O dólar foi cotado a 18.982,93 bolívares e o euro a 22.589,69 bolívares no mercado paralelo na Venezuela ontem, quando o regime chavista deu posse a uma Assembleia Nacional Constituinte não reconhecida internacionalmente, numa manobra do ditador Nicolás Maduro para ter poderes absolutos, informou o boletim de notícias Dolar Today.
No domingo, dia da eleição da Constituinte de Maduro, a moeda americana valia 10.389,79 bolívares e a europeia, 12.156,05. A oposição boicotou as eleições manipuladas pelo regime chavista, que assim tem controle total sobre a Constituinte, eleita para usurpar os poderes da Assembleia Nacional, onde a oposição conquistou maioria de dois terços nas eleições de 6 de dezembro de 2015.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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sábado, 5 de agosto de 2017
terça-feira, 1 de agosto de 2017
Dólar sobe mais 7,7% com prisão de oposicionistas na Venezuela
Com a prisão dos líderes oposicionistas Antonio Ledezma e Leopoldo López e o agravamento da crise política na Venezuela, a cotação do dólar no mercado paralelo chegou hoje a 11.185,95 bolívares. O euro vale 13.087,54.
Ontem, depois das eleições de uma Assembleia Nacional Constituinte convocada para usurpar o poder da Assembleia Nacional eleita democraticamente, onde a oposição tem maioria de dois terços, e consolidar o poder do ditador Nicolás Maduro, a moeda americana valia 10.389,79 bolívares e o euro, 12.156,05 bolívares.
A Venezuela vive a pior crise econômica de sua história, com queda de 30% do produto interno bruto desde 2013 e 82% da população caindo na probreza. O desabastecimento é generalizado e a inflação deve chegar a 1.200% ao ano em 2017.
Ontem, depois das eleições de uma Assembleia Nacional Constituinte convocada para usurpar o poder da Assembleia Nacional eleita democraticamente, onde a oposição tem maioria de dois terços, e consolidar o poder do ditador Nicolás Maduro, a moeda americana valia 10.389,79 bolívares e o euro, 12.156,05 bolívares.
A Venezuela vive a pior crise econômica de sua história, com queda de 30% do produto interno bruto desde 2013 e 82% da população caindo na probreza. O desabastecimento é generalizado e a inflação deve chegar a 1.200% ao ano em 2017.
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sábado, 29 de julho de 2017
Dólar passa de 10 mil bolívares com crise na Venezuela
Com o agravamento da crise política na véspera de eleições para escolher uma Assembleia Constituinte servil ao ditador Nicolás Maduro, a cotação do dólar no mercado paralelo da Venezuela chegou hoje a 10.389,79 bolívares e o euro a 12.156,05 bolívares, noticiou o boletim Dolar Today.
Os principais líderes da oposição, Henrique Capriles e Leopoldo López, convocaram a população a sair às ruas e tentar bloquear a votação. Pela Constituição da República Bolivarista da Venezuela, do governo Hugo Chávez, é necessário um plebiscito para o eleitorado autorizar a convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte.
Sob pressão da Assembleia Nacional, onde a oposição tem maioria de dois terços desde 5 de janeiro de 2016, Maduro usa a Constituinte para desautorizar o atual Legislativo e governar com o apoio de entidades pelegas subservientes ao regime chavista. É a consolidação da ditadura. O Executivo controla o Judiciário e passará a dominar também o Legislativo, anulando a vitória eleitoral da oposição.
Dos 545 deputados da Constituinte de Maduro, 364 serão eleitos territorialmente, um em cada município e dois para as capitais de estado. Os demais 181 constituintes serão eleitos por setor, por entidades dominadas pelo chavismo, 79 trabalhadores, 28 aposentados, 8 camponeses e pescadores, 8 indígenas, 5 empresários e 4 deficientes.
Cerca de 20 mil candidatos se inscreveram para as eleições territoriais e 35 mil para as eleições setoriais, revelou o Conselho Nacional Eleitoral, controlado pelo regime.
A Venezuela vive a pior crise econômica de sua história independente, com queda de 30% do produto interno bruto desde 2013, ano da morte de Hugo Chávez, o que caracteriza uma depressão econômica. Isso jogou 82% da população na miséria.
Desde a ascensão de Chávez ao poder, em 1999, a Venezuela exportou US$ 1 trilhão em petróleo, mas não tem dinheiro para importar papel higiênico. A inflação deve chegar a 1.200% neste ano e o desabastecimento de produtos básicos é generalizado. Três quartos dos venezuelanos perderam peso por falta de comida.
Para agravar ainda mais a situação, pelo menos 117 pessoas foram mortas na repressão governamental contra as manifestações de protestos que tomam as ruas da Venezuela todos os dias desde o início de abril.
Os principais líderes da oposição, Henrique Capriles e Leopoldo López, convocaram a população a sair às ruas e tentar bloquear a votação. Pela Constituição da República Bolivarista da Venezuela, do governo Hugo Chávez, é necessário um plebiscito para o eleitorado autorizar a convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte.
Sob pressão da Assembleia Nacional, onde a oposição tem maioria de dois terços desde 5 de janeiro de 2016, Maduro usa a Constituinte para desautorizar o atual Legislativo e governar com o apoio de entidades pelegas subservientes ao regime chavista. É a consolidação da ditadura. O Executivo controla o Judiciário e passará a dominar também o Legislativo, anulando a vitória eleitoral da oposição.
Dos 545 deputados da Constituinte de Maduro, 364 serão eleitos territorialmente, um em cada município e dois para as capitais de estado. Os demais 181 constituintes serão eleitos por setor, por entidades dominadas pelo chavismo, 79 trabalhadores, 28 aposentados, 8 camponeses e pescadores, 8 indígenas, 5 empresários e 4 deficientes.
