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quarta-feira, 27 de setembro de 2023

Biden é o primeiro presidente dos EUA a ir a um piquete de greve

 A próxima eleição presidencial nos Estados Unidos será disputada em 5 de novembro de 2024, mas os principais candidatos, os mesmos da eleição de 2020, estão em plena campanha. Enquanto Joe Biden se tornou o primeiro presidente norte-americano a ir a um piquete de greve, Donald Trump é processado por "fraudes repetidas e persistentes" ao inflar o valor de suas propriedades em negócios com bancos e seguradores.

Ao apoiar os grevistas da indústria automobilística, Biden, que na semana passada firmou uma parceria com o presidente Lula para defender os direitos dos trabalhadores em escala global, tenta recuperar os votos dos trabalhadores conquistados por Trump com a promessa de reindustrializar o país.

O programa de reindustrialização de Biden, Investindo na América, é de US$ 516 bilhões, quase R$ 2,6 trilhões. Só para o carro elétrico e desenvolvimento de baterias, destina US$ 139 bilhões, pouco menos de R$ 700 bilhões.

Trump e seus dois filhos adultos são acusados de aumentar o valor de suas propriedades em pelo menos US$ 2,2 bilhões, talvez US$ 3,6 bilhões, quase R$ 18 bilhões, dependendo do cálculo contábil. O ex-presidente foi criticado por um desembargador por aumentar o tamanho de seu apartamento na Trump Tover, na 5ª Avenida, em Nova York, em 200%. O julgamento está marcado para segunda-feira. Meu comentário:

domingo, 19 de fevereiro de 2023

TV pode pagar US$ 1,6 bilhão por divulgar mentiras de Trump

A direção e os principais apresentadores da televisão norte-americana Fox News sabiam que as alegações de fraude do presidente Donald Trump depois da eleição de 2020 eram falsas, mas insistiram na mentira. Agora, a empresa de computação Dominion pede na Justiça indenização de US$ 1,6 bilhão por ter sido acusada de participar na fraude.

Israel enfrenta a pior crise política de sua história. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, processado por corrupção, está propondo uma reforma do Judiciário para dar à Knesset, o Parlamento de Israel, o direito de derrubar decisões da Suprema Corte.

A França também está em crise, com forte oposição à reforma previdenciária do presidente Emmanuel Macron, que não tem maioria na Assembleia Nacional.

O escritor chileno Pablo Neruba, um dos maiores poetas da história, foi assassinado pela ditadura do general Augusto Pinochet, denuncia seu sobrinho Rodolfo Reyes, com base num laudo recente de universidades do Canadá e da Dinamarca.

Com a inflação argentina em 98,8% ao ano, fica difícil o sonho do ministro da Economia, Sergio Massa, de ser candidato na eleição presidencial de outubro. O presidente Alberto Fernández quer ser candidato e a vice-presidente Cristina Kirchner diz que não quer.

Os super-ricos, que são 1% da humanidade, ficaram com dois terços da riqueza gerada no mundo desde o ano 2000, revela um relatório da organização não governamental Oxfam.

Na primeiro encontro entre altas autoridades dos Estados Unidos e da China depois do abate de um balão-espião chinês, o secretário de Estado, Antony Blinken, e o ministro do Exterior chinês, Wang Yi, travaram um diálogo tenso à margem da Conferência de Segurança de Munique. Meu comentário:

segunda-feira, 16 de dezembro de 2019

Zimbábue prende mulher do vice-presidente por lavagem de dinheiro

Marry Mubaiwa, mulher do atual vice-presidente do Zimbábue, Constantino Chiwenga, de quem estaria se divorciando, foi presa no domingo sob acusações de lavagem de dinheiro, fraude e violação das normas de controle do câmbio ao enviar US$ 919 mil à África do Sul para uma suposta importação que nunca aconteceu.

A prisão foi confirmada pelo porta-voz da Comissão Anticorrupção do Zimbábue, John Nakamure, que não deu maiores detalhes. Entre outubro de 2018 e maio de 2019, Marry Mubaiwa, hoje com 38 anos, teria enviado o dinheiro à vizinha África do Sul. Ela também é acusada de obter uma certidão de casamento sem consentimento do marido.

