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domingo, 11 de dezembro de 2022

Hoje na História do Mundo: 11 de Dezembro

ABDICAÇÃO DE EDUARDO VIII

    Em 1936, depois de menos de um ano no trono, o rei Eduardo VIII, da Inglaterra, abdica para se casar com Wallis Simpson, uma norte-americana duas vezes divorciada, o que era proibido para um monarca do Reino Unido.

Eduardo nasceu em 1894. É o filho mas velho de George V, que ascende ao trono em 1910. Ele não se casa até 40 anos. Em 1934, se apaixona pela socialite norte-americana Wallis Simpson, mulher do empresário anglo-norte-americano Ernest Simpson. Ela casara com um piloto da Marinha dos Estados Unidos e se divorciara.

O rei George V morre em janeiro de 1936 sem discutir a questão com o herdeiro do trono. O novo rei é popular. Marca a coroação para maio de 1937. Em 27 de outubro de 1936, Wallis se divorcia do segundo marido, o que deflagra o escândalo.

A Igreja da Inglaterra e a maioria dos políticos britânicos não aceita o romance real. Uma exceção é o deputado Winston Churchill.

Na noite de 11 de dezembro de 1936, Eduardo VIII faz um pronunciamento pelo rádio anunciando que é "impossível carregar a pesada responsabilidade e exercer meus deveres como rei, como eu gostaria de fazer, sem a ajuda e o apoio da mulher que eu amo."

No dia seguinte, seu irmão mais moço, o Duque de York, é proclamado o rei George VI, pai da atual rainha, Elizabeth II.

RÚSSIA INVADE CHECHÊNIA
    Em 1994, o Exército da Rússia invade a república rebelde da Chechênia na maior ação militar do país desde a invasão do Afeganistão pela União Soviética, em 1979.
Com o colapso da URSS, em 1991, várias repúblicas declaram independência. Mas a Chechênia não é uma república soviética. Faz parte da Federação Russa. Então, sua independência não será tolerada. De maioria muçulmana, conquistada pela Rússia nos anos 1850, sempre foi rebelde.

Em agosto de 1991, Djokhar Dudaiev, ex-oficial da Força Aérea da URSS, derruba o regime comunista e instala um governo hostil a Moscou, provocando a reação da Rússia.

As forças russas enfrentam forte resistência em Grozny. Milhares de soldados russos morrem. Em agosto de 1996, os rebeldes chechenos retomam Grozny. A Rússia se retira em 1997.
Quando Vladimir Putin vira primeiro-ministro do presidente Boris Yeltsin, em 1999, para se firmar no poder, inicia a Segunda Guerra da Chechênia (1999-2009) depois de ações terroristas de extremistas muçulmanos no vizinho Daguestão e uma série de atentados em Moscou em que há suspeita de envolvimento do serviço secreto russo. A ferro e fogo, a Rússia vence, com um total de mortes estimado entre 50 e 250 mil pessoas.

PROTOCOLO DE QUIOTO
    Em 1997, a 3ª Conferência das Partes (CoP-3) da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima aprova o Protocolo de Quioto, no Japão, pelo qual 38 países desenvolvidos se comprometem a reduzir até 2012 as emissões de gases que agravam o efeito estufa em 5,2%, em média, em relação aos níveis de 1990.
Um dos principais negociadores em Quioto é o então vice-presidente dos Estados Unidos, Albert Gore Jr., mas o Senado do país nunca ratifica o protocolo. O argumento, que havia sido usado pelo presidente George Herbert Walker Bush durante a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Rio-92), é que, ao não incluir a China e outros países em desenvolvimento, daria uma desvantagem competitiva para a economia norte-americana.

O fracasso do Protocolo de Quioto, que caduca em 2012, leva ao Acordo de Paris sobre Mudança do Clima, de 2015, que incluiu todos os países do mundo, menos a Síria. Todos apresentam metas voluntárias de redução das emissões de gases carbônicos e não correm o risco de punições ou sanções se não cumprirem o prometido.

Na CoP-26, realizada em novembro de 2021 em Glasgow, na Escócia, os países foram pressionados a apresentar metas mais ambiciosas. Se o que foi prometido até agora for cumprido, o que não está sendo, a expectativa dos cientistas é de um aumento de 2,7 graus centígrados na temperatura média da Terra até o fim do século em relação à era pré-industrial. A meta é conter o aquecimento global em 1,5 grau centígrado.

A CoP-27, realizada em novembro de 2022 em Charm al-Cheikh, no Egito, aprova a criação de um fundo global para ajudar os países pobres e em desenvolvimento a financiar a transição energética para uma economia de baixo carbono, mitigação, adaptação e reparação de perdas e danos. Os detalhes devem ser discutidos por uma comissão e apresentados na CoP-28, a ser realizada nos Emirados Árabes Unidos.

