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quinta-feira, 21 de maio de 2026

Hoje na História do Mundo: 21 de Maio

 SEMANA SANGRENTA EM PARIS

    Em 1871, a Comuna de Paris, uma revolta popular contra o governo provisório de Adolphe Tiers que tenta instaurar um regime revolucionário na França, é alvo de uma onda de repressão violenta conhecida como Semana Sangrenta.

A Comuna de Paris é uma insurreição contra o governo francês para criar um regime socialista com governo dos trabalhadores. Deflagrada em 18 de março, vai até 28 de maio. É resultado da derrota para a Alemanha na Guerra Franco-Prussiana (1870-71), do Cerco de Paris e do colapso do Segundo Império (1852-70) sob Napoleão III.

A Assembleia Nacional eleita em fevereiro de 1871 para fazer a paz com a Alemanha tem uma maioria monarquista que reflete o conservadorismo das províncias. Os republicanos de Paris temem que a assembleia reunida em Versalhes restaure a monarquia.

Os revolucionários ganham as eleições municipais de 26 de março. O programa radical da comuna é adotado. Mas comunas de Marselha, Lyon, Saint-Étienne e Toulouse são rapidamente derrotadas. E os fédérés não tem organização militar para enfrentar uma máquina de guerra.

Em 21 de maio, as tropas do governo entram numa região não defendida de Paris. Na Semana Sangrenta, esmagam a comuna, que se defende com barricadas nas ruas da capital francesa e incêndios em prédios públicos.

Pelo menos 877 soldados morrem e outros 187 desaparecem nesta guerra civil. Do lado da Comuna de Paris, são 6.667 mortes confirmadas.

PRIMEIRA AVIADORA A CRUZAR O ATLÂNTICO

    Em 1932, a norte-americana Amelia Earhart se torna a primeira mulher a pilotar um avião sozinha e atravessar o Oceano Atlântico.

Amelia Mary Earhart nasce em Atchison, no estado do Kansas, em 24 de julho de 1897, filha de um advogado de companhia ferroviária e de uma mãe de família rica, mas o alcoolismo do pai complica a vida. Durante ou uma visita a uma irmã no Canadá, Amelia resolve cuidar de soldados feridos na Primeira Guerra Mundial (1914-18). 

Depois da guerra, ela entra para a Universidade de Colúmbia, em Nova York, mas larga porque a família insiste que vá morar na Califórnia. Lá, em 1920, voa pela primeira vez e começa a receber lições de pilotagem. Em 1921, compra seu primeiro avião e dois anos depois consegue a licença para pilotar.

Nos anos 1920, ela se muda para Massachusetts, onde trabalha como agente social numa casa para imigrantes em Boston, mas não perde a interessa na aviação.

Em 17 de junho de 1928, ela embarca como passageira num voo da Terra Nova, no Canadá, para Burry Port, no País de Gales. Vira celebridade e escreve um livro sobre a experiência, 20 horas e 40 minutos.

A viagem a estimula a organizar seu próprio voo solo. Ela sai em 20 de maio de 1932 de Harbour Grace, na Terra Nova, num Lockheed Vega e chega a Londonderry, na Irlanda do Norte no dia seguinte no tempo recorde de 14 horas e 56 minutos.

Além do sucesso como aviadora, Earhart é conhecida por encorajar as mulheres e desafiar as normas sociais que limitam suas oportunidades. 

Em 1935, Amelia Earhart voa sozinha do Havaí à Califórnia num viagem de 3.875 quilômetros, cerca de 800km a mais do que o sobrevoo ao Atlântico. Ela sai de Honolulu, no Havaí, em 11 de janeiro e chega a Oakland, na Califórnia, 17 horas e 7 minutos.

O próximo desafio é dar a volta ao mundo. Em 1º de junho de 1937, ela sai de Miami num avião bimotor Lockheed Electra com Fred Noonon como navegador. Depois de várias escalas para reabastecer, pousam em Lae, na Nova Guiné, em 29 de junho, tendo percorrido 35 mil quilômetros.

Em 2 de julho, eles partem em direção à Ilha Howland a 4,2 mil km de distância. Dois navios dos Estados Unidos ajudam na navegação. Na sua última mensagem pelo rádio, ela avisa que estão ficando sem combustível. O avião desaparece a cerca de 160km do destino.

BOMBA DE HIDROGÊNIO EM BIKINI

    Em 1956, um avião bombardeiro dos Estados Unidos joga uma bomba de hidrogênio sobre a ilha de Namu, no Atol de Bikini, no Oceano Pacífico, mostrando que a bomba H pode ser transportada de avião, num novo salto na corrida armamentista nuclear.