Como a prisão ocorreu no momento do divórcio com o vice-presidente, ficou no ar a suspeita de uma vingança pessoal que ao mesmo daria a impressão de que o governo está realmente interessado no combate à corrupção.

No dia seguinte, Mubaiwa foi acusada de tentativa de assassinato do marido. Ela teria retirado tubos quando Chiwenga se tratava de um problema de saúde num hospital.

O vice-presidente foi um dos líderes do golpe que derrubou o ditador Robert Mugabe, em 21 de novembro de 2017. Ele foi à China pedir o aval do regime comunista chinês para a queda de Mugabe.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

Departamento de Justiça dos EUA faz 23 acusações à Huawei

O Departamento da Justiça dos Estados Unidos denunciou hoje a companhia fabricante de equipamentos de telecomunicações chinesa Huawei por 23 acusações, inclusive roubo de segredos empresarias, fraude e obstrução de justiça.

A denúncia acontece num momento importante. Pode atrapalhar as negociações para acabar com a guerra comercial deflagrada pelo governo Donald Trump contra a China.

A Huawei foi acusada de roubar segredos da empresa de telefonia celular T-Mobile desde 2012 e de oferecer bônus a funcionários que roubassem segredos de outras empresas, entre elas a T-Mobile.

Os EUA estão pedindo a extradição de Meng Wanzhou, diretora financeira e filha do fundador da Huawei, presa no Canadá a pedido das autoridades americanas. Ela é acusada de violar as sanções contra o Irã. O regime comunista chinês considera a prisão política.

Como a Huawei é ligada ao aparato de segurança da China, os EUA estão pressionando os aliados a excluir a companhia dos leilões e das concorrências para implantação da tecnologia de telecomunicações móveis de quinta geração (5G). A Alemanha, o Japão e o Reino Unido seguiram a orientação americana.

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

França abre inquérito contra a Apple por "fraude" e "obsolescência programada"

A Procuradoria de Paris iniciou sexta-feira uma investigação sob a responsabilidade da Serviço Nacional de Inquéritos da Diretoria Geral de Concorrência para avaliar suspeitas de "fraude" e "obsolescência programa" da companhia transnacional americana Apple. A ação foi movida por uma associação  chamada Basta de Obsolescência Programada, revelou hoje a televisão francesa.

Sob a pressão de várias ações judiciais, a Apple apresentou suas desculpas e defesa prévia à Justiça da França em 28 de dezembro de 2017, dias depois de admitir publicamente que reduziu a velocidade de operação dos iPhones 6 e 7 para economizar bateria.

Um dos maiores problemas dos produtos da Apple é a impossibilidade de trocar a bateria, um absurdo total e completo porque um aparelho é jogado fora enquanto ainda pode ser usado. É algo totalmente inaceitável que só uma megaempresa que abusa de seu poder de mercado poderia ousar.

Nas suas previsões para 2018, a revista inglesa The Economist previu uma série de reações negativas contra as megaempresas de alta tecnologia. A revista lamenta Mas está na hora.

A rede mundial de computadores apareceu como um grande instrumento de democratização da informação. Mas promoveu uma radicalização do discurso político nas redes sociais, com notícias falsas, em detrimento da democracia.

Google e Facebook dominam o mercado de anúncios na Internet. São empresas opacas, nada transparentes, que não dão satisfação a quase ninguém. Se alguém tem Anúncios Google, recebe através da sede da empresa nos EUA. Isso significa que, embora o anúncio seja publicado no Brasil, em português, não paga impostos no Brasil.

Se alguém tiver alguém problema, o Google cancela a conta, não aceita qualquer apelo, em nome do sigilo à informação, e não paga o que ficou devendo. É um Estado em si mesmo, ignorando as leis locais.

A Europa resolveu tomar peito da situação. Os Estados Unidos jamais farão isso, especialmente sob Donald Trump.

A União Europeia e países como a França não vão deixar barato para estes megaempresas americanas que abusam de seu poder de mercado. Nem devem.

segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

Rússia veta candidatura presidencial do principal líder da oposição

Por unanimidade, a Comissão Central Eleitoral da Rússia proibiu a candidatura do principal líder da oposição à virtual ditadura de Vladimir Putin, que marcha para ficar 26 anos no poder. O advogado Alexei Navalny, de 41 anos, fez fama como blogueiro denunciando a corrupção do Kremlin. Não pode concorrer por ter sido condenado por fraude num processo forjado pelas autoridades russas.