BERNIE MADOFF PRESO
    Em 2008, o bilionário norte-americano Bernard Madoff é preso sob a acusação de fraudar clientes com uma pirâmide financeira de US$ 65 bilhões que desaba com a Grande Recessão, a crise deflagrada pela falência do banco de investimentos Lehman Brothers, em 15 de setembro daquele ano.
Sua corretora, Bernard L. Madoff Investment Securities, dá altos retornos e atrai as aplicações de celebridades, filântropos ricos e indivíduos, muitos da comunidade judaica, instituições beneficentes, escolas e prefeituras. Conquista grande prestígio no centro financeiro de Wall Street até desabar na crise. Ele compra um iate e mansões em Palm Beach, na Flórida, e no Sul da França.

Ao contrário do que acontece no Brasil, não é necessária sentença condenatória transitada em julgado para mantê-lo preso. Condenado a 150 anos de reclusão, Madoff nunca mais é solto. Morre na cadeia em 14 abril de 2021.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Banqueiro texano é condenado a 110 anos por fraude

O banqueiro texano Allen Stanford foi sentenciado hoje a 110 anos de prisão nos Estados Unidos por uma fraude de US$ 7 bilhões por ter armado uma pirâmide financeira, aquele esquema em que antigos investidores são remunerados com o dinheiro dos novos investidores. No início, os ganhos são grandes; no fim, a conta não fecha.

A sentença é 40 anos menor do que a do empresário Bernard Madoff, mas 100 anos maior do que seus advogados queriam.

No processo, ficou provado que Stanford roubou dinheiro de seus clientes para financiar um estilo de vida extravagante na região do Mar do Caribe, reporta a agência Reuters.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Madoff é condenado a 150 anos de prisão

O ex-bilionário Bernard Madoff foi condenado hoje a 150 anos de prisão por um tribunal federal de Nova York, nos Estados Unidos, por fraude, rou, lavagem de dinheiro e obstrução de Justiça, entre outras acusações. Ele foi responsável pela maior fraude financeira da história do país, uma pirâmide financeira de US$ 60 bilhões.

Como a lei federal americana exige que o condenado cumpra pelo menos 80% da pena na cadeia, Madoff deve passar o resto da vida na prisão.

Seus advogados tinham pedido que ele pegasse apenas 12 anos, mas a procuradoria alegou que, além de tudo, ele não colaborou com a Justiça denunciando quem foram seus cúmplices nem ajudando a recuperar parte do dinheiro para indenizar quem foi prejudicado.

sábado, 27 de junho de 2009

EUA confiscam bens de Madoff

A Justica dos Estados Unidos confiscou todos os bens do ex-bilionário Bernard Madoff, denunciado por criar a maior pirâmide financeira da Historia, no valor de US$ 50 bilhões. É a maior fraude da atual crise econômico-financeira global.

Ele se confessou culpado das 11 acusações, que incluem fraude, perjúrio e lavagem de dinheiro.

O procurador distrital Denny Chin pediu que Madoff, de 71 anos, seja condenado a 150 anos de prisão. A mulher dele, Ruth Madoff, teria entregue bens no valor de US$ 80 milhões, ficando com US$ 2,5 milhões.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Madoff é preso e algemado por fraude bilionária

O homem que roubou US$ 65 bilhões na maior fraude até hoje nos Estados Unidos foi finalmente preso e algemado.

Depois de conquistar alto prestígio em Wall Street, e de fundar e presidir a bolsa Nasdaq, das ações de empresas de alta tecnologia, o megainvestidor Bernard Madoff confessou-se culpado de todas as 11 acusações de fraude financeira, roubo, perjúrio e lavagem de dinheiro.

O juiz suspendeu a fiança que lhe permitia responder ao processo em liberdade, alegando que Madoff tinha "incentivo" e "meios" para fugir. Ele será sentenciado daqui a três meses. Pode pegar até 150 anos de cadeia.

Madoff dirigia um fundo de investimentos que prometia altos rendimentos e funcionava como uma pirâmide. Os novos investimentos pagavam lucro aos antigos investidores.

Enquanto o dinheiro estava entrando e as bolsas de Nova York subindo, Madoff conseguiu enganar celebridades como Steven Spielberg e o escritor polonês Eli Wiesel, sobrevivente do Holocausto e ganhador do Prêmio Nobel da Paz, entre seus 4 mil clientes, inclusive brasileiros. Com a queda das bolsas e a crise financeira, a falcatrua veio à tona.

Wiesel ficou indignado e prometeu jamais perdoar Madoff, que roubou o dinheiro de um fundo para sobreviventes do Holocausto criado pelo escritor.

No Brasil, o Banco Safra prometeu garantir os investimentos feitos no fundo de Madoff.

Os procuradores-gerais dos estados americanos estão preparando uma onda de processos contra os responsáveis pelas fraudes financeiras e tacadas ilegais reveladas pela crise financeira global.

Em Nova York, o procurador Andrew Cuomo pretende processar o banco de investimentos Merrill Lynch, que pagou US$ 3,6 bilhões em bônus com dinheiro do Plano de Estabilização Financeira do governo George W. Bush.