Os EUA testam armas nucleares em Bikini desde 1946, com explosões terrestres. Neste teste, um bombardeiro B-52 joga a bomba a uma altitude de mais de 15 mil metros. A explosão acontece a cerca de 4,6 quilômetros do solo, com uma energia de 15 megatons, equivalente a 15 milhões de toneladas de dinamite. 

 

ASSASSINATO DE RAJIV GANDHI

    Em 1991, o ex-primeiro-ministro indiano Rajiv Gandhi é assassinado num atentado terrorista suicida em Sriperumbudur, no estado de Tamil Nadu, na Índia.

Rajiv Ratna Gandhi nasce em Bombaim, hoje Mumbai, em 20 de agosto de 1944, filho da futura primeira-ministra Indira Gandhi e neto de Jawaharlal Hehru, o primeiro chefe de governo da Índia independente. Ele estuda no Imperial College de Londres e se forma em engenharia na Universidade de Cambridge, na Inglaterra.

O herdeiro político de Indira é outro filho, Sanjay Gandhi, que morre em acidente aéreo em 23 de junho de 1980. 

Outra tragédia, a morte da mãe e primeira-ministra Indira Gandhi, assassinada por um guarda-costas da seita sikh em 31 de outubro de 1984 em Nova Déli, leva Rajiv à chefia do governo e à liderança do Partido do Congresso.

No governo, Rajiv desburocratiza e liberaliza a economia do país. É o reformista que começa a abrir a economia da Índia, hoje a grande economia que mais cresce no mundo, em 6% a 7% ao ano. Deve passar o Japão neste ano para se tornar a quarta maior economia do mundo.

Sem sucesso, tenta pacificar as revoltas dos sikhs do Punjab, que lutam pela independência do Calistão, e dos muçulmanos da Caxemira, que gostariam de se unir ao Paquistão. Depois de escândalos financeiros e da derrota do Partido de Congresso nas eleições de 1989, Rajiv renuncia.

Em maio de 1991, Rajiv está em campanha eleitoral em Tamil Nadu, no Sul da Índia, ele e outras 16 pessoas morrem com a explosão de uma bomba escondida numa cesta de flores carregada por uma mulher ligada aos Tigres da Libertação do Ilam Tamil, um movimento separatista do vizinho Sri Lanka.

É uma vingança. Em 1987, Rajiv envia tropas da Índia para impor um cessar-fogo na guerra civil do país vizinho.

A Justiça da Índia condena em 1998 26 pessoas pelo assassinato de Rajiv Gandhi, tamis do Sri Lanka e seus aliados indianos.

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quarta-feira, 21 de maio de 2025

Hoje na História do Mundo: 21 de Maio

SEMANA SANGRENTA EM PARIS

    Em 1871, a Comuna de Paris, uma revolta popular contra o governo provisório de Adolphe Tiers que tenta instaurar um regime revolucionário na França, é alvo de uma onda de repressão violenta conhecida como Semana Sangrenta.

A Comuna de Paris é uma insurreição contra o governo francês para criar um regime socialista com governo dos trabalhadores. Deflagrada em 18 de março, vai até 28 de maio. É resultado da derrota para a Alemanha na Guerra Franco-Prussiana (1870-71), do Cerco de Paris e do colapso do Segundo Império (1852-70) sob Napoleão III.

A Assembleia Nacional eleita em fevereiro de 1871 para fazer a paz com a Alemanha tem uma maioria monarquista que reflete o conservadorismo das províncias. Os republicanos de Paris temem que a assembleia reunida em Versalhes restaure a monarquia.

Os revolucionários ganham as eleições municipais de 26 de março. O programa radical da comuna é adotado. Mas comunas de Marselha, Lyon, Saint-Étienne e Toulouse são rapidamente derrotadas. E os fédérés não tem organização militar para enfrentar uma máquina de guerra.

Em 21 de maio, as tropas do governo entram numa região não defendida de Paris. Na Semana Sangrenta, esmagam a comuna, que se defende com barricadas nas ruas da capital francesa e incêndios em prédios públicos.

Pelo menos 877 soldados morrem e outros 187 desaparecem nesta guerra civil. Do lado da Comuna de Paris, são 6.667 mortes confirmadas.