Em resposta, Navalny convocou um boicote à eleição presidencial de 18 de março de 2018: "O procedimento a que fomos convidados a participar não é uma eleição", protestou o líder da oposição, citado pelo jornal inglês The Guardian. "Só Putin e os candidatos que ele escolheu estão tomando parte. Ir às urnas agora é votar pelas mentiras e a corrupção."

Um boicote ajudaria a reeleição de Putin. Sem Navalny, o presidente lidera com 69% das preferências, seguido pelo ultranacionalista Vladimir Jirinovsky com 8% e o comunista Guenádi Ziugánov com 3%.

Navalny é o desafiante mais sério desde que Putin ascendeu ao trono do Kremlin em 1999, como primeiro-ministro e sucessor de Bóris Yeltsin, observa o jornal inglês The Guardian. Nos últimos anos, articulou um movimento de base para questionar o poder de Putin.

A presidente da comissão eleitoral, Ella Pamfilova, alegou que a condenação o torna inelegível. Antes da decisão, Navalny declarou: "Não é um voto contra mim, é contra 16 mil pessoas que apoiaram oficialmente minha candidatura e 200 mil que fazem campanha por mim."

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Adversário de Putin é condenado mas tem pena suspensa

O advogado, blogueiro e ex-candidato a prefeito de Moscou Alexei Navalny, considerado o principal líder da oposição na Rússia, foi condenado hoje a três anos e meio de prisão por "fraude" e "desvio de fundos", mas teve direito a suspensão da pena. Seu irmão Oleg foi sentenciado a três anos e meio de cadeia em regime fechado.

A condenação de Oleg revoltou Alexei Navalny, que violou os termos da prisão domiciliar a que está submetido para participar de um protesto contra o julgamento, na capital russa: "Querem me punir por tabela?", reclamou, antes de ser preso a caminho da manifestação.

Na denúncia, a promotoria pediu dez anos de prisão para Alexei e oito para Oleg.

Aos 38 anos, Alexei Navalny, um advogado carismático que se notabilizou por denunciar a corrupção da cleptocracia presidida por Vladimir Putin, se tornou o maior inimigo político do Kremlin. Ele analisou contas e concorrências públicas, e provou que altos funcionários e magnatas da Rússia têm mansões e bens no exterior não declarados ao imposto de renda. Candidato a prefeito de Moscou, obteve 27% dos votos.

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Diretora do FMI é investigada por fraude na França

A diretora-geral do Fundo Monetário Internacional, Christine Lagarde, é alvo de uma investigação criminal por negligência num escândalo de corrupção do tempo em que era ministra das Finanças da França, no governo Nicolas Sarkozy.

É a quarta vez que Lagarde é intimida a depor. Ela alega que a acusação não tem base e promete recorrer a um tribunal superior.

O inquérito examina um acordo de arbitragem que beneficiou o empresário Bernard Tapie. Em 2008, ele ganhou 400 milhões de euros, sendo 45 milhões por "danos morais", para encerrar uma disputa com o banco Crédit Lyonnais relativa à venda da empresa de equipamentos esportivos Adidas.

Agora, a Justiça da França quer esclarecer se a decisão foi um "simulacro" de arbitragem arranjado pelo governo da época para beneficiar um dos grandes patrocinadores da campanha presidencial de Sarkozy, que governou o país de 2007 a 2012.

Em 2011, Lagarde substituiu na direção do FMI outro francês, Dominique Strauss-Kahn, que pediu demissão em meio a um escândalo sexual, depois de ser acusado de atacar uma camareira num hotel de Nova York, alegação que se mostrou falsa, mas foi suficiente para enterrar sua candidatura à Presidência da França pelo Partido Socialista.