Cerca de 20 mil candidatos se inscreveram para as eleições territoriais e 35 mil para as eleições setoriais, revelou o Conselho Nacional Eleitoral, controlado pelo regime.
A Venezuela vive a pior crise econômica de sua história independente, com queda de 30% do produto interno bruto desde 2013, ano da morte de Hugo Chávez, o que caracteriza uma depressão econômica. Isso jogou 82% da população na miséria.
Desde a ascensão de Chávez ao poder, em 1999, a Venezuela exportou US$ 1 trilhão em petróleo, mas não tem dinheiro para importar papel higiênico. A inflação deve chegar a 1.200% neste ano e o desabastecimento de produtos básicos é generalizado. Três quartos dos venezuelanos perderam peso por falta de comida.
Para agravar ainda mais a situação, pelo menos 117 pessoas foram mortas na repressão governamental contra as manifestações de protestos que tomam as ruas da Venezuela todos os dias desde o início de abril.
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sábado, 12 de março de 2016
Oposição inicia campanha para derrubar Maduro na Venezuela
A oposição convocou uma grande manifestação popular de protesto para hoje, no início de uma campanha que pretende usar três instrumentos para derrubar o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro: pressão popular, um referendo para revogar o mandato presidencial e uma reforma constitucional. A concentração já começou, informa o jornal venezuelano El Nacional.
Maduro preside a um desastre sem precedentes na história econômica da Venezuela. Com a incompetência do chamado "socialismo do século 21" e a queda nos preços internacionais do petróleo, a economia encolheu 10% no ano passado e deve perder mais 8% neste ano. A inflação está em 275% ao ano e deve chegar a 720% em 2016 pelas previsões do Fundo Monetário Internacional.
O governo contratou a agência de comunicação brasileira Entrelinhas para tentar melhorar sua imagem. Maduro atribui a crise a uma "guerra econômica" movida pelas elites e pelo imperialismo americano contra a revolução bolivarista do finado caudilho Hugo Chávez.
Em entrevista ao jornal brasileiro Valor, o presidente do Banco Central da Venezuela, teve a desfaçatez de atribuir a inflação venezuelana ao boletim de notícias via Internet Dolar Today, que dá a cotação do bolívar em tempo real no mercado paralelo. Um dólar vale 1.211,54 e um euro, 1.351,71
Enquanto o presidente Barack Obama vai a Cuba no dia 21 e declara que melhorou as relações dos Estados Unidos com a América Latina por não hostilizar o regime chavista, o antiamericanismo é a pedra fundamental do discurso de Maduro.
"Não vamos mudar só o presidente, mas o governo", declarou Jesús Torrealba, secretário-geral da Mesa da Unidade Democrática (MUD), a coalizão oposicionista. "A unidade tomou a decisão unânime de usar todos os mecanismos de mudança."
Depois das manifestações de protesto, a Mesa da Unidade Democrática, a coalizão oposicionista pretende recolher assinaturas para submeter o mandato presidencial a um referendo revogatório, um instrumento da Constituição da República Bolivarista da Venezuela que permite deseleger políticos.
Na Assembleia Nacional, a maioria conquistada pela oposição nas eleições parlamentares de 6 de dezembro de 2015 vai propor uma emenda constitucional para encurtar o mandato de Maduro e antecipar para este a eleição presidencial prevista para 2019.
Como o regime chavista domina o Tribunal Supremo de Justiça, a Venezuela caminha para um duelo institucional. Maduro declarou que não renuncia, não aceita o referendo e muito menos a reforma constitucional.
Maduro preside a um desastre sem precedentes na história econômica da Venezuela. Com a incompetência do chamado "socialismo do século 21" e a queda nos preços internacionais do petróleo, a economia encolheu 10% no ano passado e deve perder mais 8% neste ano. A inflação está em 275% ao ano e deve chegar a 720% em 2016 pelas previsões do Fundo Monetário Internacional.
O governo contratou a agência de comunicação brasileira Entrelinhas para tentar melhorar sua imagem. Maduro atribui a crise a uma "guerra econômica" movida pelas elites e pelo imperialismo americano contra a revolução bolivarista do finado caudilho Hugo Chávez.
Em entrevista ao jornal brasileiro Valor, o presidente do Banco Central da Venezuela, teve a desfaçatez de atribuir a inflação venezuelana ao boletim de notícias via Internet Dolar Today, que dá a cotação do bolívar em tempo real no mercado paralelo. Um dólar vale 1.211,54 e um euro, 1.351,71
Enquanto o presidente Barack Obama vai a Cuba no dia 21 e declara que melhorou as relações dos Estados Unidos com a América Latina por não hostilizar o regime chavista, o antiamericanismo é a pedra fundamental do discurso de Maduro.
"Não vamos mudar só o presidente, mas o governo", declarou Jesús Torrealba, secretário-geral da Mesa da Unidade Democrática (MUD), a coalizão oposicionista. "A unidade tomou a decisão unânime de usar todos os mecanismos de mudança."
Depois das manifestações de protesto, a Mesa da Unidade Democrática, a coalizão oposicionista pretende recolher assinaturas para submeter o mandato presidencial a um referendo revogatório, um instrumento da Constituição da República Bolivarista da Venezuela que permite deseleger políticos.
Na Assembleia Nacional, a maioria conquistada pela oposição nas eleições parlamentares de 6 de dezembro de 2015 vai propor uma emenda constitucional para encurtar o mandato de Maduro e antecipar para este a eleição presidencial prevista para 2019.
Como o regime chavista domina o Tribunal Supremo de Justiça, a Venezuela caminha para um duelo institucional. Maduro declarou que não renuncia, não aceita o referendo e muito menos a reforma constitucional.
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