PRIMEIRA AVIADORA A CRUZAR O ATLÂNTICO

    Em 1932, a norte-americana Amelia Earhart se torna a primeira mulher a pilotar um avião sozinha e atravessar o Oceano Atlântico.

Amelia Mary Earhart nasce em Atchison, no estado do Kansas, em 24 de julho de 1897, filha de um advogado de companhia ferroviária e de uma mãe de família rica, mas o alcoolismo do pai complica a vida. Durante ou uma visita a uma irmã no Canadá, Amelia resolve cuidar de soldados feridos na Primeira Guerra Mundial (1914-18). 

Depois da guerra, ela entra para a Universidade de Colúmbia, em Nova York, mas larga porque a família insiste que vá morar na Califórnia. Lá, em 1920, voa pela primeira vez e começa a receber lições de pilotagem. Em 1921, compra seu primeiro avião e dois anos depois consegue a licença para pilotar.

Nos anos 1920, ela se muda para Massachusetts, onde trabalha como agente social numa casa para imigrantes em Boston, mas não perde a interessa na aviação.

Em 17 de junho de 1928, ela embarca como passageira num voo da Terra Nova, no Canadá, para Burry Port, no País de Gales. Vira celebridade e escreve um livro sobre a experiência, 20 horas e 40 minutos.

A viagem a estimula a organizar seu próprio voo solo. Ela sai em 20 de maio de 1932 de Harbour Grace, na Terra Nova, num Lockheed Vega e chega a Londonderry, na Irlanda do Norte no dia seguinte no tempo recorde de 14 horas e 56 minutos.

Além do sucesso como aviadora, Earhart é conhecida por encorajar as mulheres e desafiar as normas sociais que limitam suas oportunidades. 

Em 1935, Amelia Earhart voa sozinha do Havaí à Califórnia num viagem de 3.875 quilômetros, cerca de 800km a mais do que o sobrevoo ao Atlântico. Ela sai de Honolulu, no Havaí, em 11 de janeiro e chega a Oakland, na Califórnia, 17 horas e 7 minutos.

O próximo desafio é dar a volta ao mundo. Em 1º de junho de 1937, ela sai de Miami num avião bimotor Lockheed Electra com Fred Noonon como navegador. Depois de várias escalas para reabastecer, pousam em Lae, na Nova Guiné, em 29 de junho, tendo percorrido 35 mil quilômetros.

Em 2 de julho, eles partem em direção à Ilha Howland a 4,2 mil km de distância. Dois navios dos Estados Unidos ajudam na navegação. Na sua última mensagem pelo rádio, ela avisa que estão ficando sem combustível. O avião desaparece a cerca de 160km do destino.

BOMBA DE HIDROGÊNIO EM BIKINI

    Em 1956, um avião bombardeiro dos Estados Unidos joga uma bomba de hidrogênio sobre a ilha de Namu, no Atol de Bikini, no Oceano Pacífico, mostrando que a bomba H pode ser transportada de avião, num novo salto na corrida armamentista nuclear.

Os EUA testam armas nucleares em Bikini desde 1946, com explosões terrestres. Neste teste, um bombardeiro B-52 joga a bomba a uma altitude de mais de 15 mil metros. A explosão acontece a cerca de 4,6 quilômetros do solo, com uma energia de 15 megatons, equivalente a 15 milhões de toneladas de dinamite. 

 

ASSASSINATO DE RAJIV GANDHI

    Em 1991, o ex-primeiro-ministro indiano Rajiv Gandhi é assassinado num atentado terrorista suicida em Sriperumbudur, no estado de Tamil Nadu, na Índia.

Rajiv Ratna Gandhi nasce em Bombaim, hoje Mumbai, em 20 de agosto de 1944, filho da futura primeira-ministra Indira Gandhi e neto de Jawaharlal Hehru, o primeiro chefe de governo da Índia independente. Ele estuda no Imperial College de Londres e se forma em engenharia na Universidade de Cambridge, na Inglaterra.

O herdeiro político de Indira é outro filho, Sanjay Gandhi, que morre em acidente aéreo em 23 de junho de 1980. 

Outra tragédia, a morte da mãe e primeira-ministra Indira Gandhi, assassinada por um guarda-costas da seita sikh em 31 de outubro de 1984 em Nova Déli, leva Rajiv à chefia do governo e à liderança do Partido do Congresso.

No governo, Rajiv desburocratiza e liberaliza a economia do país. É o reformista que começa a abrir a economia da Índia, hoje a grande economia que mais cresce no mundo, em 6% a 7% ao ano. Deve passar o Japão neste ano para se tornar a quarta maior economia do mundo.