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Empresas corruptoras podem pagar 400% de multa

As companhias britânicas que subornem funcionários estrangeiros para obter contratos, cometer fraudes ou lavar dinheiro estarão sujeitas a multas de até 400% de seus lucros ilícitos a partir de outubro, de acordo com novas regras a serem estabelecidas nesta sexta-feira pelo Conselho de Sentença do Reino Unido. As multas podem chegar a centenas de milhões de dólares.

Os planos para aumentar a punição dos crimes do colarinho branco estão sendo discutidas há um ano. "Por causa do aspecto internacional das investigações de fraude e corrupção, é realmente chave que as multas no Reino Unido tenham uma equivalência com as dos Estados Unidos", declarou o conselheiro real Jonathan Fisher, especialista em crimes financeiros.

Desde a última crise financeira internacional, há uma pressão pelo aumento das penas dos crimes do colarinho branco. As maiores penalidades são para enganar investigadores, subornar funcionários públicos e abusar de uma posição dominante no mercado, revelou o jornal Financial Times, que teve acesso a uma cópia da proposta.

quinta-feira, 7 de março de 2013

Justiça da Itália condena Berlusconi a um ano de prisão

O ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi, homem mais rico da Itália, foi condenado hoje a um ano de prisão pela publicação ilegal num jornal de sua família de transcrições de uma escuta telefônica clandestina sobre um escândalo bancário de 2005. Ele não será preso até o julgamento de todos os recursos.

Mais uma vez, Berlusconi se fez de vítima: "É impossível tolerar a perseguição judicial que já dura 20 anos e reemerge sempre nos momentos politicamente complexos da vida política do nosso país", declarou o magnata em nota. Seu irmão Paolo Berlusconi, diretor responsável pelo diário Il Giornale, foi sentenciado a dois anos de três no mesmo caso.

A Itália enfrenta mais uma crise política depois que as eleições de 24 e 25 de fevereiro de 2013 não tiveram um vencedor com maioria suficiente para formar um novo governo estável. Embora a coalizão de centro-esquerda tenha ganho na Câmara, o Senado ficou dividido.

O ex-primeiro-ministro também está sendo processado fraude, sonegação de impostos e por pagar para manter relações sexuais com uma prostituta menor de idade. A sentença neste caso é esperada em 18 de março, informa a agência Reuters.

A vítima da escuta ilegal Piero Fassino terá direito a uma indenização de 80 mil euros. O texto transcrito sugeria que ele teria exercido pressão indevida durante a tentativa de compra do banco Banca Nazionale del Lavoro pela seguradora Unipol.

Mais inacreditável é que 30% dos eleitores italianos continuem votando neste político arquicorrupto e totalmente desmoralizado. A Itália merece as múltiplas crises em que está afundada.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Corrupção derruba ministro do Exterior de Israel

Sob a pressão de uma denúncia por fraude, corrupção e abuso de poder, o ultradireitista Avigdor Lieberman deixou hoje de ser ministro do Exterior de Israel. Saiu na sexta-feira porque amanhã é o sabá, sábado, a folga religiosa semanal dos judeus. Assim supostamente a notícia terá menor impacto sobre as eleições parlamentares de 22 de janeiro de 2013.

Lieberman lidera o partido Yisrael Beitenu, fundado por imigrantes russos, e se opõe ferozmente a qualquer concessão aos palestinos no processo de paz. Seu objetivo claro é consolidar a ocupação de partes da Cisjordânia que Israel considera importantes para sua segurança.

Por acordo entre Lieberman e o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, seus partidos, Yisrael Beitenu e Likud, vão disputar as eleições em chapa única. Marcha para a direita, isolando ainda mais Israel no novo Oriente Médio que nasce da Primavera Árabe, que na Síria virou um longo e tenebroso inverno.

O governo Netanyahu, agora sem Lieberman, está mais preocupado com o programa nuclear do Irã, que considera uma ameaça existencial a Israel.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Berlusconi é condenado por fraude e evasão fiscal

O ex-primeiro da Itália Silvio Berlusconi foi condenado hoje a quatro anos de prisão por fraude e evasão fiscal na compra de direitos de transmissão pelo grupo Mediaset. Dificilmente cumprirá pena, mas sua carreira política está liquidada.

Aos 76 anos, o homem mais rico da Itália já foi condenado em primeira instância três vezes nos anos 90, o que não o impediu de se tornar chefe do governo. Foi absolvido depois por tribunais de apelação. Ainda tem direito a dois recursos antes da sentença definitiva, reporta a agência Reuters.

