A organização terrorista Estado Islâmico divulgou um vídeo reivindicando a autoria dos atentados contra igrejas e hotéis de luxo no Domingo de Páscoa no Sri Lanka, o antigo Ceilão. O total de mortos subiu para 321. Entre eles, havia 45 menores de idade.
Através de sua agência de propaganda, Amaq, os jihadistas afirmam que os terroristas suicidas que realizaram o ataque juraram lealdade ao grupo. Os oito homens-bomba foram identificados por seus nomes de guerra e estariam numa foto com a bandeira do EI ao fundo. A autenticidade da foto não foi comprovada.
Abu Ubeida, Abu Baraa e Abu Mukhtar se explodiram nos hotéis Cinnamon Grand, Shangri-La e Kingsbury. Abu Hamza, Abu Khalil e Abu Mohamad se detonaram em igrejas nas cidades de Colombo, Negombo e Batticaloa. Na versão do EI, um sétimo terrorista, Abu Abdallah, matou três policiais na periferia da capital, Colombo.
Até agora, 40 suspeitos foram presos, revelou o primeiro-ministro Ranil Wickremesinghe. O governo do Sri Lanka acusa o grupo jihadista local National Thowheeth Jamaath (NTJ) e um grupo extremista muçulmano indiano, Jamaat-ul-Mujahedin India.
Os ataques seriam uma retaliação ao massacre de 50 muçulmanos em duas mesquitas por um supremacista branco australiano em Christchurch, na Nova Zelândia, em 15 de março deste ano. Foram os piores atentados terroristas desde 11 de setembro de 2001.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
Mostrando postagens com marcador hotéis. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador hotéis. Mostrar todas as postagens
terça-feira, 23 de abril de 2019
domingo, 21 de abril de 2019
Terroristas matam 290 pessoas e ferem outras 500 no Sri Lanka
Na série de atentados mais violenta desde o fim da guerra civil, há dez anos, oito explosões atingiram três igrejas e três hotéis de luxo frequentados por estrangeiros neste Domingo de Páscoa no Sri Lanka, o antigo Ceilão.
Pelo menos 290 pessoas morreram e mais de 500 saíram feridas. Nenhum grupo reivindicou a autoria dos ataques. A polícia suspeita de extremistas muçulmanos. Prendeu 24 suspeitos.
A partir das 8h45 (0h15 em Brasília), houve explosões na Igreja de Santo Antônio, em Colombo; a Igreja de São Sebastião, em Negombo; e a Igreja Zion, em Batticaloa; durante o horário de missa da manhã.
Os três hotéis de luxo atacados ficam na capital, Colombo: Shangri-La, Cinnamon Grand e Kingsbury. As outras duas explosões foram atribuídas pela polícia a terroristas em fuga. No domingo à noite, a polícia desativou uma bomba perto do Aeroporto Internacional Bandaranaike.
Dos 39 estrangeiros mortos, 25 foram identificados: oito indianos, três americanos, dois chineses, dois britânicos, dois turcos, um bengalês, um dinamarquês, um holandês, um japonês, um marroquino, um paquistanês, um polonês e um português.
Em pronunciamento oficial na televisão, o primeiro-ministro Ranil Wickremesinghe condenou "os ataques covardes de hoje" e fez um apelo à população para não espalhar notícias falsas e especulativas. As autoridades ainda não determinaram a autoria.
Os atentados coordenados e simultâneos contra civis têm a marca de grupos jihadistas como a rede Al Caeda e o Estado Islâmico. O Estado Islâmico costuma reivindicar até mesmo a autoria de ações armadas que não realizou.
Há dez dias, a polícia havia recebido um alerta de que um grupo extremista muçulmano, National Thowheeth Jamaath, planejava ataques a igrejas. Até agora, era mais conhecido por vandalizar e destruir estátuas budistas.
De acordo com o Centro Internacional para Estudos sobre a Violência Extremista, o NTJ não luta pela independência ou autonomia politica. Sua guerra é religiosa para impor sua visão puritana e punir os infiéis e pescadores.
De julho de 1983 a maio de 2009, o Exército do Sri Lanka enfrentou uma rebelião armada dos Tigres pela Libertação do Ilam Tamil, uma guerra civil entre a maioria singalesa e budista e a minoria tamil e hindu.
Mais de 50 mil pessoas morreram durante a guerra civil, mas a luta era entre budistas (70%) e hindus (13%). As minorias muçulmana (10%) e cristã (7%) estavam praticamente fora da briga.