Sem sucesso, tenta pacificar as revoltas dos sikhs do Punjab, que lutam pela independência do Calistão, e dos muçulmanos da Caxemira, que gostariam de se unir ao Paquistão. Depois de escândalos financeiros e da derrota do Partido de Congresso nas eleições de 1989, Rajiv renuncia.

Em maio de 1991, Rajiv está em campanha eleitoral em Tamil Nadu, no Sul da Índia, ele e outras 16 pessoas morrem com a explosão de uma bomba escondida numa cesta de flores carregada por uma mulher ligada aos Tigres da Libertação do Ilam Tamil, um movimento separatista do vizinho Sri Lanka.

É uma vingança. Em 1987, Rajiv envia tropas da Índia para impor um cessar-fogo na guerra civil do país vizinho.

A Justiça da Índia condena em 1998 26 pessoas pelo assassinato de Rajiv Gandhi, tamis do Sri Lanka e seus aliados indianos.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2022

Hoje na História do Mundo: 26 de Dezembro

MAREMOTO ARRASADOR

    Em 2004, um violento terremoto de 9,3 graus na escala aberta de Richter abala o fundo do Oceano Índico perto da ilha de Sumatra e produz um maremoto com ondas gigantescas de até 30 metros que atingem 50 países e matam pelo menos 227.898 pessoas.


 
Às 7h58, a terra treme no fundo do mar a 250 quilômetros da costa de Sumatra, uma das grandes ilhas do arquipélago que forma a Indonésia. O tremor dura 10 minutos ao longo de uma falha geológica de 1.200 quilômetros.

Em 15 minutos, as ondas gigantescas ou tsunâmis atingem a Província de Aceh. Comunidades inteiras são varridas. As tsunâmis que passam pela costa da Indonésia chegam à Tailândia e uma hora e meia depois do abalo sísmico ao Sri Lanka. Chegam à África do Sul, a 8 mil km de distância, onde matam duas pessoas.

É uma das 10 piores catástrofes da história e o segundo terremoto mais poderoso registrado até hoje, atrás apenas do sismo de 1960 no Chile, de 9,5 graus, que provocou a formação de ondas que cruzaram o Oceano Pacífico e foram até o Japão. 

quarta-feira, 13 de julho de 2022

UE sofre mais do que EUA e Sri Lanka entra em colapso com guerra

O dólar teve uma cotação um pouco acima do euro nesta quarta-feira. Foi a primeira vez em 20 anos. Em um ano, a moeda comum europeia caiu 16%. Só neste ano, foram 12%. E o Sri Lanka, o antigo é o primeiro país a entrar em colapso por causa da guerra na Ucrânia.

A alta do dólar tem duas razões: os juros mais altos nos Estados Unidos e o impacto econômico da guerra, maior na Europa e mais ainda em países pobres. O Sri Lanka é um exemplo do que pode acontecer em muitos países. Mais detalhes no meu canal no YouTube.

terça-feira, 30 de abril de 2019

Estado Islâmico reivindica ataque a bomba em Bangladesh

A organização terrorista Estado Islâmico reivindicou a autoria de um atentado que feriu três policiais ontem em Daca, a capital de Bangladesh, a República de Bengala. Desde 2017, o grupo não assumia a responsabilidade por um ataque neste país.

É mais um sinal de que o Estado Islâmico tenta expandir seu raio de ação depois dos atentados do Domingo de Páscoa no Sri Lanka e da divulgação de um vídeo de seu líder, Abu Baker al-Baghdadi, declarando que a luta continua, apesar da destruição do califado proclamado há cinco anos em terras da Síria e do Iraque.

Um grupo extremista muçulmano de Bangladesh, Jamaatul Mujahedin, realizou uma série de atentados no país entre 2015 e 2017, mas foi desbaratado pela polícia.

Al-Baghdadi não aparecia em vídeo desde que proclamou o califado na mesquita central de Mossul, no Iraque, em 29 de junho de 2014. Está envelhecido e sem a pose principesca de sua declaração como emir.

A aparição serviu para desmentir boatos sobre sua morte durante a campanha dos Estados Unidos e aliados para acabar com o califado. A expectativa é que sua convocação para uma "batalha longa" contra os cristãos e o Ocidente provoque uma ampla resposta dos jihadistas e candidatos a homem-bomba.

segunda-feira, 29 de abril de 2019

Líder do Estado Islâmico reaparece em vídeo para mostrar que está vivo

Para mostrar que sobreviveu à destruição do califado que proclamou há cinco anos, o líder da organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, Abu Baker al-Baghdadi, apareceu num vídeo em que comenta a recente Batalha de Baguz e cumprimenta os homens-bomba que atacaram o Sri Lanka no Domingo de Páscoa.