Além disso, o ex-primeiro-ministro está sendo processado por prostituição de menores. A pena pode chegar a 15 anos de cadeia.

Há dois dias, prevendo o resultado do julgamento, Berlusconi anunciou que não será candidato nas eleições de 2013, encerrando um período de 19 anos de liderança da direita italiana. Ele foi primeiro-ministro três vezes (1994-95, 2001-6, 2008-11).

Magnata da mídia e das finanças, Berlusconi entrou na política no vácuo deixado pelo desaparecimento da Democracia Cristã, que dominara a Itália no pós-guerra, na onda de escândalos de corrupção revelados pela Operação Mãos Limpas. Temia que a esquerda tomasse o poder.

Sua coligação incluía os neofascistas da Aliança Nacional e os separatistas da Liga Norte. Apesar de seu propalado talento empresarial, a Itália foi dos países ricos que menos cresceu na última década, com média de 1%.

Berlusconi não fez as reformas necessárias para aumentar a competitividade da economia italiana, a oitava maior do mundo. Não reduziu a dívida pública, que passava de 100% do produto interno bruto e hoje está em 125%.

Com a adesão ao euro, a Itália teve moeda forte e crédito fácil. Isso só aumentou a complacência do bilionário corrupto que a governou, levando à atual crise da dívida pública da Itália, de cerca de US$ 2 trilhões, inferior apenas às dos EUA, Japão e Alemanha.

Assim, quando Nelson Motta compara o Julgamento do Mensalão à Operação Mãos Limpas, como se fosse o início de um período virtuoso, não se deve esquecer que seu maior fruto, na Itália, foi o líder direitista que deixa a política italiana no rastro de uma série de escândalos financeiros e orgiais sexuais.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Banqueiro texano é condenado a 110 anos por fraude

O banqueiro texano Allen Stanford foi sentenciado hoje a 110 anos de prisão nos Estados Unidos por uma fraude de US$ 7 bilhões por ter armado uma pirâmide financeira, aquele esquema em que antigos investidores são remunerados com o dinheiro dos novos investidores. No início, os ganhos são grandes; no fim, a conta não fecha.

A sentença é 40 anos menor do que a do empresário Bernard Madoff, mas 100 anos maior do que seus advogados queriam.

No processo, ficou provado que Stanford roubou dinheiro de seus clientes para financiar um estilo de vida extravagante na região do Mar do Caribe, reporta a agência Reuters.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

ONU tenta evitar mais violência eleitoral no Congo

A missão de paz das Nações Unidas e a comissão eleitoral da República Democrática do Congo tentam mediar um acordo entre governo e oposição para evitar uma explosão de violência quando for anunciado o resultado oficial da eleição presidencial neste país do coração da África.

Com 90% dos votos apurados, o presidente Joseph Kabila lidera com 49% contra 33% para o ex-primeiro-ministro Etienne Tshisekedi. A oposição já visou que não vai aceitar esse resultado. O anúncio oficial está previsto para 17h de hoje, pelo horário de Brasília.

Diante da ameaça de violência, a maior parte da capital está deserta, com muitas lojas e quiosques fechado e pouca gente circulando. A polícia de choque entrou em confronto com partidários de Tshisekedi, que exige a divulgação do resultado urna por urna.

Pelos cálculos da organização não governamental Human Rights Watch (Observatório ou Vigília dos Direitos Humanos), ao menos 18 pessoas foram mortas e mais de cem feridos. Atribui a maioria das mortes a soldados da guarda presidencial que estariam atirando indiscriminadamente contra os manifestantes.

Além da eleição presidencial, os congoleses estão escolhendo 500 parlamentares entre 18 mil candidatos, informa a TV pública britânica BBC.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Corretor dá prejuízo de US$ bilhões ao UBS


NOVA YORK - Kweku Adoboli, um diretor de fundos de investimentos de 31 anos, foi preso hoje sob a acusação de dar um prejuízo de US$ 2 bilhões à União de Bancos Suíços (UBS), o maior banco do país centro-europeu, informa a agência de notícias Reuters.

