delegação supõe a renúncia à responsabilidade sobre seu próprio destino".
Para Krauze, "o dano maior é a discórdia dentro da família venezuelana". Ele cita como exemplo "o ódio induzido do microfone do poder contra um amplo setor da população que dissentia desse poder. O ódio dos discursos, das faixas e cartazes, dos punhos cerrados, o ódio dos arrogante porta-vozes do regime em programas de rádio e televisão. O ódio das redes sociais infestadas por insultos, calúnias, mentiras, teorias conspiratórias, desqualificações e preconceitos. O ódio do fanatismo ideológico e do rancor social. O ódio que se fecha à razão e é impermeável à tolerância. Essa é a chaga histórica que deixa o chavismo".
Com a tradição caudilhista e a religiosidade da venezuela, o historiador acredita que a "santificação" de Chávez possa ser mais profunda e permanente do que a de Evita Perón na Argentina.
Ao morrer prematuramente aos 58 anos, Hugo Chávez alcançou a imortalidade, comenta Krauze: "Na alma de muitos de seus compatriotas (e de não poucos simpatizantes na América Latina) vai dividir a glória com o Libertador" Simón Bolívar.
Quando o longo funeral terminar e passar a eleição presidencial de 14 de abril, chavistas e não chavistas terão de enfrentar a situação econômica da Venezuela. Apesar de receber US$ 800 bilhões com petróleo na era Chávez, o crescimento foi um dos mais baixos do continente.
O déficit público chega a US$ 70 bilhões. Um dólar vale 6,30 bolívares no câmbio oficial e 23 no mercado negro. Há escassez de divisas (moedas fortes) e racionamento de energia no país com as maiores reservas mundiais de petróleo. A inflação estava acima de 20% ao ano antes da recente macrodesvalorização da moeda. Deve passar de 30%.
"Há desabastecimento de 20% dos produtos nos supermercados por causa da queda na capacidade produtiva, êxodo de profissionais de classe média e crônica falta de investimentos", nota Krauze.
Talvez a explicação esteja no setor de petróleo. Em 1998, quando os preços internacionais caíram para cerca de US$ 10 o barril por causa da crise econômica asiática e Chávez foi eleito presidente pela primeira vez, a Venezuela produzia 3,3 milhões de barris diários e exportava 2,7 milhões.
Agora, a produção caiu para 2,4 milhões de barris e, pelos dados citados pelo mexicano, só os 900 mil barris diários exportados para os Estados Unidos, o "odiado Império", seriam efetivamente pagos.
Cerca de 800 mil barris são reservados ao consumo interno. A Venezuela tem a gasolina mais barata do mundo. Custa R$ 0,03 por litro. Outros 100 mil servem para pagar a importação de gasolina por falta de capacidade de refino; 300 mil pagam créditos e produtos importados da China; 300 mil vão para países da América Central e do Caribe através da Petrocaribe, subsidiária da PdVSA (Petróleos de Venezuela); e 100 mil vão para Cuba em troca do envio de médicos, professores e policiais cubanos.
Sem sombra do carisma do presidente morto, Maduro precisa apresentar resultados na economia. Caso contrário, logo será acusado de não estar à altura do líder. "Com Chávez, não seria assim", "Chávez já teria resolvido" e outras frases nesse sentido serão um teste permanente.
Otimista, Krauze aposta na reconciliação da Venezuela pós-Chávez e na mudança do regime cubano para que todos os países da América Latina oscilem então entre "regimes de esquerda social-democrata e governos a favor de economia mais aberta e liberal".
Talvez, conclui, o século 21 enterre o "caudilhismo militarista" e o "redencionismo iluminado" para que a América Latina possa viver "um amanhecer plenamente democrático".
Em artigo publicado no jornal espanhol El País, Um amanhecer diferente para a Venezuela, Krause acrescentou: "Nenhuma democracia prospera onde há um homem absolutamente necessário, imprescindível, único e providencial, que reclama para si a propriedade privada dos recursos públicos, das instituições públicas, do discurso público, da verdade pública".