Aparentemente bem de saúde, sentado ao lado de um fuzil Kalachnikov, Al-Baghdadi declarou no vídeo de 40 segundos que a luta continua: "Em verdade, a batalha do Islã e seu povo contra a cruz e seu povo é uma batalha longa. A Batalha de Baguz acabou. Mas mostrou a selvageria, a brutalidade e as intenções malignas dos cristãos em relação à comunidade muçulmana."

Com o colapso do protoestado que fundou depois de tomar uma área da Síria e do Iraque do tamanho do Reino Unido, o Estado Islâmico volta a ser uma organização terrorista clandestina, sem base territorial.

A própria liderança de Al-Baghdadi estaria sendo contestada. Ele teria fugido da Síria em 7 de janeiro, depois de um tiroteio entre seus seguidores e dissidentes, revela reportagem do jornal britânico The Guardian. Estaria refugiado na província de Ambar, no Iraque.

Apesar do colapso do califado, o Estado Islâmico ainda teria de 30 a 40 mil militantes espalhados pelo mundo e busca alianças com outros grupos extremistas muçulmanos na África, no Afeganistão, nas Filipinas e também no Sri Lanka, onde o governo inicialmente acusou um grupo local, mas logo admitiu que um ataque de tal magnitude não poderia ser realizado sem ajuda externa.

sábado, 27 de abril de 2019

Ataque da polícia a célula terrorista termina com 15 mortes no Sri Lanka

Uma operação policial numa casa ocupada por extremistas muçulmanos terminou com 15 mortes, inclusive de seis crianças e três mulheres. Quatro terroristas suicidas se explodiram durante a batalha com a polícia na vila de Bolivarian, perto da cidade de Batticaloa, onde uma igreja foi um dos alvos dos atentados que mataram 359 pessoas no domingo de Páscoa no Sri Lanka.

O ataque indica que as forças de segurança estão obtendo mais informações sobre o grupo terrorista e que devem realizar mais operações. Desde os atentados, pelo menos 70 suspeitos foram presos.

A casa foi considerada suspeita pela mesquita local, que pediu a identificação dos moradores. Quando membros da comunidade muçulmana se aproximaram, em companhia da polícia, houve a primeira explosão, contaram moradores da área.

Meia hora depois, chegaram reforços das equipes de segurança. Outra casa a poucos quilômetros de distância foi alvo de uma operação de busca e apreensão ontem. Os agentes encontraram bandeiras da organização terrorista Estado Islâmico, coletes para atentados suicidas, detonadores e explosivos.

De início, as autoridades acusaram um grupo local, National Thowheeth Jammath, mas depois que o Estado Islâmico reivindicou a autoria dos atentados ficou evidente que havia algo maior por trás. Um pequeno grupo seria incapaz de realizar tantos ataques coordenados e de matar tanta gente.

Horas antes do ataque à célula terrorista, o presidente do Sri Lanka, Maithripala Sirisena, anunciou uma reestruturação dos serviços de segurança e um combate ao terrorismo em todas as frentes: "Todas as casas do país serão revistadas. Será feita uma lista dos moradores de cada casa para impedir que pessoas desconhecidas se escondam."

Dez dias antes dos atentados, os serviços secretos fizeram um memorando advertindo para o risco de ataques a igrejas, com nomes, telefones e endereços de suspeitos. Tanto o presidente quanto o primeiro-ministro, que são de partidos diferentes, alegam não ter recebido o alerta. A luta política interna do governo seria responsável pelo fracasso em evitar as ações terroristas.

O governo dos Estados Unidos fez um apelo aos americanos para que evitem viajar ao Sri Lanka e ordenou a retirada do país de todos os filhos de funcionários dos EUA em idade escolar.

quarta-feira, 24 de abril de 2019

Dois filhos de magnata foram homens-bomba no Sri Lanka

As autoridades do Sri Lanka identificaram oito dos nove terroristas responsáveis pelos atentados contra igrejas e hotéis de luxo no Domingo de Páscoa. Eles eram na maioria de famílias das classes média e alta. Dois eram filhos de um magnata que fez fortuna com temperos. A polícia prendeu 40 suspeitos, inclusive o magnata. O total de mortos subiu para 359.