É a segunda maior fraude do gênero de que se tem notícia. A pior foi do corretor francês Jerome Kerviel, que perdeu US$ 6,7 bilhões em operações ilegais no banco Société Génerale.

Adoboli trabalhava na filial do UBS no centro financeiro de Londres.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Goldman Sachs lucra US$ 3,46 bilhões

O banco Goldman Sachs anuncia lucro trimestral de US$ 3,46 bilhões.

Horas antes, o Reino Unido abriu investigação sobre as atividades do banco, acusado nos EUA de enganar clientes a respeito do risco de papéis ligados a hipotecas de segunda linha.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Goldman Sachs é acusado de fraude bilionária

As ações do banco Goldman Sachs caíram 13% hoje, depois que o banco foi multado e acusado pela Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos de ter cometido uma fraude bilionária em operações especulativas.

O banco teria enganado clientes ao vender, em 2007, obrigações colateralizadas de crédito lastreadas por hipotecas de alto risco, dependentes de pagamentos de clientes de segunda linha. A operação apostava contra a recuperação do mercado imobiliário.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Madoff é condenado a 150 anos de prisão

O ex-bilionário Bernard Madoff foi condenado hoje a 150 anos de prisão por um tribunal federal de Nova York, nos Estados Unidos, por fraude, rou, lavagem de dinheiro e obstrução de Justiça, entre outras acusações. Ele foi responsável pela maior fraude financeira da história do país, uma pirâmide financeira de US$ 60 bilhões.

Como a lei federal americana exige que o condenado cumpra pelo menos 80% da pena na cadeia, Madoff deve passar o resto da vida na prisão.

Seus advogados tinham pedido que ele pegasse apenas 12 anos, mas a procuradoria alegou que, além de tudo, ele não colaborou com a Justiça denunciando quem foram seus cúmplices nem ajudando a recuperar parte do dinheiro para indenizar quem foi prejudicado.

sábado, 27 de junho de 2009

EUA confiscam bens de Madoff

A Justica dos Estados Unidos confiscou todos os bens do ex-bilionário Bernard Madoff, denunciado por criar a maior pirâmide financeira da Historia, no valor de US$ 50 bilhões. É a maior fraude da atual crise econômico-financeira global.

Ele se confessou culpado das 11 acusações, que incluem fraude, perjúrio e lavagem de dinheiro.

O procurador distrital Denny Chin pediu que Madoff, de 71 anos, seja condenado a 150 anos de prisão. A mulher dele, Ruth Madoff, teria entregue bens no valor de US$ 80 milhões, ficando com US$ 2,5 milhões.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Fraude dá prejuízo de US$ 7,2 bi a banco francês

O banco Société Générale, o segundo maior da França, teve um prejuízo de 4,9 bilhões de euros (US$ 7,2 bilhões) por causa de uma fraude realizada por um operador desonesto.

Jérôme Kerviel, de 31 anos, está desaparecido. Ele trabalhava na mesa de operações do mercado europeu de derivativos, em Paris, e foi descrito pelo presidente do Banco da França como um "gênio da fraude". Foi descoberto quando um supervisor descobriu uma transação acima do valor-limite estipulado pelo banco e deu o alerta.

Depois do anúncio, a negociação de ações do banco foi suspensa.

Em entrevista à TV britânica BBC, o ex-corretor Nick Leeson, que quebrou em 1995 o Barings, o mais antigo banco de investimentos do centro financeiro de Londres, com um prejuízo de 900 milhões de libras (US$ 1,4 bilhão pelo câmbio da época) na sua filial em Cingapura, tentou explicar como esses processos acontecem.

É um ambiente ultracompetitivo, onde operadores inteligentes ganham fortunas e manipulam quantias formidáveis, mas também de alto risco.

Para um corretor de prestígio, que conhece o funcionamento do sistema, é enorme a tentação de esconder suas perdas. Ou seja: faltou supervisão. Leeson era um livre-atirador.

Quando os prejuízos aumentaram, a única alternativa a assumir a perda era fazer apostas ainda mais altas, na expectativa de se recuperar. Sem sucesso, cresce o passivo.

Aparentemente, Kerviel não se beneficiou de suas fraudes.