A polícia da Romênia prendeu hoje o ex-subprefeito da capital Cristian Popescu Piedone por responsabilidade por um incêndio numa casa noturna que causou a morte de 38 pessoas e ferimentos em outras 200, noticiou a televisão pública britânica BBC.
Os promotores denunciaram Piedone por ter dado a licença para o funcionamento da boate Colectiv sem a aprovação do Corpo de Bombeiros. Como na tragédia da boate Kiss, em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, o incêndio teria começado com fogos de artifício.
Sob pressão de manifestações de massa que reuniram dezenas de milhares de pessoas nas ruas da capital e de outras cidades romenas, Piedone renunciou em 4 de novembro de 2015 à subprefeitura do 4º Distrito de Bucareste. O primeiro-ministro Victor Ponta e todo o governo nacional também caíram.
Ponta já era suspeito de outros escândalos de corrupção. A campanha anticorrupção pode aproximar a Romênia do Ocidente e melhorar sua posição na União Europeia.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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sábado, 7 de novembro de 2015
quarta-feira, 4 de novembro de 2015
Incêndio em boate e corrupção derrubam primeiro-ministro da Romênia
No segundo dia de manifestações de massa contra a corrupção depois da morte de 32 pessoas num incêndio numa casa noturna de Bucareste, o primeiro-ministro da Romênia, Victor Ponta, pediu demissão, informou o boletim de notícias Euronews.
Ponta já enfrentava um inquérito do Diretório Nacional Anticorrupção por sonegação de impostos, lavagem de dinheiro e conflito de interesses. Estava sob pressão desde junho, quando a Câmara dos Deputados se negou a suspender sua imunidade parlamentar para que fosse processado.
O incêndio na discoteca Colectiv, na sexta-feira passada, levantou novas suspeitas sobre a emissão de licenças para o funcionamento de boates e a falta de fiscalização de segurança desses estabelecimentos.
Pelo menos 20 mil pessoas saíram às ruas de Bucareste ontem e hoje para exigir a queda de Ponta. Também houve protestos nas cidades de Brassov e Ploiesti.
"Apresento minha demissão e a de todo governo romeno. Faço-o porque durante todos esses anos na política resisti aos conflitos com meus adversários políticos, mas nunca lutei contra o povo", declarou o primeiro-ministro em entrevista coletiva na manhã de hoje.
À tarde, a coalizão de governo, formada pelo Partido Social-Democrata, de Ponta, a União para o Progresso da Romênia, o Partido Conservador e deputados independentes, se reuniu para decidir se vai continuar unida.
Em mensagem nas redes sociais da Internet, o presidente Klaus Iohannis apelou ontem a "uma mudança radical na sociedade romena" para enfrentar a corrupção.
Ponta já enfrentava um inquérito do Diretório Nacional Anticorrupção por sonegação de impostos, lavagem de dinheiro e conflito de interesses. Estava sob pressão desde junho, quando a Câmara dos Deputados se negou a suspender sua imunidade parlamentar para que fosse processado.
O incêndio na discoteca Colectiv, na sexta-feira passada, levantou novas suspeitas sobre a emissão de licenças para o funcionamento de boates e a falta de fiscalização de segurança desses estabelecimentos.
Pelo menos 20 mil pessoas saíram às ruas de Bucareste ontem e hoje para exigir a queda de Ponta. Também houve protestos nas cidades de Brassov e Ploiesti.
"Apresento minha demissão e a de todo governo romeno. Faço-o porque durante todos esses anos na política resisti aos conflitos com meus adversários políticos, mas nunca lutei contra o povo", declarou o primeiro-ministro em entrevista coletiva na manhã de hoje.
À tarde, a coalizão de governo, formada pelo Partido Social-Democrata, de Ponta, a União para o Progresso da Romênia, o Partido Conservador e deputados independentes, se reuniu para decidir se vai continuar unida.
Em mensagem nas redes sociais da Internet, o presidente Klaus Iohannis apelou ontem a "uma mudança radical na sociedade romena" para enfrentar a corrupção.
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terça-feira, 3 de novembro de 2015
Milhares de romenos protestam contra a corrupção em Bucareste
Cerca de 20 mil manifestantes protestaram contra a corrupção hoje na capital da Romênia, exigindo a queda do governo depois de um incêndio numa boate em que 32 pessoas morreram, noticiou a agência Reuters. Nas redes sociais, entidades estudantis tentaram mobilizar mais gente para a campanha.
Os principais alvos foram o primeiro-ministro Victor Ponta, o vice-primeiro-ministro Gabriel Oprea e o subprefeito do distrito onde o clube noturno funcionava. A suspeita é que a licença de funcionamento tenha sido comprada e a fiscalização das condições de segurança, negligenciada.
Também houve protestos nas cidades de Brassov e Ploiesti. Hoje o governo aprovou uma lei dando poderes excepcionais às autoridades para fechar imediatamente os locais sem licença ou desrespeitarem a regulamentação de segurança.
Os principais alvos foram o primeiro-ministro Victor Ponta, o vice-primeiro-ministro Gabriel Oprea e o subprefeito do distrito onde o clube noturno funcionava. A suspeita é que a licença de funcionamento tenha sido comprada e a fiscalização das condições de segurança, negligenciada.
Também houve protestos nas cidades de Brassov e Ploiesti. Hoje o governo aprovou uma lei dando poderes excepcionais às autoridades para fechar imediatamente os locais sem licença ou desrespeitarem a regulamentação de segurança.
segunda-feira, 17 de novembro de 2014
Centro-direita surpreende na eleição presidencial na Romênia
O primeiro-ministro social-democrata Victor Ponta sofreu uma derrota surpreendente para o candidato de centro-direita, Klaus Iohannis, no segundo turno da eleição presidencial na Romênia. Com 95% das urnas apuradas, Iohannis tinha 53% dos votos válidos contra 47% para Ponta.
Cerca de 3 mil manifestantes saíram às ruas do centro de Bucareste para festejar a vitória, resultado de um grande comparecimento às urnas atribuído ao medo de ameaças à democracia romena. A multidão se acalmou quando Iohannis, representante da comunidade alemã, fez um pronunciamento público: "Graças a vocês, uma nova Romênia está começando. Seu voto e sua voz são os alicerces."
A corrupção, a economia e as relações com a Rússia serão os maiores desafios do novo presidente, que terá de conviver com o atual primeiro-ministro, já que a centro-esquerda tem maioria no Parlamento.
Cerca de 3 mil manifestantes saíram às ruas do centro de Bucareste para festejar a vitória, resultado de um grande comparecimento às urnas atribuído ao medo de ameaças à democracia romena. A multidão se acalmou quando Iohannis, representante da comunidade alemã, fez um pronunciamento público: "Graças a vocês, uma nova Romênia está começando. Seu voto e sua voz são os alicerces."
A corrupção, a economia e as relações com a Rússia serão os maiores desafios do novo presidente, que terá de conviver com o atual primeiro-ministro, já que a centro-esquerda tem maioria no Parlamento.
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