Os irmãos se explodiram no hotel Shangri-La, em Colombo. O pai, Mohamed Ibrahim, foi preso horas depois, ainda no domingo. Um terrorista suicida estudou no Reino Unido e fez pós-graduação na Austrália.

Entre os nove terroristas, havia uma mulher que se matou junto com os dois filhos, explodindo um colete-bomba ao ser interpelada pela polícia num casa de propriedade de Ibrahim.

O ministro da Defesa, Ruwan Wijewardene, insiste na versão oficial que atribui o ataque a um grupo terrorista do país, National Thowheeth Jamaath, que até agora só havia atacado estátuas budistas. Mas admite que possa ter sido infiltrado pela organização terrorista Estado Islâmico, que reivindicou a autoria do atentado e apresentou um vídeo com os supostos homens-bomba.

A suspeita da maioria dos especialistas é que um grupo pequeno, sem grandes recursos nem experiência, não seria capaz de realizar uma ação desta magnitude, o pior atentado terrorista desde 11 de setembro de 1970 e o pior contra cristãos desde os anos 1970s.

Os ataques simultâneos atingiram três hotéis de luxo na capital, Colombo, e três igrejas, em Colombo, Negombo e Batticaloa. As autoridades do Sri Lanka estão sendo muito criticadas porque o serviço secreto da Índia alertou que extremistas muçulmanos planejavam atacar igrejas no país.

Como há uma rixa política entre o presidente Maithripala Sirisena e o primeiro-ministro Ranil Wickremesinghe, a desavença está sendo apontada como principal causa da falha de segurança.

As forças de segurança encontraram explosivos em mais três locais de Colombo, inclusive no Aeroporto Internacional Bandaranaike, e 87 detonadores, sinal de que os terroristas pretendiam realizar mais ataques. Em estado de choque, o Sri Lanka mantém o alerta máximo.

terça-feira, 23 de abril de 2019

Total de mortos pelo terror no Sri Lanka sobe para 321

A organização terrorista Estado Islâmico divulgou um vídeo reivindicando a autoria dos atentados contra igrejas e hotéis de luxo no Domingo de Páscoa no Sri Lanka, o antigo Ceilão. O total de mortos subiu para 321. Entre eles, havia 45 menores de idade.

Através de sua agência de propaganda, Amaq, os jihadistas afirmam que os terroristas suicidas que realizaram o ataque juraram lealdade ao grupo. Os oito homens-bomba foram identificados por seus nomes de guerra e estariam numa foto com a bandeira do EI ao fundo. A autenticidade da foto não foi comprovada.

Abu Ubeida, Abu Baraa e Abu Mukhtar se explodiram nos hotéis Cinnamon Grand, Shangri-La e Kingsbury. Abu Hamza, Abu Khalil e Abu Mohamad se detonaram em igrejas nas cidades de Colombo, Negombo e Batticaloa. Na versão do EI, um sétimo terrorista, Abu Abdallah, matou três policiais na periferia da capital, Colombo.

Até agora, 40 suspeitos foram presos, revelou o primeiro-ministro Ranil Wickremesinghe. O governo do Sri Lanka acusa o grupo jihadista local National Thowheeth Jamaath (NTJ) e um grupo extremista muçulmano indiano, Jamaat-ul-Mujahedin India.

Os ataques seriam uma retaliação ao massacre de 50 muçulmanos em duas mesquitas por um supremacista branco australiano em Christchurch, na Nova Zelândia, em 15 de março deste ano. Foram os piores atentados terroristas desde 11 de setembro de 2001.

domingo, 21 de abril de 2019

Terroristas matam 290 pessoas e ferem outras 500 no Sri Lanka

Na série de atentados mais violenta desde o fim da guerra civil, há dez anos, oito explosões atingiram três igrejas e três hotéis de luxo frequentados por estrangeiros neste Domingo de Páscoa no Sri Lanka, o antigo Ceilão. 

Pelo menos 290 pessoas morreram e mais de 500 saíram feridas. Nenhum grupo reivindicou a autoria dos ataques. A polícia suspeita de extremistas muçulmanos. Prendeu 24 suspeitos.

A partir das 8h45 (0h15 em Brasília), houve explosões na Igreja de Santo Antônio, em Colombo; a Igreja de São Sebastião, em Negombo; e a Igreja Zion, em Batticaloa; durante o horário de missa da manhã.