Com cerca de 22 milhões de habitantes, o Sri Lanka é considerado o terceiro país mais religioso do mundo; 99% consideram a religião um aspecto muito importante da vida.
Pelo menos 290 pessoas morreram e mais de 500 saíram feridas. Nenhum grupo reivindicou a autoria dos ataques. A polícia suspeita de extremistas muçulmanos. Prendeu 24 suspeitos.
A partir das 8h45 (0h15 em Brasília), houve explosões na Igreja de Santo Antônio, em Colombo; a Igreja de São Sebastião, em Negombo; e a Igreja Zion, em Batticaloa; durante o horário de missa da manhã.
Os três hotéis de luxo atacados ficam na capital, Colombo: Shangri-La, Cinnamon Grand e Kingsbury. As outras duas explosões foram atribuídas pela polícia a terroristas em fuga. No domingo à noite, a polícia desativou uma bomba perto do Aeroporto Internacional Bandaranaike.
Dos 39 estrangeiros mortos, 25 foram identificados: oito indianos, três americanos, dois chineses, dois britânicos, dois turcos, um bengalês, um dinamarquês, um holandês, um japonês, um marroquino, um paquistanês, um polonês e um português.
Em pronunciamento oficial na televisão, o primeiro-ministro Ranil Wickremesinghe condenou "os ataques covardes de hoje" e fez um apelo à população para não espalhar notícias falsas e especulativas. As autoridades ainda não determinaram a autoria.
Os atentados coordenados e simultâneos contra civis têm a marca de grupos jihadistas como a rede Al Caeda e o Estado Islâmico. O Estado Islâmico costuma reivindicar até mesmo a autoria de ações armadas que não realizou.
Há dez dias, a polícia havia recebido um alerta de que um grupo extremista muçulmano, National Thowheeth Jamaath, planejava ataques a igrejas. Até agora, era mais conhecido por vandalizar e destruir estátuas budistas.
De acordo com o Centro Internacional para Estudos sobre a Violência Extremista, o NTJ não luta pela independência ou autonomia politica. Sua guerra é religiosa para impor sua visão puritana e punir os infiéis e pescadores.
De julho de 1983 a maio de 2009, o Exército do Sri Lanka enfrentou uma rebelião armada dos Tigres pela Libertação do Ilam Tamil, uma guerra civil entre a maioria singalesa e budista e a minoria tamil e hindu.
Mais de 50 mil pessoas morreram durante a guerra civil, mas a luta era entre budistas (70%) e hindus (13%). As minorias muçulmana (10%) e cristã (7%) estavam praticamente fora da briga.
Com cerca de 22 milhões de habitantes, o Sri Lanka é considerado o terceiro país mais religioso do mundo; 99% consideram a religião um aspecto muito importante da vida.
quinta-feira, 16 de outubro de 2014
Brasileiros lideram turismo de fora da Europa em Portugal
Os turistas brasileiros foram responsáveis por mais de 119 mil pernoite nos hotéis portugueses em agosto de 2014. Desde o início do ano, o Brasil foi o sexto país que mais enviou turistas a Portugal e o maior de fora da Europa, revelou ontem o Instituto Nacional de Estatística.
Na comparação com agosto do ano passado, o turismo brasileiro em Portugal cresceu 20,2%. Como um todo, o turismo estrangeiro em Portugal avançou 8,6%.
Nos primeiros oito meses do ano, brasileiros pernoitaram mais de 870 mil noites em hotéis portugueses, uma alta de 10,1%., com pico em maio (149 mil) Os únicos países com crescimento maior foram Bélgica (18,5%), Espanha (17,1%), França (13,7%) e Reino Unido (11,2%).
Até agosto deste ano, os hotéis portugueses faturaram 1,53 bilhão de euros, 12,2% acima do mesmo período em 2013.
Na comparação com agosto do ano passado, o turismo brasileiro em Portugal cresceu 20,2%. Como um todo, o turismo estrangeiro em Portugal avançou 8,6%.
Nos primeiros oito meses do ano, brasileiros pernoitaram mais de 870 mil noites em hotéis portugueses, uma alta de 10,1%., com pico em maio (149 mil) Os únicos países com crescimento maior foram Bélgica (18,5%), Espanha (17,1%), França (13,7%) e Reino Unido (11,2%).
Até agosto deste ano, os hotéis portugueses faturaram 1,53 bilhão de euros, 12,2% acima do mesmo período em 2013.
Assinar:
Postagens (Atom)