Em 23 dos 27 países da União Europeia, manifestantes foram às ruas hoje para protestar contra as políticas de cortes de salários, aposentadorias e gastos públicos, e aumentos de impostos, para combater os déficits públicos. Em Portugal, na Espanha e na Grécia, foi um dia de greve geral. Em Lisboa, Madri, Roma e Atenas, houve conflitos com a polícia.
Na Espanha, a segunda greve geral contra o primeiro-ministro conservador Mariano Rajoy, eleito em 20 de novembro de 2011, terminou com 74 feridos e 142 presos, noticia o jornal El País citando como fonte o Ministério do Interior. Os sindicatos declararam que 76,7% dos trabalhadores aderiram à paralisação. As entidades patronais disseram que foram apenas 12%.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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quarta-feira, 14 de novembro de 2012
Europeus protestam contra o arrocho fiscal
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quarta-feira, 7 de novembro de 2012
Grécia aprova mais arrocho fiscal
Sob pressão de mais uma batalha entre manifestantes e a polícia nas ruas de Atenas, numa votação apertada, com 153 votos a favor entre 300 deputados, o Parlamento da Grécia acaba de aprovar novos cortes nos gastos públicos e aumentos de impostos para economizar mais US$ 13,5 bilhões de euros a fim equilibrar o orçamento. O país está no quinto ano seguido de recessão.
O projeto reduz salários e aposentadorias do setor público em 5% a 35%, aumenta impostos sobre cigarros e combustíveis, e os preços dos serviços cobrados no sistema de saúde pública.
Mais de cem mil pessoas marcharam hoje na capital grega para protestar contra as novas medidas exigidas pela União Europeia e o Fundo Monetário Internacional para continuar ajudando financeiramente a Grécia, reportou a agência Reuters.
Agora, a Grécia está apta a receber uma parcela de 31,5 bilhões de euros.
O projeto reduz salários e aposentadorias do setor público em 5% a 35%, aumenta impostos sobre cigarros e combustíveis, e os preços dos serviços cobrados no sistema de saúde pública.
Mais de cem mil pessoas marcharam hoje na capital grega para protestar contra as novas medidas exigidas pela União Europeia e o Fundo Monetário Internacional para continuar ajudando financeiramente a Grécia, reportou a agência Reuters.
Agora, a Grécia está apta a receber uma parcela de 31,5 bilhões de euros.
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