"O povo que tolera ou aplaude essa delegação absoluta de poder a uma pessoa", prossegue o raciocínio do escritor mexicano, "abdica de sua liberdade e condena a si mesmo a uma adolescência cívica porque essa delegação supõe a renúncia à responsabilidade sobre seu próprio destino".
Para Krauze, "o dano maior é a discórdia dentro da família venezuelana". Ele cita como exemplo "o ódio induzido do microfone do poder contra um amplo setor da população que dissentia desse poder. O ódio dos discursos, das faixas e cartazes, dos punhos cerrados, o ódio dos arrogante porta-vozes do regime em programas de rádio e televisão. O ódio das redes sociais infestadas por insultos, calúnias, mentiras, teorias conspiratórias, desqualificações e preconceitos. O ódio do fanatismo ideológico e do rancor social. O ódio que se fecha à razão e é impermeável à tolerância. Essa é a chaga histórica que deixa o chavismo".
Com a tradição caudilhista e a religiosidade da venezuela, o historiador acredita que a "santificação" de Chávez possa ser mais profunda e permanente do que a de Evita Perón na Argentina.
Ao morrer prematuramente aos 58 anos, Hugo Chávez alcançou a imortalidade, comenta Krauze: "Na alma de muitos de seus compatriotas (e de não poucos simpatizantes na América Latina) vai dividir a glória com o Libertador" Simón Bolívar.
Quando o longo funeral terminar e passar a eleição presidencial de 14 de abril, chavistas e não chavistas terão de enfrentar a situação econômica da Venezuela. Apesar de receber US$ 800 bilhões com petróleo na era Chávez, o crescimento foi um dos mais baixos do continente.
O déficit público chega a US$ 70 bilhões. Um dólar vale 6,30 bolívares no câmbio oficial e 23 no mercado negro. Há escassez de divisas (moedas fortes) e racionamento de energia no país com as maiores reservas mundiais de petróleo. A inflação estava acima de 20% ao ano antes da recente macrodesvalorização da moeda. Deve passar de 30%.
"Há desabastecimento de 20% dos produtos nos supermercados por causa da queda na capacidade produtiva, êxodo de profissionais de classe média e crônica falta de investimentos", nota Krauze.
Talvez a explicação esteja no setor de petróleo. Em 1998, quando os preços internacionais caíram para cerca de US$ 10 o barril por causa da crise econômica asiática e Chávez foi eleito presidente pela primeira vez, a Venezuela produzia 3,3 milhões de barris diários e exportava 2,7 milhões.
Agora, a produção caiu para 2,4 milhões de barris e, pelos dados citados pelo mexicano, só os 900 mil barris diários exportados para os Estados Unidos, o "odiado Império", seriam efetivamente pagos.
Cerca de 800 mil barris são reservados ao consumo interno. A Venezuela tem a gasolina mais barata do mundo. Custa R$ 0,03 por litro. Outros 100 mil servem para pagar a importação de gasolina por falta de capacidade de refino; 300 mil pagam créditos e produtos importados da China; 300 mil vão para países da América Central e do Caribe através da Petrocaribe, subsidiária da PdVSA (Petróleos de Venezuela); e 100 mil vão para Cuba em troca do envio de médicos, professores e policiais cubanos.
Sem sombra do carisma do presidente morto, Maduro precisa apresentar resultados na economia. Caso contrário, logo será acusado de não estar à altura do líder. "Com Chávez, não seria assim", "Chávez já teria resolvido" e outras frases nesse sentido serão um teste permanente.
Otimista, Krauze aposta na reconciliação da Venezuela pós-Chávez e na mudança do regime cubano para que todos os países da América Latina oscilem então entre "regimes de esquerda social-democrata e governos a favor de economia mais aberta e liberal".
Talvez, conclui, o século 21 enterre o "caudilhismo militarista" e o "redencionismo iluminado" para que a América Latina possa viver "um amanhecer plenamente democrático".
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sábado, 9 de fevereiro de 2013
Venezuela megadesvaloriza moeda em 31,7%
Sob pressão da inflação de 20% ao ano, de um déficit público de 15% do produto interno bruto e da ausência do presidente Hugo Chávez, que aumenta a incerteza, o governo da Venezuela anunciou ontem uma desvalorização de 31,7% na cotação oficial do bolívar que passou de 4,30 para 6,30 por dólar.
