O presidente Joseph Kabila foi declarado hoje vencedor da eleição presidencial na República Democrática do Congo. Mas, em entrevista à Agência France Presse (AFP), o ex-primeiro-ministro Etinne Tshisekedi se autoproclamou "presidente legitimamente eleito".
Diante das denúncias de fraude e da rejeição do resultado pela oposição, a missão de paz das Nações Unidas tenta evitar uma explosão de violência num país marcado pela guerra, a miséria e a fome.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
ONU tenta evitar mais violência eleitoral no Congo
A missão de paz das Nações Unidas e a comissão eleitoral da República Democrática do Congo tentam mediar um acordo entre governo e oposição para evitar uma explosão de violência quando for anunciado o resultado oficial da eleição presidencial neste país do coração da África.
Com 90% dos votos apurados, o presidente Joseph Kabila lidera com 49% contra 33% para o ex-primeiro-ministro Etienne Tshisekedi. A oposição já visou que não vai aceitar esse resultado. O anúncio oficial está previsto para 17h de hoje, pelo horário de Brasília.
Diante da ameaça de violência, a maior parte da capital está deserta, com muitas lojas e quiosques fechado e pouca gente circulando. A polícia de choque entrou em confronto com partidários de Tshisekedi, que exige a divulgação do resultado urna por urna.
Pelos cálculos da organização não governamental Human Rights Watch (Observatório ou Vigília dos Direitos Humanos), ao menos 18 pessoas foram mortas e mais de cem feridos. Atribui a maioria das mortes a soldados da guarda presidencial que estariam atirando indiscriminadamente contra os manifestantes.
Além da eleição presidencial, os congoleses estão escolhendo 500 parlamentares entre 18 mil candidatos, informa a TV pública britânica BBC.
Com 90% dos votos apurados, o presidente Joseph Kabila lidera com 49% contra 33% para o ex-primeiro-ministro Etienne Tshisekedi. A oposição já visou que não vai aceitar esse resultado. O anúncio oficial está previsto para 17h de hoje, pelo horário de Brasília.
Diante da ameaça de violência, a maior parte da capital está deserta, com muitas lojas e quiosques fechado e pouca gente circulando. A polícia de choque entrou em confronto com partidários de Tshisekedi, que exige a divulgação do resultado urna por urna.
Pelos cálculos da organização não governamental Human Rights Watch (Observatório ou Vigília dos Direitos Humanos), ao menos 18 pessoas foram mortas e mais de cem feridos. Atribui a maioria das mortes a soldados da guarda presidencial que estariam atirando indiscriminadamente contra os manifestantes.
Além da eleição presidencial, os congoleses estão escolhendo 500 parlamentares entre 18 mil candidatos, informa a TV pública britânica BBC.
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
Kabila lidera apuração no Congo
Em meio a denúncias de fraude, com dois terços dos votos da eleição na República Democrática do Congo computados, o presidente Joseph Kabila lidera a apuração com 46%, seguido do ex-primeiro-ministro Etienne Tshisekedi com 36%. A oposição ameaça não aceitar o resultado.
Cerca de 3 mil pessoas fugiram da capital do país, Kinshasa, desde domingo para escapar da violência, informa a TV pública britânica BBC.
É a segunda eleição presidencial no antigo Congo Belga desde o fim da Primeira Guerra Mundial Africana (1998-2003), em que se estima que mais de 5 milhões de pessoas morreram em combate, de fome ou doenças provocadas pelo conflito.
Vários grupos armados irregulares ainda atuam no Leste do país, uma vez e meio maior do que o estado do Amazonas.
Cerca de 3 mil pessoas fugiram da capital do país, Kinshasa, desde domingo para escapar da violência, informa a TV pública britânica BBC.
É a segunda eleição presidencial no antigo Congo Belga desde o fim da Primeira Guerra Mundial Africana (1998-2003), em que se estima que mais de 5 milhões de pessoas morreram em combate, de fome ou doenças provocadas pelo conflito.
Vários grupos armados irregulares ainda atuam no Leste do país, uma vez e meio maior do que o estado do Amazonas.
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