Os três hotéis de luxo atacados ficam na capital, Colombo: Shangri-La, Cinnamon Grand e Kingsbury. As outras duas explosões foram atribuídas pela polícia a terroristas em fuga. No domingo à noite, a polícia desativou uma bomba perto do Aeroporto Internacional Bandaranaike.

Dos 39 estrangeiros mortos, 25 foram identificados: oito indianos, três americanos, dois chineses, dois britânicos, dois turcos, um bengalês, um dinamarquês, um holandês, um japonês, um marroquino, um paquistanês, um polonês e um português.

Em pronunciamento oficial na televisão, o primeiro-ministro Ranil Wickremesinghe condenou "os ataques covardes de hoje" e fez um apelo à população para não espalhar notícias falsas e especulativas. As autoridades ainda não determinaram a autoria.

Os atentados coordenados e simultâneos contra civis têm a marca de grupos jihadistas como a rede Al Caeda e o Estado Islâmico. O Estado Islâmico costuma reivindicar até mesmo a autoria de ações armadas que não realizou.

Há dez dias, a polícia havia recebido um alerta de que um grupo extremista muçulmano, National Thowheeth Jamaath, planejava ataques a igrejas. Até agora, era mais conhecido por vandalizar e destruir estátuas budistas.

De acordo com o Centro Internacional para Estudos sobre a Violência Extremista, o NTJ não luta pela independência ou autonomia politica. Sua guerra é religiosa para impor sua visão puritana e punir os infiéis e pescadores.

De julho de 1983 a maio de 2009, o Exército do Sri Lanka enfrentou uma rebelião armada dos Tigres pela Libertação do Ilam Tamil, uma guerra civil entre a maioria singalesa e budista e a minoria tamil e hindu.

Mais de 50 mil pessoas morreram durante a guerra civil, mas a luta era entre budistas (70%) e hindus (13%). As minorias muçulmana (10%) e cristã (7%) estavam praticamente fora da briga.

Com cerca de 22 milhões de habitantes, o Sri Lanka é considerado o terceiro país mais religioso do mundo; 99% consideram a religião um aspecto muito importante da vida.

quarta-feira, 15 de março de 2017

Somália tem primeiro grande caso de pirataria em cinco anos

Um navio petroleiro com oito tripulantes do Sri Lanka, o antigo Ceilão, foi tomado por piratas na costa da Somália. É o primeiro sequestro de um grande navio na região do Chifre da África desde 2012.

O navio-tanque Aris 13 foi interceptado quando ia de Djibouti para Mogadíscio, a capital da Somália, e levado para o porto de Alula, na região da Puntlândia, no Nordeste do país, que proclamou autonomia em 1998.

A Somália vive em estado de anarquia desde a queda do ditador Mohamed Siad Barre, em 1991. O governo reconhecido internacionalmente não controla todo o território. No Norte, a Somalilândia, a antiga Somália Britânica, tornou-se independente na prática.

Na segunda-feira, o Aris 13 avisou que lanchas se aproximavam do navio em alta velocidade. O chefe das operações antipirataria da Puntlândia, Abdirissak Mohamed Dirir, negou o envolvimento de soldados do governo no sequestro, atribuindo-o a "piratas somalianos".

"As autoridades locais confirmam que piratas estão retendo um navio e sua tripulação contra sua vontade", declarou o ex-coronel do Exército Real britânico John Steed, hoje gerente regional no Chifre da África do programa antipirataria Oceanos Além da Pirataria, com sede no estado do Colorado, nos Estados Unidos.

O governo do Sri Lanka protestou: "Embora o navio envolvido não esteja registrado com a bandeira do Sri Lanka, tem oito tripulantes srilanqueses", declarou em nota o Ministério do Exterior. "O Ministério continua em contato com os agentes de navegação, as autoridades envolvidas e as missões diplomáticas do Sri Lanka no exterior para obter mais informações e garantir a segurança e o bem-estar da tripulação srilanquesa."

Em Nairóbi, o embaixador do Sri Lanka na Etiópia, Chulpathmendra Dahanayake, pediu às Nações Unidas e à Somália que "investiguem a matéria e nos deem uma resposta. Se for verdade, provavelmente vamos pedir uma intervenção militar dos EUA com mão pesada para libertar os reféns."

No ano passado, um relatório da ONU constatou que o número de sequestros cometidos por piratas somalianos caiu de 237 em 2011 para 15 em 2016 e 2017. "O progresso na construção de um Estado federal na Somália, combinado com um esforço naval coletivo internacional e as políticas antipirataria dos governos regionais, como o da Puntlândia, contribuíram para a redução dos refúgios em terra para piratas ao longo da costa da Somália."