A medida vai ajudar a fechar as contas públicas, já que a Venezuela vai ganhar mais bolívares por seus petrodólares. Por outro lado, vai pressionar ainda mais a inflação.
A medida vai ajudar a fechar as contas públicas, já que a Venezuela vai ganhar mais bolívares por seus petrodólares. Por outro lado, vai pressionar ainda mais a inflação.
sexta-feira, 16 de abril de 2010
Moeda da Venezuela cai abaixo da cotação oficial
A moeda da Venezuela, o bolívar, caiu para 7,3 por dólar, muito abaixo da cotação oficial de 4,3, arbitrada pelo governo Hugo Chávez quando anunciou a desvalorização do "bolívar forte".
domingo, 7 de fevereiro de 2010
Chávez desapropria prédios históricos de Caracas
Em mais uma decisão aparentemente intempestiva, o presidente Hugo Chávez ordenou hoje a desapropriação de prédios históricos da Praça Bolívar, no centro da capital da Venezuela.
Durante seu programa dominical de rádio e televisão, Chávez passeou pela praça lentamente, lembrando fatos históricos ocorridos ali. Depois de mostrar uma casa onde o libertador Simón Bolívar viveu antes de se casar, ao saber que nela funcionam várias empresas privadas, o caudilho venezuelano resolveu expropriá-la.
Outros prédios da praça também serão desapropriados.
Durante seu programa dominical de rádio e televisão, Chávez passeou pela praça lentamente, lembrando fatos históricos ocorridos ali. Depois de mostrar uma casa onde o libertador Simón Bolívar viveu antes de se casar, ao saber que nela funcionam várias empresas privadas, o caudilho venezuelano resolveu expropriá-la.
Outros prédios da praça também serão desapropriados.
domingo, 10 de janeiro de 2010
Chávez adverte sobre aumento de preços
Depois de autorizar uma maxidesvalorização de 100% no bolívar, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, pressiona agora os comerciantes do país a não aumentarem os preços para compensar a perda de poder aquisitivo da moeda venezuelana.
Chávez ameaçou usar os soldados da Guarda Nacional para ocupar lojas que aumentarem os preços.
No ano passado, a Venezuela teve a segunda maior inflação entre os países-membros do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial, de 28%, abaixo apenas do crescimento de preços na República Democrática do Congo.
Chávez ameaçou usar os soldados da Guarda Nacional para ocupar lojas que aumentarem os preços.
No ano passado, a Venezuela teve a segunda maior inflação entre os países-membros do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial, de 28%, abaixo apenas do crescimento de preços na República Democrática do Congo.
sábado, 9 de janeiro de 2010
Chávez maxidesvaloriza o bolívar
Diante de uma inflação de 28% no ano passado e de uma contração num ritmo de 4,2% ao ano no terceiro trimestre, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, anunciou ontem uma maxidesvalorização do bolívar, que perdeu 50% do valor enquanto o dólar ficou duas vezes mais caro.
O "bolívar forte" tinha uma cotação fixa de 2,15 por dólar americano desde que substitui o "bolívar velho", com o corte de três zeros, em 1º de janeiro de 2008.
Agora, o dólar terá duas cotações, de 2,60 e 4,30 bolívares. A primeira vale para importações do setor públicos e setores essenciais, como saúde, e a outra vale para o resto.
Para Omar Barboza, presidente do partido de oposição Um Novo Tempo, "é um duro golpe no povo venezuelano com o objetivo de gerar dinheiro para o governo num ano eleitoral".
O "bolívar forte" tinha uma cotação fixa de 2,15 por dólar americano desde que substitui o "bolívar velho", com o corte de três zeros, em 1º de janeiro de 2008.
Agora, o dólar terá duas cotações, de 2,60 e 4,30 bolívares. A primeira vale para importações do setor públicos e setores essenciais, como saúde, e a outra vale para o resto.
Para Omar Barboza, presidente do partido de oposição Um Novo Tempo, "é um duro golpe no povo venezuelano com o objetivo de gerar dinheiro para o governo num ano eleitoral".
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