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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Xi intensifica campanha anticorrupção para consolidar poder na China

A Comissão Central para Inspeção Disciplinar, a agência de combate à corrupção do Partido Comunista da China, promete intensificar em 2016 a campanha anticorrupção, vista principalmente como um instrumento para consolidar o poder do presidente Xi Jinping.

Mais de cem investigações devem ser realizadas neste ano, bem mais do que no ano passado, envolvendo todas as 280 organizações do Estado e do partido ligadas ao governo central antes do 19º Congresso do PC chinês, em 2017.

A campanha ajuda o dirigente máximo do país a reafirmar seu controle sobre a mídia estatal. Em 19 de fevereiro, Xi concluiu uma série de visitas aos principais meios de comunicação do regime comunista: a agência oficial de notícias Nova China, a televisão CCTV e o jornal Diário do Povo.

Xi cobrou dos meios de comunicação absoluta lealdade ao partido, o que é interpretado como absoluta lealdade a ele. O Ministério da Propaganda e os órgãos de controle da imprensa, do rádio, da televisão e do cinema estão entre os principais alvos da campanha anticorrupção neste ano.

segunda-feira, 27 de abril de 2015

China prende presidente de estatal do petróleo por corrupção

O presidente e subdiretor-geral da empresa estatal Sinopec, a maior refinaria de petróleo da Ásia, é mais um tigre que cai na malha da campanha anticorrupção da China. Wang Tianpu foi detido por investigadores do Partido Comunista por "sérias violações da disciplina e da lei", linguagem usada pelo regime para falar de corrupção.

A investigação foi revelada por uma pequena nota divulgada no sítio de Internet da Comissão Central para Inspeção Disciplinar, o poderoso órgão da campanha anticorrupção lançada pelo presidente Xi Jinping para se consolidar e se legitimar no poder.

No momento, um dos focos é o setor de energia. Neste mês, o ex-diretor da China National Petroleum Corporation, Jian Jiemin, preso em agosto de 2013, foi julgado por abuso de poder e aceitar suborno. Nas últimas semanas, o presidente do grupo China FAW, Xu Jianyi, e o vice-presidente do grupo Baostel, Cui Jian, passaram a ser investigados.

Muitos suspeitos são ligados a Zhou Yongkang, ex-todo-poderoso ministro da Segurança do Estado e ex-membro do Comitê Permanente do Politburo do Comitê Central do Partido Comunista, o seleto grupo de altos dirigentes que manda de fato na China. Ele será o mais alto funcionário do regime a ser processado desde a vitória da revolução liderada por Mao Tsé-tung, em 1º de outubro de 1949.