Houve avanços, mas o relatório advertiu: "Tais progressos continuam frágeis e reversíveis. Informes com credibilidade indicam que os piratas somalianos têm a intenção e a capacidade de recomeçar os ataques contra grandes navios comerciais, se aparecerem oportunidades, e ameaçar pequenas embarcações.

"A incerteza política na região central da Somália, acoplada ao fim do mandato da força naval internacional estacionada perto da costa, tem o potencial de criar um vácuo de segurança capaz de deflagrar o ressurgimento da pirataria. A solução definitiva para o problema da pirataria na costa da Somália está num futuro seguro e estável para o país", concluiu a ONU.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Presidente Mahinda Rajapaksa perde eleição no Sri Lanka

O presidente Mahinda Rajapaksa, que se orgulha de haver derrotado os Tigres da Libertação do Ilã Tamil em 2009, acabando com uma guerra civil de 26 anos, perdeu a eleição presidencial de ontem no Sri Lanka, o antigo Ceilão, quando disputava um terceiro mandato, para o ex-ministro da Saúde Maithripala Sirisena, informa a agência de notícias Associated Press (AP).

Rajapaksa reconheceu a derrota, algo inimaginável até novembro de 2014, quando Sirisena deixou o partido oficial como um dissidente do regime. O confronto transformou a eleição num plebiscito sobre o governo Rajapaksa, acusado de corrupção, nepotismo e violações dos direitos humanos da minoria tamil no fim da guerra civil.

A família Rajapaksa tomou conta do Estado. Um irmão do presidente era chefe da Casa Civil, outro presidente do Parlamento e o terceiro ministro da Defesa. A maioria cingalesa, grata a Rajapaksa por vencer a rebelião tamil, decidiu olhar para o futuro.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

ONU abandonou civis na guerra do Sri Lanka

As Nações Unidas fracassaram em sua missão de proteger a população civil no fim da guerra civil no Sri Lanka, o antigo Ceilão, uma ilha ao sul da Índia, admite um relatório interno da organização internacional destinada a promover a paz e a segurança no mundo.

Mais de 100 mil pessoas foram mortas em 26 anos da guerra civil, que terminou em maio de 2009 com a derrota dos Tigres da Libertação do Ilã Tamil, da minoria tamil, que se considera discriminada pela maioria cingalesa. Uma investigação anterior da ONU havia estimado em 40 mil o total de mortos nos últimos cinco meses do conflito.

De acordo com a televisão pública britânica BBC, a ONU se nega a comentar um documento vazado. Espera a entrega do relatório oficial ao secretário-geral da organização, Ban Ki Moon. Isso não diminui a acusação de "falha sistêmica ".

O relatório questiona a retirada do pessoal da ONU da frente de batalha, em setembro de 2008, depois que o governo do Sri Lanka advertiu que não poderia garantir a segurança da missão. A única organização internacional presente na região até o fim da guerra foi a Cruz Vermelha.

Cerca de 330 mil civis tamis foram abandonados na zona de combate. A maioria dos mortos foi vítima dos bombardeios das forças governamentais, mas os rebeldes usaram os civis como escudos humanos, mataram vários que tentaram fugir e recrutaram à força os homens adultos.

"Imploramos à ONU para que ficasse e não abandonasse a região. Não nos ouviram", declarou um professor tamil que está pedindo asilo ao Reino Unido. "Se tivesse ficado, muito mais gente estaria viva hoje."

segunda-feira, 25 de abril de 2011

ONU examina milhares de mortes na guerra do Sri Lanka

O Exército do Sri Lanka (antigo Ceilão) matou a maioria das dezenas de milhares de vítimas de sua ofensiva final, em 2009, contra os rebeldes separatistas conhecidos como Tigres da Libertação do Ilã Tamil para acabar com uma guerra civil que durou 25 anos. A conclusão é de uma investigação das Nações Unidas, informou hoje a agência de notícias France Presse


Mas os Tigres também são acusados, principalmente de usar a 300 mil pessoas da população civil como "escudos humanos", executando sumariamente quem tentava escapar.

A ONU não pode ordenar uma inquérito internacional sobre as mortes sem a autorização do governo do Sri Lanka ou do Conselho de Segurança, declarou o secretário-geral da organização, Ban Ki Moon. Mas pode investigar a ação dos militares cingaleses, acusados de não se esforçarem para poupar vidas.